Elite custeadora

18 de setembro de 2011 por Eliana Lima

Comentários 6

Na passarela do concurso universal das novas superpotências, o Brasil dá passos charmosos na disputa pela classificação.

Afinal, sua economia bilionária surfa não em marolinhas (essas ondas sem importância ficam para a crise que assombra apenas o primeiro mundo de pedegriee), mas em ondas-tubos.

As rentáveis empresas brasileiras vão somando bilhões. Bilhões…

Orgulho nacional, a Petrobras, por exemplo, é paparicada mundo afora pela sua riqueza e seu poder de crescimento e investimentos.

Até 2013, para se ter ideia, injetará R$ 356 bilhões em projetos de desenvolvimento acelerado no Brasil.

Mas existem dois setores clandestinos – porém públicos e notórios -, poderosos e bilionários de avanços desmedidos, que mancham o país na conquista do reconhecimento universal.

Eles: corrupção e tráfico de drogas.

Para estes, nunca faltam ‘projetos’, dinheiro, investidores, etc e tais.

A corrupção, como na abertura da coluna de domingo passado, é o maior projeto político brasileiro de todos os tempos. Implacável.

O outro é o tráfico de drogas, um negócio de bilhões que se compara ao petróleo, que, assim como no mundo árabe, mata e avilta o futuro na destruição dos seus jovens.

O pior do tráfico é o financiador, ou custeador, como queira, que no efeito bumerangue termina sendo a vítima não só pelos estragos devastadores na saúde física e mental, mas também pelas consequências sociais e criminológicas a que fica sujeito.

Pior ainda: com a agravante de suceder a violência ao inocente.

Quem são esses financiadores? Os consumidores, elementar.

Principalmente aqueles de potência aquisitiva. Enquanto o pobre ou desempregado que não têm como manter seu vício na valorosa cocaína se submete ao roubo, zelar boca de fumo e outros ilegais para comprar o ‘prazer’, os ricos não medem cifrões para que a droga seja de ‘alta qualidade’. Ou seja, na realidade são cúmplices e custeadores do crime organizado.

O tráfico se tornou uma força paralela às armadas oficiais. Seu poder de compra de fogo é de fazer inveja aos rebeldes líbios. Armamento bélico com grifos iraquianos, russos, americanos…

Como comércio clandestino, o tráfico lucra sem os deveres dos impostos.

Para quem discorda que consumidores são financiadores, é perguntar ao Tio Aurélio: financiar significa fornecer dinheiro, fundos, capitais; custear as despesas, a compra de alguma coisa.

Portanto…

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6 Comentários para “Elite custeadora”

  1. Alberto Cesar disse:

    OUTRO DANO GRANDE É O TRÁFICO DE INFLUÊNCIA E SABOTAGEM AO PRÓPRIO PAÍS. PALMAS PARA O RN QUE POSSUI

  2. terceiro dantas disse:

    Eliana,

    Ainda bem que das escribas você criou coragem para escrever texto digno de premiação nacional, especial com a responsabilização por parte desse segmento social que patrocina chaga terrível que destrona a dignidade familiar e implementa a degeneração social porque passamos.

  3. Eliana Lima disse:

    Se as campanhas contra a droga forem mais incisivas e as aplicações de leis para o custeador mais intolerantes, quem sabe, Terceiro, haverá uma solução. Obrigada.

  4. Clania disse:

    Eliana, triste realidade esta em que vivemos onde familias inteiras destruidas pelas drogas, enquanto os financiadores disto tudo dormem o sono dos justo?!?
    Parabens, Eliana, pela coragem que sempre demonstrou ter.

  5. Andrezito disse:

    Acho qu o primeiro grande erro está na própria politica ANTI-DROGAS.
    Que tal, ao invés de ANTI DROGAS, substituirmos por PRO- PESSOAS.
    Ao invés de combater o crack, que tal cuidar dos dependentes?

  6. FRANCISCO NUNES DE ARAUJO disse:

    GOSTEI,SE HA DEMANDA TEM TRAFICO

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