O mimimi com o seriado sul-coreano

Tentei assistir o segundo episódio de Round 6, o seriado da Coreia do Sul que se tornou fenômeno de audiência e irritou a ditadura vizinha da Coreia do Norte. Não é a primeira vez que não sigo a manada maratonista de seriados consagrados. Aconteceu o mesmo com Lost (lembram?), Walking Dead e Game of Thrones.

Mas o primeiro capítulo foi suficiente para compreender a ideia do roteiro, o que me leva – pela primeira vez – a concordar com a leitura feita pelo tal deputado Kim Kataguiri, o japa paulistano que galgou a escada política com o MBL. A série é, sim senhor, uma crítica alusiva aos regimes totalitários de esquerda.

Evidente que a choldra vermelhinha de Kim Jong-un iria odiar a ficção do cinema burguês do sul. Um ódio que se reflete na esquerda tupiniquim que passou a bater no Katiguiri nas redes sociais, estimulada pela ativista da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo, a jornalista que fez da sua coluna um panfleto petista desde que conheceu Zé Dirceu.

A senhora Mônica ataca o nipônico deputado contra-argumentando que Round 6 é uma crítica ao “capitalismo selvagem” (creiam, ainda existe o termo na velha grande imprensa de Pindorama). No passado, figuras abjetas como a colunista folhista já fizeram o mesmo com o romance 1984, de George Orwell.

Tais inversões de compreensão ou transferências estratégicas são uma prática antiga da esquerda, que segue à risca o ensinamento de Lênin: “Acuse-os do que você faz, chame-os do que você é”.

Agora mesmo, no caso da tentativa de estatizar a menstruação, agridem o governo Jair Bolsonaro e omitem que em 2015 a proposta de auxílio-absorvente foi rejeitada pelo então prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. E a proposta era da mãe de Eduardo Campos, o saudoso aliado do PT em Pernambucano.

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