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POR AUGUSTO BEZERRIL

@augustobezerril

augustobezerril@tribunadonorte.com.br

Quem acha que os desfiles das grandes grifes de Paris estão distantes, ao menos do bolso do consumidor, o desfile Lacoste prova que tem passarela, sim, bem aproximada. O desfile da Lacoste, além de voltar ao Roland Garros – lugar muito apropriado para as pólos da grife, faz lembrar que existe uma Lacoste próxima da vida real.  É bacana observar que um  ícone da Lacoste desde 1927, a polo em Piqué é reinventada de forma moderna, com proporções quadradas e detalhes ampliados de couro e tricô. Unindo-se a um logo de composição Art Deco e ao monograma de ‘L’, o crocodilo de Robert George, criado em 1926, surge grande nos bolsos frontais e em bolsas de praia de sarja lavada, ou então discretos como ferragens nos mocassins.

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A diretora criativa Louise Trotter tira proveito do legado esportivo da grife e redefine proporções na modelagem (mais amplas), introduz uma geometria aos ícones criados pelo legendário Renée Lacoste e, assim, reintroduz na cyber vida de hoje noções frescas de alfaiataria e lifestyle. Não batasse a primavera Verão 2020, a Lacoste fez parcerias com duas designers britânicas. Os tênis com colagens são confeccionados à mão por Helen Kirkum, uma releitura dos modelos da estação passada em novos híbridos. O crocodilo foi moldado como Alighieri nos pendentes e pulseiras de metal da Lacoste, pelo joalheiro Rosh Mahtani, transformando o símbolo da casa numa recordação totêmica. Deu Match (expressão do tênis, convertida em gíria do Tinder)!

Foto Alessandro Lucioni Imaxtree /  Divulgação

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