140391675_235540308123303_1381821777698177890_n

POR AUGUSTO BEZERRIL

@augustobezerril

augustobezerril@tribunadonorte.com.br 

Está aberta ao público, no Sesc Piracicaba, a 15ª Bienal Naïfs do Brasil. E Aldenor Prateiro e Nilson são os nomes potiguares na Mostra. Com curadoria de Ana Avelar e Renata Felinto, a Bienal reúne 125 artistas de 21 estados do país, além do Distrito Federal. A partir do tema Ideias para adiar o fim da arte – uma referência direta ao pensamento do líder indígena, ambientalista e escritor brasileiro Ailton Krenak e ao filósofo e crítico de arte americano Arthur Danto -, a exposição traz 212 obras em suportes diversos. São instalações, pinturas, desenhos, colagens, gravuras, esculturas, bordados, marcheteria e entalhes. Em diálogo com o corpo expositivo, as artistas Carmela Pereira, Leda Catunda, Raquel Trindade e Sonia Gomes integram a mostra a convite das curadoras.

140589874_823403298238512_8551203332502124744_n

ARTE POESIA 

Aldenor Prateiro expõe dois trabalhos: Romaria e Donzelo. As obras, conta o artista conhecido pelo trabalho em prata, têm forte inspiração nas obras de Manoel dede Barros. “Tenho algumas fases na minha trajetória. Iniciei trabalhando só com prata, daí o Prateiro, criando jóias e adornos para chapéus, cachimbos. Tudo isso compôs minhas duas primeiras coleções em 2015/2016. Depois (re)visitei as poesias de Manoel de Barros e, num primeiro momento, encantei-me com os seres e coisas insignificantes que rastejam, voam, nadam.  Num segundo momento, ainda inspirado em Manoel de Barros, mergulhei nas formas fálicas, de onde saíram essas e outras obras (expostas na Bienal)“, diz o Aldenor sobre a trajetória como artista. As formas fálicas são evidentes nas obras (foto 1 e 2) Romaria e Donzelo, selecionadas pelas curadoras da Bienal Naïfs do Brasil.

140567637_751654622161817_4456337491002185957_n

SERIDÓ EM ARTE

O traço de Nilson,  um dos expoentes da arte de Currais Novos, representam a pintura potiguar a partir dos trabalhos Pássaros com Borboleta e Galo e Flor (fotos 03 e 04). O visitante da mostra é capaz de identificar no trabalho do seridoense, ganhador do Prêmio Dorian Gray,  a essência Naïf na pintura. Sabe que, de origem francesa, o termo Naïf deriva do latim e sugere algo natural, ingênuo, espontâneo, foi utilizado originalmente no campo das artes para descrever a pintura e as propostas do artista modernista francês Henri Rousseau (1844-1910). A adoção do termo pela Bienal, no plural e desvinculado da palavra “arte”, evidencia seu foco no artista e em suas manifestações diversas e múltiplas, deixando em aberto os possíveis significados e características do que é ser naïf.

140544921_481223782867265_1615334644875169244_n

MAIS..

A Bienal amplia o olhar sobre definições de estilo. “Vale notar ainda que o termo naïf, largamente utilizado para denominar essas várias artes e que, inclusive, nomeia esta Bienal, possuía no passado um sentido de arte ingênua relacionado a uma suposta falta de formalização dos estudos por parte desses/dessas artistas. Como podemos perceber, inclusive nesta mostra, tal leitura provou-se errônea e, a julgar por artistas que tradicionalmente participam desta exposição, hoje a palavra é reivindicada por eles/elas pelo fato de compor um sistema específico no qual os critérios daquilo que define um/uma artista naïf e os interesses que suscitam suas obras são absolutamente distintos daqueles que vigoram no sistema da arte contemporânea“, afirma Ana Avelar.

Fotos Divulgação

Design minimalista e uso pontual das cores da Pantone 2021 são tendências para cozinha

 

Comentários do Facebook

Deixe um comentário