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Semana da cozinha potiguar no RJ teve camarão com castanha de caju, moqueca de carne de sol e Torta Presidente

17 de setembro de 2018

O Senac RN realizou na semana passada (12 e 13) mais uma edição da semana da culinária potiguar no Rio de Janeiro.  O menu foi servido no no espaço Senac Downtown Rio, para clientes do Restaurante-escola.

Camarão com tapioca e leite de castanha de caju. Foto Alexandre Brum

Camarão com tapioca e leite de castanha de caju. Foto Alexandre Brum

Com o tema “Ser Tão Potiguar”, os chefs do Rio Grande do Norte, Elizabeth Assunção e Angelo Madeiros, desenvolveram cardápio a partir de alguns ícones locais, como o camarão, principal ingrediente do menu.  O crustáceo foi preparado ao creme de tapioca e leite de castanha de caju.

A moqueca é um prato caiçara, mas aqui ganhou uma versão sertaneja, com carne de sol. Foto Alexandre Brum

A moqueca é um prato caiçara, mas aqui ganhou uma versão sertaneja, com carne de sol. Foto Alexandre Brum

Outro prato servido foi a moqueca de carne de sol, em uma releitura da moqueca de peixe utilizando a carne salgada típica do sertão nordestino.

Entre as sobremesas, a famosa e quase rara Torta Presidente,  cuja receita é composta de discos finos de massa delicada de bolo com goiaba, doce de leite e chocolate. A receita encantou os cariocas, informam os chefs.

Aliás, a receita dessa torta eu já publiquei no blog e também no caderno Fim de Semana. Para quem quiser, a receita está neste link aqui 

Chefs convocados e equipe do restaurante escola Downtown Rio

Chefs convocados e equipe do restaurante escola Downtown Rio

E MAIS

A programação do Senac no Rio ainda contemplou também uma aula-show, onde foi abordada a importância da valorização dos ingredientes regionais, ocasião em que os chefs apresentaram duas receitas que integraram o cardápio do evento. O objetivo da atividade é qualificar outros profissionais e difundir a cultura gastronômica potiguar.

 

 

Lançamento do livro “Comida da Terra” terá jantar à moda de Cascudo

6 de agosto de 2018

comida da terraSerá lançado no dia 16 de agosto o livro “Comida da Terra – Notas obre o Sistema Alimentar do Seridó” (editora Sebo Vermelho). Trata-se de uma publicação para aqueles que se interessam pela origem dos alimentos e o contexto histórico de seus processos de produção, ou seja, o que ele foi e como hoje se apresenta.

A obra destaca o estilo de alimentação seridoense, que é base para nossa cultura gastronômica através de estudos de alguns grandes antropólogos e pesquisadores, entre Julie Cavignac, Muirakytan de Macêdo, Danycelle Silva e Maria Isabel Dantas.

O lançamento faz parte de uma programação alusiva aos 50 anos da obra monumental História da Alimentação no Brasil, de Luís da Câmara Cascudo e tem parceria com o Museu Câmara Cascudo.  Será às 18h30 no Restaurante 294, com direito a jantar após o lançamento.

Quem não se interessar em participar da palestra, poderá conferir o jantar logo após o lançamento: “Na Mesa com Cascudo – Jantar a la Cascudo”, às 19h30, mediante adesão de 50 reais, com vagas limitadas. A reserva deve ser feita até dia 14.

As inscrições estão abertas (SIGAA)
Mais informações: https://www.facebook.com/events/237146387111067/

ONDE
RESTAURANTE 294
Avenida Deodoro da Fonseca 294, Natal,

Geraldinho do Mina D’Água vence o reality Fecha a Conta, no Mais Você

8 de junho de 2018

ana-maria-e-geraldo-campeao-do-fecha-a-contaO chef Geraldinho Rezende, mineiro que adotou Natal há muitos anos, onde possui um restaurante especializado em comida mineira, venceu nesta sexta-feira (8) o reality show culinário ‘Fecha a Conta’, quadro do programa Mais Você de Ana Maria Braga, na Globo. Geraldo fez bonito durante o ‘Fecha a Conta Comida Mineira’ e levou para casa o prêmio de R$ 11.992! O desafio da competição culinária é preparar pratos elaborados de uma especialidade, gastando pouco.

O chef começou com pé direito ao preparar, no primeiro dia, uma penelada. Geraldo preparou Galinhada com Pequi e Dois Grãos, Feijão Tropeiro e Milho Refogado. No segundo dia de competição, o tema era queijos mineiros. Aí o chef gabaritou as notas dos jurados, com 10 de todos para seu Bambá de couve, linguiça calabresa e bacon, finalizado com queijo Senzala. Ainda teve o preparo da própria linguiça, no qual o chef criou a Linguiça de vitela e carne suína com pão passado no alho, vinagrete e limão. Na semi-final arrasou na combinação doce e salgado cozinhando Frango com quiabo, angu de fubá, couve refogada, arroz e feijão; e Escaldadinho de Fubá com canela e leite queimado.A prova de campeão foi o Pernil de panela com feijão tropeiro e taioba refogada.

Geraldinho e sua esposa Ana Cristina iniciaram, há 14 anos, um negócio próprio na rua Campos Sales, em Petrópolis. O restaurante temático Mina D´Água nasceu pequeno mas aconchegante e tipicamente mineiro: um forno de pedra, comidas simples e variadas, e ainda um pequeno empório com doces, pimentas e queijos típicos de Minas Gerais. Geraldo e Cristina faziam quase tudo, com poucos assistentes. Anos depois, aproveitando a Copa do Mundo em Natal em 2014, inauguraram a unidade de Ponta Negra – espaço maior e mais arrojado. Já a paixão pela cozinha é mais antiga, quando ele ainda morava em Uberlândia. Começou a carreira de maneira descompromissada, mas logo depois Geraldo viu que era importante se especializar e fez um curso de gastronomia.

Agora é esperar pra provar essas criações lá no restaurante de Geraldinho!

fonte: Tv Globo

Uninassau promove edição do Gastroweek

22 de maio de 2018

panetone aseiro tuperwareA Faculdade Uninassau de Natal realiza a partir desta quarta-feira (23) até sexta-feira (25), a II Gastroweek. O evento tem por objetivo difundir o conhecimento de temas importantes da gastronomia, integrando discentes, profissionais da área e o público externo. A abertura oficial será realizada, às 18h30, na unidade localizada na Prudente de Morais.

Durante os três dias de atividades serão promovidas palestras e oficinas práticas com renomados chefes de cozinha da gastronomia Potiguar. Para encerrar o evento, será promovido um concurso interno entre os alunos matriculados no Curso de Gastronomia da Instituição.

De acordo com a coordenadora do curso de Gastronomia, Áurea Cavalcanti, o evento além de trazer conhecimento aos alunos, também será uma forma de apresentar aos participantes a estrutura oferecida pela Instituição. “Toda forma de conhecimento sempre vale a pena. Para nossos alunos, participar de oficinas ministradas por grandes nomes de nossa região será uma grande oportunidade de aprendizado”, disse Áurea lembrando que a Instituição possui laboratórios equipados e professores conceituados no mercado gastronômico.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do site extensao.uninassau.edu.br. Para outras informações está disponível o telefone (84)3344-7828.

Programação II Gastroweek:
23/05 (Quarta feira)
Horário: 18h30min às 19:00 h

SOLENIDADE DE ABERTURA
Por: André Lemos (Direção), Alexandro Gonçalves (Coordenador Acadêmico), Aurea Cavalcanti (Coordenadora do Curso de Gastronomia) e Eduardo (Setor Comercial)
Horário: 19:00 às 20:30 h

GASTRONOMIA POTIGUAR: IMPORTÂNCIA DA COZINHA RAIZ (Palestra-Demo de abertura)
Por: Chef. Francisco Gasteosoro
Horário:20:30 às 22:00 h
Obs. Preparação domise in place

COQUETEL DE ABERTURA
Por: Alunos do curso de Gastronomia
24/05(Quinta feira)
Horário: 18:30 às 20:00 h

OFICINA I: CONFEITARIA E DOCERIA, UM MERCADO EM ASCENSÃO
Por: Chef. Hamilton (J.G. Distribuidora)
Horário:20:00 às 22:00 h

OFICINA II: PRODUÇÃO DE CERVEJA ARTESANAL COM HARMONIZAÇÃO ORIENTADA
Por: Mestre Cervejeiro Raul Souza (Cervejaria Raffe)
25/05/2018 (Sexta feira)
Horário:18:30 às 22:00 h

CONCURSO GASTROWEEK UNINASSAU
Por: Alunos do Curso de Gastronomia (P3 UNINASSAU) – Cozinha Raiz (6 bancadas, 4 alunos em cada)

Curso de Padeiro e Pães Artesanais são novidades no Senac RN

28 de dezembro de 2017
Hercules Bakerey produz pães com o próprio trigo e filosofia slow food

Curso de pães artesanais

A parceria do Senac Rio Grande do Norte com o estado da Renânia-Palatinado, na Alemanha,  acaba de consolidar dois novos cursos para a população: de Padeiro e Pães Artesanais.  Para o primeiro são  oferecidas 300 horas-aula, ao preço de R$ 4.339,00. Já o curso de pães artesanais terá 20 horas-aula, ao preço de R$ 370 no total, em dois turnos: das 13h às 17h ou 18h às 22h, de segunda a sexta-feira, no Barreira Roxa (localizada atualmente no laboratório do Senac Cidade Alta). O aluno deste curso irá vivenciar os processos de produção de pães artesanais caseiros, a partir de técnicas de fermentação, uso dos ingredientes e receitas. Detalhes sobre o currículo será fornecido no ato da matrícula. O catálogo pode ser acessado aqui

A oficina é a primeira da padaria pedagógica montada no Senac Cidade Alta, para realização dos cursos, que até então não faziam parte do portfólio .

Vale lembrar que a parceria do Senac e Alemanha teve início em 2016 quando a Instituição do Sistema S recebeu em Natal o especialista alemão em panificação orgânica, Johannes Dackweiler, proprietário da Hércules Bakerey. Ele ministrou um curso de panificação artesanal para instrutores da instituição e conheceu de perto o mercado local. Depois foi feito o caminho inverso, com o estágio  do instrutor do Senac RN, Angelo Medeiros, na Alemanha durante 45 dias. Lá o chef consultor se inteirou dos processos de produção de uma padaria e confeitaria bastante valorizada pelo seu apuro técnico e filosofia slow food. Encerrada a temporada na Hercules Vollkorn – und Mühlenbäckerei, em Dusseldorf, o processo seguinte foi a realização de cursos em Natal de panificação artesanal e confeitaria avançada para os instrutores da instituição, bem como a montagem da padaria pedagógica.

La Brasserie de La Mer abrirá suas portas para a Ceia de Natal, com cardápio assinado pelo chef francês Erick Jacquin

22 de dezembro de 2017
Chef Jacquin assina menu da ceia natalina no La Brasserie de la mer

Chef Jacquin assina menu da ceia natalina no La Brasserie de la mer

O autêntico restaurante francês La Brasserie de La Mer, localizado no Hotel Majestic, em Ponta Negra, abrirá suas portas na noite deste domingo 24, véspera de Natal, para a Ceia Natalina, com cardápio assinado pelo chef Erick Jacquin, o mais premiado chef francês em atividade no Brasil.

Para a Ceia de Natal, Jacquin elaborou um cardápio especial, composto por um “Menu Degustação”. Será um Menu em seis etapas, com delícias como Ravióli de camarão, emulsão de avocado e espuma de limão siciliano; Vieiras com pupunha e salada verde; peixe branco com migas de pão e creme de espinafre; Balantine de peru com purê de batatas, além de Carré de cordeiro com risoto de castanha e sobremesa.

Disponibilizando um ambiente elegante e confortável, a equipe do La Brasserie de La Mer estará toda mobilizada para que os convidados possam desfrutar de um serviço impecável e de momentos agradáveis ao longo do jantar natalino. As reservas para a noite de Natal podem ser feitas através do fone (84) 3642 7007.

Veja quem venceu a 1ª edição do Roda de Boteco Natal

20 de dezembro de 2017

Depois de quase um mês de rodada pelos 30 melhores petiscos de boteco da cidade,  chegou o momento de conhecer os vencedores, por votação popular, da 1ª edição do festival Roda de Boteco Natal. O anúncio foi feito na noite de segunda-feira (18) em um jantar no Tábua de Carne Restaurante, Via Costeira. Vamos a eles:

Na Categoria Melhor Boteco, o 1º Lugar ficou para o Garage Car Wash e Bar com o petisco S10 Edição Limitada. O 2º Lugar quem levou foi a Cigarreira do Pernambuco com o petisco Charqueado do Perna. E em 3º Lugar Meu Barraco Boteco Bistrô, com o petisco Medalha de São Jorge.

Turma do Garage Car Wash Bar, vencedor do primeiro Roda de Boteco de Natal. Foto Anastácia Vaz

Turma do Garage Car Wash Bar, vencedor do primeiro Roda de Boteco de Natal. Foto Anastácia Vaz

Na categoria Melhor Atendimento, foram escolhidos: 1º Lugar: Matheus Ramalho da Cigarreira do Pernambuco; 2º Lugar: Valnei do Garage Car Wash e Bar e em 3º Lugar: Hérica Oliveira do Meu Barraco Boteco Bistrô.

“A primeira edição do Roda de Boteco Natal cumpriu seu papel durante 23 dias (de 24 de novembro a 16 de dezembro) sendo 30 pontos de encontro para conversar com os amigos, degustar pratos deliciosas e aproveitar vários eventos culturais em cada um destes lugares. Mais do que um Festival, um grande encontro de amigos”, pontuou Carlo Alberto Santos, da Ecos Eventos, organizador do Roda de Boteco.

Para Lidiane Pontes, proprietária do Garage Car Wash e Bar vencer a primeira edição do Roda de Boteco Natal significa muito para uma equipe que forma o boteco há apenas 9 meses de funcionamento. “Foi uma surpresa muito agradável para este final de ano. E ainda tivemos o segundo lugar em atendimento. Muito bom”, ressaltou o gerente Anderson Purificação do Garage Car Wash e Bar que fica no bairro Mirassol, rua Antônio Queiroz, 1929.

Todos os premiados da 1ª Roda de Boteco de Natal. Foto: Anastácia Vaz

Todos os premiados da 1ª Roda de Boteco de Natal. Foto: Anastácia Vaz

De acordo com Marcos Rios, da segunda geração a frente da administração da Cigarreira do Pernambuco, que funciona em Cidade Satélite, no Lago da Pedra S/N, a ideia era vencer o festival. “Há 21 anos meus pais, Pernambuco e Dona Morena criaram a cigarreira. E a chegada deste festival foi um grande desafio e uma grande oportunidade para marcar o estabelecimento. Vencemos na categoria Melhor Atendimento e ficamos em segundo no Melhor Petisco”, ressaltou.

Juliana Barros e Kize Santos que comandam o Meu Barraco Boteco Bistrô estavam radiantes com a 1ª Edição do Roda de Boteco Natal. “A cidade precisava de um evento deste porte para apresentar o que fazemos para toda a sociedade. O evento valorizou a gastronomia, movimentou os bares e botecos e tem ficar em definitivo no nosso calendário”, disse Kize Santos comemorando o 3º lugar duplo nas categorias Melhor Petisco e Melhor Atendimento.

A noite ainda teve homenagem aos apoiadores do primeiro ano do Festival. SENAC RN e Fecomércio RN, representados na noite pela diretora de educação, Lucinete Araújo, Sebrae-RN, representado pela analista do setorial de alimentos fora do lar, Ana Maria Fonseca Ubarana, Cervejaria Devassa, Band Nordeste e Jurandir Alves, secretário Adjunto do Turismo do Estado, representando o secretário estadual do Turismo, Rui Gaspar.

Crédito das fotos: Anastácia Vaz.

Cozinha natalina será tema do Circuito Gastronômico de Natal

12 de dezembro de 2017
Peru natalino do Nick Buffet. Foto: Arquivo Tribuna do Norte

Peru natalino do Nick Buffet. Foto: Arquivo Tribuna do Norte

A ceia natalina é a ocasião na qual as pessoas colocam à prova as receitas mais tradicionais da família, anotadas em caderninhos antigos que atravessam gerações sem deixar o círculo íntimo. É no Natal que o alimento vai à mesa decorado com amor: do arroz enfeitado à rabanada ; ou do pernil de cordeiro assado ao peru recheado e colorido com fios de ovos, uvas, ameixas e castanhas de caju torradas. Sem falar no queijo do reino, o bacalhau ensopado, o salpicão colorido.

Na Cozinha Show, Adriana Lucena fará palestra sobre tradição natalina no Nordeste. Foto: Rogério vital

Na Cozinha Show, Adriana Lucena fará palestra sobre tradição natalina no Nordeste. Foto: Rogério vital

Costumes, influências e várias receitas disseminadas nas mesas de fim de ano do Seridó ao litoral potiguar, vão estar em evidência no Circuito Gastronômico de Natal, que acontecerá de 14 a 17 de dezembro na praça Pedro Velho (Praça Cívica), zona Leste da cidade. Aberto ao público, o evento contará com pavilhão de comidinhas e restaurantes, Cozinha Show com as oficinas, palestras e encontros de famílias, além de apresentações de música e teatro e bate-papos literários. O Circuito integra o calendário do Natal em Natal e conta com patrocínios da Prefeitura de Natal e Banco do Brasil por meio da Lei Djalma Maranhão.

Chef François Schmmit fará oficina na sexta-feira. Foto: Rogério vital

Chef François Schmmit fará oficina na sexta-feira. Foto: Rogério vital

RECEITAS DE FAMÍLIAS

A Cozinha Show vai receber em sua bancada algumas famílias natalenses que valorizam a gastronomia em seu ambiente familiar, como tradição ou negócio. As famílias de Ignez Motta de Andrade, Mara Veras e convidados (numa homenagem a saudosa chef Gláucia Veras) e a família Galindo participarão preparando pratos tradicionais famosos em suas mesas de fim de ano. Também farão oficinas os chefs François Schmmit, Joelson Leite (Lótus Japonese), Rodrigo Santana (Senac-RN), Thiago Gomes e chef pesquisadora Adriana Lucena, que falará sobre a tradição do natal no Nordeste.

Convidada do festival, chef Irina Cordeiro estará na Cozinha Show no sábado. Foto: Arquivo

Convidada do festival, chef Irina Cordeiro estará na Cozinha Show no sábado. Foto: Arquivo

Outro nome confirmado para realizar oficina é a chef Irina Cordeiro, terceiro lugar no programa Masterchef Brasil Profissionais. Irina falará sobre sua cozinha Praiana Tropical. A data da oficina será no sábado, dia 16, na Cozinha Show.

Na praça gastronômica estarão os estabelecimentos Totoia Restaurante, Paçoca de Pilão, 294 Bar e Restaurante, Ombak de cozinha praiana, Delícias da Macaxeira, Mediterrâneo Buffet, Hamburgueria 84, Ed do Acarajé, Camarão Gourmet, entre outros.

Espetáculo Meu Seridó, peça de Felipe Miguez com Titina Medeiros, encerra o festival na praça Pedro Velho. Foto: Brunno Martins

Espetáculo Meu Seridó, peça de Felipe Miguez com Titina Medeiros, encerra o festival na praça Pedro Velho. Foto: Brunno Martins

ESPETÁCULO “MEU SERIDÓ”, ESPAÇO LITERÁRIO E BOA MÚSICA

A programação do Circuito Gastronômico vai além da culinária e abraça o movimento de ocupação das praças reunindo outros segmentos culturais, como a música, o teatro e atividades lúdicas para crianças.

Na quinta-feira (14) a programação cultural inicia com o Espaço Literário, onde autores vão conversar sobre literatura potiguar (18h). Em seguida se apresenta no coreto o Quarteto Instrumental Jazz e Blues (19h), fechando com show de Sueldo Soaress e banda (21h). O encerramento é 23h.

Na sexta-feira (15) a programação inicia com o Espaço Literário, logo após tem Bruno Alexandre e Leonardo Palhano no show “Especial Roberto Carlos”. Às 20h30 tem apresentação de Coco de Roda, logo depois Grupo de Samba Bom Malandro (21h). O encerramento é 23h30.

No sábado (16) o Espaço Literário recebe programação infantil com palhaço, oficina de Pintura Artística, escultura de balões e pernas de pau. Às 19h se apresenta o veterano cantor Liz Nôga. Às 21h tem show do grupo Al Hannah de dança do ventre e depois show da banda Revolver num especial Beatles e clássicos do rock.

O domingo (17) a programação começa às 17h no Espaço Literário, com apresentação de palhaço, oficina de Pintura Artística e escultura de balões e pernas de pau. Em seguida, o festival abre espaço para um dos mais elogiados espetáculos teatrais da temporada: “Meu Seridó”, peça idealizada pela ronamada atriz potiguar Titina Medeiros, com direção de César Ferrario, texto de Filipe Miguez (diretor da novela Cheia de Charme) e grande elenco.

O espetáculo é sobre o nascimento do sertão do Seridó, uma das regiões mais marcantes do nosso estado, com suas agruras e belezas. Com fortes questões norteadoras, o espetáculo reúne no elenco. Além de Titina Medeiros, Nara Kelly, Igor Fortunato, Caio Padilha – assinando também a trilha sonora – e Marcílio Amorim, ao lado da equipe uma árdua pesquisa histórica, conduzidos pela historiadora Leusa Araújo, através de imersões no próprio Seridó. Natural de Acari, Titina sonhou com esse espetáculo por anos, reunindo as suas vivências e coragem para retirar do próprio solo a história de vida de muitos sertanejos.

O domingo também contará com show instrumental de Sax – Joedson Silva, a chegada do Papai Noel às 19h30, após o espetáculo. O encerramento será com o show de Dani Cruz, a partir das 20h30.

Acompanhe os episódios da série documental História da Alimentação no Brasil

13 de novembro de 2017

Estreou no dia 6 de novembro a série documental  História da Alimentação no Brasil, produzida pela Heco Produções e dirigida por Eugênio

Mandioca foi o tema de estreia

Mandioca foi o tema de estreia

Puppo, baseada no livro homônimo de Luís da Câmara Cascudo, lançado em 1967. Com 13 episódios de 30 minutos, a série está em exibição canal por assinatura Cinebrasil TV.

O livro, um vigoroso tratado de 900 páginas, comemora 50 anos de lançamento em 2017 e é até hoje o maior registro histórico e sociológico sobre a culinária brasileira. Dividida em duas partes, a obra faz um minucioso levantamento das tradições alimentares brasileiras, fruto da miscigenação entre povos originários do Brasil, da população africana escravizada e dos portugueses.

Cascudo viajou pelo Brasil de 1943 a 1962, debruçou-se sobre vasta bibliografia e foi à África conhecer as origens de vários dos nossos pratos para escrever a obra. Desta forma, as locações incluem cidades brasileiras – Bahia, Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Pernambuco -, e 11 cidades portuguesas, dentre elas Lisboa, Porto, Évora e Mirandela, retratando desde a doçaria conventual (como os pastéis de Tentúgal), às Tripas à moda do Porto e os Cuscos transmontanos.

"O Caso das Bananas" é o episódio do dia 20 de novembro

“O Caso das Bananas” é o episódio do dia 20 de novembro

Já foram exibidos dois episódios – a estreia com “Mandioca, a Rainha do Brasil” e na segunda-feira 13, o episódio exibido teve como tema “Verde Milho, Doce Milho”. Na segunda-feira que vem, dia 20, será o “Caso das Bananas”. Está programado ainda um episódio totalmente dedicado ao RN e a Câmara Cascudo. Confira as sinopses:

Episódio 03 – O Caso das Bananas:
Os índios brasileiros não conheciam grande parte das espécies de banana que comemos atualmente. Essas foram trazidas pelos colonizadores portugueses. Ao longo dos séculos, a fruta ganhou importância no cardápio do brasileiro e adquiriu uma série de significados simbólicos em nosso folclore, na arte e na cultura de massa, criando uma associação entre a banana e a ideia de latino-americanidade.
O terceiro episódio de História da Alimentação no Brasil traz um prato feito com uma parte geralmente pouco utilizada da bananeira, o “umbigo” ou “coração”, além da preparação de um purê de banana servido em um dos mais tradicionais restaurantes de Belo Horizonte. O episódio também nos conta como Carmen Miranda criou sua personagem e se apropriou da função simbólica da banana ao longo de sua trajetória artística.

Personagens: Beth Beltrão (cozinheira – Viradas do Largo); Henrique Carneiro (historiador); Cristiane de Oliveira (comerciante); Letícia Massula (pesquisadora e cozinheira – Cozinha da Matilde); Helena Solberg (cineasta); Angélica de Moraes (jornalista e curadora); Virgílio Gomes (pesquisador e escritor); Zenilca de Navarro (empresária – restaurante Tragaluz); Anna Maria Cascudo (filha de Luís da Câmara Cascudo); Daliana Cascudo (neta de Luís da Câmara Cascudo); Fernanda Takai (cantora e compositora); NelsaTrombino (cozinheira – Xapuri)

Locais: Tiradentes – Minas Gerais; São Paulo – São Paulo; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro; Lisboa – Portugal; Natal – Rio Grande do Norte; Belo Horizonte – Minas Gerais.

Episódio 4 – A Primeira Cozinheira e os Temperos da Panela Indígena

A enorme tradição culinária indígena encontra sua expressão na figura da cunhã, a primeira cozinheira, dona dos saberes e mãe dos primeiros pratos. O uso das pimentas, das ervas, a caça e o moquém, precursor do característico churrasco brasileiro, estão entre os traços distintivos dessa cozinha, ligados ao ritual do preparo e do consumo.
No quarto episódio de História da Alimentação no Brasil, viajamos até o mercado Ver-o-Peso, no Pará, onde conhecemos os comerciantes locais, especialistas nas receitas amazônicas, como a maniçoba e o tucupi, e entendemos os mitos indígenas ligados à alimentação. Além disso, acompanhamos a busca por um alimento surpreendente em meio aos juçarais do Maranhão e o preparo de uma paca por uma renomada chef brasileira.

Personagens:Alessandra Porro (jornalista e escritora); Adriano Algarves (guia turístico); Adriana Florence (artista plástica); Pedro Macena (educador); Letícia Massula (pesquisadora e cozinheira – Cozinha da Matilde); Tia Coló (comerciante); Maria de Fátima (artesã); Thiago Castanho (cozinheiro – Remanso do Bosque); Ana Luiza Trajano (pesquisadora e cozinheira – Brasil a Gosto); Miraci Trindade da Silva (comerciante); Tainá Marajoara (ativista e cozinheira – Ponto de Cultura Iacitatá Amazônia Viva).

Locais:São Paulo – São Paulo; São Luís – Maranhão; Belém – Pará; Goiás Velho – Goiás

Episódio 05 – Bebidas Inebriantes e Alimentos Líquidos

As papas, mingaus, pirões e refrescos sempre tiveram papel importante entre as comidas consumidas pelos indígenas – fornecem energia ao passo que refrescam o corpo nos climas quentes. Já em dias de celebração, há o costume de preparar bebidas alcoólicas fermentadas, ingeridas durante rituais.
Neste quinto episódio de História da Alimentação no Brasil visitamos um parque no Maranhão, onde se encontra a juçara, planta ameaçada de extinção que dá frutos muito similares ao açaí. Conhecemos também a tiquira, bebida destilada feita de mandioca, exemplificando a miscigenação entre a técnica trazida pelo colonizador e o ingrediente já conhecido pelo colonizado.

Personagens: Adriano Algarves (guia turístico); Henrique Carneiro (historiador); Paulo Machado (cozinheiro – Instituto Paulo Machado); Letícia Massula (pesquisadora e cozinheira – Cozinha da Matilde); Júlio César (comerciante); Margot Stinglwagner (empresária – tiquira Guaaja); Tainá Marajoara (ativista e cozinheira – Iacitata Amazônia Viva); Carmem Virginia (yabassé e cozinheira – Altar Cozinha Ancestral); Nando e Rubens Chaves (produtores de cachaça).

Locais: São Luís – Maranhão; Belém – Pará; São Paulo – São Paulo; Recife – Pernambuco; Coronel Xavier Chaves – Minas Gerais.

Episódio 6 – Leite de Coco

Presente em todo o litoral brasileiro e símbolo da tropicalidade, o coco é uma fruta abrasileirada, mas remonta sua origem em terras asiáticas e foi introduzido no Brasil por mãos portuguesas. Extremamente versátil na culinária, o leite de coco foi incorporado nos pratos de origem africana, equilibrando os sabores da moqueca e adoçando o cuscuz.
O sexto episódio de História da Alimentação no Brasilnos leva até Salvador para acompanhar o preparo de um bobó de camarão e da tradicional moqueca baiana, mostra-nos a fartura de pratos e receitas, doces e salgadas, protagonizadas pelo coco e seus derivados, além de mergulhar na pioneira viagem de Câmara Cascudo à África, em 1963.

Personagens: Dadá (cozinheira – Tempero da Dadá); Raul Lody (antropólogo); Tereza Paim (cozinheira – Casa de Tereza); Maria Antónia Goes (arquiteta, pesquisadora e escritora); Eli (comerciante); Alberto da Costa e Silva (poeta e africanista); Letícia Massula (pesquisadora e cozinheira – Cozinha da Matilde); Anna Maria Cascudo (filha de Luís da Câmara Cascudo); Daliana Cascudo (neta de Luís da Câmara Cascudo); Carlos Alberto Dória (sociólogo); Crisângelo Siqueira (professor).

Locais: Salvador – Bahia; Recife – Pernambuco; Alvito – Portugal; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro; São Paulo – São Paulo; Natal – Rio Grande do Norte

Episódio 07 – A História do Cuscuz

O legado africano na culinária brasileira não se deu apenas através dos países da África subsaariana. O cuscuz, prato típico do norte da África, teve sua introdução no cardápio brasileiro através dos colonizadores portugueses, e até hoje constitui um alimento básico, principalmente no Nordeste do Brasil.
No sétimo episódio de História da Alimentação no Brasil, acompanhamos a fabricação artesanal do cuscuz de farinha de milho com moinho manual e conhecemos a grande variedade de cuscuz presentes no Brasil e na África, além da preparação do tradicional “cuscos” trasmontano, prato português em desaparecimento.

Personagens: Carlos Alberto Dória (sociólogo); Ana Rita Suassuna (pesquisadora e escritora); Rodrigo Oliveira (cozinheiro – Mocotó); Maria de Lourdes Modesto (pesquisadora e escritora); Virgílio Gomes (pesquisador e escritor); Alexandra Coelho (jornalista); Jorge Coimbra (cozinheiro – Flor de Sal); Alberto da Costa e Silva (poeta e africanista); Chico César (cantor e compositor); Neide Rigo (pesquisadora e cozinheira); Raul Lody (antropólogo); Dona Dega (cozinheira – Tordesilhas).

Locais: São Paulo – São Paulo; Lisboa – Portugal; Mirandela – Portugal; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro; Recife – Pernambuco.

Episódio 8 – Dieta Africana

Jamais saberemos o número exato de africanos escravizados que desembarcaram no Brasil. Em terras brasileiras, houve o encontro de muitas nações e culturas, de povos que, na África, são tão dessemelhantes quanto um russo de um inglês. Aqui trocaram experiências e costumes, sob as mais adversas condições. Criaram, reinventaram e preservaram sua gastronomia, seja nos gestos, nos ingredientes ou nos modos de preparo, alinhando comida e religião.
Neste oitavo episódio de História da Alimentação no Brasiltestemunhamos a produção caseira do azeite de dendê, diretamente do Recôncavo baiano e adentramos o mundo das comidas de terreiro, marca do sincretismo religioso afro-brasileiro que ganhou as ruas pelas mãos e tabuleiros das quitandeiras. O episódio nos mostra também o preparo do arroz hauçá, prato oferenda para o Orixá Omulu e do frango com ginguba, típico das cozinhas angolanas.

Personagens: Maria Valdelice (produtora de azeite de dendê); Alberto da Costa e Silva (poeta e africanista); Manoel Papai (babalorixá – Terreiro Obá Ogunté); Maria Antónia Goes (arquiteta, pesquisadora e escritora); Angélica Moreira (cozinheira -Ajeum da Diáspora); Nega Teresa (cozinheira – Acarajé da Nega Teresa); Maria Conceição Oliveira (pesquisadora);Letícia Massula (pesquisadora e cozinheira – Cozinha da Matilde); Dona Carmem Virgínia (cozinheira e yabassé – Altar); Grupo “Zé Mussum”.

Locais:Cachoeira – Bahia; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro; Recife – Pernambuco; Alvito – Portugal; Salvador – Bahia; São Paulo – São Paulo

Episódio 09 – Ementa Portuguesa

A relação entre as culinárias brasileira e portuguesa é uma história de trocas e adaptações. Os primeiros colonizadores europeus trouxeram mantimentos de sua terra natal, mas também se depararam com a necessidade de adequar seus hábitos à oferta local de alimento. Ao longo do tempo, criou-se uma “cultura transatlântica” da comida, na qual os dois lados promoviam o intercâmbio de costumes alimentares.
O nono episódio de História da Alimentação no Brasil apresenta os pilares dessa rica culinária – a carne de porco, os frutos do mar, o pão, as hortaliças –, mostra a preparação de um prato clássico, as tripas à moda do Porto, e uma releitura do cozido à portuguesa nas mãos de um chef-estrela de Lisboa.

Personagens: Maria Antónia Góes (pesquisadora e escritora); Inês Diniz (cozinheira – Casa Inês); Ana Roldão (pesquisadora); Joaquim Ferreira dos Santos (jornalista); Virgílio Gomes (pesquisador e escritor); Antonio João Vieira (padeiro); Maria de Lourdes Modesto (pesquisadora e escritora); RustyMarcellini (cinegrafista e cozinheiro); Graciete Rosa (comerciante); José Avillez (cozinheiro – Belcanto); Adriano Gomes (pedreiro aposentado); José Francisco (agricultor aposentado).

Locais: Alvito – Portugal; Porto – Portugal; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro; Lisboa – Portugal; Mirandela – Portugal; Belo Horizonte – Mina Gerais.

Episódio 10 – A Comida Real

Na opulência dos palácios, as cozinhas reais serviam banquetes festeiros e requintados, tão fartos e luxuosos quanto permitiam as condições econômicas de Portugal. A alimentação privada da família real, no entanto, era discreta e de poucos gastos.A chegada da corte portuguesa ao Brasil, trouxe novos ingredientes e novos costumes à mesa, ao mesmo tempo que, aqui, tiveram que se habituar aos ingredientes nativos, inevitavelmente incorporados à dieta alimentar de Portugal.
No décimo episódio de História da Alimentação no Brasilconhecemos a sala de jantar do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, deciframos as preferências alimentares da corte através dos registros históricos do cozinheiro Domingos Rodrigues, visitamos olivais centenários na região de Trás-os-Montes e a Festa do Divino Espírito Santo no Maranhão, onde a tradição de alimentar os festeiros transformados em reis e rainhas perdura até os dias de hoje.

Personagens:Cristina Neiva Correia (pesquisadora); Maria de Lourdes Modesto (pesquisadora e escritora); Virgílio Gomes (pesquisador e escritor);Henrique Carneiro (historiador); Banda “Clã”; João Paulo Reis Carlão (empresário); Manuel António Vieira (produtor de azeite de oliva); Dalva Bolognini (pesquisadora e escritora); Ana Roldão (pesquisadora); Anna Maria Cascudo (filha de Luís da Câmara Cascudo); Daliana Cascudo (neta de Luís da Câmara Cascudo); Maria Antónia Goes (arquiteta, pesquisadora e escritora).

Locais:Lisboa – Portugal; São Paulo – São Paulo; Porto – Portugal; Mirandela – Portugal; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro; Natal ­– Rio Grande do Norte; Alvito – Portugal

Episódio 11 – O Doce nunca Amargou

A trajetória da doçaria de Portugal é extensa e complexa. Muito antes da popularização do açúcar e da construção de engenhos no Brasil, já se fazia doces com mel de abelhas, influência dos mouros que ocuparam a península ibérica. Mais tarde, ela diversificou graças à atividade dos conventos, que produziam doces agregando a utilização de ovos e especiarias, constituindo uma espécie de “laboratório” do açúcar.
Neste décimo-primeiro episódio de História da Alimentação no Brasil, temos acesso à fábrica que produz os pasteis de Tentúgal, doce cuja massa é esticada no chão de uma sala e requer um conhecimento muito específico, adquirido ao longo de anos. O episódio também nos mostra a diferença entre o manjar brasileiro e um tipo de manjar português, feito com peito de galinha desfiado, e revela o processo de fabrico dos Pasteis de Belém, doce similar ao pastel de nata e muito popular entre os turistas.

Personagens: Maria Aurora de Araújo (cozinheira – A Pousadinha); Maria de Lourdes Modesto (pesquisadora e escritora); banda “Clã”; Virgílio Gomes (pesquisador e escritor); José Carlos Ferreira (cozinheiro); Adriana Lucena (pesquisadora e cozinheira – Quinta da Aroeira); Angelo Medeiros (pesquisador e cozinheiro); Dalva Bolognini (pesquisadora e escritora); Miguel Clarinha (administrador).

Locais: Tentúgal – Portugal; Lisboa – Portugal; Porto – Portugal; Natal – Rio Grande do Norte; Caicó – Rio Grande do Norte.

Episódio 12 – Doces Histórias

Adoçaria brasileira é fortemente marcada pela influência portuguesa, mas se caracteriza pelas adaptaçõesda tradicional doçaria conventual aos ingredientes nativos e modos de preparo possíveis em terras brasileiras. Aqui, a abundancia de espéciesfrutíferas aliada à onipresença da produção açucareira fez nascer um sem-número de doces de frutas e compotas de todos os tipos.
O décimo-segundo episódio de História da Alimentação no Brasilvai até o Pará, acompanhar o processo de produção do chocolate artesanal feito com cacau nativo da Amazônia. Em Goiás, encontramos o universo da doçaria familiar e sua relação com a literatura na cidade natal da poetisa Cora Coralina. No Rio Grande do Norte, vemos a feitura do alfenim, doce que alia o açúcar, produto base da colonização brasileira, com a técnica da tradição doceira portuguesa.

Personagens:Rivandro França (cozinheiro – Cozinhando Escondidinho); Zenilca Navarro (empresária – Tragaluz); Letícia Massula (pesquisadora e cozinheira – Cozinha da Matilde); Cesar de Mendes (produtor de chocolate); Ebe Siqueira (pesquisadora); Virgílio Gomes (pesquisador e escritor); Ângelo Medeiros (cozinheiro); Henrique Carneiro (historiador); Laura Lacombe (educadora).

Locais:Recife – Pernambuco; Tiradentes – Minas Gerais; São Paulo – São Paulo; Santa Bárbara do Pará – Pará; Cidade de Goiás – Goiás; Lisboa – Portugal; Caicó – Rio Grande do Norte; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro

Episódio 13 – Todo Trabalho do Homem é para sua Boca

No episódio final de História da Alimentação no Brasil, adentramos o universo de Luís da Câmara Cascudo, etnógrafo, folclorista, historiador e autor do livro no qual a série se baseia. Através de uma riqueza de materiais de arquivo e entrevistas com especialistas e membros da família do escritor, acompanhamos o processo de pesquisa de Cascudo, suas viagens pelo Brasil e fora dele e conhecemos as principais ideias deste livro que é um grande marco nos estudos sociológicos sobre a alimentação brasileira.

Personagens: MacGayver Alves (comerciante); Carlos Alberto Dória (sociólogo); José Luiz Ferreira (professor e pesquisador); Adriana Lucena (pesquisadora e cozinheira – Quinta da Aroeira); Anna Maria Cascudo (filha de Luís da Câmara Cascudo); Daliana Cascudo (neta de Luís da Câmara Cascudo); Rivandro França (cozinheiro – Cozinhando Escondidinho); Henrique Carneiro (historiador); Raimundo Arraes (historiador); Alberto da Costa e Silva (poeta e africanista).

Locais: Natal – Rio Grande do Norte; São Paulo – São Paulo; Recife – Pernambuco; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro.

Curió aposta em decoração divertida com produtos ‘vintage’. Mas a cozinha também surpreende

3 de novembro de 2017

O restaurante Curió, recém inaugurado em Ponta Negra, criou uma nova vertente: a bodega gourmet. Com uma caprichada ambientação inspirada nas mercearias nordestinas do século passado, a casa aposta na culinária regional para fisgar o paladar – e também a memória afetiva – de sua clientela. A reportagem foi destaque do nosso FDS, do dia 2 de novembro. Veja a matéria completa aqui 

Selecionei algumas imagens que não entraram na edição impressa .

Prateleira com produtos de mercearia antigos, ainda comercializados. No Curió eles são meramente decorativos, mas muitos clientes já quiseram comprar. Foto Alex Régis

Prateleira com produtos de mercearia antigos, ainda comercializados. No Curió eles são meramente decorativos, mas muitos clientes já quiseram comprar. Foto Alex Régis

O visual do restaurante é seu primeiro atrativo: prateleiras repletas de produtos estão espalhadas por todo o ambiente. E tem de tudo, como nas velhas bodegas: de cestas de palha a lamparinas, passando por brinquedos de madeira, gaiolas, santos, cosméticos de marcas clássicas, feijão, arroz, e algo mais. “Mas nada disso está à venda, é só decoração”, brinca Thiago Gadelha, proprietário ao lado dos sócios Felipe Fonseca e Heitor Gadelha. O local comporta 200 pessoas.

Coxinha de pato e galinha. Foto Alex Régis

Coxinha de pato e galinha. Foto Alex Régis

Os sócios, também proprietários do restaurante Hamachi, trabalharam na concepção da casa durante sete meses. “A gente queria algo totalmente diferente do Hamachi. Algo com uma culinária simples, que todo natalense conhece, mas com uma roupagem nova”, explica Thiago.

Lombo suíno

Lombo suíno

O chef Welder Albuquerque elaborou o cardápio. Para montar o visual da casa, foram muitas voltas pelo Alecrim, Ribeira, Cidade Alta, antiquários e brechós.

Curió é misto de bar e empório

Curió é misto de bar e empório

O cardápio também engloba o conceito da casa. Há pratos exclusivos, como o kakuni de porco (lombo suíno em cubos caramelizados com rapadura); sobrecoxa de frango desossada e empanada, o Ki Frango Cacetêro (brincadeira com a rede americana KFC); bife de alcatra empanada com panko; picado de carneiro com cuscuz; iscas de fígado aceboladas; linguiça de pernil suíno, e até o velho fiambre bovino em lata (o famoso “kitut”) em versão grelhado com tomate, cebola e pimenta refogados na manteiga de garrafa, e acompanhado por pão carteira.

Brownie, pudim de queijo de manteiga e doce de leite

Brownie, pudim de queijo de manteiga e doce de leite

Entre os pratos para dois tem rabada, carneiro torrado, galinha caipira, moqueca de dourado, bife à parmegiana, camarão ao creme de jerimum, e contra-filé de sol grelhado. Às sextas-feiras tem um autêntico chambaril, e aos sábados, feijoada. Na cumbuca tem maxixada no leite de coco com camarão; caldo de camarão; dobradinha completa, e escondidinho de carne.

Serviço:
Curió. Av. Praia de Ponta Negra, 8868, Ponta Negra. Aberto diariamente (para almoço, menos na segunda). Tel.: 3346-1721.