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POR AUGUSTO BEZERRIL

@augustobezerril

augustobezerril@tribunadonorte.com.br 

O planeta parece entrar na ordem da nova ordem mundial. O alerta dos investidores em torno da Amazônia é uma dos sinais expressivos de que o meio ambiente se tornou assunto urgente entre players, desde grandes industrias aos designers. A L’Oréal, por exemplo,  lançou seu novo programa de sustentabilidade “L’Oréal para o Futuro”, estabelecendo as mais recentes ambições do Grupo para 2030. No contexto de crescentes desafios ambientais e sociais, a L’Oréal está acelerando sua transformação em um modelo que respeita os limites das Fronteiras Planetárias e reforça seus compromissos com a sustentabilidade e a inclusão. Entre as metas estão: até 2030, 100% dos plásticos usados nas embalagens dos produtos da L’Oréal serão de fontes recicladas ou de fontes renováveis e, até 2030, a L’Oréal reduzirá em 50% as suas emissões de gases de efeito estufa por produto acabado, em comparação com 2016. Celebrando 20 anos no mercado, Paula Ferber (foto 1) inova na produção a partir de resina vegetal, produto derivado da cana-de-açúcar, e prossegue o trabalho socioambiental em parceria com artesões. 

BELEZA PARA O FUTURO 

L'Oréal For The Future

O novo ciclo em torno do emponderamento do consumidor com propósito sustentável revela uma aproximação entre a gigante do setor do beleza e cuidados com a economia circular e o fortalecimento de comunidades vulneráveis. A L’Oréal está direcionando 100 milhões de euros em investimentos de impacto, a fim de atuar em desafios ambientais. 50 milhões de euros serão usados para financiar projetos de restauração de ecossistemas marinhos e florestais naturais danificados, por meio do Fundo L’Oréal para a Regeneração da Natureza, a ser operado pela Mirova, uma afiliada da Natixis Investment Managers, dedicada ao investimento de impacto. Outros 50 milhões de euros serão direcionados ao financiamento de projetos vinculados à economia circular.

Almofada quadrada em EVA Green, crochetada à mão nos pontos alto e baixo.

                                      Almofada quadrada em EVA Green, crochetada à mão nos pontos alto e baixo.

RESINA VEGETAL 

Ao comemorar 20 de anos da grife que leva seu nome, a designer Paula Ferber se prepara para lançar de forma pioneira a coleção de produtos – bolsas e objetos para casa, em EVA Green – resina vegetal produzida a partir da cana-de-açucar, conhecida mundialmente como polietileno verde. Com características como flexibilidade, leveza e resistência, o EVA Green contribui para a redução dos gases causadores do efeito estufa ao capturar e fixar CO2 durante seu processo produtivo. Os produtos são identificados pelo já conhecido tag com o desenho de um abacaxi, desta vez, na cor verde. Atualmente a marca possui 8 lojas próprias em São Paulo, incluindo a loja online e está presente em mais de 50 lojas multimarcas espalhadas pelo país. Em 2017 adquiriu uma fábrica de artesãos em Minas Gerais, criando de forma complementar, a linha de produtos “Paula Ferber Casa” e passou a apresentar uma curadoria de objetos de arte popular brasileira. Emprega mais de 200 pessoas direta e indiretamente. A designer estabeleceu em 2019 uma parceria com a Material Lab, empresa de consultoria em sustentabilidade, para analisar os impactos dos processos de produção. Trabalhando em conjunto com toda a equipe da marca, a Material Lab coletou dados em nível de origem, ciclo de vida e rastreabilidade dos materiais e fornecedores, processos de criação e desenvolvimento até o produto acabado, seus pontos de venda e distribuição em todo o país. Além de loja física, Paula Ferber tem e-commerce. O empoderado consumidor sustentável diz Jadoro!

Foto Divulgação

Farm garimpa Boi de Santa Fé e Tambor de Criola, ABZ Garimpo Tribuna do Norte segue

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