Veja quem venceu a 1ª edição do Roda de Boteco Natal

20 de dezembro de 2017 por Cinthia Lopes

Depois de quase um mês de rodada pelos 30 melhores petiscos de boteco da cidade,  chegou o momento de conhecer os vencedores, por votação popular, da 1ª edição do festival Roda de Boteco Natal. O anúncio foi feito na noite de segunda-feira (18) em um jantar no Tábua de Carne Restaurante, Via Costeira. Vamos a eles:

Na Categoria Melhor Boteco, o 1º Lugar ficou para o Garage Car Wash e Bar com o petisco S10 Edição Limitada. O 2º Lugar quem levou foi a Cigarreira do Pernambuco com o petisco Charqueado do Perna. E em 3º Lugar Meu Barraco Boteco Bistrô, com o petisco Medalha de São Jorge.

Turma do Garage Car Wash Bar, vencedor do primeiro Roda de Boteco de Natal. Foto Anastácia Vaz

Turma do Garage Car Wash Bar, vencedor do primeiro Roda de Boteco de Natal. Foto Anastácia Vaz

Na categoria Melhor Atendimento, foram escolhidos: 1º Lugar: Matheus Ramalho da Cigarreira do Pernambuco; 2º Lugar: Valnei do Garage Car Wash e Bar e em 3º Lugar: Hérica Oliveira do Meu Barraco Boteco Bistrô.

“A primeira edição do Roda de Boteco Natal cumpriu seu papel durante 23 dias (de 24 de novembro a 16 de dezembro) sendo 30 pontos de encontro para conversar com os amigos, degustar pratos deliciosas e aproveitar vários eventos culturais em cada um destes lugares. Mais do que um Festival, um grande encontro de amigos”, pontuou Carlo Alberto Santos, da Ecos Eventos, organizador do Roda de Boteco.

Para Lidiane Pontes, proprietária do Garage Car Wash e Bar vencer a primeira edição do Roda de Boteco Natal significa muito para uma equipe que forma o boteco há apenas 9 meses de funcionamento. “Foi uma surpresa muito agradável para este final de ano. E ainda tivemos o segundo lugar em atendimento. Muito bom”, ressaltou o gerente Anderson Purificação do Garage Car Wash e Bar que fica no bairro Mirassol, rua Antônio Queiroz, 1929.

Todos os premiados da 1ª Roda de Boteco de Natal. Foto: Anastácia Vaz

Todos os premiados da 1ª Roda de Boteco de Natal. Foto: Anastácia Vaz

De acordo com Marcos Rios, da segunda geração a frente da administração da Cigarreira do Pernambuco, que funciona em Cidade Satélite, no Lago da Pedra S/N, a ideia era vencer o festival. “Há 21 anos meus pais, Pernambuco e Dona Morena criaram a cigarreira. E a chegada deste festival foi um grande desafio e uma grande oportunidade para marcar o estabelecimento. Vencemos na categoria Melhor Atendimento e ficamos em segundo no Melhor Petisco”, ressaltou.

Juliana Barros e Kize Santos que comandam o Meu Barraco Boteco Bistrô estavam radiantes com a 1ª Edição do Roda de Boteco Natal. “A cidade precisava de um evento deste porte para apresentar o que fazemos para toda a sociedade. O evento valorizou a gastronomia, movimentou os bares e botecos e tem ficar em definitivo no nosso calendário”, disse Kize Santos comemorando o 3º lugar duplo nas categorias Melhor Petisco e Melhor Atendimento.

A noite ainda teve homenagem aos apoiadores do primeiro ano do Festival. SENAC RN e Fecomércio RN, representados na noite pela diretora de educação, Lucinete Araújo, Sebrae-RN, representado pela analista do setorial de alimentos fora do lar, Ana Maria Fonseca Ubarana, Cervejaria Devassa, Band Nordeste e Jurandir Alves, secretário Adjunto do Turismo do Estado, representando o secretário estadual do Turismo, Rui Gaspar.

Crédito das fotos: Anastácia Vaz.

Cozinha natalina será tema do Circuito Gastronômico de Natal

12 de dezembro de 2017 por Cinthia Lopes
Peru natalino do Nick Buffet. Foto: Arquivo Tribuna do Norte

Peru natalino do Nick Buffet. Foto: Arquivo Tribuna do Norte

A ceia natalina é a ocasião na qual as pessoas colocam à prova as receitas mais tradicionais da família, anotadas em caderninhos antigos que atravessam gerações sem deixar o círculo íntimo. É no Natal que o alimento vai à mesa decorado com amor: do arroz enfeitado à rabanada ; ou do pernil de cordeiro assado ao peru recheado e colorido com fios de ovos, uvas, ameixas e castanhas de caju torradas. Sem falar no queijo do reino, o bacalhau ensopado, o salpicão colorido.

Na Cozinha Show, Adriana Lucena fará palestra sobre tradição natalina no Nordeste. Foto: Rogério vital

Na Cozinha Show, Adriana Lucena fará palestra sobre tradição natalina no Nordeste. Foto: Rogério vital

Costumes, influências e várias receitas disseminadas nas mesas de fim de ano do Seridó ao litoral potiguar, vão estar em evidência no Circuito Gastronômico de Natal, que acontecerá de 14 a 17 de dezembro na praça Pedro Velho (Praça Cívica), zona Leste da cidade. Aberto ao público, o evento contará com pavilhão de comidinhas e restaurantes, Cozinha Show com as oficinas, palestras e encontros de famílias, além de apresentações de música e teatro e bate-papos literários. O Circuito integra o calendário do Natal em Natal e conta com patrocínios da Prefeitura de Natal e Banco do Brasil por meio da Lei Djalma Maranhão.

Chef François Schmmit fará oficina na sexta-feira. Foto: Rogério vital

Chef François Schmmit fará oficina na sexta-feira. Foto: Rogério vital

RECEITAS DE FAMÍLIAS

A Cozinha Show vai receber em sua bancada algumas famílias natalenses que valorizam a gastronomia em seu ambiente familiar, como tradição ou negócio. As famílias de Ignez Motta de Andrade, Mara Veras e convidados (numa homenagem a saudosa chef Gláucia Veras) e a família Galindo participarão preparando pratos tradicionais famosos em suas mesas de fim de ano. Também farão oficinas os chefs François Schmmit, Joelson Leite (Lótus Japonese), Rodrigo Santana (Senac-RN), Thiago Gomes e chef pesquisadora Adriana Lucena, que falará sobre a tradição do natal no Nordeste.

Convidada do festival, chef Irina Cordeiro estará na Cozinha Show no sábado. Foto: Arquivo

Convidada do festival, chef Irina Cordeiro estará na Cozinha Show no sábado. Foto: Arquivo

Outro nome confirmado para realizar oficina é a chef Irina Cordeiro, terceiro lugar no programa Masterchef Brasil Profissionais. Irina falará sobre sua cozinha Praiana Tropical. A data da oficina será no sábado, dia 16, na Cozinha Show.

Na praça gastronômica estarão os estabelecimentos Totoia Restaurante, Paçoca de Pilão, 294 Bar e Restaurante, Ombak de cozinha praiana, Delícias da Macaxeira, Mediterrâneo Buffet, Hamburgueria 84, Ed do Acarajé, Camarão Gourmet, entre outros.

Espetáculo Meu Seridó, peça de Felipe Miguez com Titina Medeiros, encerra o festival na praça Pedro Velho. Foto: Brunno Martins

Espetáculo Meu Seridó, peça de Felipe Miguez com Titina Medeiros, encerra o festival na praça Pedro Velho. Foto: Brunno Martins

ESPETÁCULO “MEU SERIDÓ”, ESPAÇO LITERÁRIO E BOA MÚSICA

A programação do Circuito Gastronômico vai além da culinária e abraça o movimento de ocupação das praças reunindo outros segmentos culturais, como a música, o teatro e atividades lúdicas para crianças.

Na quinta-feira (14) a programação cultural inicia com o Espaço Literário, onde autores vão conversar sobre literatura potiguar (18h). Em seguida se apresenta no coreto o Quarteto Instrumental Jazz e Blues (19h), fechando com show de Sueldo Soaress e banda (21h). O encerramento é 23h.

Na sexta-feira (15) a programação inicia com o Espaço Literário, logo após tem Bruno Alexandre e Leonardo Palhano no show “Especial Roberto Carlos”. Às 20h30 tem apresentação de Coco de Roda, logo depois Grupo de Samba Bom Malandro (21h). O encerramento é 23h30.

No sábado (16) o Espaço Literário recebe programação infantil com palhaço, oficina de Pintura Artística, escultura de balões e pernas de pau. Às 19h se apresenta o veterano cantor Liz Nôga. Às 21h tem show do grupo Al Hannah de dança do ventre e depois show da banda Revolver num especial Beatles e clássicos do rock.

O domingo (17) a programação começa às 17h no Espaço Literário, com apresentação de palhaço, oficina de Pintura Artística e escultura de balões e pernas de pau. Em seguida, o festival abre espaço para um dos mais elogiados espetáculos teatrais da temporada: “Meu Seridó”, peça idealizada pela ronamada atriz potiguar Titina Medeiros, com direção de César Ferrario, texto de Filipe Miguez (diretor da novela Cheia de Charme) e grande elenco.

O espetáculo é sobre o nascimento do sertão do Seridó, uma das regiões mais marcantes do nosso estado, com suas agruras e belezas. Com fortes questões norteadoras, o espetáculo reúne no elenco. Além de Titina Medeiros, Nara Kelly, Igor Fortunato, Caio Padilha – assinando também a trilha sonora – e Marcílio Amorim, ao lado da equipe uma árdua pesquisa histórica, conduzidos pela historiadora Leusa Araújo, através de imersões no próprio Seridó. Natural de Acari, Titina sonhou com esse espetáculo por anos, reunindo as suas vivências e coragem para retirar do próprio solo a história de vida de muitos sertanejos.

O domingo também contará com show instrumental de Sax – Joedson Silva, a chegada do Papai Noel às 19h30, após o espetáculo. O encerramento será com o show de Dani Cruz, a partir das 20h30.

Mesmo sem Irina, final entre Francisco e Pablo promete grandes emoções no “MasterChef Profissionais”

4 de dezembro de 2017 por Cinthia Lopes

finalEla surpreendeu com sua leveza e personalidade carismática. Por isso a saída da chef potiguar Irina Cordeiro deixou os espectadores saudosos de sua alegria e sotaque. Houve até uma rebeldia dos fãs em querer deixar de acompanhar o programa. Mas o fato é que mesmo sem a presença especial da chef, a final da competição gastronômica promete não só aquecer as panelas. A disputa será com dois chefs que possuem uma formação semelhante, a meu ver com uma certa vantagem do “Paizão” – o chef tem um lastro mais sólido.

Nesta terça-feira (5), a partir das 22h30, os chefs Francisco Pinheiro e Pablo Oazen se enfrentam na grande final da segunda temporada do MasterChef Profissionais. Os dois cozinheiros terão de elaborar um menu degustação autoral de seis tempos: duas entradas, dois pratos principais e duas sobremesas. O menu deverá ser coerente como um todo e representar a essência de cada profissional.

O grande vencedor será anunciado ao vivo e ganhará uma conta na Caixa Econômica Federal recheada com R$ 200 mil, uma viagem pela companhia aérea Emirates para Dubai, nos Emirados Árabes, com hospedagem e direito a um acompanhante, um kit de produtos Tramontina e o troféu de MasterChef Profissional. Os dois finalistas também serão premiados com R$ 1 mil por mês, durante um ano, para compras com o cartão Carrefour.

O MasterChef Profissionais, formato da Endemol Shine-Group, é uma co-produção da Band com o Discovery Home & Health que vai ao ar todas as terças-feiras, às 22h30, na tela da Band com transmissão simultânea no aplicativo e no portal da emissora. O programa é reapresentado às sextas-feiras, às 19h20, e aos domingos, às 18h50, no Discovery Home & Health. Saiba mais sobre o programa em www.band.com.br/MasterChef e curta nossa página no Facebook https://www.facebook.com/bandtv. Siga também nosso Twitter (@bandtv) e Instagram (@band).

Festival Roda de Boteco vai até 16 de dezembro em Natal

29 de novembro de 2017 por Cinthia Lopes

Para os botequeiros não esquecerem: prossegue até 16 de dezembro, a 1ª edição do renomado festival Roda de Boteco, evento que promete movimentar a cidade com o estímulo à gastronomia dos botecos locais. A partir do voto do público, o concurso vai eleger o Melhor Bar/Boteco e o Melhor Atendimento da cidade. Nada menos que 30 participantes estarão com um prato especialmente criado para o festival.

O Festival é realizado pela Ecos Eventos com patrocínio da Cerveja Devassa e apoio do SENAC – FECOMÉRCIO, SEBRAE. A apuração dos votos fica a cargo da Merccato Inteligência competitiva. Para participar, é preciso consumir o petisco elaborado por cada estabelecimento, especialmente para o evento, e solicitar a cédula de votação.

Bolinhos de feijoada do BomBar, em Petrópolis. Foto Kamilo

Bolinhos de feijoada do BomBar, em Petrópolis. Foto Kamilo

Os pratos têm o preço único deR$24,90. A primeira cerveja virágrátis. Em 2017 o Festivalcompletou 13 anos de sucessoonde foi criado, Vitória (ES). O evento acontece também em Colatina (ES), Recife (PE), Caruaru(PE), Brasília (DF) e Feirade Santana (BA). O festival pretende também aumentar o movimento nos bares e botecos de Natal ao longo do período de disputa.

Acompanhe quem está participando e aproveite para degustar as iguarias: Amarelinho Bar (filé acebolado ao molho barbecue); Arretado Bar e Petiscaria (carne de sol arretada); Bar do Pedrinho (filé suíno); Bardallo’s (bife trinchado); Bar o que Petiscaria (peixe à moda); Baviera Chopp Bar (filé ao molho gorgonzola); BomBar (bolinho de feijoada); Boteco do Arrumadinho (arrumadinho tropical); Chopperia Petrópolis (pão recheado com carne de sol na nata); Cigarreira do Pernambuco (charque desfiada).

Medalhas de São  Jorge é o petisco do Meu Barraco Bistrô

Medalhas de São Jorge é o petisco do Meu Barraco Bistrô

Segue com a Cipó Brasil (creme de ricota com tomate temperado e caponata); Come Way Creperia e Batataria (patola de caranguejo potiguar); Confeitaria Atheneu (paçoca de Dona Sílvia); Espetado do Japa (coração de galinha ao molho madeira); Espetinhos Apodi (mistão nordestino); Garage Car Wash e Bar (crispy de carne de sol com bolinhode bacalhau); Integra Petiscaria (frango empanado na cerveja); Meu Barraco Bistrô (medalha de calabresa e queijo); Na Praça (escondidinho); Nosso Buteco (costela desfiada com especiarias). E ainda Pizzaria Tomatto ZN (tiras à parmegiana); Poeta Restaurante Petiscaria (picanha suína grelhada); Real Botequim (linguiça recheada com provolone); Sr. Gourmet Bistrô (panelinha de moela ao vinho); Taboleiro (linguiça com cuzcus ecoalho); Tomatto Cidade das Rosas (bolinhos nordestinos); Tomatto Grill (iscas de carne, frango e camarão), entre outros.

No LINK AQUI você encontra o detalhamento dos pratos, endereços e horários de funcionamento dos bares participantes.

Curso técnico de Cozinheiro está com inscrições abertas

27 de novembro de 2017 por Cinthia Lopes

Estão abertas as inscrições para turmas de 2018 do mais concorrido curso de Gastronomia  e Hospitalidade da cidade —o de Cozinheiro  no Senac-RN. Ideal para quem já gosta de cozinhar mas precisa dominar a parte técnica-científica da cozinha.

É um curso técnico que investe na prática da produção culinária e criação de cardápios profissionais para estabelecimentos alimentícios.  São 500 horas/aulas, de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h.  Não é um curso barato ( R$ 5490.00 ou 12x de R$ 457,50), mas quem o faz sai pronto pro mercado.  Mais informações no site aqui

Livro sobre cogumelos Yanomami vence o 59º Prêmio Jabuti, na categoria Gastronomia

17 de novembro de 2017 por Cinthia Lopes

capa_cogumelosO Prêmio Jabuti de Literatura 2017, anunciado no dia 31 de outubro, escolheu os 3 melhores livros das mais diversas categorias, e uma delas foi a gastronomia. O 1º Lugar ficou para uma importante pesquisa: a Enciclopédia dos Alimentos Yanomami (Sanöma): Cogumelos. Realizado pelo Instituto Socioambeintal (ISA) e Hutukara Associação Yanomami (HAY) a pesquisa foi escrita na língua Sanöma e traduzida para o português. Contou com a organização dos pesquisadores Moreno Saraiva Martins, Carlos Sanuma, Joana Autuori, Keisuke Tokimoto, Lukas Raimundo Sanuma, Marinaldo Sanuma, Nelson Menolli Jr., Noemia Kazue Ishikawa, Oscar Ipoko Sanuma, Resende Maxiba Apiamö.

Foi a primeira publicação que trouxe um estudo sobre os cogumelos comestíveis do Brasil. Os vegetais são nativos da região onde habitam os Sanöma, subgrupo Yanomami, em Roraima. Além de manter viva essa língua Yanomami e promovem um diálogo entre os conhecimentos dos indígenas sobre alimentos e os conhecimentos científicos.

O 2º Lugar do Prêmio Jabuti ficou para o livro “Todas as Sextas” obra de estreia da chef argentina radicada no Brasil, Paola Carosella, mais conhecida pela sua participação como jurada do MasterChef Brasil. O livro saiu pela Editora Melhoramentos.todas as sextas

ombina um relato autobiográfico arrebatador com mais de 90 receitas dos menus executivos das sextas-feiras do seu restaurante Arturito, em São Paulo. As receitas, com histórias e comentários instigantes, transbordam generosidade, gratidão e excelência técnica.

E em 3º Lugar ficou para Mari Hirata Sensei Por Haydée Belda, de Haydée Belda (Editora Bei). Chef, professora de cozinha e pesquisadora, Mari conciliou a tradição herdada da família japonesa com a alegria e a informalidade brasileiras. Da França, onde completou sua formação, vieram as técnicas precisas, o rigor, o refinamento do processo e a exigência do resultado.

Ela vive há mais de 20 anos no Japão, onde atua como professora de cozinha, mas faz visitas periódicas ao Brasil, durante as quais reúne pequenos grupos de alunos em aulas concorridas. Um de suas alunas é Haydée Belda, que ao longo do tempo desenvolveu com a mestra uma relação de estreita amizade e admiração. Essa relação afetiva é a base do livro Mari Hirata sensei.

Mr Cheney, doceria especializada em cookies, inaugura loja em Natal

16 de novembro de 2017 por Cinthia Lopes

Chocolate Chips

Chega a Natal uma loja especializada em cookies, os populares biscoitos da confeitaria americana. É a Mr. Cheney, que inaugura nesta sexta-feira, 17 de novembro, no Natal Shopping. A localização é o piso L2. O espaço terá também mesas e cadeiras para os clientes apreciarem as delicadas massas acompanhadas de café ou um malted drink. Ou para viagem, em pacotes de 7, 12, 18 ou 25 unidades.

Cookies em caixa para viagem

Cookies em caixa para viagem

Além dos cookies tradicionais e dos cookies criados para datas comemorativas, o Mr. Cheney de Natal terá ainda o Big Cookie, uma versão de cookie grande, onde os clientes podem escolher o sabor e personalizar com a mensagem que desejar. O Mr. Cheney Cookies é o sonho concretizado do casal Lindolfo e Elida Paiva. A ideia de vender cookies no Brasil surgiu com a ajuda do amigo americano, o cookieman Jay Cheney, que ensinou os segredos do verdadeiro biscoito americano para o casal. A primeira loja foi inaugurada em 2005, no bairro da Casa Verde e o nome foi uma homenagem ao amigo Jay. Hoje, o Mr. Cheney produz 20 mil cookies por dia para abastecer as 70 lojas da rede.

Acompanhe os episódios da série documental História da Alimentação no Brasil

13 de novembro de 2017 por Cinthia Lopes

Estreou no dia 6 de novembro a série documental  História da Alimentação no Brasil, produzida pela Heco Produções e dirigida por Eugênio

Mandioca foi o tema de estreia

Mandioca foi o tema de estreia

Puppo, baseada no livro homônimo de Luís da Câmara Cascudo, lançado em 1967. Com 13 episódios de 30 minutos, a série está em exibição canal por assinatura Cinebrasil TV.

O livro, um vigoroso tratado de 900 páginas, comemora 50 anos de lançamento em 2017 e é até hoje o maior registro histórico e sociológico sobre a culinária brasileira. Dividida em duas partes, a obra faz um minucioso levantamento das tradições alimentares brasileiras, fruto da miscigenação entre povos originários do Brasil, da população africana escravizada e dos portugueses.

Cascudo viajou pelo Brasil de 1943 a 1962, debruçou-se sobre vasta bibliografia e foi à África conhecer as origens de vários dos nossos pratos para escrever a obra. Desta forma, as locações incluem cidades brasileiras – Bahia, Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Pernambuco -, e 11 cidades portuguesas, dentre elas Lisboa, Porto, Évora e Mirandela, retratando desde a doçaria conventual (como os pastéis de Tentúgal), às Tripas à moda do Porto e os Cuscos transmontanos.

"O Caso das Bananas" é o episódio do dia 20 de novembro

“O Caso das Bananas” é o episódio do dia 20 de novembro

Já foram exibidos dois episódios – a estreia com “Mandioca, a Rainha do Brasil” e na segunda-feira 13, o episódio exibido teve como tema “Verde Milho, Doce Milho”. Na segunda-feira que vem, dia 20, será o “Caso das Bananas”. Está programado ainda um episódio totalmente dedicado ao RN e a Câmara Cascudo. Confira as sinopses:

Episódio 03 – O Caso das Bananas:
Os índios brasileiros não conheciam grande parte das espécies de banana que comemos atualmente. Essas foram trazidas pelos colonizadores portugueses. Ao longo dos séculos, a fruta ganhou importância no cardápio do brasileiro e adquiriu uma série de significados simbólicos em nosso folclore, na arte e na cultura de massa, criando uma associação entre a banana e a ideia de latino-americanidade.
O terceiro episódio de História da Alimentação no Brasil traz um prato feito com uma parte geralmente pouco utilizada da bananeira, o “umbigo” ou “coração”, além da preparação de um purê de banana servido em um dos mais tradicionais restaurantes de Belo Horizonte. O episódio também nos conta como Carmen Miranda criou sua personagem e se apropriou da função simbólica da banana ao longo de sua trajetória artística.

Personagens: Beth Beltrão (cozinheira – Viradas do Largo); Henrique Carneiro (historiador); Cristiane de Oliveira (comerciante); Letícia Massula (pesquisadora e cozinheira – Cozinha da Matilde); Helena Solberg (cineasta); Angélica de Moraes (jornalista e curadora); Virgílio Gomes (pesquisador e escritor); Zenilca de Navarro (empresária – restaurante Tragaluz); Anna Maria Cascudo (filha de Luís da Câmara Cascudo); Daliana Cascudo (neta de Luís da Câmara Cascudo); Fernanda Takai (cantora e compositora); NelsaTrombino (cozinheira – Xapuri)

Locais: Tiradentes – Minas Gerais; São Paulo – São Paulo; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro; Lisboa – Portugal; Natal – Rio Grande do Norte; Belo Horizonte – Minas Gerais.

Episódio 4 – A Primeira Cozinheira e os Temperos da Panela Indígena

A enorme tradição culinária indígena encontra sua expressão na figura da cunhã, a primeira cozinheira, dona dos saberes e mãe dos primeiros pratos. O uso das pimentas, das ervas, a caça e o moquém, precursor do característico churrasco brasileiro, estão entre os traços distintivos dessa cozinha, ligados ao ritual do preparo e do consumo.
No quarto episódio de História da Alimentação no Brasil, viajamos até o mercado Ver-o-Peso, no Pará, onde conhecemos os comerciantes locais, especialistas nas receitas amazônicas, como a maniçoba e o tucupi, e entendemos os mitos indígenas ligados à alimentação. Além disso, acompanhamos a busca por um alimento surpreendente em meio aos juçarais do Maranhão e o preparo de uma paca por uma renomada chef brasileira.

Personagens:Alessandra Porro (jornalista e escritora); Adriano Algarves (guia turístico); Adriana Florence (artista plástica); Pedro Macena (educador); Letícia Massula (pesquisadora e cozinheira – Cozinha da Matilde); Tia Coló (comerciante); Maria de Fátima (artesã); Thiago Castanho (cozinheiro – Remanso do Bosque); Ana Luiza Trajano (pesquisadora e cozinheira – Brasil a Gosto); Miraci Trindade da Silva (comerciante); Tainá Marajoara (ativista e cozinheira – Ponto de Cultura Iacitatá Amazônia Viva).

Locais:São Paulo – São Paulo; São Luís – Maranhão; Belém – Pará; Goiás Velho – Goiás

Episódio 05 – Bebidas Inebriantes e Alimentos Líquidos

As papas, mingaus, pirões e refrescos sempre tiveram papel importante entre as comidas consumidas pelos indígenas – fornecem energia ao passo que refrescam o corpo nos climas quentes. Já em dias de celebração, há o costume de preparar bebidas alcoólicas fermentadas, ingeridas durante rituais.
Neste quinto episódio de História da Alimentação no Brasil visitamos um parque no Maranhão, onde se encontra a juçara, planta ameaçada de extinção que dá frutos muito similares ao açaí. Conhecemos também a tiquira, bebida destilada feita de mandioca, exemplificando a miscigenação entre a técnica trazida pelo colonizador e o ingrediente já conhecido pelo colonizado.

Personagens: Adriano Algarves (guia turístico); Henrique Carneiro (historiador); Paulo Machado (cozinheiro – Instituto Paulo Machado); Letícia Massula (pesquisadora e cozinheira – Cozinha da Matilde); Júlio César (comerciante); Margot Stinglwagner (empresária – tiquira Guaaja); Tainá Marajoara (ativista e cozinheira – Iacitata Amazônia Viva); Carmem Virginia (yabassé e cozinheira – Altar Cozinha Ancestral); Nando e Rubens Chaves (produtores de cachaça).

Locais: São Luís – Maranhão; Belém – Pará; São Paulo – São Paulo; Recife – Pernambuco; Coronel Xavier Chaves – Minas Gerais.

Episódio 6 – Leite de Coco

Presente em todo o litoral brasileiro e símbolo da tropicalidade, o coco é uma fruta abrasileirada, mas remonta sua origem em terras asiáticas e foi introduzido no Brasil por mãos portuguesas. Extremamente versátil na culinária, o leite de coco foi incorporado nos pratos de origem africana, equilibrando os sabores da moqueca e adoçando o cuscuz.
O sexto episódio de História da Alimentação no Brasilnos leva até Salvador para acompanhar o preparo de um bobó de camarão e da tradicional moqueca baiana, mostra-nos a fartura de pratos e receitas, doces e salgadas, protagonizadas pelo coco e seus derivados, além de mergulhar na pioneira viagem de Câmara Cascudo à África, em 1963.

Personagens: Dadá (cozinheira – Tempero da Dadá); Raul Lody (antropólogo); Tereza Paim (cozinheira – Casa de Tereza); Maria Antónia Goes (arquiteta, pesquisadora e escritora); Eli (comerciante); Alberto da Costa e Silva (poeta e africanista); Letícia Massula (pesquisadora e cozinheira – Cozinha da Matilde); Anna Maria Cascudo (filha de Luís da Câmara Cascudo); Daliana Cascudo (neta de Luís da Câmara Cascudo); Carlos Alberto Dória (sociólogo); Crisângelo Siqueira (professor).

Locais: Salvador – Bahia; Recife – Pernambuco; Alvito – Portugal; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro; São Paulo – São Paulo; Natal – Rio Grande do Norte

Episódio 07 – A História do Cuscuz

O legado africano na culinária brasileira não se deu apenas através dos países da África subsaariana. O cuscuz, prato típico do norte da África, teve sua introdução no cardápio brasileiro através dos colonizadores portugueses, e até hoje constitui um alimento básico, principalmente no Nordeste do Brasil.
No sétimo episódio de História da Alimentação no Brasil, acompanhamos a fabricação artesanal do cuscuz de farinha de milho com moinho manual e conhecemos a grande variedade de cuscuz presentes no Brasil e na África, além da preparação do tradicional “cuscos” trasmontano, prato português em desaparecimento.

Personagens: Carlos Alberto Dória (sociólogo); Ana Rita Suassuna (pesquisadora e escritora); Rodrigo Oliveira (cozinheiro – Mocotó); Maria de Lourdes Modesto (pesquisadora e escritora); Virgílio Gomes (pesquisador e escritor); Alexandra Coelho (jornalista); Jorge Coimbra (cozinheiro – Flor de Sal); Alberto da Costa e Silva (poeta e africanista); Chico César (cantor e compositor); Neide Rigo (pesquisadora e cozinheira); Raul Lody (antropólogo); Dona Dega (cozinheira – Tordesilhas).

Locais: São Paulo – São Paulo; Lisboa – Portugal; Mirandela – Portugal; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro; Recife – Pernambuco.

Episódio 8 – Dieta Africana

Jamais saberemos o número exato de africanos escravizados que desembarcaram no Brasil. Em terras brasileiras, houve o encontro de muitas nações e culturas, de povos que, na África, são tão dessemelhantes quanto um russo de um inglês. Aqui trocaram experiências e costumes, sob as mais adversas condições. Criaram, reinventaram e preservaram sua gastronomia, seja nos gestos, nos ingredientes ou nos modos de preparo, alinhando comida e religião.
Neste oitavo episódio de História da Alimentação no Brasiltestemunhamos a produção caseira do azeite de dendê, diretamente do Recôncavo baiano e adentramos o mundo das comidas de terreiro, marca do sincretismo religioso afro-brasileiro que ganhou as ruas pelas mãos e tabuleiros das quitandeiras. O episódio nos mostra também o preparo do arroz hauçá, prato oferenda para o Orixá Omulu e do frango com ginguba, típico das cozinhas angolanas.

Personagens: Maria Valdelice (produtora de azeite de dendê); Alberto da Costa e Silva (poeta e africanista); Manoel Papai (babalorixá – Terreiro Obá Ogunté); Maria Antónia Goes (arquiteta, pesquisadora e escritora); Angélica Moreira (cozinheira -Ajeum da Diáspora); Nega Teresa (cozinheira – Acarajé da Nega Teresa); Maria Conceição Oliveira (pesquisadora);Letícia Massula (pesquisadora e cozinheira – Cozinha da Matilde); Dona Carmem Virgínia (cozinheira e yabassé – Altar); Grupo “Zé Mussum”.

Locais:Cachoeira – Bahia; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro; Recife – Pernambuco; Alvito – Portugal; Salvador – Bahia; São Paulo – São Paulo

Episódio 09 – Ementa Portuguesa

A relação entre as culinárias brasileira e portuguesa é uma história de trocas e adaptações. Os primeiros colonizadores europeus trouxeram mantimentos de sua terra natal, mas também se depararam com a necessidade de adequar seus hábitos à oferta local de alimento. Ao longo do tempo, criou-se uma “cultura transatlântica” da comida, na qual os dois lados promoviam o intercâmbio de costumes alimentares.
O nono episódio de História da Alimentação no Brasil apresenta os pilares dessa rica culinária – a carne de porco, os frutos do mar, o pão, as hortaliças –, mostra a preparação de um prato clássico, as tripas à moda do Porto, e uma releitura do cozido à portuguesa nas mãos de um chef-estrela de Lisboa.

Personagens: Maria Antónia Góes (pesquisadora e escritora); Inês Diniz (cozinheira – Casa Inês); Ana Roldão (pesquisadora); Joaquim Ferreira dos Santos (jornalista); Virgílio Gomes (pesquisador e escritor); Antonio João Vieira (padeiro); Maria de Lourdes Modesto (pesquisadora e escritora); RustyMarcellini (cinegrafista e cozinheiro); Graciete Rosa (comerciante); José Avillez (cozinheiro – Belcanto); Adriano Gomes (pedreiro aposentado); José Francisco (agricultor aposentado).

Locais: Alvito – Portugal; Porto – Portugal; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro; Lisboa – Portugal; Mirandela – Portugal; Belo Horizonte – Mina Gerais.

Episódio 10 – A Comida Real

Na opulência dos palácios, as cozinhas reais serviam banquetes festeiros e requintados, tão fartos e luxuosos quanto permitiam as condições econômicas de Portugal. A alimentação privada da família real, no entanto, era discreta e de poucos gastos.A chegada da corte portuguesa ao Brasil, trouxe novos ingredientes e novos costumes à mesa, ao mesmo tempo que, aqui, tiveram que se habituar aos ingredientes nativos, inevitavelmente incorporados à dieta alimentar de Portugal.
No décimo episódio de História da Alimentação no Brasilconhecemos a sala de jantar do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, deciframos as preferências alimentares da corte através dos registros históricos do cozinheiro Domingos Rodrigues, visitamos olivais centenários na região de Trás-os-Montes e a Festa do Divino Espírito Santo no Maranhão, onde a tradição de alimentar os festeiros transformados em reis e rainhas perdura até os dias de hoje.

Personagens:Cristina Neiva Correia (pesquisadora); Maria de Lourdes Modesto (pesquisadora e escritora); Virgílio Gomes (pesquisador e escritor);Henrique Carneiro (historiador); Banda “Clã”; João Paulo Reis Carlão (empresário); Manuel António Vieira (produtor de azeite de oliva); Dalva Bolognini (pesquisadora e escritora); Ana Roldão (pesquisadora); Anna Maria Cascudo (filha de Luís da Câmara Cascudo); Daliana Cascudo (neta de Luís da Câmara Cascudo); Maria Antónia Goes (arquiteta, pesquisadora e escritora).

Locais:Lisboa – Portugal; São Paulo – São Paulo; Porto – Portugal; Mirandela – Portugal; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro; Natal ­– Rio Grande do Norte; Alvito – Portugal

Episódio 11 – O Doce nunca Amargou

A trajetória da doçaria de Portugal é extensa e complexa. Muito antes da popularização do açúcar e da construção de engenhos no Brasil, já se fazia doces com mel de abelhas, influência dos mouros que ocuparam a península ibérica. Mais tarde, ela diversificou graças à atividade dos conventos, que produziam doces agregando a utilização de ovos e especiarias, constituindo uma espécie de “laboratório” do açúcar.
Neste décimo-primeiro episódio de História da Alimentação no Brasil, temos acesso à fábrica que produz os pasteis de Tentúgal, doce cuja massa é esticada no chão de uma sala e requer um conhecimento muito específico, adquirido ao longo de anos. O episódio também nos mostra a diferença entre o manjar brasileiro e um tipo de manjar português, feito com peito de galinha desfiado, e revela o processo de fabrico dos Pasteis de Belém, doce similar ao pastel de nata e muito popular entre os turistas.

Personagens: Maria Aurora de Araújo (cozinheira – A Pousadinha); Maria de Lourdes Modesto (pesquisadora e escritora); banda “Clã”; Virgílio Gomes (pesquisador e escritor); José Carlos Ferreira (cozinheiro); Adriana Lucena (pesquisadora e cozinheira – Quinta da Aroeira); Angelo Medeiros (pesquisador e cozinheiro); Dalva Bolognini (pesquisadora e escritora); Miguel Clarinha (administrador).

Locais: Tentúgal – Portugal; Lisboa – Portugal; Porto – Portugal; Natal – Rio Grande do Norte; Caicó – Rio Grande do Norte.

Episódio 12 – Doces Histórias

Adoçaria brasileira é fortemente marcada pela influência portuguesa, mas se caracteriza pelas adaptaçõesda tradicional doçaria conventual aos ingredientes nativos e modos de preparo possíveis em terras brasileiras. Aqui, a abundancia de espéciesfrutíferas aliada à onipresença da produção açucareira fez nascer um sem-número de doces de frutas e compotas de todos os tipos.
O décimo-segundo episódio de História da Alimentação no Brasilvai até o Pará, acompanhar o processo de produção do chocolate artesanal feito com cacau nativo da Amazônia. Em Goiás, encontramos o universo da doçaria familiar e sua relação com a literatura na cidade natal da poetisa Cora Coralina. No Rio Grande do Norte, vemos a feitura do alfenim, doce que alia o açúcar, produto base da colonização brasileira, com a técnica da tradição doceira portuguesa.

Personagens:Rivandro França (cozinheiro – Cozinhando Escondidinho); Zenilca Navarro (empresária – Tragaluz); Letícia Massula (pesquisadora e cozinheira – Cozinha da Matilde); Cesar de Mendes (produtor de chocolate); Ebe Siqueira (pesquisadora); Virgílio Gomes (pesquisador e escritor); Ângelo Medeiros (cozinheiro); Henrique Carneiro (historiador); Laura Lacombe (educadora).

Locais:Recife – Pernambuco; Tiradentes – Minas Gerais; São Paulo – São Paulo; Santa Bárbara do Pará – Pará; Cidade de Goiás – Goiás; Lisboa – Portugal; Caicó – Rio Grande do Norte; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro

Episódio 13 – Todo Trabalho do Homem é para sua Boca

No episódio final de História da Alimentação no Brasil, adentramos o universo de Luís da Câmara Cascudo, etnógrafo, folclorista, historiador e autor do livro no qual a série se baseia. Através de uma riqueza de materiais de arquivo e entrevistas com especialistas e membros da família do escritor, acompanhamos o processo de pesquisa de Cascudo, suas viagens pelo Brasil e fora dele e conhecemos as principais ideias deste livro que é um grande marco nos estudos sociológicos sobre a alimentação brasileira.

Personagens: MacGayver Alves (comerciante); Carlos Alberto Dória (sociólogo); José Luiz Ferreira (professor e pesquisador); Adriana Lucena (pesquisadora e cozinheira – Quinta da Aroeira); Anna Maria Cascudo (filha de Luís da Câmara Cascudo); Daliana Cascudo (neta de Luís da Câmara Cascudo); Rivandro França (cozinheiro – Cozinhando Escondidinho); Henrique Carneiro (historiador); Raimundo Arraes (historiador); Alberto da Costa e Silva (poeta e africanista).

Locais: Natal – Rio Grande do Norte; São Paulo – São Paulo; Recife – Pernambuco; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro.

Cozinhar carne de caça é o desafio desta terça-feira do MasterChef Profissionais

13 de novembro de 2017 por Cinthia Lopes

Os cinco cozinheiros que continuam no MasterChef Profissionais, incluindo a natalense Irina Cordeiro (foto), deverão cozinhar uma carne de caça que será sorteada. O profissional com o melhor desempenho durante toda a temporada escolherá tábuas de cozinha – que têm duas técnicas culinárias – para cada concorrente seu.

A chef natalense Irina Cordeiro participa de mais um desafio. Foto Band

A chef natalense Irina Cordeiro participa de mais um desafio. Foto Band

Cada cozinheiro receberá duas técnicas diferentes e deverá utilizá-las em sua receita. Somente o melhor cozinheiro se salva da prova de eliminação. último desafio, os quatro piores cozinheiros terão de reproduzir um prato de alta gastronomia de Luca Gozzani, chef e coordenador do grupo Fasano.

Eles poderão experimentar o prato para entender tudo o que ele contém e depois terão de buscar no mercado os ingredientes necessários para reproduzir exatamente o prato do chef convidado.

 

Rede Velvet: Lindo, leve e vermelho!

12 de novembro de 2017 por Cinthia Lopes
Red Velvet da Very Sugar: Adaptações. Foto TN

Red Velvet da Very Sugar: Adaptações. Foto TN

A forma suculenta do bolo Red Velvet é uma visão cada vez mais comum nas vitrines das docerias natalenses. A guloseima branca e vermelha, extremamente popular nos Estados Unidos, conquistou paladares locais, mas teve que passar por algumas adaptações para cair melhor no clima e no gosto brasileiro. E partir daí cada um dá o seu toque pessoal na hora de recriar a iguaria.

O Red Velvet é um bolo com massa de baunilha colorida com corante vermelho – ou açúcar de beterraba, no original -, um pouco de cacau, cobertura e recheio à base de creamcheese e buttercream (creme de manteiga).

O bolo é símbolo da doceria Very Sugar, em Barro Vermelho, que já fez as devidas adaptações, substituindo o açúcar pela pigmentação vermelha com recheio e cobertura de brigadeiro de creamcheese. É um dos bolos mais encomendados, segundo a proprietária Cecília Veríssimo.

O bolo está no cardápio da Caroli Doces, em Lagoa Seca, há dois anos. A guloseima aparece uma vez por semana na vitrine da casa – e desaparece rapidamente. O toque da doceira Carol Melo na combinação de creamcheese com o chamado “chantininho”, um tipo de chantili feito com leite em pó que decora os bolos e também pode ser consumido. Carol também já produziu uma versão recheado com cheesecake. “Apesar de não sair diariamente, o Red Velvet dura pouco quando a gente anuncia no Instagram”, diz Marcelo Melo, marido e sócio de Carol.

Bocaditos aposta na receita original

Bocaditos aposta na receita original

O Red Velvet é o único bolo fixo no cardápio da cafeteria Chapellato. Além de ser o mais consumido na loja, também é o campeão de encomendas. Segundo a proprietária Tamyres Azevedo, é um bolo que harmoniza bem com o café puro, pelo fato de não ser tão doce quanto os outros. “A massa à base de cacau e baunilha, junto com o recheio de creamcheese, formam uma combinação perfeita com um café forte”, diz. O vermelho do bolo também é corante na Chapellato.

A Jolie Patisserie, em Petrópolis, só serve o Red Velvet em versão pequena, no pote. “Porque assim é mais seguro de trabalha-lo no dia a dia, já que é difícil trabalhar com creamcheese em sobremesa”, afirma a doceira Carol Barreto . O toque da casa está no uso da geleia de framboesa. “O açúcar de beterraba deixa resíduos, por isso é melhor usar o corante. Não atrapalha o sabor do bolo”, comenta. A casa faz o bolo maior por encomenda.

Adaptações

O chef Angelo Medeiros, consultor do Senac-RN e instrutor do Curso de Confeitaria da instituição, conta que conheceu o bolo numa lanchonete paulista inspirada nos ‘diners’ norte-americanos e foi de lá que pegou a receita. Ele acredita que o natalense ainda não conhece bem a forma dessa iguaria. “Notei que muitos se frustram por achar que esse bolo tem frutas vermelhas, mas nunca foi o caso. É mais por falta de conhecimento do que pelo sabor”, diz.

Instrutor do Senac, chef Angelo Medeiros pesquisa a confeitaria há vários anos

Instrutor do Senac, chef Angelo Medeiros pesquisa a confeitaria há vários anos

O clima quente dificulta as montagens com creme de manteiga e creamcheese, por isso há muitas substituições por recheios à base de leite condensado. Ele ressalta que na hora de fazer, adiciona manteiga de cacau no recheio e cobertura para que o bolo fique mais firme. Angelo acha que as adaptações natalenses podem ter melhorado o bolo, menos quando o descaracteriza demais. “Bolo de brigadeiro branco com massa vermelha pode ser gostoso, mas não é Red Velvet”, conclui.

Texto publicado originalmente no caderno FDS desta Tribuna do Norte. Por  Tadzio França e Cinthia Lopes