Insatisfeitos com o abandono por parte das autoridades locais, populares, comerciantes e veranistas realizaram na manhã de domingo (29) uma caminhada em prol da transferência da Redinha Nova, que hoje pertence ao município de Extremoz, para Natal.
No ato, centenas de pessoas assinaram um abaixo assinado para que os deputados estaduais aprovem plesbicito.
Depoimentos daqueles que convivem na Redinha Nova atestam os diversos problemas do belo, porém esquecido cartão postal.
Falta de tudo: iluminação, saneamento, pavimentação, segurança, saúde, atrativos para captação de turistas…
Dos fundadores da tradicional Banda do Siri, Hélio Rocha lamenta o abandono: “Estou na Redinha há 65 anos e posso garantir que a Redinha Nova não recebeu atenção merecida dos inúmeros prefeitos que já administraram Extremoz. A praia está no total abandono. Acredito que a transferência para Natal vai contribuir com a urbanização da orla e a conquista de melhorias”.
Uma moradora reclama: – “Eu não aguento mais passar horas esperando por um ônibus. Se a gente precisa de policia, médico ou qualquer outro tipo de assistência, o jeito é esperar, pois nada tem aqui na Redinha Nova”.
A Redinha Nova não possui sequer um posto de saúde, ruas pavimentadas, o sistema de transporte urbano não atende a demanda e a insegurança amedronta moradores e comerciantes.
“Se nós que residimos em um condomínio fechado não temos segurança, imagine os que moram nas casas mais afastadas. É uma situação lamentável. Queremos a transferência da Redinha Nova para Natal”, brada Ivete Rosa.
A comerciante Lília Andrade, que já teve seu estabelecimento assaltado, amarga queda nas vendas devido ao fraco movimento de turistas. “Antigamente era muito difícil alugar casa de veraneio aqui na Redinha Nova. A praia ficava lotada na alta estação. Agora você pode observar que a maioria das casas estão fechadas, com placa de venda ou aluga. Ninguém quer ficar nessa praia abandonada”.
A mobilização, que segue no Twitter (#EuqueroRedinhaNovaParaNatal), contou com o apoio de populares, do comércio local, de lideranças comunitárias e de Ridalvo Felipe.
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