Anfavea: o “momento da virada” da indústria chegou, mas depende das reformas

6 06Etc/GMT+3 setembro 06Etc/GMT+3 2016 por fernandosiqueira

Fábrica Jeep - Goiana

A indústria automotiva brasileira segue caminhando em passos lentos. No mês de agosto, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (6) pela ANFAVEA (Associação Nacional de Fabricante de Veículos Automotores), foram produzidos 177,7 mil veículos, número 6,4% menor do que o de julho (189,9 mil). Em relação ao mesmo mês do ano passado, a redução é mais acentuada: -18,4%.

Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, essa queda foi um reflexo direto da interrupção temporária da produção de algumas montadoras. Segundo o executivo, se não houvesse essa paralisação, a produção passaria das 200 mil unidades.

Fábrica Honda HR-V - produção

Por outro lado, fato positivo foi o aumento do número de licenciamentos em agosto, com 207,3 mil unidades, número que representa crescimento de 1,4% na comparação com o mês anterior, mas queda 11,3% comparado ao mesmo mês de 2015. No acumulado do ano, não há refresco: queda de 23,1% em relação a 2015 com o total de 1,348 milhão. Para se ter uma ideia do tombo, o melhor resultado foi obtido nos oito primeiros meses de 2012, ocasião em que houve 2,501 milhões de emplacamentos.

Megale destacou o crescimento e acrescentou que o resultado poderia ter sido melhor. A observação fica por conta dos Jogos Olímpicos, que trouxe uma grande visibilidade para o país e ânimo para os brasileiros, mas que acabou derrubando os emplacamentos em pouco mais de 14% no Rio de Janeiro durante a realização do evento.

Em relação ao emprego, houve uma redução de 0,7% nos postos de trabalho, com o total de 126.900 reduzido para 1126.000 trabalhadores na indústria. Atualmente, existem 20.300 profissionais no regime especial do PPE (Programa de Proteção ao Emprego). No entanto, o executivo indica que a previsão industrial é de que não haverá necessidade de reajustar para menos a produção de veículos.

Fábrica Jaguar Land Rover

Na primeira coletiva após o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Roussef concluído, o presidente da Anfavea falou sobre o tema e que considera que este é o momento da virada para a indústria automotiva. Entende que a recuperação total do setor somente ocorrerá quando o país como um todo volte a crescer, com a retomada do crescimento da economia, PIB e a confiança do consumidor. Para o executivo, é imprescindível que as reformas propostas pelo novo governo aconteçam (em especial reformas econômicas, equação dos gastos públicos com limites estabelecidos, questões trabalhistas e regulamento do serviços de terceirização).

Nas questões trabalhistas, a Anfavea espera que mudanças e ajustes sejam feitos para que a indústria nacional tenha mais competitividade frente aos mercados internacionais. Em relação à questão previdenciária, Megale também destacou ser um fator crucial para que o país tenha um horizonte melhor definido, e assim, tenha capacidade de atrair mais investimentos para retomar o crescimento.

Fotos: divulgação

FONTE: Carsale


Marketing automotivo: é preciso acompanhar a evolução do mercado

20 20Etc/GMT+3 janeiro 20Etc/GMT+3 2021 por fernandosiqueira

 

Decisão de compra passa por experiência digital, o que vai além da busca de dados. No Brasil, 71.000.000 só navegam pelos smartphones

 

No dia 8 de janeiro de 2021, a GM (General Motors) anunciou que até 2025 deve lançar 30 novos carros elétricos em todo o mundo. De quebra, mudou seu logo. O anúncio veio dois dias depois da FCA (Fiat/Chrysler Automobiles) anunciar processo de fusão com a Peugeot/Citröen, criando mais uma gigante automotiva, a Stellantis. Em 2020, a fabricante chinesa BYD, focada em energias limpas e que tem entre seus produtos carros elétricos, teve suas ações valorizadas em aproximadamente 400%. A Tesla, pioneira no segmento, deve enfrentar diversos concorrentes a partir deste ano.

São evidências de que o mercado automotivo se transforma como poucos, e de maneira tão acelerada, que muitas montadoras, preferem ser chamadas de indústrias de mobilidade, e não de fábricas de carros. Em comum, três certezas: redução de custos, apelo de sustentabilidade e aumento da concorrência. “Marcas não endêmicas, ou seja, aquelas que não começaram originalmente no segmento de energias limpas, vêm ganhando relevância. A adequação da comunicação dessa indústria, especialmente das empresas mais convencionais, é fundamental para sua competitividade”, explica Satye Inatomi, sócia da Jahe Marketing, companhia especializada em aceleração de negócios por meio de estratégias e execução de marketing sob medida.

“Hoje, raramente uma compra é efetuada sem pesquisas na internet. Por isso, é impossível estabelecer um plano de marketing sem dar prioridade ao ambiente digital, principalmente por meio de ferramentas para smartphones. Todas as mudanças impostas por 2020 apenas fortaleceram a decisão de compra que o consumidor faz longe das concessionárias. É a tendência away from bricks, close to clicks, ou seja, longe dos tijolos da loja física, e perto dos cliques e dos smartphones”, comenta. Para a especialista, a adaptação exige mudanças estruturais por parte dos mercados mas, uma vez estabelecidas essas estruturas, é possível cortar custos. “É mais fácil fazer anúncios e vender online. Se as indústrias estão enxugando custos e apostando em sustentabilidade, você pode fazer a mesma leitura nas lojas e concessionárias”.

Para chegar até lá, um dos primeiros itens da lista de adaptação é a maneira como se apresenta na internet. Ser relevante em motores de busca, como o Google, continua a ser peça-chave. Portanto, vale a pena investir em conteúdo adaptado para SEO, e dentro da sua página, uma navegação intuitiva, e que funcione bem nos celulares. “Para se ter uma ideia, de acordo com o Cetic.br, NIC.br e CGI.br, 71.000.000 de brasileiros acessam a internet por meio exclusivo de celulares. É mais da metade dos 127.000.000 de usuários de internet no Brasil”.

Outra solução prática são os marketplaces, que também têm sido utilizados como plataforma para compra e venda de automóveis, úteis não apenas para proprietários que procuram fazer negócio, e também para lojas e comerciantes especializados em peças automotivas, outro nicho relevante para ser explorado.

Daqui para frente, o limite é a tecnologia

Não é segredo que, além de entrarem na discussão sobre como enxergar os automóveis como serviço, e não somente como produto (você provavelmente conhece alguém que vendeu o carro e agora utiliza apps de corrida para se locomover) as grandes montadoras têm revolucionado a maneira como produzem os automóveis. Seja a partir de novas tecnologias para carros elétricos ou para a criação de veículos autônomos. Não se trata de previsão, mas de realidade.

“Esse é um universo no qual o limite é a tecnologia, e o marketing também anda por essa trilha. Ações que envolvem realidade virtual, realidade aumentada também chamam atenção. É uma opção para mostrar aos clientes, mesmo sem sair de casa, o interior do automóvel e maneira como o mesmo anda nas ruas. Com a necessidade de distanciamento social ainda vigente, alternativas como essa devem ganhar mais espaço em 2021”, aponta a sócia da Jahe Marketing.

Estudo americano mostra que abrir as janelas do carro pode reduzir risco de contrair o coronavírus

por fernandosiqueira

 

Estudo feito por universidade dos Estados Unidos revela que abrir as janelas do CARRO ajuda a formar corrente de ar que protege contra o coronavírus

 

O medo de se infectar pelo coronavírus tem feito muitas pessoas fugir do transporte coletivo, seja ele público ou privado. Assim, mesmo os serviços de transporte, como a Uber, tiveram uma considerável queda de usuários em 2020.

Entretanto, no caso dos automóveis, parece haver uma forma de minimizar os riscos de contágio pelo coronavírus. É o que mostra o estudo promovido pela Brown University, dos Estados Unidos. Uma pesquisa do centro acadêmico analisou como o ar que respiramos se move dentro dos veículos automotores.

Manter as janelas do carro abertas é necessário

Em linhas gerais, essa é a conclusão do estudo da Brown University. Os cientistas Varghese Mathai, Asimanshu Das, Jeffrey Bailey e Kenneth Breuer analisaram como os fluxos de ar mudam com as janelas abertas. A análise se baseou em complexas simulações de dinâmica fluida computacional.

Abrir as janelas opostas aos ocupantes pode criar um fluxo de ar que reduz drasticamente os aerossóis que emitimos, e que pairam no interior do carro. O estudo lembra que, mesmo que os ocupantes usem máscaras, há sempre o risco de parte desses aerossóis ficarem no ar.

Além disso, a pesquisa da Brown University também descobriu que abrir as janelas até a metade pode ser muito útil contra o coronavírus. Bem como abrir uma fresta basta para gerar fluxo de ar dentro do veículo e afastar, assim, o coronavírus.

Estudo se baseou no automóvel Toyota Prius

Apesar de reveladora, a análise feita pelos cientistas da Brown University talvez não se aplique a todos os tipos de carros. Isso porque a pesquisa usou como base o híbrido Toyota Prius. E, dessa forma, todo o estudo foi feito em cima de um tipo específico de carroceria.

De toda forma, a pesquisa da universidade norte-americana não deixa dúvida sobre a importância de manter as janelas abertas, sobretudo se estiver em um veículo compartilhado. O estudo reforça a necessidade de se manter os cuidados de higiene contra o coronavírus.

Porsche registra alta de 35% no mercado brasileiro em 2020

por fernandosiqueira

 

Com a marca de 2.487 unidades entregues, a Porsche bateu, em 2020, seu recorde de vendas no mercado brasileiro

 

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Família Porsche 911. FOTO: divulgação

Em 2020, a marca Porsche realizou 2.487 entregas de automóveis no mercado brasileiro entre janeiro e dezembro. Esse número representa um aumento de 35 por cento em relação a 2019 e se constitui em recorde absoluto de entregas no mercado brasileiro, superando justamente o ano passado, quando alcançou 1.849 unidades. Além da ampliação da rede de concessionários, o resultado da alta nas vendas pode ser atribuído à chegada de novos produtos, incluindo-se versões inéditas do 911. No total, o modelo registrou 774 unidades entregues, aumento de 225% em relação ao ano anterior.

O Cayenne foi o segundo modelo mais vendido (649 unidades, aumento de 13 por cento). Já o Macan, terceiro modelo mais entregue da marca, alcançou o volume de 508 automóveis, com 3 por cento de crescimento em relação a 2019. O 718 Boxster, por sua vez, registrou a segunda maior alta, com 39% de aumento, posicionando-se como o quarto Porsche mais vendido do ano: 310 entregas. Panamera e Cayman fecham a lista, com 126 e 116 entregas, respectivamente.

Vendas mundiais
No mundo, a Porsche entregou um total de 272.162 veículos novos em 2020 no ano passado, apenas três por cento abaixo do recorde de 2019. Nesse aspecto, a fabricante de carros esportivos se beneficiou de seu forte posicionamento global. “A crise do coronavírus representou um grande desafio a partir do segundo trimestre de 2020. No entanto, fomos capazes de manter as entregas relativamente estáveis no ano como um todo”, disse Detlev von Platen, membro do Conselho Executivo de Vendas e Marketing da Porsche AG. “Nossa linha de produtos nova e atraente, o início bem-sucedido do Taycan como o primeiro Porsche totalmente elétrico e o carisma de nossa marca contribuíram para este resultado positivo, apesar dos tempos difíceis.”

Ótimo desempenho na Ásia
A Porsche entregou 88.968 veículos para clientes chineses em 2020 – um aumento de três por cento em comparação com 2019. A região da Ásia-Pacífico, África e Oriente Médio também continuou a se desenvolver positivamente no geral: 121.641 veículos foram entregues, correspondendo a um aumento de quatro por cento em comparação ao mesmo período do ano anterior. A Porsche entregou 80.892 veículos na Europa e 69.629 na América.

Mais de 20.000 entregas do Taycan
As entregas da Taycan totalizaram 20.015 em 2020 – apesar de uma parada de seis semanas na produção, enquanto o novo modelo estava crescendo e muitos mercados planejavam estreias ainda no primeiro semestre do ano. O Cayenne liderou a demanda com 92.860 vendas, um aumento de um por cento em comparação com o ano anterior. Os carros esportivos de duas portas também tiveram ótimos resultados: um total de 21.784 veículos da linha 718 (seis por cento a mais do que no ano anterior). As entregas do icônico Porsche 911 totalizaram 34.328 unidades.

Após o resultado robusto de 2020, a Porsche está otimista para este ano. “Continuamos nossa ofensiva de produtos. Nossos clientes podem esperar por isso. Teremos derivados adicionais do Taycan e do 911, entre outros. Estamos cheios de otimismo e ansiosos por 2021, um ano que também será caracterizado por experiências únicas com a marca Porsche”, diz Detlev von Platen.

    PORSCHE AG

Entregas

Janeiro – Dezembro
2019 2020 Diferença
    Worldwide 280,800 272,162 -3%
    Europa 88,975 80,892 -9%
        Alemanha 31,618 26,152 -17%
    América 75,367 69,629 -8%
        EUA 61,568 57,294 -7%
    Ásia-Pacifico, África and Oriente Médio 116,458 121,641 4%
        China 86,752 88,968 3%

Porsche amplia a gama de modelos “Taycan”

por fernandosiqueira

 

Novo modelo de entrada da montadora alemã será totalmente elétrico. Sua tração  é traseira

 

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Novo Porsche Taycan. FOTO: divulgação

 

Stuttgart. Com o novo Taycan, a Porsche está lançando a 4ª variante de sua linha de esportivos totalmente elétricos. O novo modelo alinha-se ao Taycan Turbo S, ao Taycan Turbo e ao Taycan 4S. Apresenta tração traseira e está disponível com dois tamanhos de bateria: com a bateria padrão Performance, o novo lançamento oferece até 300 kW (408 PS) de potência “overboost” com Launch Control; essa potência aumenta para até 350 kW (476 PS) com a bateria opcional Performance Plus. A potência nominal é de 240 kW (326 PS) ou de 280 kW (380 PS), respectivamente.

Como o membro mais jovem da família de modelos, o Taycan inclui, desde o início, os novos recursos introduzidos nas outras versões em mudanças de ano modelo. Por exemplo, a função Plug & Charge permite praticidade no carregamento e pagamento sem a necessidade de cartões ou aplicativo: assim que o cabo de carregamento é conectado, o Taycan estabelece comunicação criptografada com a estação de carregamento compatível com Plug & Charge. O processo de carregamento é iniciado automaticamente. Os pagamentos também são processados automaticamente.

Como nas outras variantes, o equipamento opcional inclui um Head-Up Display colorido e um carregador de bordo com capacidade de carga de até 22 kW. Com Functions on Demand (FoD), os condutores Taycan podem adquirir várias funções adicionais de conveniência ou de assistência, conforme necessário. Como alternativa, podem reservá-las por um período limitado. Isso funciona após a entrega do veículo, bem como para a configuração original do carro esportivo. A ativação online significa que não é necessário visitar a oficina. Atualmente, isso é possível para as funções Porsche Intelligent Range Manager (PIRM), Power Steering Plus, Active Lane Keeping Assist (sistema ativo de controle de faixa) e Porsche InnoDrive.

Escolha de duas baterias
Uma bateria Performance de deck único com capacidade bruta de 79,2 kWh vem instalada de série. A bateria Performance Plus de deck duplo está disponível como opcional. Sua capacidade bruta é de 93,4 kWh. O alcance, de acordo com WLTP, é de até 431 ou de até 484 quilômetros, respectivamente.
O Taycan acelera de um ponto de partida a 100 km/h em 5,4 segundos, qualquer que seja a bateria especificada.Sua velocidade máxima também é de 230 km/h em ambas as configurações, enquanto sua capacidade máxima de carga é de até 225 kW (bateria Performance) ou de até 270 kW (bateria Performance Plus). Isso significa que ambas as baterias podem ser carregadas com 5% a 80% de SoC (nível de carga) em 22,5 minutos e que a potência máxima de 100 quilômetros é alcançada em apenas cinco minutos.

Motor elétrico inovador e desempenho dinâmico
Aceleração impressionante, força de tração típica de carros esportivos e excelente potência continuamente disponível – o novo ponto de entrada para a linha de modelos Taycan também apresenta esses pontos fortes.

O motor síncrono com excitação permanente no eixo traseiro tem um comprimento de 130 millímetros e é, portanto, do mesmo comprimento que aquele instalado no Taycan 4S. O inversor controlado por pulso no eixo traseiro opera em até 600 amperes.

Além do motor síncrono com excitação permanente no eixo traseiro, a arquitetura de transmissão também inclui uma transmissão de duas velocidades. Tal como acontece com os seus parceiros da gama de modelos, seus destaques incluem o gerenciamento inteligente da carga, bem como uma aerodinâmica exemplar. Com um valor de Cd de 0,22, sua aerodinâmica contribui significativamente para seu baixo consumo de energia e, portanto, um maior alcance. A recuperação máxima de energia é de 265 kW.

Design exterior purista com Porsche DNA
Com o seu design purista, o Taycan sinaliza o início de uma nova era. Ao mesmo tempo, mantém o DNA inconfundível do design da Porsche. Visto de frente, o carro esportivo parece particularmente baixo e largo, com asas altamente contornadas. Sua silhueta é moldada por sua linha de teto esportiva inclinada para baixo na parte traseira, enquanto suas seções laterais altamente esculpidas também são características. A cabine elgante, os pilares C incrivelmente desenhados e os ombros pronunciados de suas asas resultam em uma traseira acentuada, típica da marca. Essas características são completamentadas por elementos inovadores, como a inscrição Porsche no visual de vidro na faixa de luz traseira.

As características distintivas do Taycan dentro de sua família de modelos incluem rodas Taycan Aero de 19″ otimizadas aerodinamicamente e pinças de freio anodizadas em preto. O avental dianteiro, as soleiras laterais e o difusor traseiro em preto são iguais aos do Taycan 4S. Lanternas traseiras de LED vêm instaladas de série.

Design interior único
O cockpit do Taycan sinalizou o início de uma nova era em 2019 com sua estrutura clara e arquitetura completamente nova. O Curved Display (display curvo) independente forma o ponto mais alto do painel. Isso cria um ponto claro de atenção para o motorista. Outros elementos incluem um display central de 10,9 polegadas e um display opcional para o passageiro.

O Taycan vem de série com um interior de revestimento parcial em couro, bem como bancos dianteiros confortáveis com ajuste elétrico de oito posições. O carro possui dois porta-malas: um de 84 litros na dianteira e um de até 407 litros na traseira.

O Taycan também é o primeiro modelo da Porsche disponível com um interior sem ser completamente de couro. Interiores feitos com materiais reciclados inovadores enfatizam o conceito sustentável do carro elétrico esportivo.

Sistemas de chassi em rede central
A Porsche usa um sistema de controle em rede central para o chassi Taycan. O Porsche Chassis Control 4D analisa e sincroniza todos os sistemas de chassi em tempo real. Tanto a suspensão padrão com mola de aço do Taycan quanto a suspensão a ar adaptável opcional com tecnologia de três câmaras são complementadas pelo ajuste eletrônico do sistema amortecedor PASM (Porsche Active Suspension Management).

A suspensão a ar adaptável também é equipada com a função Smartlift. Isso permite que o Taycan seja programado de modo que aumente sua altura de deslocamento automaticamente em determinados locais recorrentes, como lombadas das estradas ou entradas de garagem. A função Smartlift também pode influenciar ativamente a altura do veículo em viagens em rodovias e pode ajustar a altura do veículo no percurso para o melhor compromisso possível entre eficiência e conforto de direção.
O Taycan é equipado de série com pinças de freios com 6 êmbolos de alumínio em design tipo monobloco na dianteira e pinças de freios com 4 êmbolos de alumínio em design tipo monobloco na traseira.Os discos de freio ventilados internamente têm 360 mm de diâmetro na frente e 358 mm na parte de trás. As pinças dos freios têm acabamento anodizado em preto.

Outra opção é o Porsche Surface Coated Brake (PSCB) de alto desempenho. Seus discos têm diâmetro de 410 mm e 365 mm na frente e atrás.

Ano de sucesso para o Taycan
A Porsche teve um início de sucesso na era totalmente elétrica, entregando pouco mais de 20.000 Taycans a clientes em todo o mundo em 2020. Na Noruega, o Taycan atualmente responde por 70% de todos os modelos Porsche vendidos, e no início de novembro, o milésimo cliente norueguês do Taycan recebeu seu carro, já que as vendas da Porsche na Noruega mais que dobraram. O carro elétrico esportivo já recebeu cerca de 50 prêmios internacionais, sobretudo, nos principais mercados da Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, China e também no Brasil. O novo Taycan, com tração traseira, também detém o Guinness World Record™ para a maior derrapagem com um carro elétrico, tendo sido dirigido lateralmente, sem parar, por exatamente 42,171 quilômetros.

Os primeiros Taycans com tração traseira chegarão às concessionárias a partir de meados de março de 2021. Os preços na Alemanha começam a partir de 83.520 euros, incluindo imposto sobre valor agregado.

No Brasil a pré-venda inicia amanhã, dia 21 de janeiro de 2021, com preço público sugerido a partir de R$ 589.000,00, incluindo a instalação do carregador doméstico.

*Alguns opcionais podem não estar disponíveis para o mercado brasileiro.

Toyota apresenta GR010 Hybrid, superesportivo que irá desputar a “nova” prova de Le Mans

por fernandosiqueira

 

O modelo da Toyota disputará a principal prova da categoria de ponta contra as escuderias Glickenhaus e ByKolles Racing. O carro dará origem a uma versão de cidade

 

Toyota-GR010-Hybrid

Toyota GR010-Hybrid. FOTO: divulgação Toyota

A Toyota Gazoo Racing apresentou, dia 15 do mês em curso, o GR010 Hybrid, carro que irá disputar a nova categoria Hypercar de Le Mans. Em consequência dos novos regulamentos anunciados pelo Campeonato Mundial de Endurance da FIA, a montadora precisou alterar a performance do modelo. Mas, a boa notícia é de que o astro da prova dará origem a uma versão de produção em série.

A equipe de corridas da Toyota passou aproximadamente  de 18 meses desenvolvendo o GR010. O motor que equipa o supercarro é o V6 de 3,5 litros turbo de 670 cavalos de potência (traseiro). Além disso, há um outro motor elétrico de 268 cavalos  de potência (dianteiro) . A potência combinada dos dois pode chegar a 938 cavalos de potência.

 

 

Toyota GR010 Hybrid
 

GR010 Hybrid. FOTO: divulgação/Toyota

 

Vale salientar, que a Toyota limitou a potência a até 680 cavalos. O sistema de gerenciamento eletrônico é responsável por limitá-la, de modo que as duas propulsões não atinjam o limite ao mesmo tempo.

As novas regras não permitem que os fabricantes produzam mais de uma versão do carro. Ou seja, essa é a configuração final e sem direito de ajustes. Então, a Gazoo Racing optou por implementar uma asa traseira ajustável que permite a regulagem do coeficiente de arrasto, quando for necessário.

Normas farão o carro ficar mais lento

Outro ponto relevante da nova categoria de Le Mans, é a tentativa de aproximar os carros de corrida dos carros de rua e, consequentemente, não gastar tanto na sua preparação. Por isso, espera-se um veículo mais lento, pesado e maior que o anterior, o TS050. Em relação ao seu antecessor, o modelo cresceu 25 centímetros e está 162 quilos mais pesado. Resultado, o carro estará 10 segundos mais lento em cada volta.

Ao todo, serão 6 provas da temporada de 2021. As 100 milhas de Sebring fará a estreia em 19 de março, em Sebring na Flórida (Estados Unidos). As 24 Horas de Le Mans está marcada para os dias 12 e 13 de junho próximos. Outro importante circuito, o Spa-Francorchamps, irá acontecer no dia 1º de maio do ano em curso.

Entre os pilotos, Mike Conway, Kamui Kobayashi e José María López irão acelerar o primeiro GR010, que será o nº 7. Então, Sébastien Buemi, Kazuki Nakajima e Brendon Hartley irão competir no carro nº 8

Supercarro será fabricado em série

Do campeonato de resistência, o modelo derivará uma versão para as ruas, cujas 25 unidades foram confirmadas. A expectativa é que o GR Super Sport chegue ao mercado público em 2022. Outra perspectiva aponta que, para os próximos anos, será possível ver hipercarros de rua mais rápidos do que suas configurações para as pistas.

Importante considerar, que o Registro de Patente do Super Sport indica uma abertura de portas incomum. Sobretudo, o teto, o vidro lateral e as portas formam um único componente, que abre para cima.

É “negócio” comprar Ford Ka ou EcoSport zero-quilômetro com desconto?

16 16Etc/GMT+3 janeiro 16Etc/GMT+3 2021 por fernandosiqueira

 

Montadora parou a produção desses modelos no Brasil, mas seus “distribuidores” ainda possuem veículos no estoque

 

ford-EcoSport

 

Ao anunciar no dia 11 deste mês o fim da produção de automóveis no Brasil, os “distribuidores” da FORD têm em estoque Ka, e EcoSport. Será que vale a pena comprá-las na promoção?

Antes de qualquer coisa, é importante dizer que a Ford ainda não ofereceu nenhum desconto de fábrica, algo que é esperado por alguns “distribuidores”. Auto & Motores ligou para diversos deles e, em todos, os valores praticados são os mesmos de antes do anúncio da paralisação. Segundo a montadora,  “ainda é prematuro falar sobre política de preços. Ela seguirá as condições de mercado”.

Em algumas cidades, o Ka é o modelo que tem mais unidades em estoque, o que faz com que os descontos do hatch sejam maiores se comparados aos do EcoSport. Para se ter uma ideia, a versão de entrada é tabelada a R$ 51.990,00, mas chega a ser oferecida por R$ 48.000,00.

Vale a pena?

Para descobrir se vale a pena comprar modelos que estão saindo de linha, é preciso se preocupar com dois fatores: manutenção e desvalorização. O primeiro item promete não causar problemas, visto que a Ford garante que não abandonará os seus clientes.

Vale esclarecer, que a montadora não irá sair do Brasil. Em comunicado, a empresa afirma que “estará ativamente presente no Brasil com sua rede de distribuidores e continuará oferecendo assistência total ao consumidor com operações de vendas, serviços, peças de reposição e garantia”Esses são os carros importados que a Ford irá vender no Brasil: SUV Bronco em 2021, Maverick e F-150 em 2022

Sem fábrica em nosso País, a solução será importar. A marca norte-americana vai focar em SUVs e pick-ups, trazidos principalmente do México e Estados Unidos.

Por ora, apenas o jipe Troller, modelo “T4”, produzido no Ceará, continuará sendo montado durante um tempo extra. Mas a marca norte-americana tem em seus planos alguns lançamentos interessantes, porém todos importados. Com exceção do Mustang, a linha será composta por pick-ups e SUVs.

São veículos de alto valor agregado, com rentabilidade superior ao de carros de volume. Talvez seja o suficiente para a sobrevivência da marca. Sem pensar em número de vendas, caberá à montadora tirar o máximo possível de lucro em cada  um dos modelos comercializados.

Confira o que podemos esperar de cada um deles.

Bronco Sport

Ford Bronco Sport tem tração 4X4 e opção de pneus off-road — Foto: Divulgação

Ford Bronco Sport tem tração 4X4 e opção de pneus off-road. FOTO: divulgação

O SUV Bronco Sport foi o escolhido para inaugurar essa fase entre os novos importados da Ford. O modelo é feito sobre a mesma plataforma do Escape e do novo Focus. Mas tem apelo voltado ao fora de estrada.

A motorização para o mercado nacional deve ser sempre o 2.0 turbo (245 cavalos de potência) e a tração integral deve vir em quase todos. Ainda há o 1.5 turbo no exterior. E o preço? Ele ficará acima dos R$ 240.000,00. Segundo fonte, o valor não foi definido definitivamente, contudo será próximo do pedido pelo Escape Hybrid. Mesmo que seja trazido do México.

Escape Hybrid

Ford Escape Hybrid está confirmado, mas só na versão Hybrid convencional — Foto: Divulgação

O Ford Escape Hybrid está confirmado, mas só na versão Hybrid convencional. FOTO: divulgação

Esperado para o Brasil, o Escape Hybrid será importado dos Estados Unidos. Ou seja, não terá a isenção de impostos de importação que o Bronco Sport. Porém, não deve ser muito diferente do praticado pelo Toyota RAV4 (de R$ 242.000,00 a R$ 267.000,00).

A motorização conjuga um 2.5 aspirado a um motor elétrico para gerar até 203 cavalos de potência. A tração é sempre dianteira, uma decisão que deixa claro que o negócio do Escape é asfalto.

Maverick

Ford Maverick é flagrada na linha de montagem de Hermosillo, México — Foto:  Maverick Truck Club/Reprodução

Ford Maverick é flagrada na linha de montagem de Hermosillo, México. FOTO: Maverick Truck Club/Reprodução

A nova pick-up média-pequena está sendo revelada aos poucos na internet e teve até uma foto publicada na linha de produção. O utilitário adota o mesmo princípio de construção monobloco da Fiat Toro, mas será bem maior. O objetivo é garantir domínio em um mercado que também terá a Hyundai Santa Cruz como sua maior concorrente.

Há opção de tração 4X4 e motor 2.0 turbo como o do Fusion vendido até pouco tempo no Brasil. A potência chega a 245 cavalos, mais do que suficiente para levar uma carga estimada em 1.000 quilos.

Mas pode ter uma versão mais acessível, a fim de não invadir o mercado da pick-up Ranger. O objetivo é começar abaixo dos R$ 200.000,00. O dólar alto pode comprometer os planos, mesmo que a novidade venha do México sem pagar imposto de importação.

Mustang Mach-E

O tradicional Mustang não deixará de ser vendido no mercado nacional. E receberá a companhia da sua contraparte elétrica, um SUV verde que deixou os puristas preocupados, mas que está se mostrando bem interessante nos primeiros testes. Ainda não há data certa para o Mach-E desembarcar no Brasil ou seu preço. Mas certamente deve ser até 2022.

Ranger

Picape será baseada na versão atual, mais cara, mas ainda não há detalhes de equipamentos — Foto: Divulgação

Pick-up será baseada na versão atual, mais cara, mas ainda não há detalhes de equipamentos. FOTO: divulgação

Falando nela, a pick-up média tem uma nova geração a caminho. A Ranger nova está em testes avançados e foi flagrada em estradas. O utilitário passa a impressão de seguir de perto o estilo da F-150, o que vai deixá-lo mais robusto e separado em visual (e porte) da sua familiar Maverick.

 A estrutura apela para o mesmo esquema de cabine sobre chassi. Monobloco fica para a menor Maverick. E a produção continuará a ser na Argentina. O lançamento no nosso mercado é esperado para o segundo semestre de 2022.

F-150

Importação da grandalhona F-150 não está descartada — Foto: Divulgação

A importação da pick-up grande, F-150, não está descartada. FOTO: divulgação

A mesma fonte que antecipou o Bronco Sport falou que a importação da pick-up grande não está fora de questão. Seria uma bela concorrente para a RAM 1500 ou 2500. Mas ainda não se sabe qual será a versão escolhida. É certo que será uma top de linha, afinal, se trata de um mercado restrito e para poucos afortunados.

Trazer um veículo tão caro dos Estados Unidos terá um impacto proporcional ao tamanho da F-150. A estimativa de preço fica entre R$ 400.000,00 e R$ 500.000,00.

Audi só voltará a produzir carros no Brasil quando receber seus créditos de IPI de volta

15 15Etc/GMT+3 janeiro 15Etc/GMT+3 2021 por fernandosiqueira

 

Após desativar sua unidade no complexo do grupo Volkswagen em São José dos Pinhais, a Audi negocia com o Governo Federal e autoridades locais

 

audi A3 sedã

Audi A 3 sedã. FOTO: divulgação
Em dezembro de 2020, a Audi encerrou a produção do A3 sedã na sua unidade fabril de São José dos Pinhais, no Paraná. Contudo, embora o fim do sedã de luxo estivesse programado desde 2019, a Audi agora precisa de uma definição do governo brasileiro para reativar a linha de produção paranaense.

É uma questão matemática. A Audi quer que o governo brasileiro devolva os créditos acumulados no Inovar Auto. Pelas regras do antigo programa de fomento à indústria automotiva, as montadoras que investiram em fábricas e centros de pesquisa teriam direito a receber de volta o Super IPI.

Dessa maneira, os carros importados pagavam 30% adicionais de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Assim, a Audi requisita o crédito acumulado de 2012 a 2017, quando o Inovar Auto terminou para dar lugar ao atual Rota 2030, em vigor desde 2018.

Calote de R$ 289.000.000,00. Em entrevista ao site Automotive Business em setembro de 2020, Antonio Calcagnotto, diretor de relações institucionais e de sustentabilidade da Audi do Brasil,  disse que o governo federal deve aproximadamente R$ 289 milhões em créditos às marcas alemãs (incluindo BMW e Mercedes-Benz).

Na mesma reportagem, Johannes Roscheck, CEO da filial brasileira, confirma que esse dinheiro será simbólico, mas importante para a definição dos próximos passos da empresa. Caso receba os créditos, a montadora pode fazer um novo investimento e voltar a produzir no Paraná.

Efeito Ford

O recente anúncio do fim da produção de automóveis no Brasil pela Ford, feito no início desta semana, é um novo elemento que pode ajudar a Audi nas tratativas com o governo. Com o fechamento de três fábricas no País, a montadora norte-americana vai demitir 5.000 colaboradores diretos.

Com a onda de desemprego no Brasil, a marca alemã tenta convencer o governo federal a fazer algum tipo de acordo e assim evitar novos cortes e o fechamento em definitivo da fábrica de São José dos Pinhais.

A fábrica da Audi fica dentro do complexo do grupo Volkswagen, no Paraná. A unidade produz outros modelos como o SUV T-CrossA unidade tem aproximadamente 40 colaboradores, um número dezenas de vezes menor que o da Ford. Contudo, todos são altamente treinados e qualificados.

Vale lembrar que, além da Ford, a Mercedes-Benz também fechou sua fábrica brasileira no fim de 2020. Com o agravamento da crise nas vendas de carros por causa do coronavírus, a marca alemã, então, encerrou a produção na unidade de Iracemápolis (SP), aberta em 2016.

Novo modelo nos planos

A Audi, portanto, pretende voltar a produzir carros no Brasil, o que pode voltar a acontecer em 2022. Contudo, a aprovação de novos investimentos pela matriz da montadora vai depender das negociações com o governo federal. A marca deve escolher entre nacionalizar o novo A3 Sedã ou o novo SUV Q3.

Ford anuncia saída do Brasil e fim de produção no País. Especialista responde dúvidas dos clientes

por fernandosiqueira

 

No início da semana, a Ford encerrou suas atividades no Brasil e anunciou o fechamento das fábricas em Taubaté (SP), produtora de motores, Camaçari (BA), onde se produzem o EcoSport e o Ka, e em Horizonte (CE), onde são montados os jipes da Troller. A medida deve afetar cerca de 5 mil funcionários, e a empresa se comprometeu em trabalhar ao lado dos sindicatos para minimizar os efeitos trabalhistas do encerramento da produção.

E como fica o consumidor que possui um automóvel da marca?

Marco Antônio Araújo Junior, especialista em Direito do Consumidor e Diretor do Instituto Brasileiro de Política e Defesa do Consumidor (Brasilcon), afirma que, mesmo sem sede administrativa operacional no País, a Ford continua com o dever de prestar garantia ao consumidor e garantir a manutenção de seus produtos. O especialista respondeu as perguntas mais frequentes sobre o assunto, e explicou que o Código de Defesa do Consumidor não deixará os brasileiros desprotegidos.

Recém compradores de carro Ford têm o direito de desistir da compra? Quais as recomendações?
Não. O fato de a fabricante/montadora não manter sede administrativa ou operacional no País não quer dizer, por si só, que ela não vai cumprir o dever de prestar garantia ao consumidor. Por isso, não há previsão na lei que autorize ao consumidor desistir da compra em razão dessa mudança de sede da empresa.

O que o Código de Defesa do Consumidor prevê em situações como essa?
O CDC exige que todo fornecedor de produtos e serviços, incluindo fabricante e montadora, devem prestar garantia ao produto vendido e garantir ao consumidor a reposição de peças e mão de obra. Se isso não ocorrer, independentemente da empresa estar sediada no Brasil ou não, o consumidor poderá acionar os órgãos de defesa do consumidor ou o Poder Judiciário para exigir que a empresa cumpra a lei.

O que o cliente da Ford deve esperar em um momento como esse?
Não é hora de se desesperar. Não faz nenhum sentido o consumidor vender eventuais veículos dessa montadora por um preço muito abaixo da tabela para se ver livre de eventual problema. Pode ser uma perda financeira desnecessária.
A mudança da montadora parece estar atrelada a condições financeiras e tributárias mais favoráveis fora do País e se ela cumprir as garantias legais do CDC, o consumidor não terá nenhum prejuízo com isso.

O que acontece com quem tem carro da Ford?

A montadora deve garantir os serviços, peças de reposição e garantia para seus clientes?  Sim. O CDC determina que os fornecedores, neles incluídos os fabricantes e montadoras, devem prestar garantia pela venda de seus produtos e serviços e garantir que o mercado tenha peças de reposição e manutenção.

O cliente pode questionar sobre as consequências do encerramento da produção da montadora no Brasil?
Não é uma decisão que envolve a anuência do cliente. É uma decisão estratégica financeira da empresa, que está relacionada com o cenário da economia no País e também mundial.

*Marco Antonio Araújo Júnior
Advogado especialista em Direito do Consumidor;
Professor de Direito do Consumidor e Ética Profissional;
Diretor do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – Brasilcon
Jurista do Grupo de Trabalho da Fundação ProconSP; Assessor-Chefe da instituição em 2019;
Fundador e professor do MeuCurso
Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/SP de 2013 a 2018
Conselheiro Seccional da OAB/SP de 2013 a 2018
Membro da Comissão Nacional de Defesa do Consumidor do Conselho Federal da OAB de 2013/2018

 

Coluna do Fernando Calmon, jornalista automotivo

por fernandosiqueira

 

REFLEXOS DO FIM DA
PRODUÇÃO DA FORD

Decisão da empresa de encerrar a produção de veículos no Brasil tem implicações negativas de curto prazo. Mas não deve levar a um cenário de desindustrialização do setor automotivo. Existem alguns aspectos históricos a ressaltar. Em 1986 a Ford esteve perto de sair do País em meio à conhecida década econômica perdida. As importações de veículos estavam proibidas, não existiam alternativas. Contudo, a união com a Volkswagen, na Autolatina, deu-lhe fôlego para continuar nove anos depois do “divórcio”.

Na Argentina, houve desistência industrial da GM, que anos depois retornou. Fiat e Peugeot se fundiram, se separaram e voltaram cada uma para seu lado. Renault da mesma forma: entrou, saiu e voltou. No Brasil, há os casos da Alfa Romeo, Audi, Chrysler, Jeep, Renault e Mercedes-Benz.

A Ford ainda produz automóveis na Europa, Índia e China, mas na América do Norte e agora do Sul, nada. Não há um prazo para focar apenas em SUVs, crossovers e picapes, conforme anunciou em 2018. Estes são bem mais lucrativos e os compradores americanos mantêm confiança nas marcas domésticas, em especial nos modelos maiores.

Um aspecto pouco observado é que a empresa decidiu manter o centro de desenvolvimento, na Bahia e o campo de provas, em São
Paulo. Exportará serviços e alguns empregos qualificados serão salvos. Porém, terá que devolver incentivos fiscais e indenizar empregados e concessionárias, além de outras despesas. Para tanto, alocou US$ 4,5 bilhões (R$ 24 bilhões). A General Motors, ao contrário, enviou grande parte dos engenheiros brasileiros para a China e Estados Unidos, mas descongelou agora R$ 10 bilhões de investimentos nos próximos 5 anos para novos produtos.

Obviamente, a participação de mercado da Ford vai cair para um patamar bem inferior ao qual terminou em 2020. O tíquete médio dos carros que venderá será muito mais alto, mas a empresa quer ter certeza que a rentabilidade que garantirá sua sobrevivência não só no Brasil, mas no mundo. Isso, no entanto, não deve afetar a recuperação do mercado brasileiro este ano (leia abaixo).

O Brasil é um País dos carros compactos. Hatchs e sedãs representam aproximadamente 45% das vendas totais. Com o avanço das novas tecnologias, ainda caras, fica bastante difícil diluir os custos em modelos menores e de lucratividade limitada. A saída natural seria importar
componentes e aumentar a exportação. Para tanto o País teria de investir muito em infraestrutura, além de uma reforma tributária que realmente melhorasse a eficiência econômica e desonerasse os produtos exportados, como os outros países fazem. Esse “vício” de gerar créditos tributários e nunca restituí-los ou compensá-los, realmente não funciona.

Por suas dimensões continentais e densidade de habitantes por veículo ainda inferior à da Argentina e do México, por exemplo, o Brasil ainda tem o que avançar. De 2010 a 2014 o País figurou como quarto maior mercado interno do mundo, atrás de China, Estados Unidos  e Japão. Por sua imensa população a Índia vai se consolidar à nossa frente. Mesmo assim, uma quinta colocação no ranking mundial continuará sendo atraente. Como produtores de veículos fomos o sétimo (hoje, o nono), mas existe potencial de ser o sexto colocado.

O QUE ESPERAR DO
MERCADO EM 2021

A economia brasileira foi fortemente atingida pela pandemia do covid-19, em 2020. Ainda assim, a queda do PIB (em torno de 4,5%) ficou em patamar bem menor que o previsto até pelo FMI. Na indústria automotiva não foi diferente. Contra números previstos de até mais de 40% de redução do mercado interno de veículos leves e pesados, o tombo ficou em 26%. Em 2015, mesmo sem pandemia, as vendas haviam caído nessa mesma magnitude. Nada comparável a 1981, quando as vendas derreteram 40% frente a 1980.

Na produção que inclui os números de exportação, principalmente para a Argentina, a queda atingiu 31%. O total de empregados na indústria automotiva sofreu uma contração de 4% (5.000 colaboradores a menos). Os estoques nas fábricas e concessionárias caíram para apenas 12 dias (um terço do habitual), o menor em toda a séria histórica da indústria.

Para este ano, a Anfavea (Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores) demonstrou cautela na recuperação das vendas (15%), exportações (9%) e produção (25%). A Fenabrave (Federação Nacional dos Revendedores de Veículos Automotores) também projetou os mesmos 15% de avanço na comercialização, uma coincidência que não é tão comum. Nesse rítmo a volta aos níveis de 2019 (ano sem efeito da pandemia) só ocorreria em 2023. Para complicar, ainda há o desastrado aumento do ICMS no Estado de São Paulo, tanto para veículos novos quanto para seminvos e usados. Deverá impactar as vendas, embora ainda não seja possível avaliar os estragos.

Por outro lado, apesar dos percalços políticos em Brasília, a economia brasileira crescerá este ano no mínimo 3,5% até por uma base comparativa baixa em relação a 2020. A vacinação de parte da população deve ajudar como reação positiva. O dinheiro retido no ano passado pelo cancelamento de viagens e outros gastos entre os que podem comprar automóveis, deve ser aplicado para este fim.

Então, há um potencial de voltar aos números de 2019 em 2021, o que significaria um incremento nas vendas em torno de 35%. Otimismo exagerado? É o que vamos conferir em 31 de dezembro deste ano.
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Novo Chery Tiggo 2: SUV é patenteado na Argentina e será produzido no Brasil

13 13Etc/GMT+3 janeiro 13Etc/GMT+3 2021 por fernandosiqueira

 

Utilitário Esportivo compacto da Chery chega com dianteira renovada, interior mais sofisticado e nova mecânica. Lançamento está previsto para este ano

 

Chery

SUV Caoa Chery Tiggo  2 chegará à Argentina pelas via Brasil. FOTO: Chery/Divulgação

A Chery patenteou o novo Tiggo 2 na Argentina, conforme publicou o site “Parabrisas”. A chegada do modelo, que será produzido na fábrica brasileira da marca em Jacareí (SP), está prevista para este ano. O movimento faz parte do novo ciclo de investimentos da empresa no Brasil, que inclui R$ 5 bilhões para a produção de novos automóveis em Anápolis (GO).

Conforme divulgado pela imprensa especializada brasileira, o novo Tiggo 2 adotou visual ainda mais moderno na China (vide foto acima). Ou seja, o modelo atual (lançado em agosto do ano passado como linha 2021) vai mudar seu design frontal em breve. Vale salientar, que modelo foi flagrado em testes em nosso País e, não obstante manter a carroceria, tem incrementos visuais como dianteira parecida com a pick-up TORO, com faróis posicionados abaixo de um filete de luzes de LEDs e nova grade, além de para-choque redesenhado. O modelo ficou ainda mais vistoso.

 

Chery
 

A traseira do novo Chery Tiggo 2 ficou ainda mais chermosa. FOTO: divulgação

Itens e interior do Chery Tiggo 2

O novo Tiggo 2, tem novas rodas e disposição de luzes diferenciada nas lanternas traseiras (que mantém o contorno). Internamente, tem painel de instrumentos, saídas de ar-condicionado e central multimídia renovados. Esta última, no entanto, agora com tela de 9 polegadas. Os materiais, segundo informações, estão mais sofisticados. Oferece também, comandos de climatização, console, alavanca de câmbio e volante com novos contornos.

Ainda sem confirmação da CAOA Chery, informações apontam que o motor, com partida através de botão, será substituído. Visando mais economia e desempenho, sai o propulsor o 1.5 16V SOHC de 115 cavalos de potência e entra o 1.0 turbo 3 cilindros de 120 cavalos de potência. O câmbio também muda. O automático de 4 marchas dá lugar ao CVT – continuamente variável – com 7 velocidades simuladas.