John Cale e Brian Eno – ♪Spinning Away♪

7 de março de 2013 por Eliana Lima

Comentários 8

Mais notícias no Twitter da Abelhinha

Faça um comentário

Você pode deixar uma resposta, ou trackback a partir do seu próprio site.

4 Comentários para “John Cale e Brian Eno – ♪Spinning Away♪”

  1. Andréa Lima disse:

    Olá Abelhinha,

    segue uma poesia para vc e para todas as mulheres:

    QUEM É ELA?

    Ela nasce assim desnuda,
    Enfeitada de metáforas.
    Ela sai de ostras, calabouços, de fendas abissais,
    de ventres doloridos, sofridos,
    mas ela é tão poesia, tão sonoridade,
    ela é essa luta histórica, necessária, vital.
    Ela rompe casulos, clausuras, cárceres.
    Operárias de muitos patrões,
    São elas libertárias, que na peleja diária
    Insiste sempre em SER.
    Ela já foi queimada em fogueiras, moldada,
    apedrejada, mutilada.
    Ela não é só uma moda, um modismo, um fetiche,
    É ela inteira,
    Traço, ponto, fênix, glamour, centelhas, brilho.
    É ela marcada por violências.
    Ela é resistência recriada, reinventada, germinada…
    Ela é sôfrega, agonizante?
    É ela a senhora do silêncio?
    Não fala da sua condição desigual?
    Ela é essa contradição,
    Ela também ocupa as ruas,
    Tem urgência do grito, faz barulho e barricada,
    É ela que faz revolução.
    É ela o dom, a madrugada, o sol-quente do sertão,
    Ela é a felicidade, a gargalhada,
    é ela o amor, a imensidão, o mistério, a tristeza
    às vezes leve, ar, outras vezes, pedra,
    cais, âncora, bigorna,
    É ela uma fábrica de emoções, razões,
    É ela é completude, eloquência de sentidos,
    o erro, medo, a incompletude
    Essa indefinida e inexplicável força que nasce
    da sua própria fonte e se recria a cada dia.
    É essa pele retinta de sofrimento,
    esse relevo que se desenha
    nas densas batalhas do cotidiano,
    é feita de subalternidades impostas e internalizadas,
    construto de rebeldia, descoberta, lágrima, verso e prosa
    Ela é feita de sonhos, de gozo,
    de esperança fresquinha e verde
    de festas, de alegrias que giram na ciranda da vida
    É ela vestida de renda e fantasias,
    É ela adornada para marchas e vigílias,
    É ela que apita contra a covardia
    num assobio estridente e coletivo
    que atravessa paredes
    num som que diz CHEGA!

    Ela tem nome,
    Sexo,
    vontade
    um corpo que é só dela
    é ela que decide que boca beijar,
    que amores amar,
    Que roupa vestir,
    Que livro ler,
    É ela de cara limpa,
    de batom vermelho e alquimia.
    É ela com cheiro de terra, de mar, de mata nativa,
    com cheiro de trabalho.
    Ela é essa ventania,
    a quem chamamos de mulher.

    (Andréa Lima)

  2. Eliana Lima disse:

    :) :) :) :) Muito bacana, André! Obrigada :)

  3. LUIZ TRINDADE disse:

    Parabéns pra você, Eliana, pelo dia da mulher! Principalmente da mulher diferenciada como a tenho…

  4. Eliana Lima disse:

    Muito obrigada, Luiz Trindade :)

Comentário