Anfavea: o “momento da virada” da indústria chegou, mas depende das reformas

6 06Etc/GMT+3 setembro 06Etc/GMT+3 2016 por fernandosiqueira

Fábrica Jeep - Goiana

A indústria automotiva brasileira segue caminhando em passos lentos. No mês de agosto, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (6) pela ANFAVEA (Associação Nacional de Fabricante de Veículos Automotores), foram produzidos 177,7 mil veículos, número 6,4% menor do que o de julho (189,9 mil). Em relação ao mesmo mês do ano passado, a redução é mais acentuada: -18,4%.

Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, essa queda foi um reflexo direto da interrupção temporária da produção de algumas montadoras. Segundo o executivo, se não houvesse essa paralisação, a produção passaria das 200 mil unidades.

Fábrica Honda HR-V - produção

Por outro lado, fato positivo foi o aumento do número de licenciamentos em agosto, com 207,3 mil unidades, número que representa crescimento de 1,4% na comparação com o mês anterior, mas queda 11,3% comparado ao mesmo mês de 2015. No acumulado do ano, não há refresco: queda de 23,1% em relação a 2015 com o total de 1,348 milhão. Para se ter uma ideia do tombo, o melhor resultado foi obtido nos oito primeiros meses de 2012, ocasião em que houve 2,501 milhões de emplacamentos.

Megale destacou o crescimento e acrescentou que o resultado poderia ter sido melhor. A observação fica por conta dos Jogos Olímpicos, que trouxe uma grande visibilidade para o país e ânimo para os brasileiros, mas que acabou derrubando os emplacamentos em pouco mais de 14% no Rio de Janeiro durante a realização do evento.

Em relação ao emprego, houve uma redução de 0,7% nos postos de trabalho, com o total de 126.900 reduzido para 1126.000 trabalhadores na indústria. Atualmente, existem 20.300 profissionais no regime especial do PPE (Programa de Proteção ao Emprego). No entanto, o executivo indica que a previsão industrial é de que não haverá necessidade de reajustar para menos a produção de veículos.

Fábrica Jaguar Land Rover

Na primeira coletiva após o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Roussef concluído, o presidente da Anfavea falou sobre o tema e que considera que este é o momento da virada para a indústria automotiva. Entende que a recuperação total do setor somente ocorrerá quando o país como um todo volte a crescer, com a retomada do crescimento da economia, PIB e a confiança do consumidor. Para o executivo, é imprescindível que as reformas propostas pelo novo governo aconteçam (em especial reformas econômicas, equação dos gastos públicos com limites estabelecidos, questões trabalhistas e regulamento do serviços de terceirização).

Nas questões trabalhistas, a Anfavea espera que mudanças e ajustes sejam feitos para que a indústria nacional tenha mais competitividade frente aos mercados internacionais. Em relação à questão previdenciária, Megale também destacou ser um fator crucial para que o país tenha um horizonte melhor definido, e assim, tenha capacidade de atrair mais investimentos para retomar o crescimento.

Fotos: divulgação

FONTE: Carsale


Coluna “ALTA RODA”. Fernando Calmon

25 25Etc/GMT+3 junho 25Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

A aposta certa

fiat-147

Na próxima semana a Fiat vai relembrar os 40 anos da homologação do primeiro carro brasileiro 100% a álcool. Em julho de 1979 o compacto 147, apresentado à então Secretaria de Tecnologia Industrial. Começou, então, o período superior a 10 anos de participação ativa do combustível renovável no mercado brasileiro. Hoje, o mundo está às voltas com mudanças nos meios de propulsão veicular e o vilão da vez passa a ser o CO 2 , um dos gases de efeito estufa.

Passadas quatro décadas, o protagonismo do álcool volta graças ao conceito chamado em inglês “from well-to- wheel” que alguns leitores pedem para explicar melhor. Em tradução livre, “do poço-à-roda”. Significa medir emissões de CO 2 desde a obtenção do combustível (em sua forma bruta), transporte e refino até a combustão nos motores e escapamento do veículo. É o chamado ciclo de vida fechado. O biocombustível da cana-de-açúcar consegue “capturar” de 70 a 80% do CO 2 por meio da fotossíntese no processo de crescimento da planta. Alcançará até 100% de captura com álcool de segunda geração.

Esses aspectos e outros foram realçados na Ethanol Summit 2019, semana passada, a conferência bienal e internacional organizada em São Paulo pela Única (União da Indústria de Cana-de-açúcar). Este ano o mais importante foi assinatura, no evento, do programa Renovabio do Ministério de Minas e Energia. Estimulará novos investimentos no setor por meio de compra de créditos de carbono para autossustentar a produção de bioetanol, biodiesel e até biometano.

Várias propostas estão em pauta: nova especificação do etanol, preços mais competitivos e motores específicos. Em curto prazo, a mais promissora está nos veículos híbridos flex. Toyota sairá na frente, em outubro próximo, quando lançará o Corolla nessa configuração, primeira do tipo no mundo.

Países europeus vêm forçando solução puramente elétrica em grande escala. Há razões estratégicas para isso ao depender menos do petróleo, mas esquecendo de conseguir lítio de poucas fontes para fabricar baterias. Deverão enfrentar, ainda, processos caros de geração de energia elétrica de fontes de baixa emissão de CO 2 .

Para ter uma ideia da encrenca, em 2030, um típico carro elétrico europeu poderá emitir 82 gramas de CO 2 /km, quando se avalia pelo critério correto “do poço-à-roda”. Exigirá grande esforço financeiro para recarregar baterias a partir de fontes “limpas” como vento, sol e termonuclear.

No mesmo ano, final da próxima década, com avanços do Rota 20030 um automóvel brasileiro híbrido a etanol que exigirá apenas uma bateria pequena, não necessariamente de íons de lítio, mais barata e fácil de reciclar, emitirá somente 14 g CO 2 /km. Um típico burocrata europeu, desses que querem impingir uma solução a qualquer custo, pode fingir que não entendeu. Ele acha que, um dia, não se sabe quando, toda a energia elétrica no continente não dependerá mais do petróleo. Não importa o custo dessa aposta e outros problemas por resolver.O Brasil tem extensão territorial, terras férteis, água e sol em abundância como nenhum outro país. Portanto, cada um faça suas escolhas. O tempo demonstrará quem está certo.

ALTA RODA

EMBORA Renault nunca tenha confirmado oficialmente, o mercado considerava como certo a produção no Brasil do crossover-cupê Arkana em 2020. Houve estudo, de fato, mas a marca francesa desistiu. O planejamento concluiu que seria inviável, entre outros motivos pelo preço preço não competitivo. Arkana será produzido na Rússia e na Coreia do Sul.

INFORMAÇÕES mais recentes dão conta de que não foi só o governo francês a atrapalhar proposta de fusão da FCA com a Renault. No Japão a ideia também descontentou o governo, mesmo sem este ter nenhuma participação no grupo Nissan-Mitsubishi. FCA anteriormente havia conversado com a Ford, sem sucesso, como acaba de admitir o chefão Bill Ford.

PEUGEOT 2008 recebeu leve atualização frontal, ganhou 1 grau no ângulo de entrada (passou a 23°) e acabamento interno melhorado. Com motor 1,6 de aspiração natural e câmbio automático de seis marchas, tem desempenho e consumo apenas regulares. Ótimos o teto solar panorâmico e o volante ovalado de diâmetro reduzido que permite visualizar melhor os instrumentos.

ASSOCIAÇÃO Brasileira de Bebidas (Abrabe) se encarregou de lembrar que no último dia 19 a chamada Lei Seca completou 11 anos e ajudou a reduzir em 14% o número de mortes no trânsito. O percentual pode parecer baixo, mas segundo dados do Sindipeças a frota de veículos leves e pesados (sem incluir motos) cresceu no período quase 60%. Resultado muito bom.

SEGURADORA Zurich anunciou semana passada produtos específicos para veículos híbridos e elétricos, incluindo opção de cobertura de cabos de carregamento e oficinas especializadas. Esta semana Itaú Unibanco lançará financiamento a juros reduzidos para essa categoria. Operações do tipo começaram com Jaguar i-Pace e agora para todas as outras marcas nesses nichos.
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Jeep® Renegade entra na onda do surfe com a série especial WSL

por fernandosiqueira

[ESPECIAL] Edição limitada de 500 unidades do SUV mais vendido do Brasil celebra a parceria com entidade que organiza o Mundial de Surfe. Modelo está em pré-venda dos 20 primeiros exemplares, até o próximo dia 30/6. Entre os itens de série há barras transversais de teto (perfeitas para levar pranchas), bancos de couro, multimídia Uconnect 7”, ar-condicionado dual zone e rodas do Renegade Trailhawk, além de teto preto e acabamentos escuros

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Saquarema (RJ) – A Jeep® acaba de abrir a pré-venda das primeiras 20 unidades da edição limitada Jeep Renegade WSL, para marcar a parceria com a World Surf League, a associação que organiza o Campeonato Mundial de Surfe, patrocinado pela Jeep desde 2015. A mais nova opção do SUV mais vendido do Brasil foi uma das atrações da marca em Saquarema (RJ), onde terminou, dia 23 do mês em curso, a etapa brasileira da competição, vencida pelo brasileiro Filipe Toledo, um dos embaixadores da marca Jeep no universo do surfe.

No total, estão previstos 500 exemplares da série, equipada com motor 1.8 Flex de 139 cavalos de potência e câmbio automático de 6 marchas. No visual, o Renegade WSL se destaca pelo teto preto e outros acabamentos escuros, como os contornos das sete aberturas da grade, logotipos da Jeep e até na cabine, como as molduras das saídas de ar e dos alto-falantes. A carroceria será sempre na cor Branco Polar, perolizada. A logomarca da World Surf League é aplicada nas colunas C e no adesivo no capô, semelhante ao do Renegade Trailhawk. Outra “herança” da versão de topo do modelo são as rodas de liga leve de 17 polegadas, que na série WSL foram pintadas de preto.

Quanto aos itens de série, o Jeep Renegade WSL estará bem posicionado. Entre eles estão bancos de couro, central multimídia Uconnect com tela de toque de 7” compatível com Android Auto e Apple CarPlay, ar-condicionado digital dual zone, sensores traseiros de estacionamento e, como não poderia deixar de ser, barras transversais de teto com capacidade de até 50 kg, ideais para levar pranchas de surfe, por exemplo.

A pré-venda das primeiras 20 unidades do Jeep Renegade WSL irá até o dia 30 de junho. Os interessados devem acessar o site http://renegadewsl.jeep.com.br. Lá, é possível fazer a reserva pagando um sinal de R$ 1.000,00 que será abatido do preço sugerido de R$ 99.590,00. Os compradores desta pré-venda levarão um brinde especial: a Jeep Leader Jersey, a famosa camisa amarela usada em cada etapa pelo surfista que lidera o Mundial. As entregas do carro começarão no início de setembro.

Jeep em Saquá

O Renegade WSL não foi a única atração da Jeep na praia de Itaúna, em Saquarema. Por meio do CRIE (o núcleo de Conteúdo e Criação Digital da FCA), a marca fez da competição o ponto de partida de um documentário com quatro influenciadores: o surfista Pedro Scooby, o cantor Gabriel o Pensador, e as ativistas ambientais Nina Marcovaldi e Shantala Torres, das ONGs Projeto Tamar e Blue Birds, respectivamente. No vídeo, as personalidades vão contar a ligação que têm com o mar. A Jeep também promoveu reciclagem de pranchas, customização de quilhas, além de experiências exclusivas com quatro membros do clube de relacionamento Jeep Nation.

Novo Porsche Cayenne turbo com 550 cavalos de potência, custa acima de R$ 700.000,00

22 22Etc/GMT+3 junho 22Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

[SONHO DE CONSUMO] Esportividade é marca registrada da versão Turbo, com seu motor V8. Preço de entrada, R$ 733 mil, não inclui diversos recursos tecnológicos.

 

porsche-cayenne-2019

O  CAYENNE é o primeiro SUV (Utilitário-Esportivo) da Porsche. Esse modelo tornou saudáveis as finanças daquela empresa, abrindo caminho para o desenvolvimento de novas gerações dos autênticos esportivos “puro sangue”.

Ao longo de quase 20 anos, o CAYENNE foi amadurecendo e a Porsche percebeu que ele não precisava ser uma versão SUV do 911. Faróis e lanternas ficaram mais proporcionais, enquanto a carroceria ganhou linhas mais elegantes.

Sua 3a- geracão, lançada recentemente no Brasil, fez com que o mesmo alcançasse sua melhor forma. Ele traz o DNA da Porsche, com identidade própria.

Elegância e esportividade

Contra todas as expectativas, o Porsche CAYENNE dá a impressão de ser menor. Seus quase 5 metros de comprimento são disfarçados por elementos horizontais na carroceria. Casos da tomada de ar dianteira e das lanternas estreitas, na traseira.

E por falar em lanternas, elas são unidas por uma elegante barra de LED, envolta em uma moldura plástica que também acomoda o letreiro “Porsche”, produzindo um fantástico efeito visual, sobretudo à noite.

O conjunto externo (ao menos da versão Turbo), é complementado com maçanetas externas, retrovisores, rack de teto e moldura dos vidros pintados de preto brilhante.

A sensação de que o CAYENNE  é um “bólido” é reforçada ao volante. É extremamente fácil lidar com o porte avantajado, ainda que o motorista esteja no trânsito de grandes metrópolis. Fazer manobras fica muito mais fácil considerando que as rodas traseiras também viram – até 3 graus, na direção oposta às da frente. Trata-se de um opcional que custa R$ 11.862,00. Em velocidades mais altas, acontece o contrário. Para garantir maior estabilidade, elas acompanham a direção daquelas do eixo dianteiro.A transformação fica completa com um som mais encorpado vindo das duas saídas duplas de escape. Aqui, é relevante fazer uma menção especial, a saber: quando o modelo roda nos demais modos, o ronco do motor fica consideravelmente mais baixo, chegando a lembrar o do motor “V6”. E mais: ainda é possível ativar um aerofólio, melhorando a aerodinâmica. Como o CAYENNE não é um carro de corrida, o artefato pouco interfere no desempenho do mesmo.

Aparência de um esporte fino

Não ser um carro de corrida permite ao Porsche CAYENNE ter uma série de luxos e comodidades aos seus passageiros. É como se as vestimentas do corredor fossem feitas pela mais fina grife de Stuttgart (Alemanha).

A unidade exposta trazia um belíssimo traje “esporte fino” composto de muito couro vermelho (vendido à parte, por R$ 3.449,00), aço escovado e preto brilhante.

Além das inúmeras teclas do volante, o console central tem botões para praticamente tudo. Uma ótima central multimídia, de 12 polegadas, centraliza quase todas as funções do modelo, desde a climatização, até regulagens de suspensão, passando por estações de rádio e navegação.

O motorista ainda fica por dentro de tudo o que acontece no veículo através de um completíssimo quadro de instrumentos. Há duas telas de 7 polegadas, dispostas nas laterais do conta-giros analógico em posição de destaque, ao centro. É olhando para a tela do lado direito que ele descobre, por exemplo, que o consumo não é dos melhores, afinal, trata-se de um SUV esportivo.

Porém, mesmo usando o modo “convencional”, e com apetite moderado no pedal do acelerador, o consumo urbano não chega a 6 km/l na cidade e fica pouco acima dos 8 km/l na estrada. Os números são bem próximos aos do Inmetro, que aferiu 5,5 km/l no ciclo urbano e 7 km/l no rodoviário. O tanque de combustível de 90 litros garante uma autonomia razoável.

Preço

O CAYENNE Turbo tem preço a partir de R$ 733.000,00. Porém, boa parte dos itens da unidade apresentada à imprensa especializada é comercializada como opcional. Considerando todos os equipamentos, o preço fica por R$ 112.000,00 mais alto, atingindo R$ 845.486,00.

Itens de série em versões mais baratas não saem de fábrica no CAYENNE Turbo. É o caso do acesso ao veículo sem a necessidade de chave, vendido por R$ 6.345,00 em um pacote com a abertura do porta-malas com movimento feito com os pés.

Nem os auxílios de condução escaparam. Assistente de manutenção na faixa (R$ 3.378,00) e controle de cruzeiro adaptativo (R$ 9.861,00) são opcionais, assim como o sistema de som da grife Burmester, que adiciona R$ 26.588,00 à conta.

Na aparência, frisos (R$ 1.309,00) e maçanetas (R$ 1.380,00) em preto brilhante, também tornam o carro mais caro.

É relevante chamar a atenção, que se quiser todos os opcionais oferecidos pela Porsche, o cliente terá um automóvel exclusivo, que passará a custar mais de R$ 1.100.000,00.

Conclusão

O CAYENNE Turbo é o SUV perfeito para o proprietário de um “911” que viu a família crescer e sentiu a necessidade de um automóvel com mais espaço interno e, consequentemente mais confortável, que disfarça o porte avantajado com uma ótima dinâmica de condução, sendo uma das melhores opções para quem precisa carregar mais do que duas pessoas e duas mochilas.

E acredite, por incrível que possa parecer, tem excelente compromisso esportividade e conforto. 
Dá para encarar?

Coluna “ALTA RODA”. Fernando Calmon

21 21Etc/GMT+3 junho 21Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

Exportar é fundamental

Apesar de todos os fatores de desestímulo, a indústria de veículos instalada no Brasil, incluindo veículos leves e
pesados, tem programado investimentos de aproximadamente R$ 50 bilhões no período 2016-2024, segundo
levantamento da Automotive Business. Isso, por si, não garante que todo esse capital será mesmo despendido. O
mercado interno vem se recuperando mês a mês, porém as exportações vão cair este ano, um dado preocupante.

O impacto da queda de vendas à Argentina agravou o quadro. Basta lembrar que em 2005 fabricantes nacionais
exportaram quase 900.000 unidades ou aproximadamente 40% da produção daquele ano. Em 2019 o País venderá ao exterior
pouco mais de 500.000 veículos, algo em torno de apenas 16% da produção. Situação insustentável porque haverá
necessidade de aumentar importações de componentes caros nos próximos anos, sem o contrabalanço de faturamento
externo.

No Fórum Estadão Think, da semana passada, surgiu a ideia de melhorar, em curto prazo, o volume de exportações em mais
um milhão de unidades anuais. Seria por meio de aumento do percentual de reembolso do programa Reintegra, criado pelo Governo Federal para compensar impostos embutidos nos veículos vendidos ao exterior. Sim, o Brasil exporta impostos, algo surreal. Hoje o Reintegra é de apenas 0,1% e há proposta de aumentar para 10%.

O problema está no orçamento deficitário do governo. Entretanto, estudo preliminar da consultoria ATKearney estima 120.000 novos empregos para um milhão a mais de veículos. A geração indireta de impostos e encargos compensaria a aparente perda de receita fiscal. Nada fácil de convencer o Ministério da Economia. Porém, houve aceno do superintendente da Receita Federal, presente no evento, para estudar o assunto com foco apenas no volume adicional a exportar. Não resolve, porém, o reembolso do imposto estadual previsto em lei e não cumprido.

No mesmo dia do fórum, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva organizou o Simpósio de Eficiência Energética e Emissões. O mundo está às voltas com um dilema: a demanda de energia crescerá 30% até 2040 e só depois desta década o petróleo dará sinais de recuo. Até lá emissões de CO 2 terão de ser reduzidas pelo Acordo Mundial do Clima. Se o cálculo for feito “do poço à roda” (da produção primária ao que sai pelo escapamento dos veículos) a conta fica ainda mais difícil de fechar.

O Brasil está bem nesse cenário graças aos biocombustíveis: etanol (principalmente) e biodiesel. A meta de emissões de 91 g/km de CO 2 para veículos leves é rigorosa, mas deve ser atendida. Haverá aumento da produção de etanol para 49 bilhões de litros, quase o dobro do nível atual. E com o programa RenovaBio poderemos vender créditos de carbono para outros países, em especial europeus.

No mesmo seminário foi apresentada a próxima especificação da gasolina. Entre outras mudanças, finalmente se adotará a octanagem RON, de maior difusão no mundo, e manutenção de 27% de etanol. Dessa forma haverá maior transparência no processo de produção. Além disso, a referência RON é mais significativa para motores modernos, inclusive os que utilizam turbocompressores.

ALTA RODA

VOLKSWAGEN ainda não confirma, mas pick-up Tarok (antiToro) será produzida mesmo em General Pacheco, Argentina. Dividirá instalações com SUV Tarek (maior que T-Cross, menor que Tiguan). Ambos os projetos, no entanto, devem atrasar em razão da situação econômica do País vizinho. Início de produção do Tarek: 1º de janeiro de 2021. Pick-up fica para um ano depois.

SEGUNDA geração do Range Rover Evoque estreia na versão topo de linha: R$ 312.900. Sem mudanças radicais no estilo, tem entre-eixos 2,1 cm maior, mas externamente não aumentou. Dos recursos eletrônicos destaca-se capô transparente: conjunto de câmeras forma imagem do solo e transfere para tela do console central. Útil em terrenos difíceis e vagas apertadas.

MATERIAIS de acabamento, equipamento e espaço interno são pontos fortes do SUV grande JAC T80 para sete passageiros. Há seis saídas de ar no painel, mas multimídia não aceita pareamento Android Auto/CarPlay. Suspensão e câmbio estão bem acertados, mas sem injeção direta motor turbo tem consumo relativamente alto. Falta regulagem de distância do volante.

CITROËN comemora centenário com edição especial Origins 100, de 550 unidades, distribuídas entre C3, Aircross, C4 Lounge e C4 Cactus. Evento em São Paulo deu chance de dar uma voltinha ao volante de um Citroën 11 B Normale, 1956. Carro de colecionador muito bem conservado, fácil de conduzir e características quase intactas de boa relação conforto-estabilidade.

JOINVILLE (SC) conseguiu melhorar o trânsito por meio de uma rotatória, especialmente construída, que teve origem na análise de dados armazenados em nuvem do aplicativo de rotas Waze. É possível estudar pontos críticos de congestionamentos e implantar obras dentro de custos razoáveis. Atualmente, 70 cidades brasileiras estão aptas a usar a ferramenta.
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Governo suspende por 1 ano exigência de aulas para tirar habilitação das motos “cinquentinhas”

18 18Etc/GMT+3 junho 18Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

Depois desse período, número de aulas práticas para obter ACC vai cair de 20 para 5. Decisão entra em vigor a partir do dia 17 de setembro

 

cinquentinha-moto

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) publicou ontem, dia 17 de junho, a resolução 778, que modifica o processo para obter a ACC (Autorização de Conduzir Ciclomotor), além de confirmar o fim da exigência dos simuladores para quem está tirando a CNH (Carteira Nacional de Habilitação), categoria “B”, para automóveis.

Segundo a nova resolução, durante UM ano, a contar a partir do dia 17 de setembro, aqueles que quiserem tirar a ACC, poderão realizar as provas teórica e prática sem a necessidade de fazer aulas antes. O documento é obrigatório para conduzir as motocicletas cinquentinhas e ciclomotores com propulsor de até 50 cm³.

 Se forem reprovados, os candidatos deverão passar por aulas práticas.

Após esse período, está prevista redução da carga horária no processo para obter a ACC. Até então, são exigidas, pelo menos, 20 horas de aulas práticas. Com a nova “resolução”, o número será reduzido para 5 horas de aulas práticas, sendo que uma delas dever ser noturna.

A “resolução” ainda permitirá que os candidatos levem o próprio ciclomotor para fazer o exame prático. O veículo deverá ter, no máximo, 5 anos de uso.

Fim da exigência de simulador

A resolução 778 também fala sobre o fim da exigência dos simuladores para quem está tirando a CNH. A mudança foi divulgada no dia 13 passado pelo Sr. Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura.

Segundo o ministro, a retirada dos simuladores vai reduzir a burocracia e baixar, em até 15%, o custo para se tirar a CNH.

Com fim da obrigatoriedade, a quantidade de horas-aula que o novo motorista tem que cumprir antes de retirar a CNH cairá de 25 para 20 horas.

Ainda assim, se preferir, o aluno poderá realizar até 5 horas/aula no simulador, desde que o Centro de formação de condutores (CFC) possua o aparelho, e antes das aulas em vias públicas.

 O Contran também permite que os CFCs compartilhem simuladores, desde que a instituição proprietária do aparelho seja credenciada.
Muito interessantes e oportunas as medidas tomadas pelo governo federal. Se é possível simplificar, por que complicar as coisas?

Conheça o ranking de vendas dos automóveis novos em maio último

17 17Etc/GMT+3 junho 17Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

OS DEZ MAIS VENDIDOS MAIO/19

onix

 

Veículos Unidades
Onix 22.279
HyundaiHB20 10.111
Ka 9.484
RenaultKwid 8.661
VolkswagenGol 8.317
Prisma 7.509
FiatStrada 7.136
Volkswagen Polo 6.199
FiatToro 5.853
10° JeepRenegade 5.754

Detalhe que deve ser registrado: o automóvel Hyundai HB20 ultrapassou o Ford Ka, até recentemente vice-campeão de comercialização do mercado brasileiro. 

Fonnte: Fenabrave

Carro 100% autônomo ainda está longe, afirma executivo do proprietário do Google

por fernandosiqueira

carros-autônomos

Empresa que desenvolve a tecnologia é campeã de quilômetros rodados sem motorista e afirma que semáforo com defeito e desvio improvisado são coisas ínfimas para esses veículos

Por Luciana de Oliveira

Nem todo mundo liga o nome Waymo ao Google. Mas ambas as empresas estão à frente do maior “intensivão” de carros autônomos que existe.

A Waymo foi criada para tocar tudo o que o Google começou a desenvolver nessa área. Localizada fora do complexo onde fica a “irmã”, mais ainda na cidade de Mountain View, na Califórnia (Estados Unidos, ela completou 16 milhões de quilômetros rodados com carros que andam sozinhos naquele.

É comum andar pelas cidades próximas, incluindo a turística São Francisco (Estados Unidos), e topar com um dos veículos brancos da Waymo rodando nas ruas. Assim como os carros comuns, eles também têm uma pessoa sentada no banco do motorista: mas é só para ver a máquina trabalhar e atender a uma exigência da lei.

Visualmente, os carros autônomos da empresa só diferem dos demais porque contam com câmeras e outros apliques em cima e ao redor da carroceria, além de um grande W nas portas (veja mais no vídeo acima).

Eles só não estão nas lojas: veículos que dispensam totalmente motoristas ainda não são vendidos em nenhum lugar do mundo.

Mas a chamada autonomia parcial ou restrita já existe em modelos comercializados até no Brasil: elas permitem que o carro ande sozinho por alguns quilômetros, dentro de certos limites.

E nada de “desencanar” nesse tempo: alertas verificam se o motorista está atento e “exigem” que ele demonstre que pode assumir o volante a qualquer instante. É a mesma autonomia parcial que existe nos carros da Tesla, a primeira a registrar um acidente fatal quando esse tipo de sistema estava ativo, em 2015.

Quando, afinal?

Mas quando, então, será possível deixar o carro nas “mãos” da máquina e aproveitar o tempo no trânsito para tirar um cochilo, atualizar as redes sociais ou começar a trabalhar? Para um dos executivos à frente da Waymo, isso não chega tão cedo.

“O nível 5 (considerado de autonomia total) está longe. Nem os humanos são capazes de estar o tempo todo à frente do carro. Até mesmo eles têm de ser tirados da frente do volante algumas vezes”, compara Dmitri Dolgov, chefe de engenharia.

O foco dos carros autônomos da Waymo, segundo ele, ainda é aperfeiçoar o aprendizado conseguido entre 2009, quando os primeiros testes começaram no Texas, e agora, com milhares de quilômetros percorridos.

E se o semáforo pifar?

Ninguém rodou mais com carros autônomos do que a “irmã” do Google. “Não é nem pela distância percorrida, mas por podermos captar muitos cenários diferentes”, explica Dolgov.

O segredo está no “machine learning” (ML): ramo da inteligência artificial em que a máquina aprende na prática, e vai arquivando as experiências para poder tomar decisões preventivas, com base nessa “bagagem”.

Situações como semáforos com pane ou desvios improvisados nas vias são corriqueiras para os carros autônomos, diz ele.

E como seria um carro autônomo no Brasil, onde não é incomum motoristas desrespeitaram regras de trânsito? “Todo lugar tem comportamento irregular”, responde Dolgov. “Temos que estar preparados.”

“Não estamos fazendo um carro. Estamos fazendo um motorista. E vamos usar esse motorista em várias aplicações”, resume.

Os testes da Waymo acontecem em vias públicas de outras cidades americanas.Apple, Uber e diversas montadoras e empresas do setor de automotivo também colocaram carros autônomos nas ruas do país, há menos tempo.

O público de algumas cidades já tem a opção de andar neles, em serviços de transporte. O da Waymo começou em 2017, em Phoenix, no Arizona, onde o Uber foi pioneiro nesse tipo de iniciativa.

Indústria sob questionamentos

Acidentes aconteceram nessa jornada. A Waymo registrou diversos, sem gravidade; a Apple também teve colisão sem maiores consequências.

Mas o Uber se envolveu em um atropelamento com morte, há pouco mais de 1 ano, no estado do Arizona. O veículo atingiu uma ciclista que cruzada a via empurrando uma bicicleta, em local pouco iluminado. A câmera interna mostrou que a motorista que deveria assumir o controle em caso de emergência, não olhava para frente no momento da colisão.

Carro autônomo da Uber que atropelou e matou uma pedestre nos EUA é analisado pelo departamento de segurança no transporte dos Estados Unidos.

O fato foi um golpe para toda a indústria de veículos autônomos e levou outras empresas a interromperem temporariamente seus testes.

Um relatório preliminar de investigação oficial apontou que os radares do veículo detectaram algo na pista aproximadamente 6 segundos antes do impacto, mas primeiro ele foi classificado como um objeto desconhecido, depois como um veículo, e por último como uma bicicleta.

 A empresa, no entanto, foi isentada por promotores de responsabilidade criminal. E fechou um acordo com a família da vítima.

GM promove PDV exclusivo a lesionado no qual oferece salários extras e até dois automóveis

16 16Etc/GMT+3 junho 16Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

 general-motors-brasil

A General Motors do Brasil abriu recentemente um PDV (Plano de Demissão Voluntária) em sua unidade fabril de São José dos Campos (SP). A medida é exclusiva a funcionários horistas com limitação laboral. O prazo para adesão é até a próxima terça-feira, dia18.

O Sindicato dos Metalúrgicos estima que a planta tenha 1.400 trabalhadores nessa condição. Vale salientar, que o grupo tem estabilidade no emprego.

A medida faz parte do processo de reestruturação da GMB e foi aberto também em sua fábrica de São Caetano do Sul (SP). O plano contempla trabalhadores reconhecidos pelo INSS como empregados com lesão reflexo do trabalho ou vítimas de acidente. A montadora não informou a meta de adesões.

O PDV da GM oferece, além as verbas rescisórias previstas em lei – como multa de 40% sobre o FGTS e 13º e férias proporcional – também o pagamento de outros benefícios denominados “incentivos especiais”.

Entre esses incentivos estão o pagamento de um adicional de até 40 salários, proporcional ao tempo que falta para a aposentadoria, e até dois automóveis “Cruze”, cujo preço de tabela na versão básica é de  R$ 99.290,00. O plano médico também pode ser estendido por até 5 anos após o desligamento.

O teto dos benefícios será pago a trabalhadores cujo tempo restante para a aposentadoria seja igual ou superior a 16 anos. Quanto mais próximo da aposentadoria o trabalhador lesionado estiver, menor é a oferta, regressivamente.

 A GM emprega  5.000 pessoas em São José dos Campos (SP), onde produz a pick-up S10 e o SUV Trailblazer.

Os juízos de valor de Ayrton Senna, nossa referência.

15 15Etc/GMT+3 junho 15Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

ayrton-senna

Para todos vocês, talvez eu tenha passado muitas realizações, muitos desafios, muitos sonhos de uma vida maravilhosa, uma vida de sucesso, uma vida de diversões.

Eu, realmente, sou um privilegiado, sempre tive uma vida muito boa!

Mas, tudo isso que eu consegui foi através de dedicação, perseverança, e muito desejo de atingir os meus objetivos, muito desejo de vitória!!!

Vitória na vida. Não vitória, não vitória como piloto !!!

E a vocês todos que me acompanham e que estão me ouvindo agora, eu digo, seja quem você for, seja qualquer posição que você tenha na vida – um nível altíssimo ou mais baixo social, tenha sempre como meta muita força, muita determinação  e sempre faça tudo com muito AMOR e com muita FÉ em DEUS, que um dia VOCÊ CHEGA LÁ !!!

De alguma maneira VOCÊ CHEGA LÁ !!!

 

Toyota do Brasil participará do Ethanol Summit 2019

14 14Etc/GMT+3 junho 14Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

A Toyota do Brasil estará na edição 2019 do Ethanol Summit, organizado pela ÚNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), que acontece nos dias 17 e 18 de junho, no Centro Fecomércio de Eventos, em São Paulo. O evento é um dos principais do mundo voltado para energias renováveis, com foco no etanol e os produtos derivados da cana-de-açúcar.

No primeiro dia do evento, o diretor de Relações Governamentais da Toyota, Ricardo Bastos, participará do painel “A Mobilidade Sustentável e o Setor Sucroenergético”, reforçando a posição da marca no desenvolvimento de programas e pesquisas que promovem tecnologias em prol da sustentabilidade tanto no meio ambiente quanto na indústria automotiva.

No dia 18, Ricardo Bastos participa do painel “Bioalternativas para a Mobilidade”, onde fará uma apresentação do case “Tecnologia Híbrida Flexfuel”, que equipará a nova geração do Corolla, anunciado em abril deste ano, e que será produzido no Brasil. O país será o primeiro a receber essa tecnologia.

O Ethanol Summit 2019 reunirá empresários, autoridades de diversos níveis governamentais, fornecedores da cadeia e acadêmicos do Brasil e do exterior para dois dias de palestras, apresentações, discussões e debates que acontecem em plenárias, painéis temáticos, além de eventos paralelos.