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POR AUGUSTO BEZERRIL

@augustobezerril

augustobezerril@tribunadonorte.com.br 

O ano começou com status de início de década. É uma virada da virada em tempos em que o tempo nos impõe raquetadas tipo aquelas de Rafael Nadal. Eu sou do tempo em que match” era coisa esportiva, hoje é sei lá o quê de aplicativo de paquera. Um amigo tem reclamado de falta de match, eu nunca sei muito bem o que responder. Ando meio voyeur de opiniões. Tem horas que me sinto convencido de ser de uma burrice colossal. Sou uma especie de Torre de  Babel da burrice, em meio ao tanto de gente inteligente e sábia. A gritaria me deixa meio confuso, tipo quem leva sucessivas raquetadas no ritual diário de antagonismos. Algumas situações parecem grosserias. Minha mente sai grafando palavras tais desrespeito, desprezo, descaso. Deu match! Eu descaso do mundo e me proponho uma convivência comigo mesmo. Deleto tudo que pensei e ponho na contabilidade comportamental  da velocidade do tempo.  Talvez as pessoas estão rápidas demais. Mal celebramos o ano e já nos caem mísseis sobre nossas vidas. Parece que o mundo já não tem um tanto de temas espinhosos ou apocalípticos para debruçar, não é?

A esperança está, mais uma vez, no carnaval. Bandas, blocos, shows e quem vai ser a campeã do carnaval, posto que no verão seguinte ninguém lembra mais qual agremiação ocupou. Essa coisa de amnésia me faz refletir o porquê que a brasileira se veste como Carmen Miranda durante o verão e não vejo menção ou editorial referenciando nossa bombshell. É tipo como se Carmen nunca ficou americanizada, balançou Holywoood, é diva e ficou (parece!) muito rica. Mas, aqui no Brasil, não faz nenhum zumzum. Mas o balangandãs corre por aí como replicante do estilo brasileiro. Tenho a versão do livro Brazilian Style. Quem é a capa? Carmen Miranda. Nossa diva merecia ser mais, por aqui, reverenciada. Talvez um rito de passagem pelos livros de estilo e divas do cinema ajude tirar o que na música chama de “tanto veneno” quando falam que dos balangandãs não existe mais nenhum. Carmen é tão ícone quanto Marylin, Rita e Greta. Só que mais saltitante e divertida. Vou confessar, no entanto, que ando mais olhando Jane Fonda em Barbarella. É uma gracinha minha com o futurismo francês e universal do Paco Rabbane. Aliás, gosto da ideia do futuro ser divertido. Você está numa situação e lugar insólito. E parece que o presente é o futuro. Ou aquele presente pode ser o futuro. Ou futuro poderia sair daquele presente. Mas tudo assim muito let it be.  Sem encucação e datas. Posso dizer que o especial da vida é quando o presente faz parte do futuro. Nos anos 60, por exemplo, os jovens resolveram, do ponto de vista de moda e estilo, deixar o passado passado e brincar de invenciones para o futuro.  Daí volta e meia estamos disco, rockers, quase punks e hippies, claro. No Brasil, a gente podia evocar, não vamos voltar aos 50,  Gabeira e Leila Diniz.

O ano novo começou sorrindo como futuro. Cada sorriso do futuro é um presente do presente. É uma tarefa boa de retroalimentar. Amor se faz amor. E quando se tem amor se é feliz e pronto. Quem está?

AMO VOCÊS!!!

Gostaria de aproveitar o Euzinho de hoje para agradecer todo carinho e atenção da equipe do portal do Tribuna do Norte. ABZ é feliz nessa caminhada juntos. Casei on line! Amo ABZ Augusto Bezerril Tribuna do Norte. A imagem que ilustra o post é obra do artista plástico e escritor Ricardo Prado Lima.

Foto Acervo

 

 

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