
Mução sendo transferido pela PF – Fofo: blog Cézar Alves
O radialista e humorista Mução - Rodrigo Vieira Emerenciano -, preso ontem (28) em Fortaleza (CE) acusado de divulgação de pornografia infantil na internet, foi transferido para o Recife (PE) na manhã desta sexta (29), onde chegou por volta das 9h30 e, desde então, presta depoimento sobre o caso.
Segundo o Diário do Nordeste, em seguida ele será levado para o Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro, Centro, para ser submetido a exame de corpo de delito.
Depois, conduzido ao Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, onde ficará por quatro dias, cumprindo o restante da prisão temporária de cinco dias, que pode ser prorrogada. De acordo com a Polícia Federal, “com as provas já obtidas em e-mails e no cruzamento de informações durante as investigações, iniciadas em dezembro, a prisão pode mudar para preventiva”.
O advogado do humorista potiguar, Waldir Xavier, disse ao jornal: – “Continuo afirmando com maior veemência que o Rodrigo não tem nada a ver com essa história”. Alega que “alguém, ainda não identificado, tenha acessado conteúdos de pedofilia na internet através do computador dele”.
Balanço Final da Operação DirtyNet (em português ‘rede suja’):
No total, foram presas 32 pessoas. Uma está foragida, provavelmente do RN, já que a PF informa que houve ação no Estado, mas não a coloca dentro da lista onde houve prisão.
A Operação foi realizada com apoio do Ministério Público Federal e da Interpol para desbaratar uma quadrilha que compartilhava material de pornografia infantil na internet. “Foram cumpridos 50 mandados de busca que resultaram na apreensão de farto material, entre HDs, computadores, mídias, pendrives, entre outros acessórios para armazenamento de arquivos digitais, câmeras fotográficas e filmadoras”.
A DirtyNet é desdobramento da operação anterior intitulada ‘Caverna do Dragão’.
Numa rede privada, criptografada, onde só é possível entrar com convite e aprovação dos outros membros, descobriu-se aproximadamente 160 usuários de conteúdos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes, 97 usuários no exterior e 63 no Brasil. Cada um possuía a sua coleção privada e compartilhava na rede. Valendo-se da suposta condição de anonimato na rede, os suspeitos “trocavam milhares de arquivos contendo cenas degradantes de adolescentes, crianças e até bebês em contexto de abuso sexual”.
A próxima fase é a identificação das vítimas e dos crimes. “O material passará pela perícia para comprovar o indício de produção de imagens, ou seja, de abuso e estupro de vulnerável”.
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