Arquivos da categoria ‘Leitura gourmet’

Raíza Costa, a Rainha da Cocada e sua Confeitaria Escalafobética

30 de dezembro de 2017

cozinhaA confeiteira Raíza Costa ficou conhecida do telespectadores brasileiros por conta de seu programa Rainha da Cocada, exibido no canal GNT. O bom humor e o exagero não escondem seu grande conhecimento sobre a confeitaria clássica e avançada. Formada pela French Culinary Institute de Nova York, a chef confeiteira também possui um canal on-line bastante visitado por fãs e profissionais, além de prestigiado por nomes renomados, o Dulce Delight. Não são raros os elogios de top chefs internacionais como Gordon Ramsay, que falou sobre ela na edição estadunidense do Masterchef. Muitos dos segredos de sua doceria ela colocou no livro “Confeitaria Escalafobética – sobremesas explicadas tim-tim por tim-tim”, lançado no finalzinho do ano, pela Editora Senac.

A obra vem recheada de dicas interessantes, como a receita de corantes naturais,raiza cream cheese e Nutella caseira. Também lista utensílios fundamentais para a confeitaria e receitas básicas e complexas, com bastante conhecimento ‘de causa’. A confeiteira também privilegia bastante a fotografia, já que fez até curso nessa área.

Eis a sinopse do livro via editora Senac
“Apaixonada pela confeitaria e suas técnicas verdadeiras, obcecada pelas mídias e, acima de tudo, glutona, Raiza Costa criou o Dulce Delight em 2010, o primeiro canal on-line dedicado à confeitaria, antes mesmo de ser formada pelo French Culinary Institute de Nova York. Sua direção de arte, irreverência e humor renderam milhares de visualizações para o canal, que se tornou referência e se estendeu para um programa diário no GNT, o Rainha da Cocada. Com um pé no vintage e outro na inovação, Raiza mistura tecnologia e funcionalidade com elementos decorativos que muitas vezes lembram a casa aconchegante de uma avó querida, mas sem perder a sua espontaneidade nem os códigos contemporâneos. Neste livro, você encontra receitas exclusivas e também as de maior sucesso da chef, sempre acompanhadas de importantes dicas que fazem a diferença. Nele, são ensinadas técnicas de confeitaria avançadas para seu séquito de fãs , de um jeito simples e divertido, com receitas que refletem um grande respeito pelas técnicas tradicionais francesas.”

Peixada de Cascudo e outras iguarias no rastro do documentário “História da Alimentação no Brasil”

23 de agosto de 2016

Uma chupadinha na mangaba, um gole na cachaça e volta pro peixe com pirão. Esse ritual caiçara certamente daria muito gosto ao mestre Luís da Câmara Cascudo. Não só por ele ser um apreciador da peixada, mas por ter traduzido com tanta riqueza esse paladar original do povo brasileiro.

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Não é surpresa ter uma boa peixada entre as receitas registradas no documentário “História da Alimentação no Brasil”, série com 13 episódios que tem como fio condutor o clássico livro homônimo do etnógrafo e escritor potiguar.

Dirigida pelo cineasta e produtor Eugênio Puppo, da Heco Produções, com apoio do Instituto Câmara Cascudo, a série reúne depoimentos de diversos personagens brasileiros: chefs famosos, músicos, estudiosos e brasileiros anônimos de diversas regiões do país, apresentando suas receitas mais afetivas – tudo embalado por músicas que falam de comida, a literatura e as artes visuais inspiradas nos nossos pratos prediletos.

Em Natal para gravações, a equipe da Heco Produções tem reunindo chefs, pesquisadores e a família Cascudo para registro de algumas receitas que trazem o legado pesquisado pelo etnólogo. A peixada com pirão é uma delas. E quem ficou a cargo de prepará-la foi a Chef pesquisadora Adriana Lucena.

Integrante do coletivo Ginga Potiguar, Adriana é uma profunda conhecedora do universo registrado por Câmara Cascudo e uma fervorosa defensora das cozinhas de origem. “Era o prato preferido de Cascudo, embora ele dê outros detalhes em sua obra de como gostava de apreciá-la”, conta Adriana.

Também participou das filmagens o chef Alexandre Gurgel, que preparou a receita a sua moda “camarão papa-jerimum”.

As filmagens em Natal seguem até 3 de setembro. Além do cineasta Eugênio Puppo, estão na equipe Heloísa Bonfati, Fábio Bardella, Jorge Maia, Daniel Tancredi, Gustavo Guedes, Herison Pedro e Wallace Yuri.

Viagens de Cascudo pela África

Viagens de Cascudo pela África

De acordo com Eugênio Puppo, o documentário visitou dez estados brasileiros, entre eles Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás e também foi a Portugal. “Nas nossas viagens, confirmamos que a origem da feijoada tem influência portuguesa, cuja cozinha é muito marcante na culinária brasileira. Rodamos o Brasil para identificar as origens africanas e indígenas. Estamos seguindo os passos do Câmara Cascudo para mostrar ao Brasil essa riqueza que é nossa história alimentar”, disse o diretor, em entrevista à Intertv.

“História da Alimentação no Brasil” será exibido ano que vem no canal Cine Brasil. A primeira temporada está orçada em R$ 1 milhão e foi garantida com recursos do edital Brasil de Todas as Telas, do Fundo Setorial do Audiovisual. FSA (Ancine/Ministério da Cultura).

Como tudo acaba na cozinha, eis o famoso prato ‘cascudiano’ citado. A receita foi cedida pela chef potiguar Adriana Lucena, que também participa do documentário com seu depoimento e receitas.

Peixada em cortejo de pirão

1 kg de postas de cavala branca (“perna de moça” como ensina Cascudo no livro História da Alimentação)
2 limões caipiras
2 colheres (chá) de colorau
1 colher rasa (sopa) de sal
2 colheres (sopa) de azeite
Faça o molho e regue o peixe, deixando-o “tomar gosto” por 15 minutos. Cozinhe separadamente 4 batatinhas pequenas descascadas, 1 cenoura descascada cortada em 4 pedaços e 4 ovos de galinha.
Descasque os ovos e reserve. Lave 4 tomates e reserve também.
Ponha água para ferver suficiente para cobrir tudo.
Disponha as verduras e os legumes e as postas de peixe. Tampe a panela e cozinhe por 7 min. Destampe, separe caldo suficiente para fazer pirão em outra panela. Coloque os ovos e um punhado de cheiro verde. Tampe de novo e marque mais 3 minutos. Desligue.

Para o pirão, acrescente farinha de mandioca molhada em água fria ao caldo reservado. Mexa até desmanchar e ligue o fogo. Observe a consistência desejada e acrescente mais caldo ou mais farinha. Mexa sem parar até levantar fervura. Corrija o sal.
Sirva a “peixada em cortejo de pirão” com arroz branco escorrido e molho de pimenta feito na hora com as pimentas esmagadas e um pouco do caldo. Pra coroar, umas mangabas frescas (na safra) e uma dose cachaça fazem uma boa companhia.

Companhia das Letras lança selo exclusivo para livros de gastronomia

3 de agosto de 2016

Pioneira na publicação de livros de culinária, apresentando ao leitor brasileiro autores clássicos do gênero no final da década de 1990 — como Jeffrey Steingarten, Marcella Hazan, Elizabeth Davis e Anthony Bourdain — a editora Cia das Letras retoma a tradição com a criação do selo Companhia de Mesa, que irá reunir livros de receitas e gastronomia (com projetos gráficos e fotografias inéditas) e crônicas literárias sobre o universo da cozinha. Além disso, pretendem reeditar livros com edições esgotadas.

Comida de Verdade apresenta os vegetais como protagonistas da refeição

Comida de Verdade apresenta os vegetais como protagonistas da refeição

Para este ano de 2016 serão lançadas quatro publicações: Comida de verdade, de Yotam Ottolenghi, onde o autor foca em maneiras de se cozinhar vegetais para que fiquem perfeitos e ganhem status de prato principal. O livro traz uma variedade gigante de dicas para utilização de vegetais, de brotos, flores comestíveis e outros.

Em seguida, virão duas reedições de clássicos do catálogo editora, o Cozinha confidencial, de Anthony Bourdain, e O homem que comeu de tudo, de Jeffrey Steingarten (a primeira trazia um design diferentão, com uma mordida em um dos cantos do livro). Ambos devem chegar às livrarias a partir de setembro.

E em outubro (a tempo do Natal!) chegará Brownies, cookies, tortas e afins, com receitas e fotografias dos clássicos quitutes americanos, compilado pelas criadoras do site Food52. De acordo com a assessoria, o plano é lançar cerca de seis livros por ano entre autores estrangeiros e nacionais, incluindo receitas, crônicas e ensaios. Em breve mais notícias!

Chef potiguar integra o Festival Fartura, em São Paulo

21 de junho de 2016

Tudo começou por Tiradentes e se enraizou pelo Brasil. A cidade mineira foi o marco inicial do livro Expedição Brasil Gastronômico, lembram? Passou pelo Rio Grande do Norte em 2012, para compor um documentário e um livro sobre potencialidades nativas para a gastronomia brasileira, levando na carona muitos chefs potiguares. Foi tema de reportagem na Tribuna do Norte. Pra rever, basta clicar aqui ou aqui

De lá pra cá o projeto já viajou mais de 68 mil quilômetros e provou (aprovou) diferentes receitas ao encontrar pequenos produtores e chefs de cozinha nas duas edições, no total de 170 cidades de 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. O resultado se transformou em um registro extraordinário e numa grande mesa farta, ou melhor no Festival Fartura, braço itinerante do Festival de Tiradentes que chega a São Paulo este mês (dias 25 e 26 de junho), no Jockey Club. O festival tem como função integrar todos os produtos autênticos, produtores, chefs, indústria, mercados e os apreciadores da boa mesa. O Fartura também já foi realizado em Fortaleza-CE.

Chef Nívea Pedrosa vai cozinhar no Fartura

Chef Nívea Pedrosa vai cozinhar no Fartura

Dentre as 100 atrações confirmadas, a gastronomia potiguar será representada pela chef Nívea Pedroza, do Cook & Luxo Bistrô. Em seu restaurante, Nívea empresta produtos genuínos do Rio Grande do Norte a sua sofisticada cozinha de bistrô. Proprietária de restaurantes há mais de 20 anos, Nívia fez a sua formação através de pesquisas gastronômicas na América do Sul, América do Norte e Europa. Além disso, fez ainda uma formação complementar na Alemanha. É chef–propirétaria  do Cook & Luxo desde 2004.

Outra chef conhecida dos potiguares é Angelita Gonzaga, que nos anos 1990 comandou o Rádio Café, na rua Trairi. Angelita é dona do Arimbá Restaurante em Pompéia-SP.

Com muitos nomes consagrados na programação, o evento contará com Espaço dos Chefs e Restaurantes; Espaço Petiscos, Lanches e Doces; Produtos e Produtores; Cozinha Ao Vivo; Aulas; Espaço Interativo; Espaço Degustação.

Saiba mais no www.farturagastronomia.com.br

Valorização do orgânico e local são apostas gastronômicas para 2016

16 de fevereiro de 2016
Panelinha de frutos do mar da chef Gabriela Sales traduz a essência da valorização do terroir e orgânico. Foto TN / Júnior Santos

Panelinha de frutos do mar da chef Gabriela Sales traduz a essência da valorização do terroir e orgânico. Foto TN / Júnior Santos

Fim de carnaval e veraneio são prenúncios de que o ano começou. O momento é de fazer apostas para os próximos meses de 2016. Assim como em outras áreas do conhecimento, da política e do mercado, o segmento da gastronomia também tem seus prognósticos. Em um ano dominado por contradições e paradoxos, entre a crise e os ‘raios gourmetizadores’, a principal pergunta que vem a cabeça é: respeitaremos  mais o alimento em vez de pensar somente na aparência?

As apostas de especialistas, chefs e consultores sobre o que vai estar em alta nas próximas temporadas começam a reverberar no Brasil e lá fora. Entre a cozinha afetiva e a gastronomia conceitual, tendências surgem para apontar novos (e melhores) caminhos e até reforçar antigas lutas que imaginava-se perdidas. No âmbito geral, fale-se no uso criativo dos produtos mais simples, apostando no lema quanto mais fresco melhor (valorizar produtos brasileiros e ou que estão mais próximos); na valorização e preservação do terroir (uma luta antiga) e ao mesmo tempo a presença mais rotineira dos produtos orgânicos (luta nova!). Nas trincheiras onde estão os chefs mais articulados, espera-se mais movimentação contra o uso de agrotóxicos na agricultura e agronegócio. É bom lembrar que o Brasil está no topo entre países que usam pesticidas na lavoura.

Diante desse começo cheio de grandes novidades, aproveito o ensejo de previsões para consultar também nossos especialistas locais.

Essa breve abordagem sobre o tema tem  colaborações do enólogo e consultor Gilvan Passos, autor da coluna Meditando na Adega aqui nesta TRIBUNA; a chef, gastrônoma, pesquisadora e militante do slow-food Adriana Lucena; o chef uruguaio e consultor Francisco Gasteasoro, o chef e professor do Senac, Ângelo Medeiros e a consultora e pesquisadora Gabriela Sales.

Uma oportunidade para refletir e tirar boas lições. Por que apesar da distância que separa a gastronomia de Natal dos pólos importantes como São Paulo e Rio de Janeiro, existe uma sincronia que os aproxima e que reflete no consumidor também. Afinal, é desejo de todos os amantes da boa mesa, comensais e chefs, cuidar das origens dos alimentos que consumimos. E isso passa pela valorização dos produtos locais e opção pelo sabor acima da estética. Confira:

Retorno a magia do alimento

(Gilvan Passos | Consultor, enólogo e colunista da seção Meditando na Adega)

Gilvan Passos fala em olhar para o movimento slow food

Gilvan Passos fala em olhar para o movimento slow food

“Penso que devemos aderir mais ao Slow Food” (movimento mundial que propõe a conjugação boa mesa + alimentação com consciência ambiental e responsabilidade social…). “Pensar no momento da mesa como sagrado, dedicado a convivialidade e a comensalidade. Acho que esse sentido se perdeu de nós na medida em que banalizamos o alimento, colocando a estética acima da substância, e o ser humano no centro das atenções como um deus que se ignora como tal…

“Nossa enorme carência de fama e reconhecimento, tem-nos feito desviar o foco do alimento para o prato, do vinho para o rótulo, da vida real para o sonho fantasioso da fama”.  Gilvan reafirma a necessidade de resgatar o verdadeiro sentido da mesa: “mostrar que tudo que nos alimenta de verdade é verdadeiramente intangível, abstrato, etéreo. Menos é mais. A simplicidade eleva-nos e a busca por reconhecimento deve ser interna.”

Valorização dos produtos locais

(Adriana Lucena, Gastrônoma, chef e membro do movimento slow food Brasil/Terra Madre)

Para Adriana Lucena, o que está em alta é a valorização dos produtos da terra e a aproximação do chef com o produtor, de forma sustentável e responsável. Foto Ricardo Dantas

Para Adriana Lucena, o que está em alta é a valorização dos produtos da terra e a aproximação do chef com o produtor, de forma sustentável e responsável. Foto Ricardo Dantas

Militante do movimento Slow Food desde a década de 1990, Adriana Lucena deseja que Natal seja menos adepta aos modismos e invista na valorização dos seus produtos mais importantes. “A tendência mundial dessa década, ja falei isso 1000 vezes, é a valorização dos produtos locais. Valorizar seu terroir com responsabilidade social (relação chef – produtores) e ambiental (sustentabilidade). Quem começou a dar visibilidade a essa relação chef /produtor foi Alex Atala (chef brasileiro), mas muitos já faziam isso bem antes aqui no Brasil. Hoje nos grandes centros, chefs de renome praticam essa relação como se fosse um catecismo”.

Adriana dá exemplo de restaurantes de sucesso onde existe essa fidelização do chef com o produtor que trabalha o alimento de forma digna: “Em 2007 conheci a chef Beth Beltrão de Tirandentes/MG quando fui auxiliar na sua cozinha no Terra Madre Brasil. Ela me contou naquele dia sobre ‘seu produtor de feijão rosinha’, e o que isso fazia a diferença naquele ‘virado mineiro’ que estávamos executando. Provei a linguiça que é produzida em seu restaurante e de novo ouvi: ‘o porco que uso vem há anos da mesma fazenda! Sou fiel ao meu produtor e ele é fiel a mim!’ muito bacana isso né?”

Mas o maior de todos os exemplos, para Lucena, é o chef Gaston Acurio: “Ele transformou/revolucionou um país valorizando seus produtos locais, sua cozinha de raiz, os pequenos produtores. No Brasil, um nome que deverá ser lembrado sempre que se fala em valorização dos nossos produtos: Paulo Martins do Pará que foi o pioneiro em levantar essa bandeira. Hoje sua mulher e as filhas comandam o Instituto que leva seu nome e que continua lindamente esse trabalho”.
“Até por que já dizia Cascudo: “comer juntos é irmanar-se!”

Aposta no simples bem feito

(Ângelo Medeiros, Chef e professor do Senac)

Chef Ângelo Medeiros acredita no simples e bem feito

Chef Ângelo Medeiros acredita no simples e bem feito

Um dos chefs potiguares que mais circula em debates e eventos de articulação sobre gastronomia brasileira é o chef Ângelo Medeiros. Ao falar de Brasil, ele considera 2016 um ano importante para consolidação de alguns alimentos e para um retorno às nossas origens. Veja o que ele disse:

“Em 2015 um fato me chamou muita atenção e junto com essa crise financeira ainda vai repercutir em 2016: a inauguração da Casa do Porco. O chef Jefferson Rueda deixa o Attimo no auge, logo após ser destaque no guia Michellin, para se dedicar a algo mais familiar e que valoriza um ingrediente simples que é o porco, num ambiente mais familiar e no centro da cidade. O porco vai influenciar 2016 por aqui.”

O chef potiguar destaca sobretudo a valorização de restaurantes que cuidam bem do alimento que dispõem: “O que vale o esforço é procurar lugares com bom preço e comida boa, um bom PF faz meu dia muito melhor. O Boteco do Mineiro em Ponta Negra é um exemplo, um dos poucos lugares pra comer um bom bife de fígado acebolado. Tem também o Bixiga no centro da cidade, com ótimas opções de PF e as massas do Nonna Vitória. Todos apostam no simples bem feito”.

Uma tendência dos grandes centros que inspira o chef são os botecos orientais: “Queria muito que a moda dos Izakayas (botecos japoneses) chegasse por aqui, é uma tendência forte, acredito que algum dos vários japoneses da cidade acabe criando um menu dedicado ao tema”.

No quesito modismo, Natal tem peculiaridades nascida que, como disse o chef americano David Guas, provocam fusões mas também confusões:

“O fit e o doce continuam seguindo em paradoxo, foram várias as casas abertas e dedicadas aos temas (saladas x sobremesas), chegando ao cúmulo de uma confeitaria ofertar salgados fit em seu cardápio. A maioria das confeitarias se perdeu no excesso de doce. O destaque foi a Jolie Patisserie que deve continuar surpreendendo com seus bolos em 2016 e o Bocaditos que esse ano se muda para Ponta Negra com mais espaço e novidades no cardápio”. 

O chef também alfineta: “Os “influencers” das redes sociais que se vendem por um prato de comida ou um cachê também estão perdendo credibilidade, que 2016 não seja só de elogios pagos, mas de críticas construtivas e opiniões sinceras.”

 

Motivação e criatividade em tempos de crise

Gasteasoro: Criatividade e motivação para driblar a crise. Foto: Rogério Vital

Gasteasoro: Criatividade e motivação para driblar a crise. Foto: Rogério Vital

(Francisco Gasteasoro | Chef uruguaio)

Para o chef uruguaio, a palavra que define o ano é “motivação”. “Com a queda do consumo e o poder aquisitivo, muitos profissionais tem buscado uma segunda renda, seja fazendo eventos por conta própria, fazendo algo para complementar e com isso cai a qualidade do trabalho. Manter a equipe motivada será o desafio de muitos Chefs e principalmente de proprietários”.

O que gostaria de ver mais em 2016? “pessoas comendo nos restaurantes!”, disse. No geral, Francisco acha que é preciso criatividade para manter a qualidade. “Tem que ter cuidado para saber enxugar no lugar certo”.

 

 

20-08-20112JFS (Small)Valorização do terroir

(Gabriela Sales, chef, consultora e pesquisadora)

Para a chef, consultora e pesquisadora Gabriela Sales, o ano de 2016 será da cozinha brasileira, levando em consideração a valorização do terroir e as raízes étnicas. “Acredito nessa valorização cada vez mais. Chefe abrindo as portas de suas casas para receber comensais também continuará em alta”. A consultura também acredita nos espumantes brasileiros pela qualidade e custo benefício “É a desgurmetizacao é o meu desejo para 2016”.

Semana de lançamentos: Cozinha de afeto dos imigrantes e Alta gastronomia diet e light

9 de junho de 2015

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A cozinha afetiva de imigrantes 

O blog começa a semana com dicas de leituras sobre histórias de pessoas que põem amor na massa. O primeiro título é um livro digital da Editora Alpendre: “Cozinha de afeto – Histórias e receitas de doze mulheres imigrantes no Brasil”, de autoria das jornalistas e pesquisadoras Alexandra Gonsalez e Sonia Xavier.

Por ser virtual, a publicação tem um preço bem em conta, só R$ 9,50. O livro resgata receitas de famílias de imigrantes de várias partes do mundo, que encontraram no Brasil um porto seguro para construir uma vida nova, e na bagagem, trouxeram a cultura de terra natal em um hábito singular: a culinária.

São receitas cheias de carinho e saudade, compartilhadas por mulheres imigrantes, na faixa etária entre 30 e 80 anos, vindas de Angola, Alemanha, Argentina, Colômbia, Etiópia, Espanha, Índia, Itália, Irã, Japão, Grécia e Ucrânia.

Doze mulheres contam suas histórias de vida a partir dos ingredientes e das memórias das refeições em família. Embora tenham raízes geográficas variadas e pertençam a culturas diferentes, essas imigrantes dividem uma característica comum: a paixão pelos aromas e sabores que marcaram suas vidas e a consequente dedicação em mantê-los nas suas mesas.

Cozinha de afeto traz segredos de pratos como borscht, empanadas vallunas e guisado de cordeiro com ervas frescas.

O livro pode ser encontrado nas principais livrarias, como Amazon americana (http://goo.gl/8P3z99), e brasileira (http://goo.gl/JcxLk4), Apple (https://goo.gl/SKdL66) e Kobo (https://goo.gl/Ls3ZQ6).

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Alta gastronomia leve
Nos últimos tempos, virou moda as dietas que restringem alimentos até então só ausentes na rotina dos celíacos, hipertensos e intolerantes à lactose. Muitos correram atrás de adaptações e releituras de receitas, algumas bem sacadas, outras, diga-se de passagem, estranhas de torcer a boca.

Embora alguns chefs e cozinheiros jurem de pé junto ser impossível adaptar certas receitas sofisticadas ao “gosto” do mundo fit, um livro promete isso e muito mais. Saiu pela Editora Senac-SP publica no Brasil o livro “Alta Gastronomia Diet e Light”, dos autores Myrian Abicair e Filipe Baccarin. O livro apresenta receitas da chamada Alta gastronomia com baixo teor de gorduras, redução de sal, sem glúten e sem lactose, associada a dietas restritivas.

A proposta é indicar pratos sofisticados da cozinha francesa e italiana, todos testados pelos chefs. O livro também garante receitas com sabor, com 30% a menos de calorias, e sem usar glúten e lactose. É um exercício de criatividade, muita experiência, muita matemática e muita fisiologia do gosto.

O sumário é composto de receitas de entradas, saladas, suflês, massas, risotos, carnes e aves, e sobremesas.

O livro ainda traz capítulos com informações sobre as tendências socioculturais e alimentares atuais, gastronomia associada a conceitos fisiológicos, obesidade, entre outros temas.

Livros, os lançamentos do mês que vale a pena ter

28 de março de 2014

Selecionei algumas publicações sobre gastronomia e cultura gastronômica lançados recentemente.  Se você curte leituras saborosas, eis minhas dicas do mês:

ArquivoExibir.aspxManual básico da Better homes and Gardens
A Alta Books lançou recentemente o “Novo livro de Receitas Better Homes and Gardens”. Trata-se de uma aula permanente para quem quer começar a desvendar os mistérios da culinária. Traz fundamentos sobre ingredientes, utensílios, técnicas e receitas testadas passo a passo, ilustradas com 800 imagens.

Ao todo, são 1200 receitas com respectivas substituições variadas e de quebra o valores energéticos.  Um ótimo tira dúvidas sobre tudo.  Nas livrarias  virtuais o preço médio é R$ 87,00.

 

livro-da-roberta-sudbrack-capa-divulgac3a7c3a3o1Cozinha de “alfaiate”: Roberta Sudbrack  
“Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu” . O título sugestivo é o terceiro livro da chef Roberta Sudbrack, pela editora Tapioca.  O nome dá pistas sobre o universo criador e as convicções que norteiam o trabalho da respeitada chef brasileira. Roberta  é daquelas que mantém um olho no peixe outro no gato, ou melhor dizendo, respeita as tradições para buscar sempre o novo em cada ingrediente. “A comida é um excelente fio condutor para conectar tempos, o que, para mim, sempre vai envolver tradição e modernidade. O meu pensamento culinário procura a preservação da memória e dos sabores típicos de cada ingrediente, para que cada criação possa ser ao mesmo tempo um campo de conhecimento e um argumento do qual me utilizo para resgatar ingredientes brasileiros pouco valorizados”, explica a chef. Este ‘pensamento culinário’  é o combustível de uma cozinha afetiva e referenciada, que se sustenta também em contínuos processos de pesquisa.
O livro apresenta as ideias da chef com uma linguagem diferente, com cara de revista. Formato, fotografia, grafismos, fluxo de conteúdo… tudo remete a uma diagramação mais livre das amarras do livro comum . “Queria cores, papeis, suplementos, texturas, queria liberdade! Queria como livro, que conta uma história, queria como revista, que conta várias. Queria privilegiar o dizer das imagens, tão próprio das boas revistas”, diz.   Para dar vazão a todos esses ‘quereres’, Roberta convocou um time de respeito para acompanhá-la nesta empreitada. Carlos Alberto Dória, Cora Rónai, Bia Lessa e Ignácio de Loyola Brandão assinam textos; Nana Moraes, as fotos; o cineasta, poeta e artista plástico Yuri Samico, responsável pelo projeto gráfico, completa a escalação.  A autora também publicou Roberta Sudbrack: Uma chef, um palácio (2001) e Bom pra cachorro, Gastronomia canina (2004).

alex regis [1600x1200]Passeio por Petrópolis

Outra dica legal é o livro “Petrópolis – Guia prático, histórico e saboroso do bairro”, de autoria do jornalista e advogado Gustavo Sobral, que será lançado no próximo dia 5 de abril na Feirinha da praça das Flores. Em entrevista recente ao FDS, ele conta que começou como uma pequena crônica. “Meu avós moravam aqui, cresci entre Petrópolis e Tirol, estudei no Henrique Castriciano. Minha memória afetiva já tinha muita informação. Passei a ouvir também histórias de amigos, e mais textos foram ganhando forma, até virar uma coleção de histórias”.  Depois desse passeio, o autor foi acrescentando  informações sobre comida, bebida, noite, cultura e histórias.  Cada local provoca um tema e o autor cuidou de mostrar algumas características do bairro, como o gosto pelas varandas e os pontos turísticos. O livro vale como guia sentimental atualizado, mas já pede uma próxima edição. Quem sabe, como os novos olhares de velhos habitantes do bairro e a diversidade que sempre foi uma das características do bairro.

Livro Os Banquetes do Imperador traz coleção de cardápios de D. Pedro II

10 de janeiro de 2014

 

Autores selecionaram  130 peças do acervo de mais de mil cardápios da Coleção Thereza Christina

Autores selecionaram 130 peças do acervo de mais de mil cardápios da Coleção Thereza Christina

Guardada por mais de um século pela Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, parte da coleção de menus de D. Pedro II será divulgada agora no livro Os Banquetes de Imperador – Receitas e historiografia da gastronomia no Brasil do século XIX, obra literária de autoria dos chefs Francisco Lellis e André Boccato.

Durante três anos, os dois pesquisadores analisaram a Coleção Thereza Christina, composta por mais de mil cardápios coletados pelo último imperador do Brasil. Destes, os autores selecionaram 130 peças, escolhidas devido à beleza gráfica, à importância gastronômica dos pratos ou, ainda, pelo registro de viagens. Como resultado, a publicação resgata a raiz da formação da gastronomia no Brasil, contextualizando o leitor sobre a existência da culinária sofisticada no século 19, tanto na França como em outras partes do mundo.
Destaca, ainda, o mérito das artes gráficas e do design na Belle Èpoque no embelezamento dos menus e na divulgação de produtos brasileiros no exterior. O livro foi escolhido como Melhor Livro de História e Gastronomia no Prêmio Gourmand Brasil e concorrerá na mesma categoria no Mundial que acontece esse ano em Pequim.

Capítulos
No capítulo introdutório, os autores traçam o cenário histórico do Brasil na época de D.Pedro II, no qual descrevem os hábitos do imperador e das pessoas próximas a ele. Comentam também sobre os cardápios impressos que eram usados como propaganda oficial do governo brasileiro na Europa para incentivar o consumo de mate e café.

Escritos em sua grande maioria em francês – língua oficial da gastronomia do século 19 – os cardápios organizados pelos autores dão uma visão mais ampla do nascimento da gastronomia nacional, por tratar-se das primeiras referências históricas de alguns pratos como, por exemplo, o Churrasco do Rio Grande, ou o vatapá, como prato comum da época.
Algumas receitas também são apresentadas em sua redação original aplicadas em louças da família real, fotografadas no Museu Mariano Procópio, em Minas Gerais.

A obra lista alguns cardápios que foram além das festividades sociais, como o Baile da Ilha Fiscal, que selou o fim da monarquia no Brasil

A obra lista alguns cardápios que foram além das festividades sociais, como o Baile da Ilha Fiscal, que selou o fim da monarquia no Brasil

A obra reúne ainda alguns ícones históricos, como o cardápio mais antigo do Brasil, datado de 1858, que trazia os peixes bijupirá e a garoupa, o abacaxi, os fios de ovos, o queijo de minas; o Menu Abolicionista, com pratos batizados em homenagem aos principais abolicionistas; e o Menu do Baille da Ilha Fiscal – o emblemático evento realizado no Rio do Janeiro, que encerrou o Império.
Para finalizar, Boccato e Lellis comentam sobre a influência europeia na gastronomia nacional e apresentam uma linha do tempo, que vai de 1450 a 1894, traçando, por meio dos livros de culinária disponíveis no período, a história gastronômica de Portugal e do Brasil.

Os Banquetes de Imperador – Receitas e historiografia da gastronomia no Brasil do século XIX
Autores: André Boccato e Francisco Lellis
Editora: Editora Senac São Paulo e Editora Boccato
Preço: R$ 199,90
Número de páginas: 448 (em edição de luxo)

Fonte: Release/Editora Senac

Ignácio de Loyola Brandão lança “O Mel de Ocara – Ler, Viajar, Comer” na Feira de Frankfurt

8 de outubro de 2013

O escritor, jornalista e cronista do jornal O Estado de São Paulo, Ignácio de Loyola Brandão, lançou na Feira de Frankfurt o livro “O Mel de Ocara – Ler, Viajar, Comer”, pela Global Editora (a mesma que publica obras de Câmara Cascudo). Foi no último dia 2, no estande da Livraria Cultura. Na noite de autógrafos, o autor recebeu flores, crônicas para ler e opinar, paçoquinhas e até um pote de mel, provavelmente referência ao título da obra.

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Viajante por natureza e presença cativa em quase todos os eventos literários pelo Brasil a fora, Loyola Brandão reuniu em livro todas essas experiências de pé da estrada, a maioria delas já publicadas em crônicas no Estadão. Loyola esteve em Natal algumas vezes no Encontro Natalense de Escritores e chegou a publicar uma crônica divertida no jornal sobre essa passagem por Natal. O escritor é uma das personalidades mais gentis que tive o prazer de conhecer.

Lembro que tivemos uma falinha rápida no camarim do ENE, enquanto ele aguardava ser chamado para o palco. Em meio aos jornais disponíveis, o escritor folheou o caderno FDS (suplemento de gastronomia e lazer da TN), o qual disse ter sido a primeira coisa que lera no hotel. Depois, comentou: “as pessoas nem sabem como dá trabalho fazer isso”. Além de um grande nome da literatura brasileira, Loyola já foi editor da revista Claudia, Vogue e Realidade.

MAIS SOBRE O LIVRO

“Mel de Ocara” apresenta facetas desconhecidas de um Brasil que Loyola vem descobrindo e revelando aos seus leitores nos últimos anos. Paisagens diferentes, comidas diversas, uma forma de falar e se expressar própria de cada cidade, que mostra a vastidão do nosso país. Somente no ano passado, o autor percorreu 46 cidades, falando para professores e estudantes. Em uma dessas viagens, ganhou o mel de Ocara e considera este o maior cachê que recebeu na vida pela história vivenciada naquela ocasião. O que mostra o rico campo da múltipla cultura brasileira, suas realidades e diferenças. “Nestas crônicas tento retratar, de maneira simples, as diferenças do nosso país, o linguajar, a maneira como a literatura e a formação de leitores são encaradas em cada cidade que visitei e, principalmente, procuro apresentar nas crônicas os cheiros e os sabores das comidas e bebidas de cada lugar”, conta Loyola.

Ao jornal Estadão, ele sentenciou: : “Perto dos 80, pergunto-me por que não estou em casa lendo ou jogando bocha. Mas, de repente, me vejo na estrada, e estou tão feliz”, disse ele.

Com informações da Global Editora

 

Publicitário lança “Na mesa cabe um mundo”, misto de guia e livro de crônicas sobre gastronomia francesa

26 de junho de 2013

Para Evandro Barreto toda mesa é, em essência, redonda. “Nela as pessoas se conectam, a alquimia dos quatro elementos acontece e a cultura de uma nação que não está nos livros se revela”. Partindo dessa premissa, e por meio de histórias curtinhas, o publicitário carioca assina o guia “Na Mesa Cabe o Mundo”. Lançado pela editora Conexão Paris é vendido com exclusividade pelo blog de mesmo nome (conexaoparis.com.br).

Um guia para degustar Paris dos viajantes e foodies

Um guia para degustar Paris dos viajantes e foodies

Do Chez Andre, com seu bar de ostras, passando pelo La Fontaine de Mars, que recebeu o ilustre casal Obama e pelo secreto La Societé, que não tem nem fachada nem menu, a obra vai além da paixão pela gastronomia francesa. Cada experiência remonta a Paris que encantou Picasso e Hemingway, revisita o Procope, onde Voltaire jogava xadrez e o Clube Saint Germain, onde Miles Davis reinventou a música. É a arte de comer bem sem frescura, pela ótica de um expert que acredita que a “Cidade Luz” é um estilo de vida.

O livro traz ainda os melhores restaurantes franceses fora da França. E com bom humor e didática, mostra o caminho das pedras para o coquetel perfeito e a fórmula infalível para lidar com os “enochatos” em geral.

E ainda traz um glossário explicativo que desmistifica expressões como foie gras de canard suffisant pour deux. Mas que também ensina que, em caso de emergência linguística, pedir nomes universais como “crepe” e “omelete” sempre salva a refeição.

Sobre o autor

Em seu perfil no blog Conexão Paris, o colunista se apresenta como “alguém que conhece Paris desde o tempo que o metrô tinha rodas de ferro, clochard não usava roupas Adidas e presidente tinha a mesma mulher oficial a vida inteira”. E ainda que é um apreciador dos calvados da Normandia, brancos da Borgonha, tintos do Medoc, queijos de leste a oeste e divide o prazer da mesa entre restaurantes consagrados e bistrots anônimos.

Mas essa história vai mais longe. Evandro Barreto rumou para a França no auge dos seus vinte anos, sem dinheiro no bolso. Com a mente aberta, tornou-se um iniciado e pôde vislumbrar pela primeira vez a mesa como arte. Este foi ponto de partida para que se tornasse não apenas conhecedor gastronômico, mas apreciador de viagens. E principalmente, alguém que sempre volta à capital quando tem uma chance para descobrir – ou redescobrir – novos segredos.

Muitos anos depois, o publicitário carioca, cocriador do Rock’n Rio, conheceu o Conexão Paris, por meio de Betty La Blonde – sua esposa, a quem se refere em diversas passagens de “Na Mesa Cabe o Mundo”. Acabou seduzido pelo blog e por sua comunidade engajada, formada tanto por turistas experimentados quanto internautas que sonham ver o Arco do Triunfo pela primeira vez. Após se tornar “pitaqueiro” – como o site chama carinhosamente seus principais seguidores – e cronista, não teve outro jeito. A pedido dos fãs, Evandro se tornou o primeiro pitaqueiro a publicar pela  Conexão Paris, que hoje se tornou plataforma transmídia. Além de blog e comunidade, a editora já conta com três livros.

Fonte: Release