segue uma poesia para vc e para todas as mulheres:
QUEM É ELA?
Ela nasce assim desnuda,
Enfeitada de metáforas.
Ela sai de ostras, calabouços, de fendas abissais,
de ventres doloridos, sofridos,
mas ela é tão poesia, tão sonoridade,
ela é essa luta histórica, necessária, vital.
Ela rompe casulos, clausuras, cárceres.
Operárias de muitos patrões,
São elas libertárias, que na peleja diária
Insiste sempre em SER.
Ela já foi queimada em fogueiras, moldada,
apedrejada, mutilada.
Ela não é só uma moda, um modismo, um fetiche,
É ela inteira,
Traço, ponto, fênix, glamour, centelhas, brilho.
É ela marcada por violências.
Ela é resistência recriada, reinventada, germinada…
Ela é sôfrega, agonizante?
É ela a senhora do silêncio?
Não fala da sua condição desigual?
Ela é essa contradição,
Ela também ocupa as ruas,
Tem urgência do grito, faz barulho e barricada,
É ela que faz revolução.
É ela o dom, a madrugada, o sol-quente do sertão,
Ela é a felicidade, a gargalhada,
é ela o amor, a imensidão, o mistério, a tristeza
às vezes leve, ar, outras vezes, pedra,
cais, âncora, bigorna,
É ela uma fábrica de emoções, razões,
É ela é completude, eloquência de sentidos,
o erro, medo, a incompletude
Essa indefinida e inexplicável força que nasce
da sua própria fonte e se recria a cada dia.
É essa pele retinta de sofrimento,
esse relevo que se desenha
nas densas batalhas do cotidiano,
é feita de subalternidades impostas e internalizadas,
construto de rebeldia, descoberta, lágrima, verso e prosa
Ela é feita de sonhos, de gozo,
de esperança fresquinha e verde
de festas, de alegrias que giram na ciranda da vida
É ela vestida de renda e fantasias,
É ela adornada para marchas e vigílias,
É ela que apita contra a covardia
num assobio estridente e coletivo
que atravessa paredes
num som que diz CHEGA!
Ela tem nome,
Sexo,
vontade
um corpo que é só dela
é ela que decide que boca beijar,
que amores amar,
Que roupa vestir,
Que livro ler,
É ela de cara limpa,
de batom vermelho e alquimia.
É ela com cheiro de terra, de mar, de mata nativa,
com cheiro de trabalho.
Ela é essa ventania,
a quem chamamos de mulher.
Olá Abelhinha,
segue uma poesia para vc e para todas as mulheres:
QUEM É ELA?
Ela nasce assim desnuda,
Enfeitada de metáforas.
Ela sai de ostras, calabouços, de fendas abissais,
de ventres doloridos, sofridos,
mas ela é tão poesia, tão sonoridade,
ela é essa luta histórica, necessária, vital.
Ela rompe casulos, clausuras, cárceres.
Operárias de muitos patrões,
São elas libertárias, que na peleja diária
Insiste sempre em SER.
Ela já foi queimada em fogueiras, moldada,
apedrejada, mutilada.
Ela não é só uma moda, um modismo, um fetiche,
É ela inteira,
Traço, ponto, fênix, glamour, centelhas, brilho.
É ela marcada por violências.
Ela é resistência recriada, reinventada, germinada…
Ela é sôfrega, agonizante?
É ela a senhora do silêncio?
Não fala da sua condição desigual?
Ela é essa contradição,
Ela também ocupa as ruas,
Tem urgência do grito, faz barulho e barricada,
É ela que faz revolução.
É ela o dom, a madrugada, o sol-quente do sertão,
Ela é a felicidade, a gargalhada,
é ela o amor, a imensidão, o mistério, a tristeza
às vezes leve, ar, outras vezes, pedra,
cais, âncora, bigorna,
É ela uma fábrica de emoções, razões,
É ela é completude, eloquência de sentidos,
o erro, medo, a incompletude
Essa indefinida e inexplicável força que nasce
da sua própria fonte e se recria a cada dia.
É essa pele retinta de sofrimento,
esse relevo que se desenha
nas densas batalhas do cotidiano,
é feita de subalternidades impostas e internalizadas,
construto de rebeldia, descoberta, lágrima, verso e prosa
Ela é feita de sonhos, de gozo,
de esperança fresquinha e verde
de festas, de alegrias que giram na ciranda da vida
É ela vestida de renda e fantasias,
É ela adornada para marchas e vigílias,
É ela que apita contra a covardia
num assobio estridente e coletivo
que atravessa paredes
num som que diz CHEGA!
Ela tem nome,
Sexo,
vontade
um corpo que é só dela
é ela que decide que boca beijar,
que amores amar,
Que roupa vestir,
Que livro ler,
É ela de cara limpa,
de batom vermelho e alquimia.
É ela com cheiro de terra, de mar, de mata nativa,
com cheiro de trabalho.
Ela é essa ventania,
a quem chamamos de mulher.
(Andréa Lima)
Parabéns pra você, Eliana, pelo dia da mulher! Principalmente da mulher diferenciada como a tenho…
Muito obrigada, Luiz Trindade