Walter Rodrigues, consultor do Inspira Mais, apresenta sinergia entre os vetores de tendências até 2021

POR AUGUSTO BEZERRIL

@augustobezerril

augustobezerril@tribunadonorte.com.br 

O Dia do Trabalho inspira o que mais inspira quem tem moda e design como ofício: a tendência. Walter Rodrigues, Coordenador do Núcleo de Design do Inspiramais, expõe, com exclusividade para ABZ Tribuna do Norte sobre como deve ser o processo de saída da pandemia. “Acho que (do ponto de vista de consumo) vamos sair mais equilibrados. Acho que vamos sair em busca de conforto. Acho que é a primeira coisa que as pessoas vão pensar”, revela. O fato de, durante a quarentena, as pessoas usarem roupas leves e tecidos como moletom, por exemplo, deve afetar, sim, as escolhas no futuro. “Os produtos e materiais que são feitos deverão ter a força do conforto”, prevê com autoridade de quem acompanha diversas fases e ciclos de tendências.

HIGIENIZAÇÃO

Um aspecto novo sobre a experiência do consumo consiste no critério higiene. É caminho que vamos nos debruçar. O que acontece com a roupa que foi provada na loja e o consumidor não leva para casa? Os consumidores atentos devem ponderar sobre determinadas condutas durante a experiência de compra. As perguntas seguem questões prosaicas como o que fazer com a roupa e o sapato, por exemplo, usados durante o dia deve passar a ter um cuidado sobre quais materiais de melhor higienização.

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NECESSIDADE

A partir da nova ética de consumo, a escolha mais racional deve fazer com que  produtos atemporais, mais encantadores, ganhem espaço na saída da fase aguda da pandemia.  O termômetro da tendência  pode  ser observado na  próxima edição do  Inspiramais. As pesquisas demonstram uma busca  por “valores seguros”” – que se dividem em duas vertentes de estilo, que devem encontrar harmonia. “Valores seguros consideramos o processo de  consumir uma marca e seguir o estilo que combina com você“, explica Rodrigues.  O classicismo seria uma espécia de um lado escapista conservador.  O retorno do clássicos como o bom jeans, alfaiataria e casacos em tons de caramelo. O que é um clássico no sentido de couro. Os reflexos já aparecem nos  acessórios,  como vimos (vamos citar uma grife) no desfile da Fendi.

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CORES, FLORES 

Tantos dias em casa devem causar uma busca, prevê Rodrigues,  pela natureza. O Verde é certo na cartela de cores. E as personagens folhas e flores são apostas. O verão da Valentino e Burle Marx são fontes de inspiração. O que deve fazer um retorno ao psicodelismo dos anos 70. Leia-se mistura de tons vibrantes e até o neon continua na esteira cromática. Seria a volta do maximalismo? “Não acredito numa mão única de maximalismo ou minimalismo. Rodrigues acredita, por exemplo, na combinação de calça de alfaiataria e uma camisa de (maxi)  floral“, pondera. Não devemos esquecer a ideia de equilíbrio e conhecimento do estilo de cada um.

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ESPERANÇA

O que esperar de otimista depois de um instante tão terrível para humanidade? “A gente sai da pandemia com a esperança de que as pessoas vão consumir de forma mais organizadas, sem excessos. Buscando produtos que tenham prognóstico, de marcas que sejam transparentes, Eu imagino que a gente pode alcançar isso, sim, depois de toda essa tristeza“,  responde Walter Rodrigues enquanto se debruça sobre os caminhos da tendência a ser apresentados na próxima edição do Inspiramais – a mais influente plataforma de tendência da moda e design no Brasil.

Fotos Divulgação

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