Anfavea: o “momento da virada” da indústria chegou, mas depende das reformas

6 06Etc/GMT+3 setembro 06Etc/GMT+3 2016 por fernandosiqueira

Fábrica Jeep - Goiana

A indústria automotiva brasileira segue caminhando em passos lentos. No mês de agosto, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (6) pela ANFAVEA (Associação Nacional de Fabricante de Veículos Automotores), foram produzidos 177,7 mil veículos, número 6,4% menor do que o de julho (189,9 mil). Em relação ao mesmo mês do ano passado, a redução é mais acentuada: -18,4%.

Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, essa queda foi um reflexo direto da interrupção temporária da produção de algumas montadoras. Segundo o executivo, se não houvesse essa paralisação, a produção passaria das 200 mil unidades.

Fábrica Honda HR-V - produção

Por outro lado, fato positivo foi o aumento do número de licenciamentos em agosto, com 207,3 mil unidades, número que representa crescimento de 1,4% na comparação com o mês anterior, mas queda 11,3% comparado ao mesmo mês de 2015. No acumulado do ano, não há refresco: queda de 23,1% em relação a 2015 com o total de 1,348 milhão. Para se ter uma ideia do tombo, o melhor resultado foi obtido nos oito primeiros meses de 2012, ocasião em que houve 2,501 milhões de emplacamentos.

Megale destacou o crescimento e acrescentou que o resultado poderia ter sido melhor. A observação fica por conta dos Jogos Olímpicos, que trouxe uma grande visibilidade para o país e ânimo para os brasileiros, mas que acabou derrubando os emplacamentos em pouco mais de 14% no Rio de Janeiro durante a realização do evento.

Em relação ao emprego, houve uma redução de 0,7% nos postos de trabalho, com o total de 126.900 reduzido para 1126.000 trabalhadores na indústria. Atualmente, existem 20.300 profissionais no regime especial do PPE (Programa de Proteção ao Emprego). No entanto, o executivo indica que a previsão industrial é de que não haverá necessidade de reajustar para menos a produção de veículos.

Fábrica Jaguar Land Rover

Na primeira coletiva após o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Roussef concluído, o presidente da Anfavea falou sobre o tema e que considera que este é o momento da virada para a indústria automotiva. Entende que a recuperação total do setor somente ocorrerá quando o país como um todo volte a crescer, com a retomada do crescimento da economia, PIB e a confiança do consumidor. Para o executivo, é imprescindível que as reformas propostas pelo novo governo aconteçam (em especial reformas econômicas, equação dos gastos públicos com limites estabelecidos, questões trabalhistas e regulamento do serviços de terceirização).

Nas questões trabalhistas, a Anfavea espera que mudanças e ajustes sejam feitos para que a indústria nacional tenha mais competitividade frente aos mercados internacionais. Em relação à questão previdenciária, Megale também destacou ser um fator crucial para que o país tenha um horizonte melhor definido, e assim, tenha capacidade de atrair mais investimentos para retomar o crescimento.

Fotos: divulgação

FONTE: Carsale


Governo de São Paulo e “Ford ” tentam vender fábrica de São Bernardo do Campo (SP)

22 22Etc/GMT+3 fevereiro 22Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

Produção de caminhões em fábrica da Ford — Foto: Divulgação/Ford

Produção de caminhões em fábrica da Ford — Foto: Divulgação

O fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP) começa a gerar consequências. João Doria, governador de São Paulo, afirmou ontem, que o governo e a Ford tentam VENDER aquela unidade fabril . Doria esteve reunido com representantes da Ford e Orlando Morando, prefeito da cidade de São Bernardo do Campo, a fim de discutir o assunto, que é altamente relevante.

No dia 19, a Ford tornou pública a decisão de cancelar suas operações  em SBC, através de comunicado “global”. O prefeito Morando afirmou que o município que administra vai deixar de arrecadar R$ 18.000.000,00, sendo R$ 14,5 milhões em ICMS (1,7% do total arrecadado com o imposto), além de R$ 4 milhões de ISS (0,8% do total).

Além disso, a expectativa é que 27.000 pessoas percam seus empregos (2.800 funcionários da Ford, 1.500 terceirizados, além de 22.500 de setores relacionados). Segundo João Doria, nas instalações da Ford em São Bernardo do Campo somente o centro administrativo da empresa permanecerá funcionando, com 1.200 funcionários.

Segundo o governador do Estado de São Paulo, o comprador poderá ser um grupo nacional ou internacional que busque a “preservação do parque fabril e dos empregos que ali existem”. João Doria afirmou que Henrique Meirelles, secretário da Fazenda do Estado, será responsável pelo trabalho.

“Nós vamos buscar uma solução de mercado, ao lado da Ford. Não é uma ação de governo, é uma ação de setor público com setor privado, na defesa de um parque industrial e de proteção de empregos,” concluiu o governante.

A procura de possíveis compradores vai acontecer ao longo deste ano. A Ford, em comunicado oficial, declarou que buscou alternativas, como parcerias e venda da operação, antes de decidir pelo fechamento.

“A venda da fábrica nessa nova circunstância, com um novo governo, com uma nova economia no plano federal, uma nova visão pró-mercado no plano estadual, é diferente de entendimentos tentados pela Ford ao longo do ano passado, quando não tínhamos este cenário concretamente”, enfatizou João Doria.

Coluna “ALTA RODA”. Por Fernando Calmon

20 20Etc/GMT+3 fevereiro 20Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

Reflexo da realidade

Era notícia esperada, contudo não deixa de causar tristeza. Há aproximadamente um ano, havia fortes rumores de que, depois de anunciar o encerramento da produção do Focus na Argentina, a Ford tomaria a decisão de fechar a fábrica de São Bernardo do Campo (SP).
Essa unidade fabril foi construída pela Willys-Overland, fundada em agosto de 1952. A produção se iniciou dois anos depois com o utilitário Jeep CJ-5, seguido pela perua Rural (precursora do que seria, hoje, um SUV), uma picape, além do sedã Aero-Willys (1960) e sua versão de luxo Itamaraty. A empresa também fabricou sob licença da Renault os compactos Dauphine e Gordini e, ainda, o Alpine A108, pequeno carro esporte rebatizado aqui de Interlagos, com mecânica Renault, nas versões berlineta, cupê e conversível.
A Willys apostou muito no Projeto M, tendo por base o médio-compacto Renault 12. Porém, dificuldades financeiras levaram à venda para a Ford de toda a operação brasileira, em 1967, incluindo as instalações às margens da Rodovia Anchieta. O Projeto M se transformou no Corcel, em 1968, cuja carroceria era completamente diferente do modelo francês, só lançado um ano depois na Europa, e também produzido na Argentina pela IKA.
No ano em que a Ford completa o centenário de sua fundação no Brasil, encerrar as atividades em uma unidade com tanta história é especialmente doloroso para os 2.800 empregados entre horistas e mensalistas. Toda a linha de montagem dos caminhões médios e pesados Cargo, dos caminhões leves F-350/F-4000 e do automóvel “Fiesta hatch” será interrompida de imediato. A marca não produzia caminhões na matriz há mais de uma década e o lançamento do compacto “Ka” enfraqueceu muito o Fiesta com qual compartilha arquitetura.
A empresa reservou US$ 460 milhões (R$ 1,7 bilhão) para indenizar funcionários, concessionárias e fornecedores.
Prejuízos financeiros na região da América do Sul foram de quase US$ 700 milhões (R$ 2,6 bilhões) em 2018. Estima-se que 60%  se originara nas operações brasileiras, que incluem fábricas de veículos e motores em Camaçari (BA), motores e câmbios em Taubaté (SP) e campo de provas em Tatuí (SP). Atividades nessas cidades continuarão.
Há quem lembre a Ford contabilizar 24 trimestres consecutivos de lucro de 2007 a 2012. Apenas isso não garante a uma empresa manter-se saudável e gerar caixa suficiente para investir, em especial se o mercado local minguar quase 50%, como aconteceu aqui. Opção pode ser encolher ou, em caso extremo, sair de um país.
É bastante provável que a General Motors do Brasil tenha chegado a um acordo em São José dos Campos (SP) porque estava próximo o anúncio sobre o encerramento das atividades de outro fabricante no mesmo Estado. Tais informações vazam nos bastidores e a preservação dos empregos falou mais alto aos sindicalistas.
Precisa ficar claro: produzir veículos no Brasil com a carga fiscal insana sobre os produtos, baixa produtividade, alta burocracia e deficiências graves em infraestrutura, só para citar alguns entraves, é um fato, apesar de oportunidades poderem surgir no futuro. Diminuir investimentos ou fechar uma fábrica são alternativas dolentes, incontornáveis. Não se trata de vã ameaça, porém reflexo do mundo real.

ALTA RODA

A Volkswagen confirmou os preços do T-Cross, seu primeiro SUV nacional: R$ 84.990,00 (motor 1-L turboflex) a R$ 109.990,00 (1,4-L, idem). Versões superequipadas passarão de R$ 125.000,00. Série zero começou a ser produzida em São José dos Pinhais (PR), mês passado. Nas vitrines em março (motor mais potente, de início); primeiras entregas em abril, como previsto pela coluna.

TOYOTA: versão híbrida flex do novo Corolla, primeira desse tipo no mundo, chega às concessionárias da marca em outubro do ano em curso. Unidades convencionais da quinta geração do modelo, no início daquele mês. Toyota ainda não confirma, mas SUV a partir do Yaris é dado como certo para 2021. A empresa tem R$ 1 bilhão a receber do governo de São Paulo em ICMS atrasado.

NISSAN: dos três modelos Nissan, em sua ofensiva elétrica, mais interessante para o Brasil é o do Note e-Power. Tração totalmente elétrica, mas fica longe de tomadas: gerador a combustão carrega uma bateria de porte pequeno. Autonomia até 1.200 km. Avaliado no autódromo de Interlagos se mostrou silencioso e ágil. O conjunto estará no SUV Kicks, em 2020.

CAOA CHERY: empresa ampliou gama de SUVs: Tiggo 7, cinco-lugares e 4,50 m de comprimento. Pontos fortes, estilo e equipamentos de série. Motor 1,5-L turboflex, 150 cavalos/21,4 kgfm e câmbio automatizado de dupla embreagem, os mesmos do sedã Arrizo 5, reclamam um pouco do peso extra de um Utilitário Esportivo. Preços competitivos, mas não de arrasar: R$ 106.990,00 e R$ 116.990,00.

SUV: T80, utilitário esportivo médio-grande, completa a linha JAC na faixa de R$ 139.990,00 a 145.990,00. Espaço é ótimo para cinco adultos e
duas crianças na última fileira. Motor turbo 2-litros, 210 cavalos de potência/30,6 kgfm e caixa automatizada de duas embreagens dão conta do recado, embora não passe sensação de mais de 200 cavalos de potência. Tela multimídia tem 10 polegadas. Há câmeras de ré e com visão de 360 graus.
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

 

Ford deixa de atuar no segmento de caminhões na América do Sul

por fernandosiqueira

A Ford anuncia a sua saída do mercado de caminhões como um importante marco para o retorno à lucratividade sustentável de suas operações na América do Sul. A empresa está comprometida com a América do Sul e com um modelo de negócios ágil, compacto e eficiente, fortalecendo sua oferta de produtos e parcerias globais. A Ford prevê um impacto de aproximadamente US$ 460 milhões em despesas não recorrentes como consequência dessa ação.

A produção na planta de São Bernardo do Campo (SP) será encerrada ao longo de 2019.

Como parte da ampla reestruturação de seu negócio global, a Ford Motor Company anuncia que deixará de atuar no segmento de caminhões na América do Sul. Como consequência, a empresa encerrará as operações de manufatura na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) ao longo de 2019 e deixará de comercializar as linhas Cargo, F-4000, F-350 e o automóvel FIESTA, assim que terminarem os estoques deste último.

“A Ford está comprometida com a América do Sul por meio da construção de um negócio rentável e sustentável, fortalecendo a oferta de produtos, criando experiências positivas para nossos consumidores e atuando com um modelo de negócios mais ágil, compacto e eficiente”, disse Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul.

 A decisão de deixar o mercado de caminhões foi tomada após vários meses de busca por alternativas, que incluíram a possibilidade de parcerias e venda da operação. A manutenção do negócio teria exigido um volume expressivo de investimentos para atender às necessidades do mercado e aos crescentes custos com itens regulatórios sem, no entanto, apresentar um caminho viável para um negócio lucrativo e sustentável.

“Sabemos que essa decisão terá um impacto significativo sobre os nossos funcionários de São Bernardo do Campo (SP) e, por isso, trabalharemos com todos os nossos parceiros nos próximos passos”, disse Watters. “Atuando em conjunto com concessionários e fornecedores, a Ford manterá o apoio integral aos consumidores no que se refere a garantias, peças e assistência técnica”.

 Essa decisão se alia a outras iniciativas recentes que fazem parte da reestruturação em andamento na Ford América do Sul e incluem:

·  Redução em mais de 20% dos custos referentes ao quadro de funcionários e à estrutura administrativa em toda a região.

·  Fortalecimento da linha de produtos, com ênfase em SUVs e picapes, cuja preferência tem crescido entre os consumidores, e encerramento da produção do Focus na Argentina.

·  Expansão das parcerias globais, como a recente aliança com a Volkswagen para desenvolver pick-ups de médio porte.

 Em decorrência desse anúncio, a Ford prevê um impacto de aproximadamente US$ 460 milhões em despesas não recorrentes. Aproximadamente US$ 100 milhões serão relacionados à depreciação acelerada e amortização de ativos fixos. Os valores remanescentes de aproximadamente US$ 360 milhões impactarão diretamente o caixa e estão, em sua maioria, relacionados a compensações de funcionários, concessionários e fornecedores. A maior parte dessas despesas não recorrentes será registrada em 2019 e é parte integrante dos US$ 11 bilhões em despesas, com efeito no caixa de US$ 7 bilhões, que a companhia prevê utilizar para a reestruturação dos seus negócios globais.

BMW Group Brasil planeja ofensiva de produtos em nosso País este ano

19 19Etc/GMT+3 fevereiro 19Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

O BMW Group Brasil confirma uma nova ofensiva de lançamentos no Brasil em 2019. Focando os anseios do cliente, a montadora projeta mais de 20 lançamentos das marcas BMW, MINI, BMW Motorrad para o nosso País este ano. Entre eles, o novo BMW Série 3, que se encontra em pré-venda e que chega ainda no primeiro semestre ao nosso mercado com tecnologias inovadoras, entre elas um inédito assistente pessoal inteligente, desenvolvido para comunicação em português do Brasil pela engenharia nacional da empresa em conjunto com o time global, sediado em Munique, na Alemanha.

O BMW Z4 será outra novidade da marca bávara confirmada para nosso mercado e terá seu lançamento ainda neste semestre.  Outro destaque é o BMW X5, também em pré-venda para os clientes do Brasil. “The Boss”, como é conhecido o SAV apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo, chega neste primeiro trimestre ao nosso País.

Visando ampliar as ofertas no mercado “eletrificado” do Brasil, após lançar os plug-in híbridos MINI Cooper S E Countryman ALL4 PHEV e o BMW 530e e de conectar as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro por meio da rodovia eletrificada, o BMW Group confirma a chegada dos novos BMWi3 120 Ah, nas versões elétricas e com o extensor de autonomia, além do i8 Roadster este ano ao País.

A BMW Motorrad terá seus lançamentos concentrados no final do ano. Dentre eles, as novas BMW R 1250 GS, R 1250 GS Adventure e S 1000 RR. Além disso, a marca pretende focar suas atividades em estratégias voltadas ao cliente e que possam gerar mais experiência com a marca, além de intensificar as atividades de test-rides.

“O BMW Group trará seus principais lançamentos e tecnologias mundiais ao Brasil, focado nos anseios de nossos clientes, que estão sempre na vanguarda da tecnologia e design. Serão mais de 20 novos produtos e novidades em tecnologias e serviços que acompanham as transformações da indústria premium da mobilidade e o prazer de dirigir”, afirma o Presidente e CEO do BMW Group no Brasil, Aksel Krieger.

 Novos automóveis em produção nacional em Araquari (SC).

 O BMW Group Brasil confirma a produção de novos modelos em sua fábrica de automóveis de Araquari (SC) para a produção dos novos BMW Série 3 e também do BMW X4. “Iniciamos a produção do novo BMW X4 com sucesso em Araquari e estamos preparando nossa unidade para receber o novo BMW Série 3 e suas tecnologias”, afirma Mathias Hofmann, Diretor geral da Fábrica do BMW Group de Araquari. “Temos o total comprometimento de todos os funcionários e colaboradores do BMW Group Brasil em proporcionar qualidade mundial para nossos clientes locais”, reforça o executivo.

Motocicletas em foco na produção em Manaus (AM).

 Este ano, novas unidades serão produzidas na fábrica do BMW Group Brasil para a produção de motocicletas. “A qualidade e agilidade de produção em nossa fábrica própria nos permite ter a melhor e mais rápida resposta do mercado. Novas unidades serão introduzidas como a F 850 GS Adventure e, no último trimestre, começam a ser vendidas a R 1250 GS e a R 1250 GS Adventure e a nova S 1000 RR. “Será um ano de manete puxado e de alto giro”, afirma Alejandro Echeagaray, Presidente da fábrica do BMW Group em Manaus (AM). “A estratégia de ter a única fábrica exclusiva para produção de motocicletas do BMW Group fora da Alemanha será vital para nossos negócios no país nos próximos anos”, reforça Alejandro.

Toyota projeta, para o corrente exercício, 9,5% de expansão no Brasil

por fernandosiqueira

Em clima de euforia, montadora japonesa comemora seu melhor resultado no Brasil, obtido em 2018, quando comercializou mais de 200.000 carros novos.

A Toyota do Brasil está em festa. Em 2018, obteve seu melhor resultado operacional em nosso País, com vendas que ultrapassaram a casa das 200.000 unidades (carros de passeio e comerciais leves). Alta de 5% sobre o ano de 2017. E em 2019 não vai ser diferente, vislumbra uma expansão de aproximadamente 9,5% em suas vendas, algo em torno de 219.000 unidades “emplacadas” no mercado nacional. Uma meta ambiciosa, que traduz o comprometimento dos seus gestores.

No que tange às suas fábricas instaladas em solo brasileiro, quer acelerar ainda mais as suas produções, após montar 209.000 carros o ano passado (alta de 5,7% em relação ao ano de 2017). A meta para 2019 está estimada em 225.000 veículos (aumento de mais de 7,6% sobre o ano anterior).

Exportações

No que concerne às vendas para fora do Brasil, a Toyota trabalha com um horizonte de 66.000 unidades. Ou seja, pretende exportar 28% de sua produção. Uma perspectiva otimista, sem dúvida, uma prova eloquente do prestígio dos seus produtos.

As unidades fabris de Sorocaba e Indaiatuba (SP) são responsáveis, também, pelo abastecimento de nada menos do que 6 países da América Latina, onde entrega os automóveis Corolla e Etios. Em julho de 2018, o Yaris teve suas exportações iniciadas para a Argentina e, no começo deste ano, para a Colômbia.

“Em 2013 a Toyota iniciou seu plano de regionalização na América Latina e, agora, podemos ver os frutos dessa iniciativa”, afirma  Steve St. Angelo, CEO da Toyota para a América Latina e Caribe. “No ano passado, em comparação com 2012, nossa produção na região cresceu 87%, as vendas aumentaram em 37% e nosso market share saltou de 5,2% para 9,5%. Sonhos como este só acontecem quando se trabalha junto, como um time e uma região. Nós queremos seguir colaborando e sermos cada vez mais competitivos globalmente”, conclui o executivo.

Investimentos

Em 2018, ao comemorar 60 anos de atividades no Brasil, a Toyota concluiu um ciclo de investimentos da ordem de R$ 2,6 bilhões para aperfeiçoamentos de processos e lançamento de novo produto, como o automóvel “Yaris”, no mês de junho. Foram feitos investimentos, ainda, nas fábricas de Sorocaba (SP), de R$ 1 bilhão, para a instalação da linha de montagem do recente modelo; de Porto Feliz (SP), motores (R$ 600 milhões), e Indaiatuba (SP), de R$ 1 bilhão para modernização de instalações.

Como se constata, não é de graça que a Toyota se tornou uma marca de projeção internacional e seus produtos e serviços são admirados, valorizados e respeitados.

Crise da Argentina repercute no Brasil

por fernandosiqueira

A Nissan do Brasil pensou em implantação do 3º turno em sua unidade fabril de Resende (RJ) este ano, mas adiou para 2020 em função da crise na Argentina, que diminuiu drasticamente a importação de veículos automotores.

“Com os dois turnos atuais, estamos operando com 95% de nossa capacidade. Chegamos a fazer um estudo visando implantar um terceiro turno, mas desistimos por causa da retração do mercado argentino”, declarou Marco Silva, presidente da Nissan do Brasil.

A Nissan comercializou 97.700 unidades no Brasil em 2018, aumento 23,7% sobre o ano de 2018, índice acima da média do mercado, que foi de 14,6%. A participação da montadora passou de 3,6% para 3,9.5%. Marco está otimista quanto ao nosso mercado, tanto assim que afirmou recentemente: “Não é euforia. Mas acreditamos que tem tudo para o País deslanchar”.

O que dizer da Argentina? Infelizmente, as perspectivas não são boas naquele país. Em função disso, em janeiro do corrente ano, a Nissan do Brasil não exportou veículos para lá, a fim de equalizar estoque. Agora, vai retomar as exportações para o país vizinho, mas não nos números praticados no passado. O único produto que não teve sua exportação afetada para aquele mercado foi o “Kicks”. A Nissan do Brasil também exporta os automóveis March e Versa.

“O nosso SUV, que começou a ser vendido no mercado argentino há menos de um ano, está fazendo grande sucesso lá e já conquistou 10% das vendas no seu segmento”, afirma o presidente da Nissan do Brasil.

Em função do sucesso de vendas do SUV Kicks que, desde dezembro de 2018 passou a ser exportado também para o Paraguai, e do aumento das vendas do March e Versa no Chile e Peru, entre outros países, a Nissan prevê o aumento de suas exportações em 15% em 2019. Não obstante tudo isso, não implantará o terceiro turno no Brasil.

O Marco Silva, que participou no dia 13 deste mês de evento promovido pela Nissan em São Paulo, para tornar público os investimentos da marca em eletrificação dos seus automóveis, também comentou sobre os planos de maior integração entre o nosso País, Argentina e México. Os investimentos em novos produtos, a partir de agora, podem contemplar “modelos” que possam ser exportados para o México, de onde hoja a subsdiária brasileira importa o automóvel Sentra. O executivo declarou ser favorável à abertura do mercado brasileiro, mas entende que o processo deve ser gradual.

“Nossa fábrica de Resende é altamente competitiva. Mas temos de ver o País como um todo, com a questão da nossa carga tributária, e a própria competitividade da nossa base fornecedora. Por isso, defendo uma abertura gradual”, finalizou o presidente da Nissan do Brasil.

O trânsito e você. Por Thiago Carrilho

18 18Etc/GMT+3 fevereiro 18Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

Quantas vezes você reclamou do trânsito esta semana? Quantas vezes se irritou com alguém que não respeitou uma via preferencial, fez um
retorno proibido ou atravessou um sinal vermelho? E os radares móveis, como não se revoltar com a maldita “indústria das multas”, escondida nos mais obscuros recantos, a fim de ceifar o seu dinheiro, ganho honestamente, enquanto as vias públicas estão esburacadas, motoristas irresponsáveis vivem estacionando o carro em frente de porta de garagem, entre outras coisas?

Tente lembrar as vezes que deixou de esperar em um cruzamento no qual havia uma grande placa de “PARE” bem à sua frente, ou
aproveitou que não havia ninguém na rua ou câmeras, no sinal fechado e passou rápido porque estava atrasado para algum compromisso, ou ainda, daquela vez que estacionou numa vaga para deficientes porque “seria apenas por alguns minutinhos”.

Porque não estão causando problema a ninguém, geralmente, é o pensamento que governa motoristas desprovidos de espírito comunitário, que não cumprem a legislação de trânsito. O bom cidadão, cumpridor das suas obrigações cívicas, membro modelo da sociedade, obedece o CNT (Código Nacional de Trânsito), não vive praticando infrações, correndo o risco de causar prejuízos a terceiros.

No trânsito brasileiro, vive-se como na sociedade brasileira em geral, sempre com a percepção de que os problemas são causados pelos outros ou
pelas omissões do Estado em dar o que é preciso para o correto funcionamento das coisas, seja em matéria de fomento ou em punição.
Constantemente, tem-se a ideia de que, em certas ocasiões, quando se trata da própria pessoa, é possível e justificável burlar alguma “norma” em benefício próprio. É a ideia de que a LEI é sempre para os OUTROS.

Há um contrassenso lógico, essencial ao raciocínio exposto acima: não se pode apontar um problema e ao mesmo tempo ser parte dele. Não é justificável que nós cometamos exatamente os mesmos erros que criticamos nos outros, simplesmente porque achamos que, naquele momento, temos alguma justificativa plausível. As normas de trânsito existem porque, em algum momento, um grupo de pessoas estudou e fixou o que era melhor para a sociedade automotiva e a forma correta de se regular a matéria. Desrespeitar a LEGISLAÇÃO é um ato inerentemente errado.

Limites de velocidade, sinais de trânsito, vias preferenciais, locais nos quais é proibido estacionar, vagas para deficientes e idosos, radares, faixas de proibição de ultrapassagem etc, foram concebidos por alguma razão. Quem deseja um TRÂNSITO menos caótico e quer se livrar das pesadas multas que, hoje, são implacavelmente aplicadas, deve simplesmente CUMPRIR a LEGISLAÇÃO.

Fábricas de carros nos Estados Unidos vão sobretaxar “importados” em até 25%

por fernandosiqueira

Por Reuters

Um relatório confidencial do Departamento de Comércio, que deve ser enviado a Donald Trump, deve abrir caminho para que o presidente dos Estados Unidos ameace com tarifas alfandegárias montadoras e autopeças “importadas” ao designar as importações como uma ameaça à segurança nacional, afirmaram autoridades da indústria automobilística, dia 16 do mês em curso.

As recomendações do relatório podem aproximar a indústria automobilística global de seu pior pesadelo, tarifas de até 25% sobre milhões de carros e peças importados que muitos temem custariam milhares de dólares ao valor de veículos e talvez causar centenas de milhares de empregos nos Estados Unidos.

O conteúdo do relatório deverá permanecer não público enquanto Trump considera as recomendações, deixando a indústria e os principais exportadores de automóveis do Japão, da União Europeia e da Coréia do Sul no escuro sobre suas conseqüências.

Autoridades da indústria automobilística disseram esperar que o relatório recomende ao menos algumas tarifas para que o governo possa usar as conclusões da investigação como alavanca de negociação durante tratativas este ano com o Japão e a União Européia.

O relatório vem após investigação iniciada pelo Departamento de Comércio em maio de 2018 a pedido de Trump. O objetivo é determinar os efeitos das importações na segurança nacional.

Fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP) — Foto: DivulgaçãoFábrica da Volkswagen em Taubaté (SP) — Foto: Divulgação

Fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP) — Foto: Divulgação

A versão final será enviada à Casa Branca no domingo para cumprir prazo estatutário, disse uma fonte do governo à Reuters.

Tarifas

As montadoras e fornecedores de peças estão antecipando que suas opções de recomendação incluirão tarifas de até 20% a 25% em carros e peças, ou tarifas mais restritas direcionadas a componentes e tecnologias ligados a carros novos, veículos autônomos, conectados à Internet e compartilhados.

“Ninguém com quem conversei na indústria acha que o relatório não recomendará tarifas”, tendo em vista as prioridades comerciais definidas pelo governo Trump, disse um funcionário do setor automotivo sob condição de anonimato. “E não há muita chance de que Trump decida não impô-los.”

Um relatório do respeitado Centro para Pesquisa Automotiva, publicado recentemente, mostrou que no pior cenário, uma tarifa de 25% custaria 367 mil empregos nos Estados Unidos nas indústrias automobilísticas e afins.

Os preços dos veículos leves nos Estados Unidos aumentariam em US$ 2.750, em média, incluindo veículos produzidos naquele país, reduzindo as vendas anuais em 1,3 milhão de unidades e forçando muitos consumidores se voltarem para o mercado de carros usados, disse o relatório.

O mercado brasileiro de motocicletas (2018/2019)

16 16Etc/GMT+3 fevereiro 16Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

O mercado “Duas Rodas” do Brasil, após operar abaixo de 1.000.000 de motocicletas produzidas, anos continuados, chegou ao dia 31 de dezembro de 2018 apresentando discreto crescimento (1.036.846 unidades fabricadas). A projeção para este ano é de 1.080.000 unidades.

A comercialização, por seu turno, ficou em 940.362 unidades. Segundo a Fenabrave, associação das concessionárias, a estimativa para 2019  é de que 1.008.986 motocicletas sejam vendidas. Um aumento de 7,3% em relação a 2018. A Abraciclo (associação brasileira de ciclo motores), projeta 1.031.000 (aumento de 7,7%). Tudo vai depender do desempenho do governo Jair Bossonaro.

Caoa Chery lança Tiggo7 com preços de R$ 106.990,00 (versão T) e R$ 116.990,00 (versão TXS)

15 15Etc/GMT+3 fevereiro 15Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

Ambas as versões trazem motor 1.5 turbo de 150 cavalos de potência e câmbio de dupla embreagem de 6 velocidades. Este BLOG esteve em São Paulo, participando do lançamento de mais um SUV da Chery CAOA. Testou o modelo e gostou muito do seu desempenho, tanto no transito urbano quanto na estrada.

O Grupo CAOA, divisão CHERY, convocou a imprensa especializada do Brasil, ontem, dia 13, para o lançamento do SUV “Tiggo7”, maior da fabricante, até então. Ele é oferecido em duas versões, a saber:  T e TXS, com preços de R$ 106.990,00 e R$ 116.990,00, respectivamente.

O Tiggo7 é o segundo modelo a ser produzido na fábrica da Caoa em Anápolis (GO). O carro divide a linha de produção com o Tiggo 5X e com os Hyundai Tucson e IX 35, este último, seu concorrente direto.

Caoa Chery Tiggo7 — Foto: Divulgação

Caoa Chery Tiggo7 — Foto: Divulgação

No que tange a  concorrentes, o maior deles é o Jeep Compass, o SUV mais vendido do Brasil. Na comparação, o Tiggo7 é um pouco maior. São 4,50 metros de comprimento, 2,67 m de entre-eixos e 414 litros no porta-malas.

As duas versões do Tiggo7 são equipadas com motor 1.5 turbo de 150 cavalos de potência e câmbio de dupla embreagem e 6 velocidades. O conjunto é o mesmo do “irmão” menor, Tiggo 5X.

Caoa Chery Tiggo7 — Foto: Divulgação

Caoa Chery Tiggo7 — Foto: Divulgação

Entre os equipamentos, há abertura e acesso por meio de chave presencial, bancos de couro, com ajustes elétricos para o motorista, 6 airbags, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, controles de tração e estabilidade, controle de velocidade de cruzeiro, central multimídia de 9 polegadas e teto solar panorâmico.

Caoa Chery Tiggo7 — Foto: Divulgação

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