De novas e velhas pistas, e a falta que faz um lugar pra dançar em Natal

15 de maio de 2019 por Cinthia Lopes

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one 2Natal já foi uma cidade sortida de boates, danceterias e clubes com suas trilhas sonoras mais ou menos em sintonia com as pistas mundiais. Isso até o final da década de 1990. Mas como toda cena efêmera, e este segmento não é fácil, daquela década não restou nem os escombros.

Hoje em dia dançar em Natal é uma questão de garimpar primeiro o estilo musical que se quer ouvir, para depois escolher aonde ir. Não incluindo uma roda de samba aqui outra acolá e algumas festas pontuais com muito psy trance e discotecagens variadas, os poucos clubes que abrem as portas nesta década optam pela música ao vivo com um forte sotaque sertanejão e um pouco de forró. A pista praticamente migrou para os bares, botecos e até o meio da rua.

Esta semana fiquei sabendo de novidades da cena noturna. O antigo Hamachi de Ponta Negra vai dar lugar a uma nova pista, batizada de Amsterdam. Não sei qual será a proposta sonora. Na Pipa também está a pleno vapor a ONE, boate do veterano empresário Ronaldo Lopes, nos moldes das pistas modernas.

Dos locais recentes o Kosmopolit da Hermes da Fonseca tem uma proposta diferente, pode-se dizer similar a lugares conhecidos dos roteiros turísticos como o Clube Metrópole em Recife e ao Bagatelle de São Paulo. É um misto de restaurante com salão, palco, pista e muitos videoclipes clássicos de pop rock, synthpop, dance music dos 80 e 90, além de uma banda ao vivo. Começa com som lounge e vai aumentando gradativamente até que depois da meia-noite o som convida os clientes a entrar na pista. A trilha sonora tem bom gosto e o lugar é muito elegante, mas não sei se o natalense entendeu a proposta.

Para a galera que dança em qualquer estilo musical, ainda está ativo o Seven na praça das Flores e recentemente abriu o Front Stage, em Ponta Negra. Dos antigos que resistem com suas baladas animadas estão o Casanova e a Vogue. 

Recentemente o El Rock passou a investir em noites dançantes com seleção “autoral”. No próximo sábado (18.05) tem a noite ‘Golden Ages’ com trilha sonora de dois conhecedores no assunto Carito Cavalcanti e Isaac Ribeiro.

DJ Samir, um dos melhores na discotecagem em Natal e cercanias, também faz uns sets no Bardallos todas as quintas-feiras, e vez ou outra é visto no Lounge da praia de São Miguel do Gostoso — Ele consegue juntar Tim Maia com Baiana System, Simonal com Luísa e os Alquimistas, Tom Zé, James Brown e Chico Science… O Sabadaço do Synthpop, no Beco da Lama, também trouxe algo novo pras ruas, mas o local ainda carece de estrutura. São limitações do próprio ambiente urbano.

Como baladeira quase aposentada, não estou tão atualizada hoje em dia sobre os ambientes pra dançar. Quem tiver mais dicas de lugares que não citei pode sugerir pra ir ampliando a lista.

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