Arquivos da categoria ‘Economia’

Petrobras explica sobre suas distribuidoras no Uruguai

16 de agosto de 2017

Em nota emitida para a imprensa, a petrolífera diz que esclarece sobre as “questões que precederam os processos arbitrais internacionais a que recorreram suas distribuidoras de gás no Uruguai – Distribuidora de Gás de Montevideo S.A. (DGM) e Conecta S.A.”.

Eis:

1. As condições em que as concessões às suas distribuidoras de gás no Uruguai foram feitas originalmente, em 1994 e 1999, respectivamente, não perduraram. Mudanças nas condições de exportações do gás argentino para o Uruguai, única fonte de abastecimento de gás do país, causaram restrição de abastecimento e desequilíbrio econômico-financeiro nos contratos das distribuidoras no Uruguai, principalmente a partir de 2008. O preço de importação do gás argentino para o Uruguai foi multiplicado por 8 entre 2005 e 2015.

2. Ao longo de anos as empresas da Petrobras no Uruguai fizeram vários pedidos administrativos e reuniões entre dirigentes da companhia e das distribuidoras com ministros e outras autoridades uruguaias buscando uma colaboração para resolver os problemas estruturais que afetaram os contratos de concessão, sem atingir resultados.

3. A construção de uma planta regaseificadora na zona portuária de Montevidéu, inicialmente prevista pelo governo para entrar em operação em 2015, poderia resolver o problema do abastecimento. Porém, naquele ano, o governo uruguaio anunciou oficialmente a interrupção do projeto.

4. A partir de maio de 2017, as condições de fornecimento de gás para as distribuidoras no Uruguai pioraram. Ficaram mais caras e os novos custos ainda não foram devidamente repassados às tarifas pelo Estado uruguaio. Um novo contrato, negociado entre a estatal uruguaia Administración Nacional de Combustibles, Alcohol y Portland (ANCAP), e a estatal argentina Energia Argentina S.A. (ENARSA), sem participação das distribuidoras, é agora a única opção de aquisição do gás no Uruguai.

5. Em maio, o governo uruguaio resolveu executar garantia bancária da concessão da DGM, alegando descumprimento do pagamento de parte do arrendamento (“canon”) pelo uso dos bens concedidos. A DGM questionou oportunamente a legitimidade e licitude da parcela, por entender que a mesma se origina de inclusão abusiva de impostos e royalties argentinos no cálculo de cobrança pelo governo uruguaio. A DGM vinha pagando a parte não controvertida do “canon” e discutindo, em âmbito administrativo, a parte com a qual não concorda.

6. As distribuidoras da Petrobras seguem cumprindo com todas as suas obrigações e mantendo o serviço de distribuição de gás com os mais altos padrões de qualidade e segurança da indústria.

Petrobras inicia nova fase da venda de ativos no Paraguai

14 de agosto de 2017

A Petrobras informa que “iniciou a fase não vinculante do processo de venda de seus ativos no Paraguai”. Etapa em que são enviados aos interessados habilitados na fase anterior o memorando descritivo com informações sobre os ativos e as instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes.

Segundo a petrolífera, a “divulgação ao mercado está em consonância com a sistemática para desinvestimentos da Petrobras e alinhada às orientações do Tribunal de Contas da União (TCU)”.

Crise? Nenhuma! Bradesco Seguros tem fatura R$ 36,5 bilhões no semestre

27 de julho de 2017

Líder do mercado segurador nacional com atuação multilinha e presença em todas as regiões do país, o Grupo Bradesco Seguros encerrou o primeiro semestre de 2017 com faturamento de R$ 36,5 bilhões.

O resultado aponta um crescimento de 12,4% se comparado ao igual período do ano anterior, nos segmentos de Seguros, Capitalização e Previdência Complementar Aberta. O resultado supera o guidance de crescimento do Grupo Segurador para este ano, situado no intervalo de 6% a 10%.

O lucro líquido ultrapassou R$ 2,6 bilhões no semestre, superando em 3,9% o registrado no primeiro semestre de 2016. A expansão da receita, segundo o grupo, foi influenciada principalmente pelos segmentos de Vida e Previdência, cujas contribuições registraram evolução de 17,5%, além de Saúde e Capitalização, cujos prêmios cresceram 9,1% e 8,7%, respectivamente.

“É importante ressaltar o peso dos nossos diferenciais estratégicos na conquista desses resultados. A sinergia e a complementaridade com o Bradesco garantem ao Grupo Segurador uma posição privilegiada no que diz respeito à colocação de seus produtos. Já o perfil multirramo do Grupo possibilita compensar efeitos sofridos por determinados segmentos com ganhos em outras áreas de atuação”, comenta o presidente do Grupo Bradesco Seguros, Octavio de Lazari Junior.

Petrobras entra em período de silêncio

26 de julho de 2017

A Petrobras marcou para o dia 10 de agosto a divulgação do resultado do 2º trimestre de 2017, após o fechamento do mercado.

Assim, entre os dias 26 de julho e 10 de agosto, a companhia fica em período de silêncio, impossibilitada de comentar ou prestar esclarecimentos sobre seus resultados financeiros e perspectivas.

Segundo a petrolífera, a “iniciativa visa a atender às melhores práticas de governança corporativa, garantindo a equidade no tratamento das informações junto aos seus públicos de interesse”.

Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas se posiciona sobre reformatributária

20 de julho de 2017

Eis a nota emitida na tarde de hoje (20):

Sobre as medidas tributárias propostas pelo governo federal, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) defende que a maneira mais eficaz, justa e equitativa para se aumentar a arrecadação é estimular o crescimento econômico. Basta verificar que neste primeiro semestre de 2017 já houve um aumento da arrecadação em decorrência, exclusiva, do aquecimento da economia, ainda que inicial.

A geração de empregos, a demanda por produtos industrializados e a produção agrícola, criaram um ambiente para melhorar a arrecadação do governo. Qualquer tipo de medida que traga aumento de impostos acaba concentrando, ainda mais, a arrecadação tributária nas mãos de poucos em detrimento de uma distribuição mais equitativa da carga tributária.

A CNDL é a favor de uma reforma tributária ampla que corrija distorções e que permita o crescimento do setor produtivo para a geração de mais empregos e mais renda. A arrecadação tributária pode ser aumentada com o crescimento econômico, sem a necessidade de criação de impostos e aumento de alíquotas que penalizem setores específicos.

Distorções e PIS/Cofins

Dentre as principais distorções que precisam ser corrigidas estão as alíquotas de impostos estaduais e municipais diferenciadas. Outra deficiência é a criação de contribuições tributárias e fiscais que penalizam setores específicos. Um exemplo é o reajuste na contribuição do PIS/Cofins, que deve ser anunciado ainda esta semana pelo governo, e que constitui-se em mais uma distorção setorial.

“Quando se criam taxas, impostos em cima do setor de combustíveis, isso afeta o custo dos combustíveis, o transporte de matérias primas, de produtos industrializados, o que acaba recaindo sobre o consumidor final. Hoje, a carga tributária é muito concentrada em setores distintos”, destaca o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

O sistema tributário precisa de uma reforma ampla que traga justiça fiscal, amplie a base de contribuição da arrecadação e que permita o crescimento da economia para que a arrecadação de impostos seja maior.

Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)

RN tem saldo positivo na criação de empregos em junho

18 de julho de 2017

É o que afirma o Ministério do Trabalho, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Aponta que no mês de junho o RN apresentou saldo positivo de 453 novos postos de trabalho. O setor que mais contratou no estado foi a Agropecuária, com 709 novos postos criados.

Segundo o MT, o “saldo positivo no Rio Grande do Norte foi gerado pela diferença entre 11.944 contratações e 11.491 demissões, representando um crescimento de 0,11% em relação ao mês de maio. Outro setor que contribuiu de forma expressiva para este resultado foi o da Indústria de Transformação, gerando 191 novas vagas de emprego”.

“Esse resultado confirma, mais uma vez, a tendência de recuperação gradual do mercado de trabalho do Brasil”, comentou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

Produção de petróleo e gás natural atinge 2,81 milhões de barris/dia

17 de julho de 2017

O pré-sal atinge novo recorde mensal, com produção de 1,35 milhão de barris de petróleo por dia no mês de junho. E a produção de petróleo e gás natural operada alcançou o novo recorde de 1,69 milhão de boed.

Contribuíram para esse resultado o início de produção da plataforma P-66, no campo de Lula, e a entrada em produção, ao longo deste ano, de novos poços produtores conectados aos FPSOs Cidade de Caraguatatuba, Cidade Ilhabela, Cidade de Maricá, Cidade de Mangaratiba e Cidade de Saquarema – todos instalados na Bacia de Santos.

A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras , em junho, foi de 2,81 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). Desse total, 2,70 milhões boed foram produzidos no Brasil e 113 mil boed no exterior. A produção média de petróleo no país foi de 2,20 milhões de barris por dia (bpd), volume 0,6% superior ao de maio.

Petrobras abre venda de ativos no Paraguai

7 de julho de 2017

A Petrobras iniciou a etapa de divulgação da oportunidade de desinvestimento (teaser) referente à venda de seus ativos no Paraguai.

A petrolífera pretende alienar integralmente sua participação acionária nas empresas Petrobras Paraguay Distribución Limited (PPDL UK), Petrobras Paraguay Operaciones y Logística SRL (PPOL) e Petrobras Paraguay Gas SRL (PPG).

No Paraguai, a companhia atua, por meio das sociedades acima discriminadas, no mercado de distribuição e comercialização de combustíveis, GLP e lubrificantes, e dispõe de uma rede de 197 estações de serviços e 113 lojas de conveniência.

Também nos segmentos de aviação, com operação em três aeroportos, e de grandes consumidores (“B2B”), sendo a maior distribuidora de combustíveis no país. Em termos de logística, ainda conta com um terminal próprio de distribuição na cidade de Villa Elisa.

GOL renova opções de lanches de bordo na ponte aérea

3 de julho de 2017

O serviço de bordo na ponte aérea Congonhas (SP) e Santos Dumont (Rio) da GOL Linhas Aéreas abriu o leque de novos produtos que serão servidos gratuitamente a bordo, com variações dos alimentos de acordo com os horários e dias da semana.

O serviço foi dividido em ciclos, que mudam a cada dois dias. Nos primeiros voos da manhã, das 6h às 9h40, o serviço pode oferecer bolo formigueiro de banana, broa de fubá com goiabada, mini sanduíche com pão australiano recheado com pasta de salsinha e lombo canadense, salada de frutas ou croissant de doce de leite. Já na parte da tarde e noite, das 15h40 às 23h, entra no cardápio pão de legumes com salpicão de frango, wrap de lagarto desfiado, enroladinho de alho poró, enroladinho de espinafre, ou wrap de frango empanado. No intervalo das 09h40 às 15h40, as tradicionais de opções de snacks integrais e orgânicos da Mãe Terra – o Tribos (salgado) ou o Cookie (doce), também é oferecido sem custo. Para acompanhar, é possível escolher por refrigerantes, sucos, água ou café.

Venda da Liquigás para a Ultrapar passa por diligências

3 de julho de 2017

O processo de alienação da Liquigás Distribuidora S.A., subsidiária integral da Petrobras, para a Companhia Ultragaz S.A., subsidiária da Ultrapar Participações S.A., foi considerado complexo pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Assim determinou algumas diligências.

As principais diligências determinadas foram: (i) aguardar informações diversas já solicitadas que subsidiarão a análise da Superintendência-Geral e do Departamento de Estudos Econômicos (DEE) do CADE na elaboração de estudo quantitativo a respeito de impactos concorrenciais decorrentes da operação; (ii) requerer dados de fabricantes de botijões; (iii) requerer dados de concorrentes e clientes sobre o mercado de GLP como propelente em aerossóis; (iv) requerer às partes a demonstração das medidas que serão adotadas para que as alegadas eficiências econômicas geradas pela operação sejam compartilhadas com o consumidor.

Petrobras reduz preços da gasolina e do diesel

3 de julho de 2017

Já está vigorando a redução do preço da gasolina e do diesel nas refinarias. A decisão foi guiada devido o aumento significativo nas importações no último mês, sinalizando a necessidade de ajustes de competitividade no mercado interno, além de refletir as variações recentes nos preços internacionais de petróleo e fretes.

Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, os ajustes realizados nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Depende de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores.

Se o ajuste anunciado hoje for integralmente repassado e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel poderá cair 2,7%, ou cerca de R$ 0,08 por litro, em média, e a gasolina, 2,4% ou R$ 0,09 por litro, em média.

É o último reajuste feito pela companhia antes da delegação da decisão de reajustar os preços da gasolina e do diesel à área de Marketing e Comercialização até o limite de 7% acumulado para mais ou para menos sobre os preços vigentes dos derivados nas refinarias.

A delegação, que permitirá reajustes mais frequentes, podendo até ser diários, entra em vigor hoje (3). Portanto, o reajuste aqui anunciado não entra na conta do limite de 7% para mais ou para menos que será adotado a partir de hoje.

Gastos de brasileiros no exterior atingem US$ 1,4 bilhão em maio

28 de junho de 2017

Crise? Que crise?

Pelo menos para os muitos brasileiros que viajaram ao exterior e gastaram US$ 1,496 bilhão em maio deste ano não deve existir crise.

De acordo com dados do Banco Central (BC), em Brasília, é o maior valor para o mês desde 2014, quando o total ficou em US$ 2,259 bilhões. Os gastos de maio deste ano ficaram 34,41% acima do registrado em igual mês de 2016 (US$ 1,113 bilhão).

De janeiro a maio de 2017, as despesas no exterior ficaram em US$ 7,295 bilhões contra US$ 5,161 bilhões registrados em igual período de 2016, informa a EBC.

E no Brasil?

Bem, as receitas de estrangeiros no Brasil somaram US$ 419 milhões em maio, e US$ 2,682 bilhões nos cinco meses do ano contra US$ 434 milhões e US$ 2,754 bilhões registrados, respectivamente, em iguais períodos do ano passado, diz a EBC.

O saldo da conta de viagens internacionais fechou os cinco meses do ano com déficit de US$ 4,613 bilhões. A projeção do BC para o resultado negativo dessa conta este ano foi mantida em US$ 12,5 bilhões.

Petrobras analisa abertura de capital da Petrobras Distribuidora

23 de junho de 2017

A Diretoria Executiva da Petrobras autorizou a elaboração de estudos para abertura de capital de sua subsidiaria integral Petrobras Distribuidora S.A.. Agora, será submetida à apreciação do Conselho de Administração.

Se aprovada, será conduzida por meio de oferta pública secundaria de ações, e terá como um de seus objetivos promover a dispersão acionária da BR.

“Nós já vimos um grande número de IPOs este ano e achamos então que temos condições de mercado extremamente favoráveis para que a empresa considere essa medida”, destacou o presidente Pedro Parente. “Essa deve ser uma alternativa que venha a ser aprofundada”, disse, durante o19º Encontro Internacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais, em São Paulo, onde fez o anúncio.

Depois de breve respiro, empresariado volta ao ceticismo

22 de junho de 2017

Após quatro meses de estabilidade, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu para 51,9 pontos em junho, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Redução de 1,8 ponto na comparação com maio. Na análise, o país ainda enfrenta dificuldades para superar a crise. “Como ainda mantém-se acima da linha divisória de 50 pontos, o ICEI revela que os empresários permanecem confiantes, mas a confiança se reduziu entre maio e junho”, trecho do estudo, divulgado hoje (22).

Os indicadores da pesquisa variam em uma escala que vai de zero a 100 pontos. De acordo com o estudo, quando o índice fica acima de 50 pontos, os empresários estão confiantes. A CNI observa, no entanto, que o índice de junho é insuficiente para estimular o investimento industrial. Embora esteja 6,2 pontos acima do registrado em junho do ano passado, a confiança do empresário continua abaixo da média histórica de 54 pontos, informa a Agência Brasil

A pesquisa foi feita entre 1º e 12 de junho, com 2.958 empresas. Dessas, 1.173 são pequenas, 1.112 são médias e 673 são de grande porte. O ICEI antecipa tendências de produção e de investimento.

Produção da Petrobras em maio foi de 2,8 milhões de barris por dia

19 de junho de 2017

A Petrobras informou que a produção total de petróleo e gás natural no mês de maio foi de 2,80 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo 2,68 milhões boed produzidos no Brasil e 120 mil boed no exterior.

A produção média de petróleo no país foi de 2,18 milhões de barris por dia (bpd), volume 3,9% superior ao de abril.

Para a companhia, o “resultado se deve, principalmente, ao início de produção de mais um projeto, no sul do campo de Lula, na Bacia de Santos, através da plataforma P-66, no dia 17 de maio; ao retorno à produção após parada para manutenção das plataformas P-37 (campo de Marlim na Bacia de Campos) e FPSO Cidade de Angra dos Reis (campo de Lula), assim como a entrada de um novo poço produtor no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos”.

A produção de gás natural no Brasil, excluído o volume liquefeito, foi de 78,9 milhões de m³/d, 0,5% acima do mês anterior.

Produção do pré-sal

Em maio, a produção de petróleo e gás natural operada pela Petrobras (parcela própria e dos parceiros), na camada pré-sal, foi de 1,57 milhão de boed, volume 5,1% acima do realizado no mês anterior. Esse resultado decorreu, principalmente, do início da produção do projeto Lula Sul, através da P-66, e do retorno à produção após parada para manutenção da plataforma FPSO Cidade de Angra dos Reis.

Importante ressaltar que na comparação com maio de 2016, houve um aumento de 37% da produção da camada pré-sal.

Produção de petróleo e gás no exterior

A produção de petróleo nos campos do exterior foi de 65 mil bpd, volume 1% acima do mês anterior. Esse desempenho resultou, principalmente, da entrada em produção de um novo poço no campo de Saint Malo, nos EUA.

A produção de gás natural foi de 9,3 milhões de m³/d, 3% abaixo do volume produzido em abril de 2017. Essa redução foi consequência, principalmente, da menor demanda da produção de gás na Bolívia.

Apesar da crise, brasileiros já pagaram R$ 1 trilhão em impostos

16 de junho de 2017

Enquanto se alardeia a crise econômica nunca vista antes na história do Brasil, a cifra de R$ 1 trilhão em tributos do pobre-rico-dinheiro dos contribuintes chega 19 dias de antecedência em relação ao ano passado.

A marca está registrada a partir de hoje (16) no Impostômetro. Representa somatório de impostos, taxas e contribuições pagos pelos brasileiros este ano.

Em 2016, a calculadora de tributos alcançou a cifra apenas no dia 5 de julho. Os números são do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), responsável pela metodologia de cálculo.

O painel do Impostômetro em Natal está instalado na frente da Faculdade Uninassau, na Av. Engenheiro Roberto Freire.

“Um dos fatores que tem contribuído para este aumento na arrecadação é a liberação das contas inativas do FGTS. Os recursos aqueceram as vendas no varejo que registraram uma alta significativa, representada principalmente pela arrecadação dos tributos incidentes sobre o consumo”, explica a professora Edna Medeiros, do curso de Ciências Contábeis e especialista em Análise Tributária.

Em 2017, o brasileiro trabalhou 153 dias apenas para pagar impostos e o cenário é de insatisfação, segundo a especialista. “Podemos traduzir em uma população que anseia por desenvolvimento econômico, social e uma reforma tributária”, analisa.

Além do impacto, os números trazem um alerta: uma pesquisa do próprio instituto mostra que o Brasil é um dos piores países do mundo em reverter a arrecadação em bem estar para a população.

Esses são os números do Índice de Retorno e Bem Estar Social (IRBES) que colocam o nosso país em 30º lugar, bem atrás de outras nações como Austrália (1º colocado), Coreia do Sul (2º) e Estados Unidos (3º).

Para se ter ideia, os mais de R$ 990 bilhões registrados essa semana renderiam mais de R$ 191 milhões se aplicados na poupança. O valor corresponde também a mais de 2,2 bilhões de cestas básicas. Em nível estadual, os potiguares terão pago até sexta-feira mais de R$ 6,5 bilhões. Todos os dados estão disponíveis no site do Impostômetro <http://www.impostometro.com.br>.

O valor exibido no contador considera todos os montantes arrecadados pelas três esferas de governo a título de tributos: impostos, taxas e contribuições, incluindo as multas, juros e correção monetária. O Impostômetro é uma iniciativa da Associação Comercial de São Paulo. Em parceria com o Grupo Ser Educacional, o equipamento está instalado em diversas unidades das faculdades espalhadas pelo Brasil.

RN arrecada R$ 1,2 bilhão de ICMS no 1º trimestre

9 de junho de 2017

Mesmo com a forte crise econômica, a arrecadação do ICMS ( Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) no RN cresceu +0,7% no primeiro trimestre de 2017, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Com o crescimento, o Estado arrecadou R$ 1,29 bilhão até março, segundo levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste, com dados do Banco Central e Ministério da Fazenda.

No Nordeste, foram arrecadados R$ 17,7 bilhões no trimestre, incremento real de 1,4%. O aumento também foi verificado em outros seis Estados nordestinos: Sergipe (+5,3%), Paraíba (+5,1%), Pernambuco (+4,5%), Alagoas (+2,5%), Ceará (+1,5%) e Piauí (+0,5%).

De acordo com os dados, o setor terciário, que congrega atividades de comércio de bens e prestação de serviços, respondeu por quase metade da arrecadação nordestina (44,4%), com crescimento de 6,7%.

Quanto à perda verificada no Maranhão (-4,4%) e Bahia (-0,5%), a explicação reside na queda da arrecadação dos setores de petróleo, combustíveis e lubrificantes, bem como no setor de energia.

O setor petrolífero teve a maior variação negativa do Nordeste (-11,8%), com principal queda registrada no Maranhão (-80,4%). E o setor energético vem em seguida (-10,0%), com maior impacto verificado na Bahia (-19,8%).

Maaasss…os principais picos no setor primário foram obtidos pelos estados de Pernambuco (+72,9%) e Maranhão (+70,9%). No setor secundário, Sergipe registrou o melhor desempenho (+16,0%), seguido por Alagoas (+13,0%). E o setor terciário, que liderou o crescimento regional, se destacou em Alagoas (+10,1%) e Maranhão (8,0%).

A arrecadação de ICMS no Brasil alcançou R$ 107,7 bilhões no primeiro trimestre, que corresponde a incremento real de 0,2% no período.

Caixa abre R$ 1 bilhão para micro, pequenas e médias indústrias

8 de junho de 2017

A Caixa Econômica Federal vai disponibilizar mais de R$ 1 bilhão para micro, pequenas e médias empresas do segmento industrial, para que empresas associadas à CNI encontrem soluções financeiras e serviços bancários adequados às suas necessidades.

As linhas de Crédito Especial Empresa e GiroCaixa oferecem prazo de até 36 meses para pagamento e taxas a partir de 1,52%. No BNDES Progeren, o prazo chega a 60 meses, com até 12 meses de carência. As empresas associadas à CNI ainda contarão com isenção de três meses na cesta de serviços.

Nas linhas de crédito para financiamento e investimentos, o prazo chega a 120 meses, com até 24 meses de carência, no BNDES Finame.

A taxa de juros é composta de TJLP, 1,7% a.a. (taxa BNDES), 0,4% a.a. (Intermediação Financeira) e taxa Caixa (a partir de 2,95% a.a.). No Proger, o empresário conta com taxa de juros a partir de 5% a.a. + TJLP, com prazo de até 48 meses e até 6 meses de carência.

Grupo da Cosern será a maior empresa elétrica no Brasil e na AL

8 de junho de 2017

Os acionistas da Neoenergia, controlada pelo Iberdrola, conglomerado que tem a Cosern no seu leque de investimentos, incorporou os negócios da Elektro para criar a maior empresa elétrica no Brasil e na América Latina.

A Elektro é uma empresa de distribuição, geração e comercialização de energia elétrica, com 99,99% de participação da Iberdrola. Opera nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, em uma área de concessão de mais de seis milhões de pessoas.

Com a aquisição, cria-se a maior empresa elétrica do Brasil e a primeira da América Latina por número de clientes, com 13,4 milhões de unidades consumidoras e com grande representatividade no setor regulado.

Presidente da Iberdrola, Ignacio Galán explica que “graças ao acordo com os nossos sócios Previ e Banco do Brasil, cria-se a maior empresa elétrica do Brasil e da América Latina, o que reforça o nosso compromisso de contribuir para o desenvolvimento energético brasileiro”.

“A integração da Elektro à Neoenergia corresponde, do mesmo modo, aos objetivos estipulados nas Perspectivas Estratégicas 2016-2020 da Iberdrola: apostar nos negócios regulados e estáveis, assim como consolidar e controlar a gestão da nossa atividade no Brasil”, acrescenta.

A empresa resultante (que reunirá os ativos de distribuição, transmissão, geração e comercialização de eletricidade da Neoenergia e da Elektro) terá aproximadamente a seguinte repartição acionária: 52,45% será controlado pela Iberdrola, 38,21% corresponderá à Previ e 9,35% ao Banco do Brasil.

O acordo alcançado entre os sócios inclui o compromisso da Iberdrola de que a companhia entre na Bolsa (abertura de capital da empresa) quando a Previ e o Banco do Brasil considerarem oportuno.

A companhia atuará em um território com uma população superior a 43 milhões de pessoas (em comparação com os 18 milhões da Iberdrola na Espanha) e terá 13,4 milhões de unidades consumidoras

A área de concessão da empresa terá uma abrangência 836.000 km2 e sua rede de distribuição se estenderá por 585.000 km, em comparação com os 190.000 km2 e 268.000 km, respectivamente, da Iberdrola na Espanha

Possuirá uma base de ativos regulados de aproximadamente 3,657 bilhões de euros

A cifra agregada de receitas da Neoenergia e da Elektro para o exercício 2016 gira em torno de 7,935 bilhões de euros, com um EBITDA de cerca de 934 milhões de euros.

Banco do Brasil empresta R$ 7 bilhões à Petrobras

2 de junho de 2017

A Petrobras obteve financiamento de R$ 7 bilhões do Banco do Brasil, na modalidade de Nota de Crédito a Exportação (NCE), com vencimento em 2022.

Assim, liquidou antecipadamente NCEs no valor de R$ 6 bilhões, que venceriam em 2019, com o banco. “A Petrobras continuará avaliando novas oportunidades de financiamento de acordo com a sua estratégia de gerenciamento de passivos, que visa à melhora do perfil de amortização e à redução do custo da dívida, levando em consideração as metas de desalavancagem previstas em seu Plano de Negócios e Gestão 2017-2021”, destacou a  direção da companhia.