Arquivos da categoria ‘Polícia’

Chegou a vez da prisão de Cândido Vaccarezza

18 de agosto de 2017

Em fase inédita da Lava Jato, a Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (18) duas fases, a 43ª e a 44º fases, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Um dos alvos é o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza, que seria o articulador de um esquema de corrupção de um grupo de executivos da Petrobras.

Ex-deputado pelo PT, Vaccarezza hoje é do PTdoB. Já foi do PR e líder dos governos Dilma e Lula.

Associação de subtenentes e sargentos é contra exoneração do coronel Azevedo

15 de agosto de 2017

Por meio do presidente, subtenente Eliabe, a Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares do RN emitiu nota para externar a insatisfação pela exoneração do coronel André Azevedo do comando-geral da PM.

Eis a nota:

É com surpresa e decepção que recebi a notícia da exoneração do Comandante Geral da PMRN, Coronel Azevedo. Perde a Polícia Militar, perde a população, perde a segurança pública do RN. O crime agradece.

Para o atual governo é mais fácil trocar o Comandante da PMRN do que ouvi-lo nas suas reivindicações na tentativa de buscar uma solução para diminuição da violência através das condições adequadas de trabalho dos seus comandados.

Agindo assim o governador Robinson Faria passa para a população a falsa impressão de que o caos na Segurança Pública do RN é culpa da Polícia Militar. Um equívoco, pois a PMRN tem feito o que lhes compete, mesmo diante de todas as dificuldades enfrentadas na luta contra o crime.

Falta de efetivo, Coletes vencidos, viaturas insuficientes, falta de custeio para manutenção da frota existente, salários atrasados, pagamento de promoções atrasados, pagamento dos níveis do subsídio atrasados, diárias operacionais defasadas, descumprimento de acordo pactuado em 14 de fevereiro com os policiais militares. Estas são algumas das sérias dificuldades enfrentadas pela polícia militar e que com certeza comprometem o serviço prestado a população do RN.

Ao Coronel Azevedo, em nome da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares do RN agradecemos e, ao mesmo tempo reconhecemos o seu esforço, compromisso e dedicação na busca por uma segurança pública melhor para profissionais e população do RN.

Atenciosamente,

Presidente da ASSPMBMRN, Subtenente Eliabe

Braço direito de Eduardo Paes é alvo da Lava Jato

15 de agosto de 2017

No Rio, a Polícia Federal bateu na porta da residência e do escritório de Rodrigo Bethlem (PMDB), ex-deputado e ex-secretário estadual de Assistência Social do Rio, considerado braço direito do ex-prefeito Eduardo Paes (PMDB).

Trata-se de parte da Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato, autorizadas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal.

Rodrigo Bethlem é suspeito de ter participado de um esquema de corrupção envolvendo os empresários do transporte Lélis Teixeira e Jacob Barata Filho, presos em julho, segundo o Congresso em Foco.

O Ministério Público Federal (MPF) afirma que captou menagens nos celulares de presos na Ponto Final que indicam o ex-secretário como intermediário do esquema.

Operação desarticula esquema que movimentou mais de R$ 5,7 bilhões em cinco estados

15 de agosto de 2017

Para desarticular uma organização criminosa transnacional especializada na prática de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, ação em conjunta entre a Polícia Federal e a Receita Federal foi deflagrada hoje (15), sob o nome Operação Hammer-on.

De acordo com a PF, empresas controladas pela organização criminosa investigada movimentaram mais de R$ 5,7 bilhões de origem ilícita no período de 2012 a 2016.

Cerca de 300 policiais federais e 45 servidores da Receita cumprem 153 mandados expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba – dois de prisão preventiva, 17 de prisão temporária, 53 de condução coercitiva e 82 de busca e apreensão em várias cidades do Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Santa Catarina.

As investigações, iniciadas em 2015, apontam “cinco núcleos interdependentes que utilizavam contas bancárias de várias empresas, em geral fantasmas, para receberem vultosos valores de pessoas físicas e jurídicas interessadas em adquirir mercadorias, drogas e cigarros provenientes do exterior, especialmente do Paraguai”, diz a PF.

Nome

“Hammer-on é uma técnica usada em instrumentos de corda para ligar duas notas musicais com uma mesma mão. Fazendo-se novamente referência à teoria musical, na operação Hammer-on, numa só toada, com uma só mão, ligaram-se duas notas musicais (intermediários e demandantes)”.

Brasil acorda com três operações da PF, uma no RN

15 de agosto de 2017

A Polícia Federal deflagrou nas primeiras horas da manhã de hoje três operações: uma no Rio de Janeiro, como desdobramento da Lava Jato; uma em cinco estados, chama de Hammer-On, que combate lavagem de dinheiro e evasão de divisas; outra em Natal e na Praia de Pirangi, desdobramento da Operação Dama de Espadas, que chegou à espera federal com a delação premiada da ex-procuradora da Assembleia Legislativa Rita das Mercês.

Em Natal, foram alvos o apartamento do governador Robinson Faria em Areia Preta, a casa no condomínio Porto Brasil, em Pirangi; Governadoria e Escola da Assembleia Legislativa.

Segundo nota da PF, o ministro Raul Araújo Filho, do STJ, “determinou que fosse iniciada investigação preliminar para apurar os crimes de organização criminosa e obstrução da Justiça que estariam sendo praticados pelo governador do Estado com ajuda de servidores estaduais”.

Foram nove mandados de busca e apreensão e dois de prisão: Magaly Cristina, responsável pela AL Cidadã, e Adelson Reis (que nas horas vagas imita o personagem ZéBonitinho). Segundo os investigadores, RF é suspeito de praticar atos na contratação de funcionários fantasmas na folha de pagamento da AL, desde 2006.

Na mitologia grega, Anteros é a antítese do irmão Eros. Remete à antipatia, aversão. Enquanto Eros une, Anteros separa, desune e desagrega.

Desembargadores na mira de criminosos

14 de agosto de 2017

No início da manhã de hoje (14), dois assaltantes foram baleados pelo motorista-segurança do desembargador Virgílio Macedo, do Tribunal de Justiça (TJ), por volta das 6h, no momento em que tentavam levar o carro oficial do magistrado, em frente ao apartamento onde mora, no Tirol. Os dois foram socorridos pelo Samu e levados ao Hospital Walfredo Gurgel.

No final da manhã, o carro do desembargador Cláudio Santos foi tomado de assalto e o motorista levado como refém, enquanto este esperava o filho do magistrado deixar o colégio, na Rua Floriano Peixoto, em Petrópolis.

Associação emite nota de pesar pelo assassinato do PM Amauri

14 de agosto de 2017

O corpo do subtenente PM Amauri Soares foi encontrado na noite de ontem (15) pela equipe do Corpo de bombeiros na área do mangue do Rio Potengi.

O PM estava desaparecido desde o dia 10 (quinta-feira) após ser alvo de criminosos enquanto pescava com colegas. Os outros dois sobreviveram.

Eis a nota:

É com tristeza e indignação que os membros da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBMRN) – receberam a notícia sobre a morte do Subtenente Amauri Soares Firmo, desaparecido desde a tarde de quinta-feira (10), vítima de ataque de criminosos enquanto pescava no Rio Potengi, em Natal.

O associado ST Amauri, admirável profissional, faria 52 anos na próxima quarta-feira (16), e foi mais uma vítima da insegurança do Rio Grande do Norte. Ele formou-se Sargento em 1996 e deixa esposa e dois filhos amados.

Estendemos nossos sentimentos de tristeza à família do policial e a todo o quadro de colegas e amigos da Polícia Militar do RN.

Eliabe Marques

Presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do RN

Até tu, Bendine!

27 de julho de 2017

A manhã desta quinta (27) começou com policiais federais nas ruas para cumprir mandados de prisão, busca e apreensão. É a 42ª fase da Operação Lava-Jato.

Entre os presos, Aldemir Bendine, que presidiu o Banco do Brasil e a Petrobras no governo do PT. Segundo o procurador da República Athayde Ribeiro Costa, “é incrível topar com evidências de que, após a Lava Jato já estar em estágio avançado, os criminosos tiveram a audácia de prosseguir despojando a Petrobras e a sociedade brasileira”.

As investigações, segundo o MPF, apontam Bendine e os operadores financeiros André Gustavo Vieira da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Jr, também presos, solicitaram propina em 2015 – após várias operações da Lava-Jato realizadas.

Diante da ousadia, o procurador defende, em nota divulgada pelo MPF: “Os crimes recentes são a prova viva de que a prisão é necessária para frear o ímpeto criminoso de um esquema que vem desviando bilhões há mais de década”.

Maaasss…o advogado de Bendine, Pierpaolo Cruz Bottini, disse ser “desnecessária” a prisão temporária do cliente, que foi encontrado em sua casa, no município de Sorocaba (SP).

Sócios da empresa de publicidade Arcos, os operadores financeiros são suspeitos de viabilizarem R$ 3 milhões em propinas pagas pela Odebrecht em favor de Bendine.

A operação foi batizada de Cobra, em referência ao codinome de Bendine na planilha do Setor de Operações Estruturadas da empresa.

Justiça determina uso de coletes balísticos por policiais federais no RN

27 de julho de 2017

Titular da 1ª Vara Federal do RN, o juiz Magnus Delgado concedeu liminar solicitada pelo Sindicato dos Policiais Federais (Sinpef-RN) que determina a obrigatoriedade do uso de coletes balísticos por policiais federais, com prazo de validade legal.

Para garantir a integridade física dos policiais, os coletes novos devem ser disponibilizados imediatamente, no prazo de 48 horas, para todos os policiais federais lotados no RN.

E mais: o número de policiais federais escalados para realizar qualquer trabalho operacional não pode exceder o número de coletes balísticos disponíveis pela Superintendência da Polícia Federal no estado.

No momento, segundo o Sinpef, são 13 coletes balísticos atualmente disponibilizados.

O magistrado estipulou multa diária no valor de R$ 1 mil em caso de descumprimento do provimento de urgência. E determinou que os gestores não podem abrir qualquer procedimento administrativo se o policial se negar a sair sem o equipamento de proteção individual.

Zelotes volta à cena com dois presos pela PF

26 de julho de 2017

A Operação Zelotes volta à cena. Deflagrada em março de 2015 pela Polícia Federal, investiga esquema de corrupção no Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais), órgão colegiado do Ministério da Fazenda responsável por julgar os recursos administrativos de autuações contra empresas e pessoas físicas por sonegação fiscal e previdenciária.

Pois bem, hoje (26), a PF prendeu dois investigados: o auditor da Receita Eduardo Cerqueira Leite e Mario Pagnozzi, do escritório Pagnozzi & Associados Consultoria Empresarial. Ordem do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, em Brasília. O magistrado considerou que eles soltos podem destruir ou ocultar provas.

O grupo é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de envolvimento em esquema pagamento de propina para livrar o BankBoston, atualmente Itaú Unibanco, de autuações milionárias. O Fisco teria deixado de recolher R$ 509 milhões.

Na ação, os procuradores pedem que os citados também sejam condenados a pagar indenização de R$ 100 milhões por “danos morais coletivos”. Não há executivos do Itaú Unibanco entre os denunciados.

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Em nota, o banco diz que “não é parte do processo e não teve acesso à decisão mencionada”, e garante que “em 2006, adquiriu as operações do BankBoston no Brasil, sendo que o contrato de aquisição não abrangeu a transferência dos processos tributários do BankBoston, que continuaram sob inteira responsabilidade do vendedor, o Bank of America.

Mais: afirma que o Itaú “não tem e não teve qualquer ingerência na condução de tais processos nem tampouco qualquer benefício das respectivas decisões. O Itaú esclarece, ainda, que nenhum dos denunciados foi funcionário ou diretor desta instituição”.

Comissão de Ética da Presidência abre processo contra ministros e ex-ministros

3 de julho de 2017

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República anunciou hoje (3) que intimou os ex-ministros Geddel Vieira (PMDB) e Guido Mantega (Fazenda); o governador mineiro Fernando Pimentel, os atuais  ministros Gilberto Kassab (Comunicações) e Marcos Pereira (Indústria e Comércio), mais Antonio Carlos Ferreira, vice-presidente corporativo da Caixa Econômica, para prestar esclarecimentos.

A abertura de processo contra todos partiu de investigações originadas de delações de executivos das JBS. Estão envolvidas em acusações de recebimento de recursos ou troca de favores em benefícios privados.

Geddel será investigado pela suposta compra de silêncio. Kassab teria recebido R$ 350 mil (em notas frias) por mês enquanto ministro de Dilma Rousseff e Michel Temer.

Marcos Pereira por financiamentos na CEF. Teria recebido R$ 500 mil por mês da J&F para facilitar acordos da empresa na CEF.

Fernando Pimentel, ex-ministro da Indústria, teria recebido R$ 300 mil por mês para financiar sua campanha de 2014.

Justiça Federal do RN emite nota sobre a Operação Manus

6 de junho de 2017

Eis a nota:

Sobre a operação Manus, deflagrada na manhã de hoje pela Polícia Federal no Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Paraná, a Justiça Federal no Rio Grande do Norte esclarece que o processo está tramitando em segredo de justiça. As acusações são referentes a supostos pagamentos de propinas feitos por empreiteiras com destinação a dois políticos e que teriam contado com a conivência de empresários que atuaram para lavagem de dinheiro.

Os 33 mandados de prisões preventivas, conduções coercitivas e buscas e apreensões foram expedidos pelo Juiz Federal Francisco Eduardo Guimarães Farias, titular da 14ª Vara no Rio Grande do Norte.

Os indícios apontam para o fato de que as empresas Carioca Engenharia, Odebrecht e OAS pagaram propina a políticos, com a promessa de favorecimento em obras, privatizações e facilidade em pagamento de construções.
Logo após toda operação ser concluída, a JFRN emitirá uma nova comunicação sobre os desdobramentos e maiores detalhes.

Natal, 6 de junho de 2017 às 10h01

A mão que lava a outra

6 de junho de 2017

Natal amanheceu hoje (6) com policiais federais em ação. Cumpriam, incluindo o Paraná, cinco mandados de prisão preventiva, seis mandados de condução coercitiva e 22 mandados de busca e apreensão, em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal.

É a Operação Manus, que apura atos de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro envolvendo a construção da Arena das Dunas. O sobrepreço identificado chega a R$ 77 milhões.

Entre os presos, o ex-deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB) e o secretário de Obras de Natal, Fred Queiroz. Segundo a PF, a “investigação realizada se iniciou após a análise das provas coletadas em várias das etapas da Operação Lava Jato, que apontavam solicitação e o efetivo recebimento de vantagens indevidas por dois ex-parlamentares cujas atuações políticas favoreceriam duas grandes construtoras envolvidas na construção do estádio”.

“A partir das delações premiadas em inquéritos que tramitam no STF e por meio de afastamento de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos, foram identificados diversos valores recebidos como doação eleitoral oficial, entre os anos de 2012 e 2014, que na verdade consistiram em pagamento de propina. Identificou-se também que os valores supostamente doados para a campanha eleitoral em 2014 de um dos investigados foram desviados em benefício pessoal”.

O nome da operação é referência ao provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”, cujo significado é uma mão esfrega a outra, uma mão lava a outra. Às 10h a PF concede entrevista coletiva.

Campanha de Hadad na mira da PF

1 de junho de 2017

A manhã desta quinta-feira (1º) começou também com a Operação Cifra Oculta, pela Polícia Federal (PF). No alvo, lupas sobre crimes eleitorais e lavagem de dinheiro em torno da campanha de Fernando Haddad (PT) para a Prefeitura de São Paulo em 2012.

Policiais cumprem nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, em São Paulo, São Caetano e Praia Grande. Na mira, a gráfica Souza&Souza, que pertencia a familiares do ex-deputado estadual Francisco Carlos de Souza (PT).

 

Trata-se de desmembramento da Lava-Jato, iniciado em novembro de 2015, diante da decisão do STF de desmembrar a colaboração premiada de executivos da empresa UTC em anexos para a investigação nos estados.

Assim, chegou-se ao pagamento, pela empreiteira, de dívidas da campanha de 2012 em São Paulo referentes a serviços gráficos no valor de R$ 2,6 milhões.

Delatores da Lava Jato relataram que a gráfica recebeu o dinheiro de propina da Petrobras para pagar dívidas da campanha de 2012 do ex-prefeito de São Paulo.

Os pagamentos da UTC à gráfica foram operacionalizados pelo doleiro Alberto Youssef, também delator, que, após três anos preso, cumpre pena em regime aberto, com uso de tornozeleira eletrônica.

Operação Poço Seco mira em compra na África para fraudes

26 de maio de 2017

A 41ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada hoje (26) pela Polícia Federal, denominada Poço Seco, em referência aos resultados negativos do investimento realizado pela Petrobras na aquisição de direitos de exploração de poços de petróleo em Benin, na África.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e três mandados de condução coercitiva nos estados do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.

No alvo principal, complexas operações financeiras realizadas a partir da aquisição pela petrolífera brasileira de direitos de exploração de petróleo em Benin, com o objetivo de disponibilizar recursos para o pagamento de vantagens indevidas a ex-gerente da área de negócios internacionais da empresa.

Os investigados responderão pela prática dos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro dentre outros.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) quando autorizados pelo juízo competente.

Em Brasília, foi cumprido um mandado de busca e apreensão. Em São Paulo, foram dois mandados de busca e apreensão. No rio, cinco mandados de busca e apreensão, um 1 mandado de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária, três mandados de condução coercitiva.

Loures devolve os 35 mil restantes

25 de maio de 2017

O deputado afastado Rodrigo da Rocha Loures (PMDB-MG) fez depósito judicial dos R$ 35 mil que faltaram entregar à Justiça do montante de R$ 500 mil da mala de dinheiro recebido do delator Ricardo Saud, diretor da J&F, que foi filmado pela Polícia Federal após sair de um restaurante nos Jardins, em São Paulo.

Na última terça-feira (23), ele comunicou oficialmente ao STF que devolveu a mala à PF, mas só foram somados R$ 465 mil (em notas de R$ 50).

Ministério da Justiça prorroga força-tarefa-penitenciária por mais 30 dias no RN

23 de maio de 2017

O Ministério da Justiça atendeu o apelo do governador Robinson Faria e prorrogou por mais 30 dias a permanência de homens da Força-tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) no RN, para atuação específica na Penitenciária de Alcaçuz.

Trata-se do convênio de Cooperação Federativa da Força Nacional de Segurança Pública, celebrado entre a União e o governo potiguar.

A operação funciona com apoio logístico e supervisão dos órgãos de administração penitenciária e segurança pública do Estado.

Capuleto: Barco Escola e Ecocentro no alvo das fraudes

23 de maio de 2017

A Operação Capuleto,  decorrente da Operação Candeeiro, deflagrada hoje pelo Ministério Público do RN, levou à tona fraudes com recursos públicos destinados para convênios firmados entre o Idema e a Fundep ( Fundação para o Desenvolvimento Sustentável da Terra Potiguar).

Para a execução, contrato com a empresa Plana Edificações Ltda. para reformar o Ecocentro, com da compensação ambiental da empresa Brasventos Eolo Geradora de Energia S/A.

Também, pagamento indevidas a agentes públicos para renovação do contrato do Idema com a mesma Fundep para o Projeto Barco-Escola Chama-Maré, que realiza passeios ecológicos no Rio Potengi.

Pelo Juízo 6ª Vara Criminal da Comarca de Natal, foram expedidos sete mandados de busca e apreensão, todos cumpridos em Natal.

A investigação apura a prática dos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. No alvo da operação, Verona Veículos, Pedro Gomes Júnior (Júnior Verona), Fundep, Plana Edificações, Francisco das Chagas Abreu Rodrigues (Macau), Filipe Abbott Galvão Rodrigues, Manoel Jamir Fernandes Júnior.

O nome da operação é alusão à história de Romeu e Julieta, que se passa na cidade de Verona, na Itália. Capuleto era o nome da família de Romeu, um dos personagens.

Trecho da conversa entre Temer e Joesley

19 de maio de 2017

Eis trecho da conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, dono da JBS, em gravação feita por ele e entregue na delação premiada ao Ministério Público Federal, reproduzido da Agência Brasil:

Joesley: Te ouvir um pouco, presidente, como o senhor está nessa situação toda aí? Eduardo… Não sei o que… Lava Jato…

Temer: O Eduardo [inaudível] me fustigar, né? Você viu que…

Joesley: Eu não sei, como está essa relação?

Temer: (…) a defesa… O Moro indeferiu 21 perguntas dele que não tem nada a ver com a defesa dele. Era para [inaudível]. No Supremo Tribunal Federal…
Aí, rapaz [inaudível], mas os 11 ministros [inaudível]

Joesley: Eu, dentro do possível, o máximo que deu ali, zerei tudo. O que tinha de alguma pendência daqui para ali. Zerou. Ele foi firme, foi em cima, já estava lá, veio, cobrou, tal. Pronto. Acelerei o passo e tirei da frente. O outro menino, o companheiro dele que está aqui [inaudível]. Geddel sempre estava [inaudível]. Geddel é que sempre andava ali. Mas o Geddel com esse negócio eu perdio o contato porque ele virou investigado, agora eu não posso encontrar ele.

Temer: É complicado. [inaudível] obstrução de Justiça.

Joesley: Negócio dos vazamentos. O telefone lá do Eduardo com o Geddel volta e meia citavam alguma coisa meio tangenciando a nós, a não sei o que. Eu tô lá me defendendo.

Joesley: [inaudível]. Como é que eu… Que que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora. Eu tô de bem com o Eduardo…

Temer: Tem que manter isso, viu?

Joesley: [inaudível] Todo mês também. Estou segurando as pontas por aí. [inaudível] os processos. Estou meio enrolado aqui, no processo assim…

Temer: [inaudível]

Joesley: Isso, isso. Investigado. Eu não tenho ainda a denúncia.

Em outro trecho, Joesley diz ao presidente Temer que está “segurando dois juízes” que cuidam de casos em que o empresário é processado. Veja abaixo a transcrição:

Joesley: Aqui eu dei conta de um lado do juiz, dar uma segurada. Do outro lado um juiz substituto, que é um cara…

Temer: Está segurando os dois?

Joesley: Estou segurando os dois. Eu consegui (…) dentro da força-tarefa, que está, também está me dando informação. E eu lá, que estou para dar conta de trocar o procurador que está atrás de mim. Se eu der conta, tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que dá uma esfriada até o outro chegar e tal. O lado ruim é que se vem um cara com raiva, não sei o quê [inaudível]. O que está me ajudando está bom, beleza. Agora tem um que está me investigando. Eu consegui colar um no grupo. Agora estou tentando trocar…

Temer: O que está…

Joesley: Isso. Então está meio assim. Eles estão de férias. Essa semana eu fiquei preocupado porque saiu um burburinho de que ia trocar ele, não sei o que. Fiquei com medo… Muito bem. Eu tô só contando essa história. Eu tô me defendendo…

JBS: delação em mais de duas mil páginas

19 de maio de 2017

O STF (Supremo Tribunal Federal) divulgou no início da tarde de hoje (19) a íntegra da delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS. São cerca de 2 mil páginas. As oitivas foram gravadas em vídeo.