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Raíza Costa, a Rainha da Cocada e sua Confeitaria Escalafobética

30 de dezembro de 2017

cozinhaA confeiteira Raíza Costa ficou conhecida do telespectadores brasileiros por conta de seu programa Rainha da Cocada, exibido no canal GNT. O bom humor e o exagero não escondem seu grande conhecimento sobre a confeitaria clássica e avançada. Formada pela French Culinary Institute de Nova York, a chef confeiteira também possui um canal on-line bastante visitado por fãs e profissionais, além de prestigiado por nomes renomados, o Dulce Delight. Não são raros os elogios de top chefs internacionais como Gordon Ramsay, que falou sobre ela na edição estadunidense do Masterchef. Muitos dos segredos de sua doceria ela colocou no livro “Confeitaria Escalafobética – sobremesas explicadas tim-tim por tim-tim”, lançado no finalzinho do ano, pela Editora Senac.

A obra vem recheada de dicas interessantes, como a receita de corantes naturais,raiza cream cheese e Nutella caseira. Também lista utensílios fundamentais para a confeitaria e receitas básicas e complexas, com bastante conhecimento ‘de causa’. A confeiteira também privilegia bastante a fotografia, já que fez até curso nessa área.

Eis a sinopse do livro via editora Senac
“Apaixonada pela confeitaria e suas técnicas verdadeiras, obcecada pelas mídias e, acima de tudo, glutona, Raiza Costa criou o Dulce Delight em 2010, o primeiro canal on-line dedicado à confeitaria, antes mesmo de ser formada pelo French Culinary Institute de Nova York. Sua direção de arte, irreverência e humor renderam milhares de visualizações para o canal, que se tornou referência e se estendeu para um programa diário no GNT, o Rainha da Cocada. Com um pé no vintage e outro na inovação, Raiza mistura tecnologia e funcionalidade com elementos decorativos que muitas vezes lembram a casa aconchegante de uma avó querida, mas sem perder a sua espontaneidade nem os códigos contemporâneos. Neste livro, você encontra receitas exclusivas e também as de maior sucesso da chef, sempre acompanhadas de importantes dicas que fazem a diferença. Nele, são ensinadas técnicas de confeitaria avançadas para seu séquito de fãs , de um jeito simples e divertido, com receitas que refletem um grande respeito pelas técnicas tradicionais francesas.”

Conheça os livros contemplados com o Prêmio Jabuti na categoria Gastronomia

28 de novembro de 2016

Os autores vencedores do Prêmio Jabuti de Literatura 2016 receberam na última quinta-feira (24), as estatuetas da  58ª edição em uma cerimônia em São Paulo. O prêmio é concedido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) a publicações de destaque em várias categorias editoriais, incluindo a Gastronomia. Este ano, o  1º Lugar ficou para a obra “O Frango Ensopado da Minha Mãe”, da chef-pesquisadora Nina Horta (Companhia das Letras); o  2º Lugar ficou com a obra “Cozinha e Indústria em São Paulo: do Rural ao Urbano”, de Maria Cecília Naclério Homem (Edusp) e em terceiro o título “Queijos Brasileiros à Mesa com Cachaça, Vinho e Cerveja”, de Bruno Cabral e Manoel Beato (Senac Editora).

frango“O Frango Ensopado de Minha Mãe” é o retorno de Nina Horta (“Não é Sopa”, de 1995) às lições de sabedoria acumuladas à beira do fogão. A dona do famoso buffet Ginger e também colunista do jornal Folha de S. Paulo reuniu neste novo livro uma série de crônicas que tratam de vida simples e experiências ligadas ao alimento. O livro contou com a colaboração da chef  Rita Lobo, uma fã discípula da autora premiada, e traz histórias sobre Bolo de noiva, sardinhas, torresmo e coca-cola, revista O Cruzeiro, cheiro do tomate pisado, família, amigos, cozinheiros, livros, filmes, lugares, nomes de pratos, modismos gastronômicos, dietas e cuidados alimentares contemporâneos – tudo serve para mobilizar a escrita afetuosa da autora.

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O segundo livro premiado é  um estudo antropológico que acompanha a transformação do ato de comer e da comensalidade, através do impacto das novas tecnologias e das mudanças socioeconômicas e políticas. Começa com o retrato das cozinhas rurais, que herda dos tempos coloniais a amplitude e autossuficiência, sua dinâmica de funcionamento envolve várias pessoas (e eventualmente animais) para produção dos alimentos. Em seguida, são apontadas as consequências da prosperidade trazida pelo cultivo de café e de cana de açúcar, o favorecimento à gênese da indústria e o desenvolvimento urbano, nos lares paulistas. No período entre guerras vão ganhando espaço os eletrodomésticos e instaura-se a mecanização da cozinha e, como efeito, inicia-se a lenta diminuição da dependência de empregados domésticos. A autora discute também a influência americana nessa época e, ao fim do livro, expõe a evolução das cozinhas agora “inteligentes” e introduz o recente “fenômeno gourmet” expresso na arquitetura dessas dependências.

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O terceiro lugar trata de harmonizações, mas não só. De autoria de Bruno Cabral, mestre queijeiro da Mercearia, e Manoel Beato, sommelier do Grupo Fasano, com colaboração de Cassio Piccolo – especialista em cerveja -, a publicação do Senac São Paulo traz informações sobre as oito famílias de queijos (frescos, massa filada, casca com mofo branco, casca lavada, meia-cura, entre outros) e a melhor maneira de servi-los, e relata como se comportam os queijos brasileiros, as cachaças, os vinhos e as cervejas em um encontro de harmonização. A obra traz um glossário e explica detalhes sobre os ingredientes. Ótima dica para quem quer sair do básico queijos e vinhos.

Fontes: Cia das Letras e Livraria Cultura