Anfavea: o “momento da virada” da indústria chegou, mas depende das reformas

6 06Etc/GMT+3 setembro 06Etc/GMT+3 2016 por fernandosiqueira

Fábrica Jeep - Goiana

A indústria automotiva brasileira segue caminhando em passos lentos. No mês de agosto, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (6) pela ANFAVEA (Associação Nacional de Fabricante de Veículos Automotores), foram produzidos 177,7 mil veículos, número 6,4% menor do que o de julho (189,9 mil). Em relação ao mesmo mês do ano passado, a redução é mais acentuada: -18,4%.

Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, essa queda foi um reflexo direto da interrupção temporária da produção de algumas montadoras. Segundo o executivo, se não houvesse essa paralisação, a produção passaria das 200 mil unidades.

Fábrica Honda HR-V - produção

Por outro lado, fato positivo foi o aumento do número de licenciamentos em agosto, com 207,3 mil unidades, número que representa crescimento de 1,4% na comparação com o mês anterior, mas queda 11,3% comparado ao mesmo mês de 2015. No acumulado do ano, não há refresco: queda de 23,1% em relação a 2015 com o total de 1,348 milhão. Para se ter uma ideia do tombo, o melhor resultado foi obtido nos oito primeiros meses de 2012, ocasião em que houve 2,501 milhões de emplacamentos.

Megale destacou o crescimento e acrescentou que o resultado poderia ter sido melhor. A observação fica por conta dos Jogos Olímpicos, que trouxe uma grande visibilidade para o país e ânimo para os brasileiros, mas que acabou derrubando os emplacamentos em pouco mais de 14% no Rio de Janeiro durante a realização do evento.

Em relação ao emprego, houve uma redução de 0,7% nos postos de trabalho, com o total de 126.900 reduzido para 1126.000 trabalhadores na indústria. Atualmente, existem 20.300 profissionais no regime especial do PPE (Programa de Proteção ao Emprego). No entanto, o executivo indica que a previsão industrial é de que não haverá necessidade de reajustar para menos a produção de veículos.

Fábrica Jaguar Land Rover

Na primeira coletiva após o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Roussef concluído, o presidente da Anfavea falou sobre o tema e que considera que este é o momento da virada para a indústria automotiva. Entende que a recuperação total do setor somente ocorrerá quando o país como um todo volte a crescer, com a retomada do crescimento da economia, PIB e a confiança do consumidor. Para o executivo, é imprescindível que as reformas propostas pelo novo governo aconteçam (em especial reformas econômicas, equação dos gastos públicos com limites estabelecidos, questões trabalhistas e regulamento do serviços de terceirização).

Nas questões trabalhistas, a Anfavea espera que mudanças e ajustes sejam feitos para que a indústria nacional tenha mais competitividade frente aos mercados internacionais. Em relação à questão previdenciária, Megale também destacou ser um fator crucial para que o país tenha um horizonte melhor definido, e assim, tenha capacidade de atrair mais investimentos para retomar o crescimento.

Fotos: divulgação

FONTE: Carsale


Sucesso apesar do coronavírus: 10,4% de retorno nas vendas

31 31Etc/GMT+3 outubro 31Etc/GMT+3 2020 por fernandosiqueira

 

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Porsche TAYCAN elétrico. FOTO: divulgação

Nos primeiros três trimestres de 2020, a Porsche gerou um retorno operacional de 2,0 bilhões de euros, apesar da pandemia mundial do coronavírus. Com um faturamento de 19,4 bilhões de euros, a fabricante de carros esportivos registrou um retorno em vendas de 10,4 por cento nos últimos nove meses. Apesar do resultado operacional ter ficado 28 por cento abaixo do valor do ano passado, Lutz Meschke, vice-presidente e membro do Conselho Executivo responsável por Finanças e Tecnologia da Informação da Porsche AG, está muito satisfeito com o alcançado: “Estamos lucrando agora por que a contínua otimização de nossos processos faz parte de nosso DNA.” O consequente aumento na eficiência permitiu à Porsche alcançar um retorno de dois dígitos nas vendas, apesar da situação incerta da indústria automotiva.

Oliver Blume, presidente do Conselho Executivo da Porsche AG, acredita que a marcante linha de produtos é outro fator de sucesso: “Nosso portfólio de produtos jovem e atraente agrada aos clientes. Estou otimista em relação aos próximos meses”, afirma Blume. “O novo 911 e nosso carro esportivo elétrico, o Taycan, demonstram significativamente nossa força inovadora e seus números de vendas superaram nossas expectativas. 25.400 unidades do clássico carro esportivo 911 foram entregues nos primeiros nove meses do ano, o que corresponde a um crescimento de um por cento de ano para ano. O totalmente elétrico Porsche Taycan foi lançado em setembro de 2019 e entregue a quase 11.000 clientes entre janeiro e setembro deste ano.

 


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Desde o início do ano, a Porsche entregou 191.547 carros a seus clientes em todo o mundo. Apesar desse número ser cinco por cento menor que o de 2019, a Porsche tem conseguido manter a queda de vendas num nível moderado em comparação com o mercado como um todo. A fabricante de carros esportivos vem lucrando, em primeiro lugar, graças ao mercado chinês, que se recuperou rapidamente após o lockdown. Entre janeiro e setembro, a Porsche entregou mais de 62.823 veículos aos seus clientes na China. Isso corresponde a quase um terço de todas as suas vendas globais. A demanda também está sendo recuperada, com força total, em outros mercados.

Apesar das difíceis condições no mercado geral, a Porsche vem mantendo resolutamente seus investimentos em digitalização e eletrificação. 15 bilhões de euros serão investidos em novas tecnologias ao longo dos próximos cinco anos. “Apesar desse investimento reduzir nossos resultados no momento, no longo prazo irá ajudar a manter a segurança da empresa e dos empregos no futuro”, enfatiza Lutz Meschke, membro do Conselho Executivo responsável por Finanças e Tecnologia da Informação. Além do desafiador ambiente do mercado, os efeitos causados pelas taxas de câmbio também tiveram um impacto negativo nos resultados. Apesar disso, Meschke ressalta que atingir um retorno em vendas de 15 por cento continua sendo o objetivo estratégico da Porsche AG. “Devido aos efeitos da pandemia do coronavírus, isso não é realista para 2020 mas, graças à nossa estratégia a longo prazo, estamos confiantes de que alcançaremos um retorno em vendas de dois dígitos ao final deste ano.”

Volkswagen é Top of Mind na categoria Carros

por fernandosiqueira

 

Volkswagen do Brasil conquistou seu 29º título na categoria Carro na pesquisa realizada pelo Datafolha

 

 

A Volkswagen foi reconhecida mais uma vez como a marca de carro mais lembrada pelos consumidores. Esta é 29ª vez de 30 edições, que ocupa o topo da categoria Carro da pesquisa Top of Mind, realizada pelo Datafolha.
“É muito gratificante para a Volkswagen ser uma das marcas mais lembradas no Top of Mind. Esta conquista mostra que estamos no caminho certo. Ela reflete o resultado do esforço constante da VW em atender aos anseios dos consumidores, desenvolvendo produtos cada vez mais inovadores dentro de um portfólio voltado para os diversos desejos, sonhos e famílias brasileiras. Ficamos felizes em sermos lembrados durante tantos anos, desde o início da pesquisa, e verificar que fomos evoluindo também para o que o consumidor da VW almeja: produtos com mais conectividade, inovação e tecnologia”, declara Pablo Di Si, presidente e CEO da Volkswagen América Latina. “Agradeço em primeiro lugar nossos empregados, nossa rede de concessionárias em todo o Brasil, nossos fornecedores, e principalmente nossos clientes pela confiança na nossa marca e nos nossos produtos”, destaca.

A conquista do Top of Mind 2020 é resultado de uma estratégia corporativa muito bem trabalhada por todos os integrantes da equipe Volkswagen. A pandemia do novo coronavírus fez a empresa se adaptar e acelerar diversas ações da marca, principalmente no que diz respeito à Digitalização. Como destaque, mesmo diante do cenário desafiador, a Volkswagen lançou o VW Nivus 100% de forma digital. Foram realizadas lives de pré-lançamento, world première, warm-up e disponibilizadas ferramentas, como o DDX (Digital Dealer Xperience) e App Volkswagen Experience, para que o cliente pudesse ver o carro em realidade aumentada, inclusive na sua própria garagem. Todas essas ações foram feitas sem ter um único automóvel nas concessionárias e o sucesso de vendas que elas causaram mostram a efetividade da equipe VW em entender e atingir os consumidores da maneira correta.

Durante a pandemia, a Volkswagen foi a marca mais citada pelos moradores de São Paulo quando o assunto é carro, durante e após a pandemia do novo coronavírus, num levantamento realizado pela Datafolha em julho e publicado pela Folha de S.Paulo que teve como objetivo identificar os hábitos e tendências de consumo dos paulistanos antes, durante e após a pandemia do novo coronavírus. A VW foi destacada pelo jornal pela reação que teve frente à crise, com o empréstimo de carros para prefeituras, doação de máscaras e conserto de ventiladores pulmonares.

Pick-up “Peugeot Landtrek” será lançada na América Latina no final de novembro deste ano

por fernandosiqueira

 

Modelo, que chegará ao Brasil no próximo ano para concorrer com a Toyota  Hilux e a Volkswagen Amarok, será produzida no Uruguai

 

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Pick-up da Peugeot, a Landtrek, tem design muito atraente que, certamente, irá empolgar os brasileiros. FOTO: divulgação

Ano após ano, as montadoras de automóveis procuram fortalecer o segmento de pick-ups na América Latina. E a Peugeot não poderia ficar fora dessa tendência, tanto assim, que decidiu retornar à produção delas e confirmou o lançamento da “Landtrek” no Continente, o que vai acontecer no dia 24 do próximo mês, no México.

Depois, virão América Central e alguns países da América do Sul. Posteriormente, o modelo chegará ao Brasil, Argentina e Chile, o que deve acontecer em 2021.

Changan Kaicene F70 é a base da pick-up

A “Landtrek” é fruto de uma joint-venture com a montadora chinesa Chagan. O modelo é baseado na pick-up Changan Kaicene F70 e foi desenvolvido com o propósito de atender aos mercados emergentes latino-americano e africano. Da China, inclusive, sairão as primeiras unidades vendidas na América Latina.

A Peugeot está concluindo a unidade fabril de Nordex, em Montevidéu (Uruguai), para receber a “Landtrek”. Ela será responsável por montar o veículo no regime denominado CKD, que consiste em importar a pick-up totalmente desmontada para ser  produzida no País.

 

Landtrek
 

A traseira da Landtrek é muito harmoniosa, à semelhança de sua irmã chinesa Changan. FOTO: divulgação/Peugeot

Motores e trações

A Peugeot equipará a pick-up com duas opções de motores 4 cilindros. O primeiro, será o 2.4 turbo a gasolina que entrega 210 cavalos de potência e 32,6 mkfg de torque. O câmbio será manual ou automático de 6 velocidades. O segundo, o 1.9 turbo a diesel, de 150 cavalos de potência e 35,7 mkfg. Inicialmente, a versão turbodiesel será equipada com transmissão manual de 6 velocidades.

Lógico, a versão “off-road” terá tração traseira e opção 4×4 com engrenagem de redução e bloqueio do diferencial no eixo traseiro.

Landtrek no Brasil

O lançamento entrará no segmento de comercias leves, o que mais cresce em nosso País, o de pick-ups médias. A fim de oferecer uma ampla gama de versões, a Peugeot registrou a “Landtrek” no INPI em duas versões, a saber: cabines simples e dupla.

A cabine simples tem 5,39 metros de comprimento (5,33 metros na versão de cabine dupla), 3,18 metros de entre-eixos, 2,22 metros de largura, com os espelhos retrovisores abertos e 1,83 metro de altura. A caçamba tem capacidade de carga de 1.200 quilos e 1.000 quilos na versão cabine dupla.

 


Assim que for lançada no Brasil, a “Landtrek” enfrentará um segmento bastante disputado no País, representado pelas pick-ups Toyota Hilux, Volkswagen Amarok, Mitsubishi L200, Nissan Frontier e GM S10.

Vale salientar, que a maioria das versões turbodiesel das concorrentes brasileiras tem potência superior aos 200 cavalos e é equipada com transmissão automática. A disputa vai ser acirrada, sem dúvida.

IQA alerta para a importância da qualidade do “aditivo de radiador”

30 30Etc/GMT+3 outubro 30Etc/GMT+3 2020 por fernandosiqueira

 

  • Uso de produto fora de especificação pode causar danos ao motor. Recomenda-se o uso de aditivos que atendam requisitos de desempenho conforme normas técnicas da ABNT. O tema é foco de webinar gratuito que o IQA realizou HOJE, dia 30/10, das 10,00 às 11,00 horas

 

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Aditivo de arrefecimento: cuidado com a qualidade. FOTO: divulgação

O IQA (Instituto da Qualidade Automotiva) alerta para a importância do uso de aditivo de radiador com qualidade reconhecida baseada em normas técnicas da ABNT uma vez que se trata de um componente que pode afetar o bom funcionamento do motor do veículo.

“Recomendamos o uso de aditivos testados e em conformidade com normas técnicas reconhecidas, demonstrando a  garantia de que cumprem com o propósito ao qual foram desenvolvidos”, afirma Sergio Kina, gerente de Operações do IQA. “O uso de produtos sem qualidade pode ser um risco ao bom funcionamento do veículo, e também aos seus ocupantes”, alerta Kina.

Testes 

O IQA realiza ensaios para atestar a conformidade dos aditivos de radiadores: Ponto de Congelamento, Ponto de Ebulição – como recebido, pH tal qual, Reserva Alcalina, Densidade Relativa, Teor de Água e Corrosão nos Corpos de Prova (Cobre, Solda, Latão, Aço, Ferro Fundido, Alumínio) – método A e método B. “São ensaios previstos nas normas ABNT que asseguram a qualidade do produto”, afirma Kina.

O aditivo de radiador é regido pelas normas técnicas ABNT NBR 13705:2016 para aditivo concentrado, e ABNT NBR 14261:2016 para aditivo diluído. O produto pode ser essencialmente de três diferentes bases: monoetilenoglicol, monopropilenoglicol ou glicerol, e tem como objetivo regular a temperatura do motor, além de lubrificar os componentes do sistema de arrefecimento do veículo, como bomba d’água e radiador.

Webinar 

Por conta da importância do tema, o IQA realiza no dia 30 de novembro, das 10h às 11h, o webinar gratuito sobre a importância e o impacto no desempenho do motor do aditivo de radiador, em parceria com especialistas do setor.
“Modelamos o webinar em três partes. Na primeira, abordaremos questões de composição, tecnologia, concentrado e diluído, em parceria com o engenheiro Guilherme Moda, da Tirreno; depois a responsável pelo Laboratório IQA, Keli Oliveira, falará sobre os principais ensaios para atestar a conformidade do produto e, por fim, na terceira parte,o engenheiro Charles Conconi, da AEA/MBB, falará sobre a aplicação do produto, a importância de um produto de qualidade que atenda as especificações e os impactos nos veículos por uso de produtos inadequados”, explica Kina.

Porsche Apresenta “Soul Electrified” em live com Cat Dealers, dia 1º de novembro, no Multishow

por fernandosiqueira

 

Transmissão será na TV e no canal Música Multishow, no YouTube. Você não deve perder!

 

 
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Em uma parceria inédita com o Multishow, a Porsche Brasil apresenta em uma live com Cat Dealers, no dia 1º de novembro (domingo), com exibição simultânea no Multishow, na TV, além do canal Música Multishow, no YouTube (youtube.com/multishow) e do canal do YouTube da Porsche (youtube.com/c/PorscheBrasilOficial). O programa irá apresentar o novo Porsche Taycan, primeiro modelo 100% elétrico da marca, no Brasil.

Com parceria da WGroup na criação e na execução do evento, os irmãos Pedro e Lugui, o duo de DJs cariocas que representam um dos grandes nomes da cena internacional, vão comandar o som das 20h30 às 21h, diretamente de São Paulo.

O show promete eletrificar os espectadores e internautas por meio da música, e a programação vai envolver a todos com muito movimento e imagens de tirar o fôlego. O repertório do evento incluirá a música “Save Me Now”, que será lançada em novembro, além de hits da dupla como “Gravity”, “Sunshine”, “Gone Too Long”, “Colours & Lights” e “Your Body”.

Foi um prazer enorme receber esse convite da Porsche, principalmente por sermos fãs de carros e da marca. Pesquisamos bastante sobre o Porsche Taycan, o novo carro elétrico, e é muito legal fazer parte do seu lançamento aqui no Brasil. Estamos bastante animados para a live. A Porsche também é uma empresa da Alemanha, um lugar muito especial para nós por ser um dos países onde temos uma de nossas principais bases de ouvintes internacionais”, conta Lugui. 

Coluna do Fernando Calmon, jornalista automotivo

por fernandosiqueira

 

Nissan Versa evolui a preços competitivos

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O novo Versa marca, de fato, uma iniciativa de virar o jogo no altamente disputado mercado dos sedãs compactos “anabolizados”, aqueles que estão próximos dos sedãs médios em dimensões. A oferta hoje vai desde o Virtus (o de maior espaço interno) até o Logan (de menor preço), passando pelo líder Onix Plus, além de Cronos, Yaris e City para citar os principais. Ainda que o modelo vindo do México conviva com a geração anterior fabricada no Brasil e rebatizada de V-Drive, os dois somados podem ampliar a participação de mercado da Nissan.

Ao utilizar a mesma arquitetura, ainda atual, do SUV compacto Kicks, o Versa avançou em estilo e conforto nas quatro versões disponíveis. Frente, traseira e perfil são atraentes, em especial a coluna C parcialmente pintada em preto. Na versão de topo, Exclusive, dispõe de rodas de aro 17 polegadas, faróis em LED (sem DRL), alerta e frenagem autônoma de emergência (não detecta pedestre e ciclista), alerta de tráfego traseiro, monitorização de pontos cegos, câmeras de 360 graus, detector de objetos em movimento e alerta de abertura da porta traseira para evitar esquecimento do motorista no destino, ao fechar o carro. Seis airbags são de série para toda a linha. Falta luz de neblina atrás.

Apesar de o comprimento praticamente igual ao V-Drive, o Versa é 4,5 cm mais largo, tem entre-eixos 2 cm maior e porta-malas de 482 litros (ganho de 22 litros e acesso melhor). Em altura são 4 cm a menos, mas o espaço para cabeça no banco traseiro foi preservado. O ambiente interno ficou aconchegante, materiais de acabamento melhoraram e há mais de 20 porta-objetos. Comandos de vidros elétricos nas quatro portas têm função um-toque só para o motorista e apenas para descer, uma economia em desacordo com o que o modelo oferece. Central multimídia de 7 polegadas aceita Android Auto e Apple CarPlay (pode parear dois celulares) e inclui GPS nativo. Há três entradas USB (duas para o banco traseiro). Carregamento de celular por indução é vendido como acessório.

Câmbio automático é CVT.  O manual é disponível apenas na versão básica. Motor de 1,6 L e 16 válvulas com comando variável entrega 114 cavalos de potência e 15,5 kgfm, diferença muita pequena (mais 3 cavalos de portência e 0,4 kgfm) para o V-Drive. O que não mudou são valores iguais para etanol e gasolina, ao contrário da maioria dos motores flex, mais potentes com etanol.

Em rápida avaliação da versão Exclusive, o Versa demonstrou boa evolução em dirigibilidade, comportamento em curvas e precisão de direção. Sensação de “carro na mão” é superior ao V-Drive e semelhante aos melhores concorrentes. Desempenho em aceleração e retomada não empolga, mas de 0 a 100 km/h (10,6 s) é quase 1 s melhor do que a versão V-Drive, 44 kg mais leve. Freios, a disco na frente e a tambor atrás, são suficientes para o desempenho mediano do modelo. Volante tem regulagem de altura e distância. Bancos dianteiros estão entre os melhores quanto a conforto e apoio do corpo. Atrás o espaço para as pernas também se destaca. O carro ficou nitidamente mais silencioso.
Preços vão de R$ 72.990,00 a R$ 92.990,00 entre os mais competitivos do segmento.

 

ALTA RODA

 

PREÇOS. Costuma-se dizer que os preços dos automóveis no Brasil são “abusivos” e a lucratividade está acima da média mundial. Mas, quando o real se desvaloriza, ninguém se habilita a comparar os preços em dólar com os do exterior, simplesmente porque os produtos nacionais ficaram bem mais baratos. Ainda há o argumento de que o comprador não tem sua renda em dólar. Na realidade, há ciclos de lucratividade e de prejuízo como se observa agora, com grandes empréstimos das matrizes para filiais cobrirem perdas financeiras.

MERCEDES-BENZ GLB. É o SUV de sete lugares que utiliza a mesma arquitetura do GLA de cinco lugares, produzido no Brasil. Como o GLB vem do México, sem imposto de importação, a versão especial de lançamento recheada de equipamentos sai por R$ 299.900,00.
Com distância entre-eixos de 2,83 m oferece amplo espaço para pernas na fileira do meio e, no último par de bancos, apenas para crianças ou adultos de média estatura em pequenas distâncias. Motor turbo de 1,33 L, 163 cv e 25,5 kgfm.

EVENTO. Seminário Perspectivas 2021, da AutoData, mostrou a indústria de autopeças um pouco mais otimista do que a de veículos. Rafael
Chang, presidente da Toyota, disse que terá de balancear produção e rentabilidade, mas acredita que no próximo ano o mercado interno será até 25% maior. Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford, afirmou que embora 2021 tenha retomada forte, está mais preocupado com 2022 em diante. Diferença entre inflação no atacado (IGP-M) e no varejo (IPCA) dificulta projeções.

REDE de 30 eletropostos que a EDP construirá nos próximos três anos em parceria com Audi, VW e Porsche terá custo bem salgado. Cada um, para atender apenas três veículos, custará R$ 1 milhão de reais. A energia não será cobrada, mas quando for não se sabe ainda como resolver. Em Portugal, o preço do kWh ficou caríssimo.

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Valores de carros elétricos devem continuar em alta, afirma a General Motors América do Sul

29 29Etc/GMT+3 outubro 29Etc/GMT+3 2020 por fernandosiqueira

 

Hermann Mahnke, Diretor-executivo de marketing da GM América do Sul, fala sobre disparada nos preços de veículos elétricos no Brasil, culpa o dólar e diz que alta continuará sendo praticada pelo segmento

 

Por Vagner Aquino

 

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BOLT, o automóvel elétrico da General Motors chega ao Brasil por R$ 230.600,00. FOTO: divulgação

Não há negar, a indústria automotiva global está privilegiando a eletrificação de automóveis. A General Motors, por exemplo, investiu US$ 20.000.000 para a implantação de uma nova família de carros elétricos. E o Brasil está incluído nesses projetos. Em nosso País, a montadora oferece (desde 2018) o “BOLT”, que tem autonomia superior a 400 quilômetros. Porém, o modelo encareceu mais de R$ 55.000,00 no último semestre e, hoje, não é vendido por menos de R$ 230.600,00.

Isso é reflexo da alta do dólar, pois a indústria automotiva é bastante vulnerável e exposta à variação cambial. Para comentar este e outros pontos, o Jornal do Carro entrevistou, com exclusividade, Hermann Mahnke, diretor-executivo de marketing da GM América do Sul, que vê na elevação de preços a principal dificuldade em tornar esse tipo de veículo realidade no Brasil.

Jornal do Carro. O Chevrolet Bolt foi o carro elétrico mais vendido do Brasil no primeiro semestre de 2020, com 82 unidades. A que se deve o sucesso do modelo frente à concorrência?

HM.  Em 2018, quando fizemos a avant-première do Bolt (durante o Salão do Automóvel de São Paulo), seu ponto forte era, justamente, aliar tecnologia e autonomia superior. Afinal, é possível rodar mais de 400 km com uma única recarga. Sem contar a acessibilidade de preço. À época, o elétrico mais premiado dos Estados Unidos, chegou por aqui a R$ 175.000,00.

JC.  Os veículos elétricos vendidos no Brasil subiram bastante de preço nesse meio-tempo. O BOLT, por exemplo, chegou a ultrapassar os R$ 55.000,00 de alta. Isso foi apenas por conta da alta do dólar, ou há outros fatores que influenciaram?

HM. À época do lançamento do Bolt, o dólar estava na casa dos R$ 3,70. Mas, desde então, a moeda tem ganhado força, se valorizado frente ao real. Hoje, está no patamar de R$ 5,60,00, aproximadamente, e os preços dos carros elétricos como um todo estão reagindo a esse novo câmbio. Esse tipo de veículo, por ser totalmente importado, com conteúdo tecnológico muito alto vindo de fora, invariavelmente sofre os impactos desse aumento (do dólar)E isso vai continuar, porque não há como a gente subsidiar o preço de um carro desses! Aliás, o patamar de preços dos carros elétricos no Brasil ainda não está ajustado a realidade cambial. Com certeza, teremos ainda mais altas ao longo do ano. E isso, infelizmente, tira o carro elétrico dos planos de muitos compradores.

JC.  Qual seria o valor ideal do dólar para que o carro elétrico ampliasse sua participação no Brasil?

HM.  Eu acredito que se conseguirmos superar o patamar inferior a R$ 4, que é a realidade que tínhamos no final de 2018, quando lançamos o Bolt, seria o ambiente perfeito para que o brasileiro pudesse usufruir dessa tecnologia que vem recebendo investimentos no mundo inteiro. Com o dólar alto, a gente começa a perder oportunidade de eletrificar o Brasil. Com base no processo visto em outros países, a eletrificação começa nos centros urbanos e, posteriormente, em algumas rotas. Por aqui, o processo começou a funcionar em cidades como Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, e também no eixo Rio-SP.

Ou seja, esses locais começaram a investir em infraestrutura para começar a ter carros elétricos. E eles começaram a chegar. E é em função do aumento das vendas desses modelos que a infraestrutura também vai se adequando, os investimentos vão acontecendo, até que a gente tenha uma cobertura nacional, por exemplo. Hoje, a rede Chevrolet tem 15 pontos totalmente capacitados e qualificados a vender o Bolt.

A nossa ideia era expandir essa rede conforme o mercado fosse crescendo. Porém, percebeu-se uma desaceleração substancial. Culpa da elasticidade de preço. Em resumo, isso faz o Brasil perder. Perde por não poder usufruir dessa grande onda de investimentos da indústria (de elétricos) como um todo.

JC.  O que o Governo poderia fazer para reverter essa situação e, de fato, tornar o elétrico uma realidade no Brasil?

HM.  Aqui (no Brasil) não tem nenhum benefício excepcional. Mas o Governo já tomou algumas atitudes, como a isenção de imposto de importação, independente da fonte, por exemplo. Isso já é um convite importante para que possamos ofertar essa tecnologia por aqui. A tributação (IPI) é de 8%, e tem benefícios indiretos, como a isenção de rodízio municipal (em São Paulo), IPVA diferenciado, enfim. Porém a questão central para determinar o aumento ou diminuição no volume de veículos elétricos é o câmbio. É ele quem torna a estratégia proibitiva ou não.

JC.  Tendo em vista que o veículo elétrico ainda é inviável para muitos consumidores no Brasil, não seria hora de pensar em um modelo mais barato? Há planos para um Onix elétrico, por exemplo?

HM.  Não. Temos planos e altos investimentos em eletrificação de todo nosso portfólio, mas, hoje, estão totalmente concentrados fora do Brasil. A nossa ideia é importar. Sem previsão de nacionalizar.

JC.  Poderia adiantar algum modelo elétrico que será realidade por aqui em breve?

HM.  Temos planos de trazer mais produtos já ofertados lá fora, mas não posso adiantar nomes. Mesmo porque a intenção, no curto prazo, é fazer volume com o que já temos. Queremos fazer uma oferta de produtos diferente nos próximos anos. Entretanto, isso só será possível com a estabilização do dólar. A moeda cara retarda todo o planejamento (de trazer mais carros elétricos para o Brasil), porque você vai ter menos volume e, por consequência, menor infraestrutura, o que torna a oferta desvantajosa.

JC.  Quais partes do mundo já estão preparadas a conviver perfeitamente com o carro elétrico?

HM.  O mundo todo está se preparando para isso, afinal, trata-se de uma energia totalmente limpa a partir de uma energia potencialmente renovável. Há eletrificação em massa por todos os lados, porém, EUA, Ásia e Europa estão acelerando essa transição de carros a combustão para elétricos com mais velocidade por meio de incentivos do Governo. O que não é o nosso caso. Para comparação, o Brasil é um mercado de 2 milhões de carros, mas tem menos elétricos que a Colômbia, por exemplo, que vende, aproximadamente, 300 mil carros/ano. Nossa angústia é ver a indústria de elétricos minguando por aqui com a alta do dólar. O resultado é ainda mais espera para que se tornem realidade no Brasil.

JC.  Há uma grande polêmica em torno da fabricação do carro elétrico e, principalmente, do descarte de baterias. Qual a visão da GM sobre os temas?
HM.  Há muita lenda em torno disso. É uma nova realidade. Todo um mercado ainda vai nascer, como a própria indústria de recuperação de baterias de veículos elétricos. Hoje, já temos (a GM)mais de 4,2 bilhões de km percorridos dentro do nosso portfólio de veículos elétricos. Para se ter ideia da grandeza, é como ir 11 vezes até a lua. Ainda assim, até hoje, não tivemos nenhuma substituição de bateria em garantia. Ou seja, a durabilidade da bateria elétrica é extremamente confiável e duradoura. Temas como descarte em massa, assim como falta de capacidade de produção (para cumprir a demanda) não existiu até agora. Conforme a tecnologia evolui, os prolemas vão sendo sanados. E novas tecnologias estão chegando, como maior autonomia de baterias, por exemplo. Certamente, novos projetos estão nascendo enquanto estamos conversando aqui.

 

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Automóveis Volkswagen up!, Saveiro e Tiguan têm a menor desvalorização do mercado nacional em 2020

por fernandosiqueira

 

Polo, Virtus e T-Cross também estão entre os modelos com maior valor residual após um ano de uso, segundo a agência AutoInforme

 

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Três modelos Volkswagen ganham o selo Maior Valor de Revenda Autos 2020, da agência AutoInforme. Isso significa que esses modelos, dentro de suas respectivas categorias, são os que menos desvalorizam no mercado. São eles: up!, na categoria “Entrada”, Saveiro, em “Pick-ups Pequenas” e Tiguan, em “SUV Médio”. O selo é mais um reconhecimento quanto à qualidade, tecnologia e durabilidade dos produtos da marca alemã.
E esse reconhecimento faz parte da história da Volkswagen. O up!, por exemplo, é o vencedor de sua categoria pela quinta vez, com um índice de desvalorização de 9,8% ao ano, despontando como um dos carros mais premiados pela pesquisa, que está em sua sétima edição. A pick-up Saveiro chega à sua quarta premiação, com um total de 15,1% de desvalorização. E o Tiguan também se junta ao hall de premiados pelo Selo Maior Valor de Revenda. O modelo foi eleito pela segunda vez consecutiva, com uma taxa de desvalorização de 10,9%.

Além dos ganhadores, mais três modelos Volkswagen ocupam a segunda posição em suas categorias. Entre os Hatchs Compactos, o Polo ficou com um índice de apenas 9,9%, mesma taxa de desvalorização do Virtus, que também ocupou a segunda colocação, porém entre os Sedãs Compactos. O terceiro modelo a entrar para esta lista foi o T-Cross, que em seu primeiro ano completo no mercado já registra um índice de somente 10,2% de desvalorização entre os SUVs compactos.

A baixa desvalorização desses modelos mostra o quanto esses produtos são bem aceitos no mercado e o quanto a Volkswagen está conectada às necessidades de seus clientes, uma vez que o valor de revenda é um importante atributo para quem pretende adquirir um novo veículo. A pesquisa do AutoInforme considera diversos critérios para chegar ao valor de revenda dos carros e já premiou inúmeros outros modelos da Volkswagen em edições anteriores.

Onix Plus tem o maior valor de revenda do Brasil

por fernandosiqueira

 

Modelo, produzido pela General Motors, foi o que menos perdeu valor em um ano 7,6% de depreciação

 

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Novo ONIX Plus Premier. FOTO: divulgação

O Onix Plus foi o grande destaque da 7ª edição do Selo Maior Valor de Revenda Autos da Autoinforme. Com apenas 7,6% de depreciação em um ano de uso, foi o primeiro modelo sedã a obter o título de campeão Geral, e ainda conquistou o selo na categoria Sedã Compacto.

O estudo foi feito a partir de levantamentos da Molicar, observando outras cotações do mercado, assim como sites de classificados de automóveis. Foram considerados 102 modelos de 20 marcas.

“O Onix é reconhecido pelo baixo custo de manutenção, confiabilidade da marca Chevrolet e pela ampla oferta tecnológica. Para o consumidor comprar um modelo que possui o selo de maior valor de revenda, é uma comprovação que ele está fazendo a melhor opção, tanto do ponto de vista pessoal, quanto financeiro’’, destaca Isabel Souza, gerente de Marketing de produto da GM.

A revelação foi levada ao público ontem, dia 28 de outubro, em uma cerimônia transmitida virtualmente.

O modelo que dita tendências

O sucesso do  ONIX está atrelado a vários fatores, desde os mais racionais, relacionados ao custo-benefício do produto em si, às inovações tecnológicas, às soluções de conforto e ao baixo consumo de combustível, por exemplo. Mas é o fato de estar em constante evolução e ditando tendências que o transformou em uma espécie de carro-símbolo dessa atual geração de consumidores,  contemporânea, inteligente e conectada.

A chegada da segunda geração do ONIX, em 2019, reforçou ainda mais esse posicionamento e inaugurou no segmento um patamar ainda mais elevado em relação a segurança, performance, nível de equipamentos e design.

Aliás, nessa busca por ditar tendências, os novos ONIX e ONIX Plus trouxeram recentemente o conceito do primeiro carro nacional sem fio, onde o ciente consegue projetar o seu smartphone no MyLink e também carregar o aparelho sem a necessidade de cabo.

Os Boards da FCA e do Groupe PSA constatam o progresso contínuo alcançado em direção à fusão

por fernandosiqueira

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A  comunicação é apenas para fins informativos e não se destina e não constitui uma oferta ou convite para trocar, vender ou solicitar uma oferta para subscrever ou comprar, ou um convite para trocar, comprar ou subscrever quaisquer títulos, qualquer parte de negócio ou ativos aqui descritos, ou quaisquer outros interesses ou pedido de qualquer voto ou aprovação em qualquer jurisdição em relação à operação proposta ou de outra forma, nem haverá qualquer venda, emissão ou transferência de títulos em qualquer jurisdição em violação da lei aplicável. Esta comunicação não deve ser interpretada de maneira alguma como uma recomendação para qualquer leitor da mesma.

Esta comunicação não constitui um prospecto, uma declaração de divulgação de produtos ou outro documento de oferta para efeitos do Regulamento (UE) 2017/1129 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 14 de junho de 2017.

Uma oferta de títulos nos Estados Unidos nos termos de uma operação de combinação de negócios só será efetuada, se necessário, através de um prospecto que faça parte de uma declaração de registro efetiva apresentada junto à US Securities and Exchange Commission (“SEC”). Aos acionistas da Fiat Chrysler Automobiles N.V. (“FCA”) e da Peugeot S.A. que são cidadãos dos EUA ou que estão localizados nos Estados Unidos, é recomendada a leitura da declaração de registro quando e se esta for declarada efetiva pela US Securities and Exchange Commission, uma vez que conterá informações importantes relativamente à operação proposta. Uma declaração de registro no Formulário F-4 em conexão com a combinação da FCA e da PSA por meio de uma fusão internacional foi arquivada na SEC em 24 de julho de 2020, mas ainda não foi declarada efetiva. Cópias podem ser obtidas de todos os documentos relativos à operação proposta arquivados na SEC, documentos incorporados por referência e arquivos da FCA na SEC no site da SEC, em http://www.sec.gov. Além do mais, a declaração efetiva de registro será disponibilizada gratuitamente aos acionistas nos Estados Unidos.

Os Boards da FCA e do Groupe PSA constatam o progresso contínuo alcançado em direção à conclusão da fusão e concordam com medidas adicionais, relativas particularmente à distribuição das ações da Faurecia aos acionistas da Stellantis

A Fiat Chrysler Automobiles NV (“FCA”) (NYSE: FCAU / MTA: FCA) e a Peugeot S.A. (“Groupe PSA”) continuam progredindo rumo à conclusão de sua proposta de fusão para criar a Stellantis, o quarto maior fabricante automotivo do mundo em volume. Um outro passo significativo neste sentido foi dado em 27 de outubro, quando seus respectivosBoards assinaram as condições comuns que serão aplicáveis à sua fusão. As partes esperam que a fusão seja concluída até o final do primeiro trimestre de 2021, sujeita às condições estabelecidas em seu Acordo de Fusão.

Ambos os Boards também aprovaram que o Groupe PSA possa vender até aproximadamente 7% do capital social da Faurecia antes da conclusão da fusão e tome outras medidas (além da venda adicional de ações) a fim de garantir que a Stellantis não adquira o controle da Faurecia, conforme os termos do Acordo de Fusão inicial. Isso deve facilitar a obtenção das aprovações regulatórias necessárias relacionadas à fusão.

Os rendimentos dessa venda, bem como a participação acionária remanescente na Faurecia, conforme anunciado em 14 de setembro de 2020, serão distribuídos aos acionistas da Stellantis imediatamente após a conclusão da fusão, sujeitos à aprovação do Board da Stellantis e dos acionistas.

A FCA e o Groupe PSA reconheceram ainda a gestão eficaz da crise da Covid-19 pela Faurecia e a revisão para cima das suas previsões para o ano de 2020, bem como a confirmação de todos os seus objetivos para 2022, durante a apresentação das vendas do terceiro trimestre.