Anfavea: o “momento da virada” da indústria chegou, mas depende das reformas

6 06Etc/GMT+3 setembro 06Etc/GMT+3 2016 por fernandosiqueira

Fábrica Jeep - Goiana

A indústria automotiva brasileira segue caminhando em passos lentos. No mês de agosto, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (6) pela ANFAVEA (Associação Nacional de Fabricante de Veículos Automotores), foram produzidos 177,7 mil veículos, número 6,4% menor do que o de julho (189,9 mil). Em relação ao mesmo mês do ano passado, a redução é mais acentuada: -18,4%.

Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, essa queda foi um reflexo direto da interrupção temporária da produção de algumas montadoras. Segundo o executivo, se não houvesse essa paralisação, a produção passaria das 200 mil unidades.

Fábrica Honda HR-V - produção

Por outro lado, fato positivo foi o aumento do número de licenciamentos em agosto, com 207,3 mil unidades, número que representa crescimento de 1,4% na comparação com o mês anterior, mas queda 11,3% comparado ao mesmo mês de 2015. No acumulado do ano, não há refresco: queda de 23,1% em relação a 2015 com o total de 1,348 milhão. Para se ter uma ideia do tombo, o melhor resultado foi obtido nos oito primeiros meses de 2012, ocasião em que houve 2,501 milhões de emplacamentos.

Megale destacou o crescimento e acrescentou que o resultado poderia ter sido melhor. A observação fica por conta dos Jogos Olímpicos, que trouxe uma grande visibilidade para o país e ânimo para os brasileiros, mas que acabou derrubando os emplacamentos em pouco mais de 14% no Rio de Janeiro durante a realização do evento.

Em relação ao emprego, houve uma redução de 0,7% nos postos de trabalho, com o total de 126.900 reduzido para 1126.000 trabalhadores na indústria. Atualmente, existem 20.300 profissionais no regime especial do PPE (Programa de Proteção ao Emprego). No entanto, o executivo indica que a previsão industrial é de que não haverá necessidade de reajustar para menos a produção de veículos.

Fábrica Jaguar Land Rover

Na primeira coletiva após o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Roussef concluído, o presidente da Anfavea falou sobre o tema e que considera que este é o momento da virada para a indústria automotiva. Entende que a recuperação total do setor somente ocorrerá quando o país como um todo volte a crescer, com a retomada do crescimento da economia, PIB e a confiança do consumidor. Para o executivo, é imprescindível que as reformas propostas pelo novo governo aconteçam (em especial reformas econômicas, equação dos gastos públicos com limites estabelecidos, questões trabalhistas e regulamento do serviços de terceirização).

Nas questões trabalhistas, a Anfavea espera que mudanças e ajustes sejam feitos para que a indústria nacional tenha mais competitividade frente aos mercados internacionais. Em relação à questão previdenciária, Megale também destacou ser um fator crucial para que o país tenha um horizonte melhor definido, e assim, tenha capacidade de atrair mais investimentos para retomar o crescimento.

Fotos: divulgação

FONTE: Carsale


Renault designa “chefe interino”, porém mantém Carlos Ghosn na presidência

21 21Etc/GMT+3 novembro 21Etc/GMT+3 2018 por fernandosiqueira

[GESTÃO] Montadora afirma que número “2” da empresa terá poderes equivalentes ao do brasileiro preso sob acusação de fraude no Japão

Por France Presse

21/11/2018 2,56 horas. Atualizado há 1 hora

Thierry Bolloré, número 2 da Renault, que será presidente interino da montadora após prisão de Carlos Ghosn, em imagem de março último — Foto: Fabrice Coffrini

Thierry Bolloré, número 2 da Renault, que será presidente interino da montadora após prisão de Carlos Ghosn, em imagem de março do ano em curso. Foto: Fabrice Coffrini.

O conselho administrativo da Renault designou, ontem, dia 20 de novembro do ano em curso, como “chefe” interino o número dois da empresa, Thierry Bolloré, mas não tirou de Carlos Ghosn o cargo de presidente-executivo e presidente do conselho da empresa.

O brasileiro Ghosn foi preso no dia 19, sob acusação de sonegação e uso indevido de bens da Nissan, empresa com a qual a Renault mantém uma aliança e da qual é a maior acionista.

Mais cedo, o governo francês, que detém 15% das ações da Renault, tinha solicitado à montadora que designasse uma governança interina, mas não exigia a retirada de Ghosn do conselho da empresa, porque ainda não há condenação formal ou provas.

O conselho da Nissan, que declarou que demitirá Ghosn, se reúne amanha, dia 22. O executivo é o atual presidente do conselho da fabricante japonesa.

Interino

Bolloré, de 55 anos, que o próprio Ghosn escolheu como seu “braço direito” em fevereiro passado, recebeu a direção executiva “provisória” da Renault e, portanto, terá “os mesmos poderes” que o presidente, que mantém o seu cargo, considerado “temporariamente impedido”, disse a empresa em um comunicado.

O conselho afirmou que se reunirá regularmente sob a presidência do diretor principal, Philippe Lagayette, “para preservar os interesses da Renault e garantir a sustentabilidade da aliança” com os fabricantes japoneses Nissan e Mitsubishi, a terceira da aliança.

França e Japão tinham reafirmado, recentemente, seu forte apoio às 3 montadoras cujas ações caíram após as notícias da prisão.

Carlos Ghosn, de 64 anos, está preso em um centro de detenção de Tóquio, após ser detido no dia 19 quando desembarcava de seu “jatinho” particular.

Saiba quem é e qual a trajetória de Carlos Ghosn  — Foto: Fernanda Garrafiel/G1Saiba quem é e qual a trajetória de Carlos Ghosn  — Foto: Fernanda Garrafiel/G1

Saiba quem é e qual a trajetória de Carlos Ghosn. Foto: Fernanda Garrafiel/G1

Salão Internacional de Milão 2018, EICMA (Esposizione Internazionale Ciclo Motociclo e Accessori)

19 19Etc/GMT+3 novembro 19Etc/GMT+3 2018 por fernandosiqueira

O Salão de Milão, também conhecido como EICMA (Esposizione Internazionale Ciclo Motociclo e Accessori), é considerado o evento  mais visitado do segmento em sua categoria, que reúne as principais empresas mundiais do setor de motocicletas.

O 76º Salão de Motos de Milão reuniu as últimas novidades do mundo das duas rodas.

A Esposizione Internazionale Ciclo e Motociclo (EICMA) realizada em Milão, na Itália, mostrou modelos de diferentes segmentos que chegarão ao Brasil, sim.

Este ano, ele foi realizado de 8 a 11 de novembro, na Via Antonio Da Recanate 1, Milão (Itália).

Kawasaki Z 400

Kawasaki-z-400

 

Marca japonesa “completa” a linha “Z” com a chegada do novo modelo. O lançamento da Kawasaki Z 400 foi um dos destaques no Salão de Milão 2018, o modelo que faltava para completar a linha “Z” da marca japonesa. Assim como a Z 300 e a Ninja 300, ambas a venda no Brasil, a Z 400 utiliza os mesmos componentes da Ninja. A motocicleta foi muito elogiada pelos visitantes da mostra.

A nova Z400 vem equipada com motor de dois cilindros de 399 cc, capaz de gerar 48 cavalos de potência a 10 mil giros e torque de 3,9 kgf.m a 8.000 rpm. O quadro segue a eficácia demonstrada na irmã esportiva. Para completar a configuração da motocicleta, há um braço oscilante de aço que move um amortecedor traseiro com ligação progressiva.

Um único freio a disco dianteiro e um garfo convencional fecham o pacote. A nova 400 também possui uma instrumentação digital, que inclui um indicador de marcha e do nível de combustível.

 

 

Kawasaki Versys 2019 é apresentada no Salão de Milão

Kawasaki Versys 2019 debuta no Salão de Milão

 Com o mesmo motor de 1.043 cc, modelo recebeu alterações no pacote tecnológico. Na esteira de lançamentos do Salão de Milão 2018, a Kawasaki inicia seus lançamentos com a Versys 1000, cujo motor de 1.043 cc e quatro cilindros permaneceu inalterado em substância, mas agora conta com acelerador eletrônico Ride by Wire.

BMW S 1000 RR
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BMW S 1000RR Com novo visual, sem os faróis caolhos (agora são simétricos) e recheada de eletrônica, também ganhou potência. Agora são 209 cavalos de potência. O peso baixou para 197 quilos. Uma bela motocicleta, sem dúvida.
YAMAHA TÉNÉRÉ 700 B
Yamaha Ténér

 

A motocicleta YAMAHA TÉNÉRÉ 700 “B”, muito aguardada, divide o excelente motor com a MT-07 (73 cavalos de potência), porém, com eletrônica básica. As suspensões são de longo curso, invertida na dianteira, é bem verdade.

 

DUCATI PANIGALE V4 R
ducati panigale V4
Um bólido sobre duas rodas, equipado com motor V4 de 998 cm³, que entrega 224 cavalos de potência, para um peso contido (172 quilos). A versão Racing atinge 237 cavalos de potência e 165 quilos.
KTM 790 ADVENTURE
KTM 790 ADVENTURE Com o mesmo motor da Duke 790, um dois cilindros paralelos, que fornece 95cv (ajustado para maior torque), a 790 Adventure tem tanque de 20 litros e versão R. - KTM/Divulgação
Equipada com o mesmo motor da Duke 790, um dois cilindros paralelos, de 95 cavalos de potência (ajustado para maior torque), a 790 Adventure tem tanque de 20 litros e versão R. É uma motocicleta muito interessante.
HONDA CB 500X
HONDA CB 500X Com novo para-lama dianteiro curto, novo painel, nova iluminação com LED e novo guidão, a CB 500X ganhou mais curso nas suspensões. O motor de dois cilindros tem 48cv. - Honda/Divulgação
Com novo para-lama dianteiro curto, novo painel, nova iluminação com LED e novo guidão, a CB 500X ganhou mais curso nas suspensões. A motorização é de dois cilindros e 48 cavalos de potência.
HONDA CBR 650 R
HONDA CBR 650R A versão carenada da CB 650R ficou mais esportiva, mais potente (95cv) e mais leve 6kg. Também ganhou controle de tração, quickshift e visual da Fireblade. - Honda/Divulgação
A versão carenada da CB 650R ficou mais esportiva, mais potente (95 cavalos) e mais leve 6 quilos. Também ganhou controle de tração, quickshift e visual da Fireblade. Uma fantástica máquina.
HONDA CB 650R
HONDA CB 650R O novo modelo substituirá a CB 650F. O visual obedece ao conceito Sports Café já presente na família CB, com farol redondo e iluminação em LED. - Honda/Divulgação
A HONDA CB 650R, novo modelo, substituirá a CB 650F. O visual obedece ao conceito Sports Café presente na família “CB”, com farol redondo e iluminação em LED.
TRIUMPH T 120 DIAMOND
TRIUMPH T 120 DIAMOND Para comemorar os 60 anos da linha Bonneville, a inglesa Triumph desenvolveu a T 120 em edição limitada. O motor de dois cilindros em linha desenvolve 80cv. - Triumph/Divulgação
Para comemorar os 60 anos da linha Bonneville, a inglesa Triumph desenvolveu a T 120 em edição limitada. O motor de dois cilindros em linha é de 80 cavalos de potência.
Essas monumentais motocicletas são apenas algumas que estiveram expostas no Salão Internacional de Duas Rodas de Milão (Itália) este ano.

China lança a 12ª geração do Toyota Corolla, agora híbrido

18 18Etc/GMT+3 novembro 18Etc/GMT+3 2018 por fernandosiqueira

[LANÇAMENTO] Novo Toyota Corolla será montado sobre a plataforma do “Prius”. Quando chegar ao nosso País, em 2020, receberá versão híbrida flex

No dia 16 deste mês, o automóvel sedã Toyota Corolla, ícone daquela marca, chegou à sua 12ª geração. A apresentação ocorreu no Salão do Automóvel de Guangzhou (CHINA).

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Após ser mostrado ao público em suas versões “hatch” e “station wagon”, o carro foi apresentado em sua configuração “SEDÔ, a que é produzida e comercializada no mercado brasileiro.

Re-estilizado, o novo COROLLA foi apresentado em diversos países (Europa, China e Estados Unidos) e versões (as acima mencionadas). Entre as novidades, a versão HÍBRIDA (combustão + eletricidade) com motor 1.8 de 122 cavalos de potência, que vai ser vendida em nada menos do que 90 países.

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Vale salientar, que ainda há versões com motor 1.6 com potência de 132 cavalos, e opções de câmbio manual ou automático, e outras com motorização 2.0.

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Lançamento no Brasil

A Toyota ainda não divulgou quais serão as alternativas do COROLLA para o nosso País. Especula-se que a versão híbrida está na mira da montadora, o que seria uma fantástica evolução.

É público e notório o investimento que a Toyota fará em sua unidade fabril de Indaiatuba, São Paulo, até o final de 2020, que chega a R$ 1 BILHÃO. Ali é produzido o nosso COROLLA. Interessante, não?

O término da obra, em meados de 2020, coincide com a previsão de chegada da nova geração do COROLLA brasileiro. O sedã passará por sua maior RE-ESTILIZAÇÃO em mais de 50 anos, que inclui a adoção da plataforma TNGA, usada pelo híbrido PRIUS, comercializado no mercado nacional.

Importante salientar, que o novo COROLLA que deve chegar ao nosso mercado, além de aliar o motor a combustão ao elétrico, será o primeiro carro da montadora japonesa com tecnologia HÍBRIDA e FLEX. A Toyota desenvolve o sistema, usando o Prius como “base”.

Land Rover comemora 70 anos e lista os 10 modelos mais icônicos de sua história

16 16Etc/GMT+3 novembro 16Etc/GMT+3 2018 por fernandosiqueira

O ano de 2018 marca o 70º aniversário da produção do primeiro Land Rover. A marca britânica, que é referência mundial em veículos para qualquer tipo de terreno, foi fundada em 1948 e logo conquistou vários mercados, alcançando reconhecimento mundial. Do protótipo Series I, até o mais recente Range Rover Velar, gerações de Land Rover reinaram por 70 anos, adaptando-se, desenvolvendo-se e mudando para atender às necessidades daqueles que as dirigem. O refinamento do “Range Rover”, a versatilidade do “Discovery” e a durabilidade do “Defender”, comprovam as extraordinárias realizações de engenharia e design da Land Rover nesses 70 anos.

Tudo começou em uma praia em Red Wharf Bay, na ilha de Anglesey, no País de Gales, em 1947. Maurice Wilks traçou um contorno na areia do que se tornaria o veículo mais icônico da Grã-Bretanha. O modelo Series I tornou-se um marco e foi o responsável pelo lançamento da marca Land Rover, no Salão do Automóvel de Amsterdã, Países Baixos, em 1948.

Ao longo dos 70 anos de história, a Land Rover lançou vários modelos inspirados no DNA aventureiro. Seja na praia, selva, mata, deserto, montanhas, lama, areia ou neve, os modelos da marca sempre foram reconhecidos pela capacidade superar obstáculos e enfrentar as mais difíceis aventuras, independente do clima e do tipo de terreno.

Abaixo, os 10 modelos mais icônicos lançados pela Land Rover nos últimos 70 anos.

1 . Series I: o modelo, responsável pelo surgimento da marca Land Rover, foi apresentado em 1948, no Salão do Automóvel de Amsterdã (foto abaixo).

 

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2 . Range Rover: lançado em 1970, na versão duas portas, o modelo tornou-se o maior sinônimo de 4×4 de luxo e hoje está na sua quarta geração (foto abaixo).

 

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3 . Discovery: o terceiro modelo da Land Rover foi lançado em 1989 e se tornou o modelo de máxima versatilidade (foto abaixo)

 

discovery_1989

4 . Defender:  em 1990 o modelo ‘Landie’ original (foto abaixo) é relançado e renomeado de Defender, um verdadeiro ícone da Land Rover

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5 . Freelander: produzido de 1997 até 2006, o utilitário esportivo foi um dos modelos mais vendidos da marca em todo o mundo (foto abaixo)

Freelander XEdi Station Wagon 1998

6 . Range Rover Sport: em 2005, a versão Sport do Ranger Rover foi lançada (foto abaixo)

 

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7 . Range Rover Evoque: em 2010, o SUV compacto mais luxuoso do mundo, chega chamando a atenção (foto abaixo)

 

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8 . Discovery Sport: com o sucesso do Discovery, em 2013 a marca lançou o modelo compacto mais aventureiro e versátil (foto abaixo)

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9 . Range Rover Velar:  em 2017 o Range Rover deu origem ao Velar, um SUV cuja tecnologia chamou a atenção do mercado (foto abaixo)

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10 .Range Rover SV Coupé: lançado em 2018, o modelo é o mais exclusivo lançado pela marca e foi desenvolvido pela divisão de veículos customizados da Land Rover (foto abaixo)

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Sobre a Jaguar Land Rover

A Jaguar Land Rover é a maior fabricante de automóveis do Reino Unido e possui duas marcas icônicas da indústria automotiva britânica: a Jaguar, com mais de 80 anos de história, é a marca premium que mais cresce no Brasil e agora conta com uma nova geração completa de produtos composta por veículos esportivos, sedãs e SUVs e a Land Rover, que, desde 1948, é referência mundial em veículos todo terreno. Controlada pelo grupo indiano Tata Motors, a companhia conta com cerca de 42 mil colaboradores em todo o mundo e comercializa seus produtos em 130 países. A produção de veículos é centralizada no Reino Unido, com plantas adicionais na China, na Índia, na Eslováquia e no Brasil, localizada em Itatiaia, RJ. A partir de 2020, todo novo veículo da Jaguar Land Rover será eletrificado, oferecendo aos consumidores ainda mais opções. Serão introduzidos veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in, complementando a gama de modelos atuais equipados com os motores Ingenium diesel e gasolina. Presente há mais de 25 anos no país, a Jaguar Land Rover conta com 40 concessionários no Brasil.

Noite Renault comemora 20 anos de fabricação da marca no Brasil

por fernandosiqueira

[EVENTO] Festa  aconteceu no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. Na oportunidade, Roberto Nasser, jornalista que criou o termo “ANTIGOMOBILISMO”, foi homenageado. Clubes Família Megane, Scénic, Clio e Sandero, também foram homenageados

 

noite-renault-2018

 

O stand da Renault no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo sediou a tradicional “Noite Renault” que chegou à 10a edição no momento em que a marca completa 20 anos de produção no Brasil e 120 anos de existência.

A “Noite Renault” prestou uma homenagem ao jornalista, advogado, antigomobilista e criador do Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, Roberto Nasser, que faleceu na semana passada. “Nasser era um dos mestres do setor, com um contagiante entusiasmo por automóveis”, afirma Caique Ferreira, diretor de Comunicação da Renault do Brasil.

O evento reuniu veículos históricos, fã-clubes, aficionados pela marca, jornalistas e grandes nomes do segmento automotivo e do automobilesmo brasileiro, como os ex-pilotos Bird Clemente, Luiz Evandro Águia e Paulo Solaris.

Na área de exposição, estavam expostos exemplares que representam os 20 anos da fábrica no Brasil com exemplares, cedidos pelos clubes Família Megane/Scénic, Clio Clube e Clube do Sandero. A minivan Scenic 1998 e 2000 representam a primeira geração  do primeiro veículo Renault fabricado no país. O Clio, representado por dois exemplares, mostram a evolução do compacto da Renault mais vendido da história. O Sandero customizado mostra a versatilidade do compacto que é sucesso de vendas desde o seu lançamento em 2007 e acaba de passar da marca de um milhão de unidades produzidas no Brasil.

Os clubes dos modelos da marca que foram fabricados no Brasil, Família Megane/Scénic, Clio Clube e Clube do Sandero, também foram homenageados no evento.

VINTE ANOS DE BRASIL: RECORDE DE PARTICIPAÇÃO

Produzindo no Brasil desde 1998, a Renault está no melhor momento de sua história no país em participação de mercado. Neste ano, a marca acumula 8,6% de market share de janeiro a outubro, um recorde. O resultado está atrelado ao sucesso comercial dos seus dois últimos lançamentos no Brasil: o Captur e o Kwid – líder absoluto do seu segmento, com 45% de participação de mercado entre os compactos de entrada, também no acumulado até outubro.

Hoje a marca fabrica sete veículos no país: Kwid, Sandero, Logan, Duster, Duster Oroch e Captur, expostos no Salão do Automóvel, além do comercial leve Master. No total, já são mais de 3 milhões de veículos e 4 milhões de motores produzidos em 20 anos de inovação da marca no país.

“A Renault nunca deixou de investir no Brasil, mesmo em períodos de instabilidade econômica. É o que nos permitiu fortalecer nossa estrutura e lançar veículos que atendam às necessidades do consumidor brasileiro. Ultrapassamos a marca de 8% de participação de mercado e, até 2020, nossa meta é chegar a 10%. A aceitação dos nossos produtos nos mostra que estamos no caminho certo”, afirma Luiz Fernando Pedrucci, presidente da Renault para a América Latina.

A Renault do Brasil possui quatro unidades industriais instaladas no Complexo Ayrton Senna, no Paraná: a Curitiba Veículos de Passeio (CVP), Curitiba Veículos Utilitários (CVU), Curitiba Motores (CMO) e a Curitiba Injeção de Alumínio (CIA), inaugurada neste ano. Hoje o Complexo Ayrton Senna opera em três turnos e tem um total de 7.300 colaboradores. Para gerir suas ações socioambientais, a Renault criou, em 2010, o Instituto Renault. Atuando em dois eixos – Mobilidade Sustentável e Inclusão – o Instituto já alcançou mais de 700 mil pessoas no país.

120 anos no mundo

Em seus 120 anos de existência, a Renault teve três vidas. A do seu fundador (1898-1944), a de uma empresa estatal (1945-1995) e a da sociedade anônima Renault SA (de 1995 até hoje). Entretanto, estas três vidas formam apenas uma, de uma montadora de automóveis que sempre soube se adaptar às mudanças no curso da história, que sempre conseguiu se transformar segundo as transformações da sociedade e da economia.

Em 120 anos, a Renault nunca deixou de estar atenta às expectativas de clientes a cada dia mais numerosos e mais distantes, de estar atenta à vida em torno do automóvel e suas aspirações, calculando e analisando as mudanças na sociedade, em um mundo aficionado pela mobilidade em que as liberdades de se deslocar, viajar e se aventurar se tornam a cada dia mais necessárias. A longevidade da Renault se construiu com base na compreensão dos modos de vida e dos usos, com a vontade de colocar o ser humano no centro dos universos automobilístico e tecnológico.

O que a Renault representa, desde suas origens? Veículos marcados por valores, referências onde se conjugam a paixão, a descoberta, a família, o trabalho, o lazer, a emancipação…

 

MINI Cooper conquista Selo Maior Valor de Revenda 2018

por fernandosiqueira

[PRÊMIO] O MINI Cooper conquistou a certificação “Selo Maior Valor de Revenda – Autos”, na categoria “Hatch Premium”. O reconhecimento, concedido pela agência AutoInforme desde 2014, atesta os automóveis que menos perdem valor após um ano de uso.

 

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*Rodrigo Novello, Gerente de Vendas, Produto e Preço da MINI Brasil, discursa após receber o troféu Selo Maior Valor de Revenda – Autos na categoria Hatch Premium

O automóvel MINI Cooper conquistou a certificação “Selo Maior Valor de Revenda – Autos”, na categoria “Hatch Premium”. O reconhecimento, concedido pela agência AutoInforme desde 2014, atesta os automóveis que menos perdem valor após um ano de uso. No caso do MINI Cooper, o valor de revenda obteve 11,2% de depreciação, menor índice entre os três finalistas de sua categoria. Este indicador foi verificado por meio de um estudo que considera as cotações da agência Molicar/KBB (Kelley Blue Book), e que observa outros indicadores do mercado, bem como cotações divulgadas em classificados eletrônicos de venda de veículos. A pesquisa que determina a certificação “Maior Valor de Revenda” avalia o valor praticado do veículo zero km comparando-o com o preço desse mesmo automóvel 12 meses depois. Para esta edição da certificação, foram considerados 110 automóveis de 24 fabricantes. A entrega do prêmio foi realizada na última sexta-feira (9/nov), no São Paulo Expo, na capital paulista, durante a 30ª edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo.

“A AutoInforme e seus parceiros consolidam nossas estratégias em oferecer os melhores produtos e tecnologias sem afetar o mercado de usados. Mesmo com o lançamento do novo MINI Hatch, em meados deste ano, o modelo continua sendo muito valorizado no mercado, por ser um carro que desfruta um grande prestígio entre os brasileiros, não só por seu design icônico, mas também pelas tecnologias embarcadas e pela qualidade de seu acabamento”, celebra Rodrigo Novello, Gerente de Vendas, Produto e Preços da MINI Brasil.

De acordo com a agência AutoInforme, a depreciação depende de diversos fatores: da marca, da imagem junto ao consumidor, do tamanho do carro, da estrutura da rede de revendedores, do cuidado que a marca tem em relação ao pós-vendas, da origem, do volume disponível no mercado de usados, da sua liquidez, enfim, em última instância, da aceitação do modelo no mercado. Foram considerados os preços praticados no mercado de carro zero em agosto de 2017 e não os preços de tabela. O estudo considera as diversidades ocorridas no mercado na época da cotação – como a disponibilidade do produto, os bônus concedidos pelas fábricas e repassados ao consumidor, entre outros fatores – eliminando eventuais distorções de preços provocadas por essas ações.


Primeira carreata de carros elétricos do Brasil economiza uma tonelada de CO2

por fernandosiqueira

[VERDE] Ação aconteceu no último domingo, dia 11, e reuniu aproximadamente 30 automóveis elétricos

 

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A cidade de São Paulo recebeu no último domingo, dia 11 do mês em cuarso, a primeira carreata de veículos elétricos do Brasil. A ação reuniu entusiastas que levaram aproximadamente 30 modelos, como buggy, motocicletas, automóveis de passeio e até uma Kombi adaptada, para participar do evento.

A organização do encontro foi uma parceria entre o Spaces, onde aconteceu a concentração dos veículos, e a Abravei (Associação Brasileira. dos Proprietários de Veículos Elétricos Inovadores). Presente em 32 países, 54 cidades, com 145 unidades de negócio, 4 delas no Brasil, o Spaces faz parte do grupo global IWG e oferece espaços criativos de coworking com espírito inovador.

A carreata teve como destino a 30ª edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo (8 a 18 de novembro), onde foi realizada a promulgação simbólica do “Dia Nacional do Carro Elétrico” em São Paulo.

Para Tiago Alves, CEO do Spaces, a iniciativa ajuda a disseminar informação sobre o tema e a ressaltar a importância de conscientizar as pessoas sobre o benefício dos veículos elétricos. “Apenas durante o percurso da carreata economizamos quase uma tonelada de CO2. Por isso, a ideia é levar mais conhecimento às pessoas sobre o que são os veículos elétricos e como podem impactar positivamente, tanto o meio ambiente quanto as futuras gerações”, comenta o executivo.

Nas três unidades do Spaces em São Paulo (na Avenida Berrini, na Vila Madalena e na Vila Olímpia), o público pode recarregar gratuitamente seus veículos elétricos. Além disso, os clientes Spaces contam ainda com uma frota própria de bicicletas elétricas que podem ser utilizadas em seus percursos diários, sem custo extra além do contrato de seu espaço de coworking.

Mitsubishi L200 transformada em “motorhome” é exposta no Salão do Automóvel de São Paulo

15 15Etc/GMT+3 novembro 15Etc/GMT+3 2018 por fernandosiqueira

[PICK-UP] Mitsubishi L200 Triton é transformada em “motorhome” e se transforma na grande atração da marca em seu stand no Salão Internacional  do Automóvel de São Paulo deste ano. Este BLOG esteve presente à monstra e testemunhou tudo.

Mitsubishi L200 convertida em motorhome no Salão do Automóvel — Foto: André Paixão/G1

A Pick-up L200 Triton Sport Motorhome é um dos modelos mais admirados pelo público no stand da Mitsubishi do Brasil no “trigésimo” Salão do Automóvel de São Paulo, que se encerra domingo, após obter retumbante sucesso.

O modelo foi concebido para ser um hotel ou uma casa sobre rodas e recebeu a denominação de “CAMPER” (foi lançado no Salão do Automóvel de São Paulo deste ano). A responsável pelo projeto é a empresa Duaron, de Rio do Sul (Santa Catarina).

 Segundo a Duaron, o preço da “CAMPER” varia segundo o nível de personalização. O modelo exposto no Salão do Automóvel tem preço fixado em R$ 280.000,00.

Vale salientar, que o preço de tabela da L200 Triton Sport vai de R$ 131.990,00 a R$ 177.990,00.

A empresa Duaron afirma que, desde o início do Salão do Automóvel 2018, recebeu 20 pedidos “firmes” pelo KIT.

Casa equipada

Mitsubishi L200 convertida em motorhome no Salão do Automóvel — Foto: Divulgação

Mitsubishi L200 convertida em motorhome no Salão do Automóvel de São Paulo. Foto: divulgação

O “motorhome” acomoda bem duas pessoas, é equipado com ar-condicionado (independente da carroceria), chuveiro e fogão a gás, geladeira, mesa com dois lugares, cama de casal, pia, armários e um vaso sanitário químico e portátil.

Como o espaço é restrito, enquanto o chuveiro é usado, parte da área da cozinha acaba comprometida. Porém, para garantir o conforto e a privacidade, há uma cortina e um local próprio para escoamento da água.

Mitsubishi L200 convertida em motorhome no Salão do Automóvel — Foto: Divulgação

Mitsubishi L200 Triton Sport Motorhome no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. Foto: divulgação

Quando a “CAMPER” está parada, é possível levantar o teto retrátil, aumentando a sensação de amplitude. Para tanto, conta com três estágios de elevação, sendo que dois deles são comandados por motores elétricos.

O nível de personalização pode ser ainda maior. Segundo um diretor da Duaron, os clientes podem escolher mudanças como adicionar televisão e até máquina de lavar ou deixar o motorhome mais espartano, tornando o teto retrátil manual. Tudo isso faz o tempo de entrega aumentar e o preço final variar.

 Com o “kit”, as dimensões da L200 Triton Sport aumentam. O comprimento vai de 5,28 metros para 5,80 metros, a largura de 1,79 m para 2,20 metros, enquanto a altura pode chegar a 3,23 metros. O peso extra é de 750 quilos, inferiores aos 1.050 quilos de carga útil da pick-up.

Atualmente, a Duaron comercializa apenas o conjunto completo, com a pick-up junto. Um dos motivos é exatamente o peso extra. Ainda que fique dentro das especificações de fábrica, a Duaron e a Mitsubishi preferiram reforçar chassi e suspensão da L200 para que a mesma suporte os 300 quilos adicionais. Todo o serviço é feito na linha de montagem das demais L200, na fábrica da montadora em Catalão (GO).

No entanto, a intenção da empresa é instalar o “kit” também em veículos que tenham sido comprados antes. Nesse caso, apenas o “CAMPER”, custa entre R$ 80.000,00 e R$ 110.000,00.

Segundo a Duaron, a produção de um “kit” CAMPER  leva aproximadamente uma semana. No entanto, a empresa trabalha como uma linha de montagem, e produz 10 unidades por mês.

 Estivemos examinando, de perto, a “CAMPER” e ficamos vivamente impressionados com a idéia.

Crônicas da Cidade (54)

por fernandosiqueira

Privacidade ameaçada

irrigação por gotejamento em Israel

Tanto para os israelenses quanto para os californianos, estiagem nunca foi obstáculo à produção agrícola. Porque, para eles, o solo está aqui, o sol, lá em cima e a água… Lá embaixo. O sistema israelense de irrigação por gotejamento, alimentado por mananciais subterrâneos – os lençóis freáticos – é um dos melhores do mundo. A tecnologia importada de lá, é, hoje, empregada em larga escala em grande parte da Região Nordestina, inclusive no Rio Grande do Norte.
E, o sucesso obtido com a chamada “agricultura de exportação” – que teve a Maisa como pioneira aqui em nosso Estado – atraiu para essa atividade, empresários locais, de outras partes do Brasil e até mesmo do exterior. Extraída de poços com até 1.200 metros de profundidade – de onde sai com temperaturas em torno dos 50 graus – a água é canalizada para as lavouras, que têm o melão como principal produto, através de uma rede de tubos espalhada no perímetro das plantações. Paralelamente, na região da Chapada do Apodi, área montanhosa que divide as bacias dos rios Apodi, no Rio Grande do Norte e Jaguaribe, no Ceará, os aquíferos estão mais à flor da terra. Entretanto, alguns empreendimentos também se instalaram na faixa litorânea em localidades com água abundante à superfície.

E teve o caso do empresário que comprou uma propriedade nas imediações de Pureza, imensa área ainda inexplorada, de olho na enorme lagoa ali existente. Instalou-se, comprou maquinário, contratou pessoal e deu início a um processo de desmatamento mecanizado, no qual utilizou inovações tecnológicas sob a forma de implementos de sua criação adaptados a tratores de alta potência, tendo como objetivo inicial o plantio de mamão papaya, para exportação. Mas, ao cercar sua nova propriedade, deu de cara com um inusitado problema: moradores das circunvizinhanças derrubavam lances de cerca à sua conveniência, invadindo a fazenda para pescar na lagoa. O empresário chamou-os à ordem, porém, compreendendo que aqueles nativos complementavam sua alimentação com o que pescavam em sua lagoa, propôs- lhes que continuassem a apanhar ali, o que necessitassem para consumo ao que retrucaram os pescadores, dizendo que também precisavam vender parte dos peixes fisgados. O homem contrapropôs-lhes pescar o que quisessem, porém queria a preferência para a compra do pescado excedente, pagando o mesmo preço da Ceasa, na condição de que eles passassem a entrar e sair de sua propriedade pelo portão de entrada, dando-lhe, assim, condições de controlar a quantidade de peixes apanhados. Sua proposta foi recusada, porque o que eles queriam mesmo era entrar e sair na propriedade alheia, quando e por onde lhes desse na telha. Líderes dos camponeses envolvidos na questão vieram – literalmente – queixar-se ao Bispo que, segundo aquelas lideranças, lhes havia incentivado a continuarem invadindo, desde que, de forma pacífica. Como, em toda comunidade tem gente ruim, logo apareceu um elemento morador das redondezas, oferecendo ao empresário uma “solução”, que se pode imaginar qual seria… O homem – delicadamente, para não ferir susceptibilidades – recusou a “oferta”, pois, era partidário na negociação. Através de um amigo que tinha relacionamento com quem de direito, conseguiu ser recebido pelo Arcebispo, a quem relatou – na presença do amigo – pormenorizadamente, seu problema. O prelado ouviu pacientemente suas queixas, mas encerrou a entrevista dizendo que, infelizmente, não poderia fazer nada e aconselhou-o a resignar-se com aquela situação. Impotente e vencido, o homem saiu com o amigo e, após deixa-lo em
seu local de trabalho, tomou o rumo de casa, parando numa banca de jornais para comprar o Jornal do Brasil, como era seu hábito. E foi com incrédula surpresa que leu, na prestigiosa coluna “informe JB” a notícia de que a Arquidiocese do Rio de Janeiro havia chamado a polícia para expulsar alguns invasores de um terreno na periferia da cidade, de propriedade da Cúria…

Coluna “ALTA RODA”. Fernando Calmon

14 14Etc/GMT+3 novembro 14Etc/GMT+3 2018 por fernandosiqueira

Poder de Sedução

O Salão do Automóvel de São Paulo completa 30 edições e até o próximo dia 18 continuará a seduzir multidões. As
pessoas permanecem fortemente atraídas por carros. Entre as razões estão comodidade, liberdade, agilidade e taxa de
motorização ainda baixa, se comparada a de outros países, inclusive vizinhos, como Argentina. Este ano ficará marcado
pela sanção presidencial do programa Rota 2030, no dia da inauguração oficial. Sua importância será analisada na
Coluna da próxima semana.

O maior número de novidades vem da Volkswagen. A mais escondida, agora revelada em versão próxima à final, é a
picape de cabine dupla cujo nome provisório, Tarok, pode ser até o escolhido em 2020. De porte praticamente igual ao
da Toro, incluirá motorização Diesel (tração 4×4, 1 tonelada de carga) e turboflex 1,4 L. Recurso interessante é o
alongamento da caçamba ao rebater a divisória metálica interna, possível por ter construção monobloco, no caso
derivada do Golf. Público pode ver de perto também o SUV compacto T-Cross (lançamento em abril 2019) e a dupla
Polo GTS/Virtus GTS com motor turboflex 1,4 L/150 cv e câmbio automático de seis marchas.

Fiat também chama atenção com o modelo-conceito Fastback que dá pistas para seu primeiro SUV médio e de próxima
reestilização frontal da Toro. Sua distância entre eixos, 2,69 m, é praticamente a mesma do futuro SUV argentino VW
Tarek. O modelo final, previsto para 2020, não terá linha de teto tão elegante e será um pouco maior que o Jeep
Compass. A fabricante exibiu e importará da Itália umas 500 unidades do SUV compacto 500X, cuja arquitetura é a
mesma do Renegade.

Ford aproveitou o Salão para exibir o SUV médio Territory (sete lugares), projetado na China. Pela boa reação do
público deverá importá-lo, mas este e sua versão de cinco lugares têm grande chance de produção na Argentina. A onda
SUV foi encapelada também pela CAOA Chery. Exibe os Tiggo 5X, 7 e 8 (este de sete lugares).

Três fabricantes apresentam e vão importar modelos elétricos. Os médios Chevrolet Bolt (R$ 175.000) e Nissan Leaf
(R$ 178.400), além do compacto Renault Zoe (R$ 149.900). Apesar de recente redução de carga fiscal, ainda custam
cerca do dobro de veículos convencionais equivalentes. Então, espere uma marolinha, não uma onda “elétrica”. Audi,
CAOA Chery, Honda, Hyundai, Kia, Mercedes e VW também apresentaram modelos desse tipo. Lexus, por sua vez,
anunciou que todo o seu portfólio de importados em 2019 será apenas de híbridos, solução mais coerente.

Supercarros drenam o máximo de curiosidade no Espaço dos Sonhos. Destaque maior para o Mercedes-Benz AMG One,
modelo mais caro já exibido no Salão: quase R$ 12 milhões. Potência de 1.054 a 1.248 cv, torque ainda sob sigilo (motor
é o mesmo da F-1) e apenas duas unidades reservadas ao Brasil. McLaren Senna não fica muito atrás com 800 cv por R$
8,5 milhões. Nesse nível, há preços até “atraentes”: Ferrari 488 Pista, 710 cv (R$ 3,7 milhões) e Porsche 911 GT2, 700 cv
(R$ 2,2 milhões).

Outra boa notícia anunciada no Salão: mais investimentos no País. BMW produzirá os novos Série 3 e X4, em Araquari
(SC) e a Mitsubishi, o novo Eclipse Cross, em Catalão (GO).

ALTA RODA

OUTUBRO, com mais dias úteis, ajudou no resultado de vendas de veículos leves e pesados. Anfavea já admite que o ano
de 2018 será melhor que suas duas previsões ao longo do ano. No acumulado dos dez primeiros meses em relação ao
mesmo período de 2017, venderam-se 2,1 milhões de unidades, 15,3% a mais. Estoques totais de 34 dias, dentro da
normalidade.

PRODUÇÃO tem sido afetada por forte e abrupta queda do mercado argentino. Ainda assim está 9,9% acima do ano
passado, na mesma comparação. Exportações mostram recuo de 10,9% em volume e 2,3% em valores. Em 2018,
deverão ser produzidos 3 milhões de veículos, o que significa ociosidade em torno de 30%. Mínimo aceitável é de 20%
(em dois turnos).

GOLF VARIANT é opção esquecida pelo mercado, porém altamente racional e muito agradável de dirigir, tanto em cidade
quanto em viagens. Apenas os alemães, ao redor do mundo, ainda valorizam as stations, entre outros fatores por suas
boas estradas. Nada que ofereça 605 litros no porta-malas tem comportamento dinâmico e desempenho semelhantes,
na medida certa.

MAIS uma combinação de tração elétrica. Mercedes-Benz anunciou que vai ceder, para frotistas específicos na
Alemanha, unidades do GLC dotadas de pilha a hidrogênio e bateria recarregável em tomada. Programa de testes
começará em 2019. Até hoje nenhum fabricante havia pensado em associar as duas opções. Empresa não informou o
preço desse arranjo técnico.

RODAS de aço com supercalotas estilizadas e fixadas solidamente ao aro têm sido alternativa às rodas de liga de
alumínio. Estas permitem desenhos mais ousados, mas custo é maior e diferença de peso tornou-se bem menor hoje
(em alguns casos, as de aço são até 15% mais leves). Iochpe-Maxion produz 250.000 dessas rodas de aço, por ano, para
dois carros e uma picape.
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fernando@calmon.jor.br

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