A casa Valduga resolveu pegar a estrada. Pelo menos foi este o caso de João Valduga, a frente atual geração de patriarcas da família que comanda um dos mais antigos vinhedos em território brasileiro. O enólogo-chefe e diretor da vinícola de Bento Gonçalves-RS veio pela primeira vez a Natal numa ação conjunta das empresas Valduga-Domno e Adega São Cristovão, para apresentar o que há de mais top em sua produção do Vale dos Vinhedos.

Seleção servida no almoço da Casa Valduga e São Cristovão no Temaki. Foto: cedida Rogério Vital-Deguste
A maratona local contou com um almoço na quarta-feira para imprensa , no Temaki Lounge, e um jantar no Abade para a confraria Amigos de Petrópolis, comandada pelo maitre Assis Vieira. Em ambos, foram servidos diferentes espumantes, brancos e tintos premiados no Brasil e exterior, das principais safras 2005, 2007 e 2008. Daqui, o grupo Valduga seguiu para João Pessoa, Campina Grande, Recife e Vitória-ES.
O encontro do almoço mereceu uma atenção carinhosa do enólogo. Ele relembrou a chegada dos primeiros Valduga ao Brasil, a construção do negócio que está na família desde 1875 e a transição dos vinhos de mesa simples para os vinhos finos ícones, passando rapidamente por outros braços empresariais como a Casa da Madeira (fabricante das geleias e suco de uva integral) e a Domno ( que fabrica também o espumante campeão dos casamentos .Nero, pelo método charmat, e ainda importa vinhos gastronômicos de interesse da empresa).
João destacou ainda a relação do vinho com a qualidade de vida e a importância de se conhecer e apreciar melhor o produto nacional, principalmente brancos e espumantes, que hoje já dividem adegas e medalhas com alguns respeitados vinhos oriundos de regiões tradicionais e países com história vinícola.
Para meu singelo paladar, difícil escolher qual o melhor espumante servido. Foi de fato uma seleção de peso, como fez questão de frisar o enólogo. “Estamos apresentando a vocês nossas joias”.
Logo que sou fã de vinhos brancos e das borbulhas…sem frescura, claro.
Entre os ícones degustados posso comentar rapidamente sobre o espumante Maria Valduga brut 2006 (homenagem à matriarca), elaborado com uvas pinot noir e chardonnay pelo método champenoise. É considerado o destaque da Casa. Possui um rótulo lindíssimo e tem uma textura cremosa.
Inesquecível também o 130 Brut (uma homenagem ao criador da Valduga, da safra em que comemorou os 130 anos de
nascimento do fundador), com uvas chardonnay e pinot noir , elaborado pelo mesmo método champenoise. É considerado pela crítica o melhor espumante do Brasil. Permanece após a refermentação em garrafa 36 meses de maturação.
Entre os brancos, destaque para o primeiro brasileiro com certificado D.O. (denominação de origem). Isso ocorre quando uma região tem terroir próprio reconhecido por outros produtores mundiais. Trata-se do Gran Reserva Chardonnay. Para os entendidos, é um vinho maturado em carvalho romeno e sua textura é aveludada e cremosa. É o nome de sucesso na última Expovinis. Preço de varejo local desse vinho é R$ 89,00.
Comentário desta redatora: vai valer a pena quebrar o cofrinho para tomar uma ou duas garrafas em breve.
Também foram servidos o espumante Nero Rosé , Yali reserva sauvignon blanc, além de espanhol Cala nº 02, o argentino Vistalba A e o Storia tinto, todos do braço importador Domno.
Para acompanhar brancos, espumantes e tintos, o Temaki investiu numa cozinha de sabores mais marcantes, dentro de seu fusion oriental.
Ceviche de camarão, batata doce e maçã verde; Mexilhões, mariscos e frutos do mar; Lagosta com purê de alho poró; Salmão ao funghi com molho de ostra; filé ao foie gras e carré Temaki ao mix de cogumelos.
Até a próxima!
















