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POR AUGUSTO BEZERRIL

@augutobezerril

augustobezerril@tribunadonorte.com.br 

 

Sábado com com S, depois de mais uma sexta em que não sextei. Tem gente que me pergunta: você vai para… (geralmente algum lugar)? E respondo, invariavelmente:  sei lá.  Mesmo eu estando no check-in, a resposta não muda. Sei que mudo de ideia. Também sou irrecuperável no desnorteio “errante”, tal a música da Paula Toller. O voo pode ser cancelado e, assim, evito ficar por mentiroso. “Sei lá” parece adequado e providencial, sempre. Pior que que nem sempre amei Paula Toller, nuca fui um Kid Abelha. Não me perguntem o porquê, hoje,  me vejo tão apaixonado por Paula Toller. Fui Mutantes, permaneci errante. Agora,  amando ouvir “Céu Azul’, que é do Chorão, e o refrão “Well, Gabriel” (que coincidência é nome do meu filho caçula). Well, Gabriel escuta repetidas vezes eu ouvir Paula Toller. Hoje ouvi Elza Soares, Ivete, Nana Caymmi, Sade e Celso Fonseca. Eu iniciei a faxina de S de sábado ouvindo “Bossa Nova Slow Motion“, aquela canção do Celso do lançamento de Gisele Ipanema. Celso é hitmaker pouco conhecido, mas supertop. Acho linda versão do Celso para “Sorte”.  Well, por que eu me apaixonei por Paula Toller?

 Vamos “lacanear” nas modas. Eu estava na primeira fila de um desfile, não sei se do Fashion Rio ou SPFW, Paula chega diva, acompanhada do filho Gabriel. Eu olhei com o ar blasé que o momento pede. Quem é? “Paula Toller”, responderam. Ah! Desfile foi e a loira estava bela, discreta, chique e linda. Quando voltei ao hotel, dei uma sacada nas músicas. Notei, analisando as letras,  tinha um tanto de “não” e/ou outro tanto de  afirmações (indagações) adversativas. Caiu uma das fichas? Já  fui chamado de adversativo por um amigo jornalista.  Faz parte do meu repertório, mesmo, mão faça nada por mim. E realmente não tenho tempo para manchetes do Jornal Nacional,  escolho filmes que não vejo. Exemplo: Bacurau! O mundo me interessa. Mas o que me interessa nada ou tanto assim? Precisamente nesta tarde sábado seria saber o que desencadeou meu momento Paula Toller. Uma coisa que percebi: ela tem um glamour natural. Pode ser meticulosamente calculado. Mas é naturalmente um luxo. Musicalmente, hoje ouço recentes gravações bem mixadas, arranjos aprimorados e a técnica vocal da (ex)  Kid Abelha evoluiu e afastou-se, em muito, dos Selvagens anos 80. Eu não acredito em amor “Grand´Hotel”. Creio eu que ouvindo Paula Toller todo mundo acaba pensando coisas e rapidinho chega em “Sonhos“, composição de Peninha que ficou tecnicamente linda em nova versão, meio tango,  da blonde singer.  Paula Toller se transformou em meu ‘bom dia”.

A visão de uma diva, para mim sei que é Kylie. Só Kylie Minogue cantou” Dancing Queen” nos jogos olímpicos de Sidney. Não bastasse ainda só Kylie estava golden singer, no mesmo planetário evento, entoando “glamurosa e meiga” On A Night Like This“. Eu curto Madonna. Mas por que, pegando estrofe da música Oito Anos (Gabriel) da Paula Toller –  o tempo passa? Anyway! Levem em conta que mudo sempre. De uma só vez,  festei no Brooklin, me perdi na Avenida Paula, desci Augusta até se meter no Orfeu do Copan. Madonna, dos tempos de Blonde Ambition tour, ia amar.  Mas eu queria, mesmo,  hoje estar na rodoviária de Natal, desesperadamente tentando um ônibus para João Pessoa .Lembro um sábado like hoje, uma noite eu errado, errante, me fiz perder o ônibus no Sam´s. Depois de tentativas frustradas de uma vaga na Rodoviária, sai  (feliz) puxando a mala pela Avenida Mor Gouveia na busca por um veículo capaz de me deixar em João Pessoa. Juro que repetiria a cena inteira. Deixa o tempo me deixar!  Repito. As praias de Jampa e todo litoral da Paraíba me encantam.. Quem chegou nesta linha deve pensar (garotos perdem tempo!)  que sou naturalmente  errado, errante neste céu azul. Tão calculadamente natural quanto a luz do dia. Obrigado, (agora) Chorão! Vou de Kylie!

P. S / Não vale contabilizar o tanto de não, indagações e construções coordenadas assindéticas adversativas.

Foto Divulgação

 

 

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