De Woden Madruga
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Ganhei o dia nas primeiras horas de hoje. À primeira leitura diária: Woden Madruga, nesta Tribuna do Norte. Não é nada, não é nada, é honra, é orgulho, é alegria. Agradável surpresa nas letras sempre primorosas do adorável professor. Senão, vejam:
Da poesia de Didi da Câmara
Um suave e doce voo da abelhinha Eliana Lima foi o bastante para apontar sinais por onde passou a poeta Didi da Câmara, citada por Edgar Barbosa numa crônica de 1938 e transcrita, em parte, na coluna de domingo último. Elogiada pelo grande escritor, o nome da poeta não consta nas principais antologias que falam sobre a literatura norte-riograndense. Foi lendo Edgar Barbosa (Artigos e Crônicas de Edgar Barbosa, livro organizado por Nelson Patriota, editado pela Editora da UFRN e ainda não lançado) que eu me deparei, pela primeira vez, com o nome de Didi da Câmara. E aí perguntei “Por onde anda o ‘livrinho’ de Didi da Câmara?” E arrematei: “Precisamos conhecer a poetisa”.
Ainda no mesmo domingo, na hora da sessão das moças do Cinema Rex, baixou na minha bacia das almas o imeio da Abelhinha. Transcrevo por inteiro:
- Lendo hoje sua tentativa de encontrar mais sobre Didi da Câmara, fiz uma pesquisa. Quase zero de informação, não fosse esse trecho do blog de Alderico Leandro – Asa Morena – que fala sobre a história da Rádio Poty:
“Formou-se um cast de rádio de elevada competência que cobria os setores do rádio-teatro, rádio-jornalismo, humor, atrações do dia e muitas outras atrações que sacudiam a vida social de Natal. O programa do meio-dia era Gazeta Sonora, com meia hora de duração, escrito e apresentado por Genar Wanderley. Outros intelectuais da cidade passaram a colaborar com a nova estação que foi batizada com o nome de Poty, em referência ao lendário índio. Como colaboradores estavam Carlos Homem de Siqueira, Alcides Cicco, Didi Câmara, Esmeraldo Siqueira, Fernando Cardoso, Ubaldo Brandão e Waldemar Almeida.”
Adiante tem um trecho de uma entrevista com a cantora Ademilde Fonseca, a Rainha do Chorinho:
“CliqueMusic -: Uma das coisas que mais marcaram em você foi sua dicção impressionante para se fazer compreender em letras grandes, ditas com muita rapidez. É verdade que isso foi notado antes mesmo de sua época de cantora, quando fez teatro?
- Ademilde Fonseca -: Quando eu era pequena, fazia teatro em Natal. Escolheram-me para fazer o papel de uma velhinha, justamente por causa da minha dicção. Fazia essa peça juntamente com um grupo teatral da época, com Didi Câmara e meu marido, Naldimar Defim.”
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