A violência que assola o Brasil é tamanha que para se proteger, quem tem poder aquisitivo a mais, fecha-se em verdadeiras fortalezas.
E o que era para ser proteção para o desembargador Ricardo Damião Areosa, 57 anos, e a mulher Cristiane Teixeira Pinto, no apartamento do casal, uma cobertura no Leblon, Rio de Janeiro, terminou em empecilho para se salvar do infortúnio.
Não conseguiram abrir as portas blindadas do apartamento e fugir do incêndio que consumia o lar. Bombeiros demoraram cerca de 35 minutos para chegar. Desesperados, pularam, segundo a Veja online.
“A queda foi em uma altura de 16 metros. Areosa caiu em cima de um muro e morreu na hora. Cristiane atingiu o toldo de um prédio vizinho, chegou a ser socorrida, mas morreu no Hospital Miguel Couto, vítima de traumatismo craniano”.
Ele era desembargador do Tribunal Regional do Trabalho, “autor do livro Processo do Trabalho – Teoria Geral do Processo Trabalhista e Processo de Conhecimento, publicado em 2009″.
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Tudo muito lamentável. Mas que sirva de alerta para todos nós quando buscarmos tecnologias para defender-nos da violência que assola nossa sociedade. Aquilo que era para proteger na verdade foi o que matou – a porta blindada. Não tenho, sequer, insulfilm em meu carro. Mandei retirar. Melhorou a visibilidade durante a noite e em dias chuvosos como também, numa emergência policial, a visão de dentro para fora é considerável. Não gosto de cofres em minha casa para evitar a cobiça. Enfim… de tudo devemos tirar lições proveitosos. No mais, que o Senhor receba suas almas para o descanso eterno.