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POR AUGUSTO BEZERRIL

@augustobezerril

augustobezerril@tribunadonorte.com.br 

Acordar e dedicar tempo à leitura de jornais tem sido uma tarefa chata e divertida.  Ler jornais, sem ler uma linha, acompanhando apenas e unicamente os comentários no Twitter também tem sido chato e, vamos combinar, divertido. Empresários da noite já confessaram que o mood atual reflete na caixa registradora: as pessoas ficam lendo coisas chatas e divertidas e não saem de casa. Quem vai para rua defronta-se com, de novo, com uma diversão chata. Mas sair por aí, sem preconceber, pode ser diversão. Tem lugares tão previsíveis que, só de pensar, a vontade de ficar em frente ao celular parece a mais sábia das divertidas crueldades dos dias e noites atuais. Em tempo de fashion week, então, é divertido observar os previsíveis comentários sobre os desfiles. Não precisa muito para saber quem se emocionou com o desfile daquela grife que ninguém compra (super cool) e tem agora um diretor criativo novo. A J.Lo? Só fazer o rewind e todos que amam, amam. O haterismo também está na moda. E estão lá todos construindo uma narrativa para salvar o mundo. Mas que mundo é esse? “Meu Mundo e nada mais”,  o refrão da música do Guilherme Arantes poderia ganhar acompanhamento de uma orquestra sinfônica, umas distorções feitas por um DJ e um coral gospel para todo o mundo assistir no escuro do quarto. Posso estar errado, mas pensar – sem suceder  é o chamado “não feito”. O mundo do sucesso e o sucedido. Se não aconteceu pode ser virtual diversão. Aqui do meu quadrado, ocorreu que fui confundido com Guilherme Arantes.

A Roda Viva da vida fez o professor Cassiano Arruda vê semelhança entre e eu aquele que uma dia cantou “Marina”.  O motorista do Uber chamado Guilherme disse, desculpe senhor, mas o senhor parece com Guilherme Arantes. Não sei quem está produzindo o show em Natal: então não se trata de merchandising. Seja como for, evito agora bater com fotos de Guilherme Arantes. Dizem que a semelhança aumenta se eu uso óculos. Se for Rayban de acetato preto, então, eu posso desafinar à vontade. Não venham com haterisismo, não disse que Gui desafina. Eu quem sou um desafinado e tenho coração. Reservo o direito de não bater com foto do cantor e protejo os ouvintes do meu cantar. Mas….. se eu dou de cara no Midway Mall com Guilherme Arantes?  “Não se assuste, Guilherme“, diria eu. Improvável que tal cena ocorra. Leve em tonta que , hoje, ninguém se assusta com nada. Até escreve 145 caracteres para assustar. Forma-se a marola, quase uma metralhadora-tsunami digital, e tchau polêmica. Soube que uma estilista taurina foi alertada ser não apropriado usar o signo “taurus” como nome para uma coleção. Segundo a teoria markestista, existe uma marca (pára de escrever!) de artigos belicosos com o tal nome do signo do zodíaco em inglês. Respire fundo, pois está pu-xa-do:  ela é taurina, mas não pode!!!

O burnout do Virgil Abloh fez com que o competente e sempre-tudo povo do business e do fashion anunciar o fim de um ciclo.  O que vem depois de Off-White e Balenciaga? Por enquanto, o Baile da Santinha palpita. A imagem de Léo Santana, o gigante, usando LV por Virgil Abloh anima ir ao Arena das Dunas, hoje, sábado, justo dia  em que anunciaram a camisinha Saint Laurent. Viu como é tudo conectado? O mimo tem embalagem dourada. E está disponível na loja da Rive Droite. Oui, coisa para os finos. E o mundo é, mesmo, para gigantes. Sei que estão na Bíblia Davi e Golias. Mas, na vida real, perdi no nocaute a ideia sobre quem venha ser Davi ou Golias. O Gigante sempre vence.  Não esperando nenhum cantor, fica aqui um pouco do meu mundo nada de mais. Pois queria ‘só  love, só love, só love“. Mas isto é Claudinho e… festa!  Não me recomendo, tal Karl Lagerfeld, como convidado.

TV ABZ 

Que tal voltar ao nosso ABZ Tribuna do Norte do desfile Saint Laurent?

AO VIVO: desfile Saint-Laurent Spring Summer 2020 Women Fashion Show, direto de Paris

Foto Divulgação

 

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