Anfavea: o “momento da virada” da indústria chegou, mas depende das reformas

6 06Etc/GMT+3 setembro 06Etc/GMT+3 2016 por fernandosiqueira

Fábrica Jeep - Goiana

A indústria automotiva brasileira segue caminhando em passos lentos. No mês de agosto, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (6) pela ANFAVEA (Associação Nacional de Fabricante de Veículos Automotores), foram produzidos 177,7 mil veículos, número 6,4% menor do que o de julho (189,9 mil). Em relação ao mesmo mês do ano passado, a redução é mais acentuada: -18,4%.

Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, essa queda foi um reflexo direto da interrupção temporária da produção de algumas montadoras. Segundo o executivo, se não houvesse essa paralisação, a produção passaria das 200 mil unidades.

Fábrica Honda HR-V - produção

Por outro lado, fato positivo foi o aumento do número de licenciamentos em agosto, com 207,3 mil unidades, número que representa crescimento de 1,4% na comparação com o mês anterior, mas queda 11,3% comparado ao mesmo mês de 2015. No acumulado do ano, não há refresco: queda de 23,1% em relação a 2015 com o total de 1,348 milhão. Para se ter uma ideia do tombo, o melhor resultado foi obtido nos oito primeiros meses de 2012, ocasião em que houve 2,501 milhões de emplacamentos.

Megale destacou o crescimento e acrescentou que o resultado poderia ter sido melhor. A observação fica por conta dos Jogos Olímpicos, que trouxe uma grande visibilidade para o país e ânimo para os brasileiros, mas que acabou derrubando os emplacamentos em pouco mais de 14% no Rio de Janeiro durante a realização do evento.

Em relação ao emprego, houve uma redução de 0,7% nos postos de trabalho, com o total de 126.900 reduzido para 1126.000 trabalhadores na indústria. Atualmente, existem 20.300 profissionais no regime especial do PPE (Programa de Proteção ao Emprego). No entanto, o executivo indica que a previsão industrial é de que não haverá necessidade de reajustar para menos a produção de veículos.

Fábrica Jaguar Land Rover

Na primeira coletiva após o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Roussef concluído, o presidente da Anfavea falou sobre o tema e que considera que este é o momento da virada para a indústria automotiva. Entende que a recuperação total do setor somente ocorrerá quando o país como um todo volte a crescer, com a retomada do crescimento da economia, PIB e a confiança do consumidor. Para o executivo, é imprescindível que as reformas propostas pelo novo governo aconteçam (em especial reformas econômicas, equação dos gastos públicos com limites estabelecidos, questões trabalhistas e regulamento do serviços de terceirização).

Nas questões trabalhistas, a Anfavea espera que mudanças e ajustes sejam feitos para que a indústria nacional tenha mais competitividade frente aos mercados internacionais. Em relação à questão previdenciária, Megale também destacou ser um fator crucial para que o país tenha um horizonte melhor definido, e assim, tenha capacidade de atrair mais investimentos para retomar o crescimento.

Fotos: divulgação

FONTE: Carsale


Automóvel sedã Audi A6 e-tron Concept elétrico surge em Xangai

19 19Etc/GMT+3 abril 19Etc/GMT+3 2021 por fernandosiqueira

 

Modelo da Audi será apresentado no Salão do Automóvel de Xangai, na China, tem tamanho de A6, motorização elétrica, autonomia de 700 quilômetros e até exclusivo jogo de vídeo-game

 

A6 e-tron

Sedã Audi A6 e-TRON Concept. FOTO: Audi/Divulgação

Poucos dias após a apresentação dos Utilitários Esportivos elétricos Q4 e-Tron e Q4 Sportback e-Tron, a Audi usa o Salão do Automóvel de Xangai, na China, como palco para divulgar sua mais nova “atração”, o novíssimo A6 e-Tron concept. Trata-se de um carro-conceito 100% elétrico que, como um dos principais destaques, inaugura a plataforma PPE (Premium Platform Electric), desenvolvida pela Audi. O carro chegará ao mercado em 2022.

Considerado uma “e-volução” para a Audi, o A6 e-Tron concept vai além de um mero automóvel elétrico. Para a marca, em síntese, servirá como plataforma de tecnologia para a mobilidade urbana do futuro. Segundo a marca alemã, a partir do fim do ano 2022, os primeiros carros de produção do segmento “C” e, posteriormente, segmento “B”, serão relançados com tecnologia PPE, indo desde modelos SUVs até sedãs, como o A6.

E não há meio de começar a falar do novato sem citar seu (belíssimo) estilo. Sua silhueta sportback, com queda acentuada do teto na traseira, aliada aos faróis estreitos com máscara negra, que dão um ar de esportividade ao sedã, cuja única semelhança com o A6 atual são as dimensões: 4,96 metros de comprimento, 1,96 m de largura e 1,44 m de altura. “Mais que um exercício de design é uma amostra dos futuros modelos de produção da Audi”, explica a Audi.

Aerodinâmica é fundamental

Sem fugir à tradição, a Audi colocou a aerodinâmica em primeiro lugar quando concebeu o novo modelo. Se, há décadas, o sedã 100 foi uma revolução com seus Cx de 0,30, que lhe rendeu título de campeão mundial de aerodinâmica em todas as classes, agora a marca foi além, escrevendo um novo capítulo na história. O A6 e-Tron concept tem coeficiente de arrasto de apenas 0,22 Cx. Na prática, essa resistência aerodinâmica mínima se traduz em menor consumo de energia e, portanto, mais alcance.

Por falar nisso, o Audi A6 e-Tron concept alcança autonomia superior a 700 quilômetros (com base no padrão europeu WLTP). A aceleração entre ZERO e 100 km/h, não chega a 4 segundos, informa a marca alemã.

 

Ainda mais sobre o design

Voltando ao design do automóvel, destaque para as rodas de 22 polegadas e também as suas laterais, os espelhos retrovisores virtuais externos. Neles, câmeras projetam as imagens em telas dentro do modelo, substituindo os convencionais espelhos.

A grade Singleframe fechada, que suporta o logotipo da Audi, toma boa parte da dianteira. Ainda assim, entradas de ar foram concebidas a fim de resfriar o sistema de transmissão, bateria e freios. Esse ar, por sua vez, flui sob o carro e é canalizado para generosas saídas de ar, localizadas na parte inferior traseira. Isso visa a contribuir para a diminuição da turbulência e, a princípio, reduzir o arrasto aerodinâmico.

Outro recurso interessante do Audi A6 e-Tron concept é a cor da carroceria “Heliosilver”. Além de acentuar as formas do carro com efeito tridimensional, é capacitada a reduzir o consumo de energia. Segundo a fabricante alemã, a tinta pode refletir uma percentagem significativa da radiação térmica na luz solar, o que reduz a quantidade de energia que entra na carroceria do carro e, principalmente, em seu interior. Com isso, os ocupantes não precisam usar o ar-condicionado para manter o nível de conforto, por exemplo.

Iluminação é show à parte na Audi

 

Audi-A6-e-Tron-concept-8

 

Além de um visual repleto de predicados, a Audi optou também por apostar em tecnologia para o conjunto óptico. Os faróis digital Matrix LED aliado à tecnologia digital OLED, oferecem ampla gama de recursos, como assinatura de luz personalizável. No novo ASTRO, o trabalho foi além de mudar as lanternas e faróis (como visto em alguns modelos), nesse caso, foi possível até mesmo iluminar o solo para, então, se comunicar no trânsito.

Através de projetores de alta resolução, o sistema permite, por exemplo, avisar aos motociclistas que a porta do carro está prestes a ser aberta. Isso tudo, no entanto, dependerá da aprovação de cada país onde o carro for comercializado. Mas os recursos vão além. A Audi informa que os faróis dianteiros Digital Matrix LED são capazes de projetar imagens de um jogo de vídeo-game na parede. Ou seja, telas internas vão virar coisa do passado. O jogo – elaborado pela própria Audi – é totalmente controlado via smartphone.

Baterias e motorização

O elemento chave da futura frota baseada na plataforma PPE (que apesar de fabricada na Europa e China será oferecida globalmente) é um módulo de bateria entre os eixos que armazena aproximadamente 100 kWh de energia – como no conceito A6 e-Tron Concept. O uso de toda a base do automóvel permite obter um layout relativamente plano para o componente.

O Audi A6 e-Tron concept tem dois motores elétricos, um em cada eixo (dianteiro e traseiro), capazes de fornecer potência total de 350 kW (equivalente a 476 cavalos) e torque de 81,5 mkgf. O conjunto é complementado pela tradicional tração quattro e suspensão a ar com amortecedores adaptáveis. Para o futuro, a promessa é desenvolver modelos da família “e-Tron” que, mais básicos, terão um único motor elétrico montado no eixo traseiro.

Recarga tão rápida quanto um abastecimento convencional

Vale salientar, que o A6 e-Tron concept e todos os futuros modelos “PPE”, contarão com tecnologia de carregamento de 800 volts. Como no esportivo e-Tron GT, isso garante que a bateria do A6 e-Tron concept tenha carregamento com até 270 kW em um curto espaço de tempo quando em estações de carregamento rápido.

Na prática, a tecnologia possibilita recargas tão rápidas quanto o abastecimento de um automóvel com motor a combustão. Isso quer dizer que a intenção da Audi é tornar o prazo de 10 minutos suficiente para recarregar a bateria a um nível que permita autonomia de, pelo menos, 300 quilômetros. A marca informa que, em menos de 25 minutos, há possibilidade de carregar a bateria de 100 kWh do A6 e-Tron concept de 5% a 80%.

 

Vem aí o evento do ano, “Compras Automotivas. Novo Normal”

18 18Etc/GMT+3 abril 18Etc/GMT+3 2021 por fernandosiqueira

 

A AUTODATA SEMINÁRIOS vai promover, ON LINE, dias 17, 18 e 19 do próximo mês, um evento voltado para o universo automotivo.

É que a relação comercial entre fabricantes de veículos automotores e fornecedores, deverá ser cuidadosamente repensada a partir de agora. As sinergias cada vez mais comuns nas organizações globais e, em alguns casos, a concentração de produção de commodities automotivas em determinadas regiões, estão transformando as áreas de compras do setor. Enquanto de um lado há políticas e negociações cada vez mais globalizadas entre fornecedores e montadoras, a regionalização ganha força em um planeta em pânico com o coronavírus.

Essa transformação tem trazido enormes desafios que estão colocando muitos fornecedores diante de boas oportunidades. A discussão para encontrar formas de reduzir os custos fixados em dólar não apenas no Brasil, mas no Mercosul, é citado pelos líderes da indústria como um tema que deve ser aprofundado, em breve.

Diante desse cenário, a AUTO DATA reuniu importantes executivos da indústria automotiva, entidades, consultores e líderes das áreas de compras, para apresentar caminhos, e decisões que deverão ser tomadas no “novo normal”. Como vão se comportar as compras automotivas este ano? Os fornecedores estão preparados para atender às novas necessidades em termos de tecnologia e custos? Existe ambiente e segurança para investir em produtividade e modernização?

 

PALESTRANTES CONFIRMADOS

1 . Dan Loschpe, presidente do Sindipeças. TEMA. A competitividade da indústria de autopeças no Brasil

Quais as necessidades específicas para enfrentar o futuro e o que podemos esperar em termos de desenvolvimento do setor nos próximos anos? Há oportunidades para ser ainda mais competitivo?

2 . Ivan Witt, diretor de compras da CAOA Montadora. TEMA. Como é a política de compras de uma montadora que produz veículos chineses e coreanos ao mesmo tempo? E a operação de importação dos componentes durante a pandemia? Existem estudos e oportunidades para aumentar a nacionalização de componentes com o câmbio supervalorizado?

3 . Besaliel Botelho, presidente da Bosch e Raul Germany, presidente da Dana. TEMA. O avanço e a mudança do perfil da indústria automotiva global, atualmente em curso, trarão inúmeras oportunidades para os fabricantes brasileiros de autopeças, que precisam trabalhar na inserção do País em um novo ambiente de negócios. Está em jogo não apenas a sobrevivência da cadeia local de autopeças no curto prazo, mas a construção de um novo ciclo de investimentos e prosperidade para os produtores locais.

4 . Carlos Delich, presidente da ZF. TEMA. Estão surgindo boas possibilidades para a nacionalização de sistemas complexos e componentes tecnológicos na cadeia de autopeças, partes e componentes. Estudos indicam que há potencial para o investimento de US$ 15 bilhões ao ano na cadeia de fornecimento. Um dos segmentos que mais está adiantado neste processo é o de produção de transmissões automáticas.

 

SERVIÇO

1 . DIAS: 17, 18 e 19 de maio/2021

2 . REALIZAÇÃO: Autodata

3 . INSCRIÇÃO: R$ 618,75

4 . CIDADE: São Paulo

5 . INFORMAÇÕES: (11) 3202 2727 • vanvianna@autodata.com.br • www.autodata.com.br

 

 

C3, Ecosport, Etios, Ka, Up! e outros. Oito carros foram descontinuados no Brasil

por fernandosiqueira

 

Este ano começou com o fim da produção no Brasil dos carros Ford EcoSport e Ka e chega ao total de oito carros populares no 1º trimestre

 

Ford EcoSport está entre os aposentados

 

Utilitário Esportivo Ford ECOSPORT, um dos veículos nacionais retirados das linhas de montagem neste início do ano 2021. FOTO: divulgação

 

Este ano está se notabilizando pela reestruturação de algumas montadoras de automóveis no Brasil. Em apenas três meses, oito compactos nacionais deixaram de ser produzidos. Vale registrar, que alguns deles estavam no fim do ciclo, como os Citroën Aircross e C3, que terão uma nova geração. Outros, contudo, tinham grande volume, caso do Ford Ka.

Com o cenário ainda duvidoso sobre os rumos do coronavírus no Brasil, a indústria automotiva trabalha para enxugar as linhas de produção, e apostar em produtos atuais e mais rentáveis. É o caso da Toyota, que tirou do mercado a linha Etios (hatch e sedã), que era montada em Sorocaba (interior do Estado de São Paulo), para se concentrar na produção do novo Utilitário Esportivo Corolla Cross, que se encontra à venda nas concessionárias da marca em todo o País.

Os SUVs, por sinal, continuam a avançar nas vendas, mas isso não impediu a Ford de encerrar a produção do simpático EcoSport, o primeiro dos Utilitários Esportivos compactos. Com a decisão de encerrar a produção de veículos no Brasil, a Ford deixou de montar a linha Ka e o Ecosport ainda na primeira metade de janeiro. Os modelos eram feitos em Camaçari, na Bahia.

A lista de carros que deixaram de ser produzidos também tem uma despedida prevista, mas triste para os fãs. É o compacto Volkswagen Up!, popular lançado em 2014 que, supostamente, substituiria o veterano Gol. Pois o hatch pequeno com cinco estrelas de segurança e pioneiro entre os compactos com motor turbo sai de cena sem substituto e deixando muitos órfãos. Enquanto isso, o Gol continua.

Maioria dos carros que deixaram a linha de produção não terá sucessor

Quase todos os modelos que se despediram do mercado brasileiro não terão substitutos diretos. A exceção é o Citroën C3, que renascerá sobre nova plataforma para produzir três carrocerias: uma hatch, uma sedã e uma SUV. O hatch está em fase final de testes e terá porte robusto, similar ao do Renault Sandero. Agora, marca integrante do Stellantis, a Citroën quer ganhar volume.

Veja, abaixo, um breve histórico dos novos “aposentados” nacionais

 

Aircross
Citroën/Divulgação

Citroën Aircross

A marca francesa apresentou em 2010 uma versão aventureira da minivan C3 Picasso. Com produção na fábrica da PSA em Porto Real, no Rio de Janeiro, o Aircross chegou numa época em que praticamente não haviam SUVs no mercado, e pegou carona no sucesso do Ford Ecosport. Contudo, seu trunfo sempre foi ter uma cabine de minivan, com amplo espaço interno e bom porta-malas. Assim como o C3, o crossover da Citroën tinha design moderno e acabamento caprichado.

 

2020 Ford EcoSport
Ford/Divulgação

 

Ford EcoSport

Em 2003, a marca do oval azul apresentou um inédito utilitário esportivo feito sobre a plataforma do popular Fiesta. O EcoSport nasceu no Brasil e, por oito anos, foi praticamente o único SUV compacto à venda no país. O modelo da Ford só foi ter um concorrente nas vendas em 2011, após a chegada do Renault Duster. A nova geração veio na sequência, mas o EcoSport não conseguiu repetir o sucesso da primeira linha. Em 2017, o SUV ganhou uma profunda atualização no visual acompanhada de novos motores e câmbio, mas não foi o suficiente para encarar a legião de SUVs que veio a partir de 2015. Mesmo assim, a despedida não deixa de ser traumática. Sai de cena no apagar das luzes das fábricas da Ford no País.

Ka
Ford/Divulgação

Ford Ka (hatch e sedã)

Se o EcoSport não vinha bem entre os SUVs mais vendidos, o Ka se despediu disputando a vice-liderança do mercado brasileiro com o Hyundai HB20. O hatch da Ford nunca vendeu tanto no País quanto nos últimos anos. A última geração teve o hatch e o sedã retirados das linhas de produção juntos, em janeiro/2021, após o fechamento em definitivo das fábricas da Ford no Brasil. O compacto chegou ao mercado em 2015 com enorme expectativa de vendas, que se confirmaram sobretudo após a última atualização, quando o Ka passou a ser equipado com transmissão automática. O modelo sai de linha e encerra a participação da Ford em segmentos de carros de entrada. Agora, apenas importadora no Brasil, a marca passou a focar em SUVs e pick-ups premium.

 

Etios
Toyota/Divulgação

Toyota Etios (hatch e sedã)

O primeiro compacto nacional da Toyota estreou no fim de 2012, junto com o GM Onix e o Hyundai HB20. A linha Etios tinha preços acessíveis e veio para fazer “volume”, inaugurando a fábrica da marca japonesa em Sorocaba (SP). Sem o mesmo fôlego de GM e Hyundai, o Etios nunca esteve entre os mais comercializados, mas cresceu ano após ano nas vendas, contribuindo diretamente para o aumento de participação de mercado da Toyota. As carrocerias hatch e sedã foram aposentadas juntas em março deste ano, abrindo espaço na linha de montagem para o SUV Corolla Cross. A fábrica de Sorocaba (SP) também produz a linha Yaris, que naturalmente passa a ocupar a posição de carro de entrada na gama da Toyota. Após várias atualizações, o Etios se despediu do mercado em sua melhor forma. Uma desagradável surpresa!

 

Volkswagen Up! entre os aposentados
Volkswagen/Divulgação

Volkswagen Up!

O hatch de entrada da Volkswagen foi lançado no Brasil em 2014 para substituir o campeão de vendas GOL. Para tanto, teve o comprimento aumentado em 6,5 cm, e ganhou versões com quatro portas e vidros traseiros com abertura manual. Chegou com selo de segurança máxima do Latin NCAP, e logo ganhou a versão TSI com tampa traseira preta e motor turbo FLEX, conquistando fãs com ótima aceleração. Após 7 anos, o Up! se despede do Brasil e o GOL continua sendo produzido. O Up! ficou “caro” para os nossos padrões.

 

Financiamentos de carros seminovos e usados crescem 7,5% no primeiro trimestre de 2021

17 17Etc/GMT+3 abril 17Etc/GMT+3 2021 por fernandosiqueira

 

Seminovos e usados representam 71,4% do total de “financiamentos” em todo o Brasil. Vendas de carros novos a crédito têm queda de 18,5% no mesmo período

 

venda-carros-usados

Levantamento realizado pela B3 mostra que, entre janeiro e março de 2021, as vendas financiadas de veículos seminovos e usados, incluindo motocicletas, automóveis leves e pesados, somaram 1.000.000 de unidades no Brasil. O número corresponde a um crescimento de 7,5%, se comparado ao mesmo período do ano passado. Nesse cenário, se destacaram os financiamentos de carros leves com mais de 12 anos de uso, que registraram aumento de 33,1%.

Durante o trimestre, as vendas financiadas de veículos seminovos e usados, incluindo motocicletas, autos leves e pesados, representaram 71,4% do total, enquanto no primeiro trimestre de 2020 elas representaram 65,5%. Enquanto isso, os financiamentos de veículos novos registraram queda de 18,5%, comparado ao primeiro trimestre de 2020. Se considerados apenas os automóveis leves NOVOS, a queda foi de 14,2%.
“No compilado de janeiro a março do ano em curso, percebemos que os veículos usados continuam representando a maior parcela das vendas a crédito e também notamos maior procura por financiamento de veículos leves com maior tempo de uso. Alguns fatores podem explicar a redução de oferta de carros zero quilômetro no mercado, como a paralisação de montadoras com o agravamento do coronavírus e a falta de insumos”, avalia Tatiana Masumoto Costa, superintendente de Planejamento da B3.

A região Sudeste concentrou a maior parte das transações, com 45,7% dos financiamentos, seguida pela região Sul (21,6%), Nordeste (16,6%), Centro-Oeste (10,3%) e Norte (5,8%). 

Toyota revela teaser de Utilitário Esportivo elétrico e prepara estreia da marca “BZ”

por fernandosiqueira

 

Fabricante japonesa vai revelar, na próxima semana, o primeiro modelo da linha “BZ”, que será um Utilitário Esportivo de porte médio, elétrico, que lembra o RAV-4

 

Toyota BZ elétricos
Teaser mostra parte da dianteira do SUV MÉDIO que será o primeiro modelo 100% elétrico da Toyota. FOTO: Toyota/divulgação
A Toyota vai revelar no próximo dia 19, no Salão do Automóvel de Xangai, o seu primeiro veículo 100% elétrico. O modelo é um SUV médio com porte simular ao do RAV4, mas montado sobre a nova plataforma e-TNGA, de uso exclusivo dos carros elétricos. A fabricante japonesa vai lançar também a marca Beyond Zero (BZ), que reunirá os modelos movidos por baterias.

Por enquanto, o teaser não revela muito além de detalhes do design da dianteira. Espera-se que os carros da nova marca de elétricos da Toyota sejam identificados pela sigla “BZ” seguida por um numeral. Assim, o SUV poderá se chamar BZ3. Ao todo, a montadora vai lançar 6 veículos de diferentes tamanhos e formatos nos próximos anos.

Isso será possível porque a plataforma e-TNGA é modular, o que permite criar carros totalmente distintos, mas com elevado compartilhamento de peças e maior facilidade de produção. A Toyota planeja lançar: um compacto, um sedã, um crossover, uma minivan e dois SUVs , um deles, o que será revelado na próxima semana na China.

BZ poderá ter carros com três tipos de tração

Por enquanto, pouco se sabe sobre as características técnicas dos futuros carros elétricos da marca “BZ”. Entretanto, é do conhecimento público, que a nova plataforma e-TNGA oferecerá a possibilidade de tração dianteira, traseira ou integral. Trata-se de algo inédito. As arquiteturas, conhecidas como a MEB da Volkswagen e a E-GMP da Hyundai, oferecem tração traseira.

A base e-TNGA permite produzir desde um automóvel elétrico compacto mais acessível, até um modelo grande de luxo para usar o símbolo da Lexus, divisão de carros de luxo da Toyota. Gráficos oficiais tentam mostrar como funciona a arquitetura. A modularidade é o ponto alto, com poucos elementos fixos no chassi, como os compartimentos de motor e os módulos de baterias no assoalho.

Bateria para rodar até 600 quilômetros

Outro diferencial dos modelos da marca “BZ”:  a autonomia. Segundo Koji Toyoshima, engenheiro-chefe do projeto da plataforma e-TNGA,  os modelos elétricos da Toyota terão baterias com capacidade de 50 kWh a 100 kWh. Ou seja, todos irão oferecer entre 300 km a 500 km de autonomia média, e alguns poderão chegar a rodar até 600 quilômetros.

Também é do domínio público: as potências máximas irão variar. Cada motor elétrico produz entre 110 e 200 cavalos. Ou seja, nos modelos equipados com dois motores, a potência poderá atingir 400 cavalos.

 

Mercedes-Benz revela o EQS: inteligência elétrica e performance

por fernandosiqueira

 

 

    Modelo utiliza nova arquitetura de construção totalmente elétrica da Mercedes-Benz. FOTO: divulgação

·        Automóvel conta com geração de baterias mais potentes e oferece maior autonomia. Cantora Alicia Keys faz apresentação exclusiva no lançamento

 

O “EQS”, apresentado globalmente no dia 15 do mês em curso, permitirá que os clientes do segmento de sedãs de luxo se beneficiem plenamente de todas as vantagens de uma arquitetura totalmente elétrica no que diz respeito a espaço e design.

Essa nova arquitetura tornou possível um rigoroso conceito de design. Com suas linhas laterais e design “fastback”, o “EQS” é claramente diferente dos demais modelos com motores à combustão logo à primeira vista. Isso é ainda mais enfatizado pelo painel frontal e pelo design das luzes dianteiras e traseiras. Os mais elevados padrões de funções aerodinâmicas andam de mãos dadas com uma estética inovadora. O design único é refletido em superfícies generosamente esculpidas e transições contínuas.

O automóvel elétrico “EQS” é o modelo mais luxuoso e vanguardista da Mercedes-EQ. Os designers tiveram a missão e a oportunidade de utilizar uma abordagem completamente nova também no interior. Eles fizeram uso dessa liberdade e o MBUX Hyperscreen é o destaque absoluto. Essa unidade de tela grande e curva ocupa quase de uma coluna até a outra. As três telas (condutor de 12,3’, monitor central de 17,7’ e passageiro dianteiro de 12,3’) visualmente se fundem, criando uma faixa de tela impressionante com mais de 141 centímetros de largura. Além do chamado design de “zero layer”, o MBUX Hyperscreen oferece operação de toque intuitiva com resposta tátil e ativa.

 

Mercedes-EQ, EQS, Interieur, Designskizze // Mercedes-EQ, EQS, Interior, design sketch

Mercedes-EQ, EQS, Interieur, Designskizze // Mercedes-EQ, EQS, Interior, design sketch

 

Com uma autonomia de até 770 quilômetros (WLTP) e uma potência de até 524 cavalos e 855 Nm, o trem de força elétrico (eATS) do “EQS” também atende a todas as expectativas de um sedã no segmento superior por performance e conforto. A velocidade máxima é limitada a 210 km/h.

A apresentação do Mercedes-Benz “EQS” marca, também, o lançamento de uma nova geração de baterias com densidade de energia significativamente maior, chegando a um conteúdo de energia utilizável de 107,8 kWh. Isso é aproximadamente 26 por cento a mais do que o EQC. Essa nova geração de baterias por ser recarregada em 22 KW (AC) e até 200 KW (DC).

Alicia Keys, cantora, compositora, produtora e ganhadora do GRAMMY®, se juntou à Mercedes-Benz para a première digital e executou um medley, incluindo seus sucessos “No One” e “Authors of Forever”, música de seu último álbum ALICIA, canção que aborda a criação de coisas imagináveis para o futuro, um tema que se encaixa perfeitamente com a estreia do novo elétrico da Mercedes-Benz e que representa a visão da marca para o futuro da mobilidade elétrica.

 

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 A traseira do Mercedes-Benz EQS é algo sensacional. Quanta beleza, quanta harmonia. FOTO: divulgação

BMW lança série especial Dark Edition para os três modelos: M135i, M235i e 745Le

16 16Etc/GMT+3 abril 16Etc/GMT+3 2021 por fernandosiqueira

 

Modelos Dark Edition estão disponíveis no Brasil com a temática preta que vai além do visual e inclui equipamentos exclusivos

 

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A BMW inicia a comercialização no Brasil de 3 modelos esportivos com a temática preta da série especial Dark Edition. O hatch M135i, o sedã M235i e o sedã grande 745Le M Sport, estão disponíveis na versão que combina estética esportiva a novos conteúdos de série. Um deles é o sistema de som premium Surround Harman Kardon.

Outro recurso presente nos três modelos Dark Edition é o BMW ConnectedDrive, um assistente que reúne vários serviços online. Há suporte, concierge, informações de trânsito em tempo real, bem como notícias, previsão do tempo e outros aplicativos, como o canal direto com concessionários.

“Investimos nessas novas versões como forma de manter a liderança na categoria premium e proporcionar uma nova experiência ao volante. Os Dark Edition trazem mais sofisticação e personalidade, com itens de série únicos”, afirma Roberto Carvalho, Diretor Comercial da BMW do Brasil.

Chegam importados da Alemanha

Os três modelos Dark Edition chegam ao nosso País importados da Alemanha. O hatch M135i xDrive é o mais acessível, com preço sugerido de R$ 381.950,00, seguido pelo M235i xDrive Gran Coupé, que custa R$ 390.950,00. Estes dois modelos são produzidos em fábricas diferentes (Leipzig e Regensburg), porém utilizam o mesmo conjunto mecânico da gama “M”.

O motor 2.0 TwinPower turbo, de 4 cilindros, tem 306 cavalos de potência entre 5.000 rpm e 6.250 rpm, além de um elevado torque máximo de 45,8 mkgf entre 1.750 e 4.500 rotações. O câmbio também é o mesmo, automático de 8 velocidades. Além disso, os modelos apresentam ajustes da divisão “M” na suspensão, direção e freios.

Os dois esportivos da série especial possuem tração integral, além de uma lista de equipamentos, como faróis e lanternas Full LED. O M135i e o M235i Dark Edition trazem, ainda, a tecnologia Digital Key, na qual os proprietários de iPhone podem usar o smartphone como chave do veículo, podendo abrir e travar as portas, ou ainda acionar o motor à distância.

Limusine preta

No topo da gama, a montadora agora tem o 745Le M Sport Dark Edition, à venda por R$ 656.950,00. Um dos itens que chama a atenção na série especial do sedã grande de luxo são as rodas de liga leve pretas de 20 polegadas. O exterior também traz peças feitas de fibra de carbono, bem como recursos aerodinâmicos, como a grade frontal com paletas móveis.

Híbrido do tipo plug-in, o 745Le M Sport tem tração apenas traseira e combina um motor elétrico ao clássico 6 cilindros em linha, com 394 cavalos de potência e torque de mais de 61 mkgf. Com a bateria carregada, roda aproximadamente 50 km somente com eletricidade. O interior tem bancos com massageadores e ar-condicionado com 4 zonas, entre outros itens dignos de uma limusine.

 

Jeep Gladiator chega à Argentina sem data para desembarcar no mercado automotivo brasileiro

por fernandosiqueira

 

Pick-up derivada do Jeep Wrangler chega em duas versões na Argentina recheada de assistências ao motorista e até com portas e teto removíveis

 

Jeep Gladiator Rubicon

Pick-up JEEP GLADIATOR RUBICON. FOTO: divulgação/Jeep

A pick-up  Jeep Gladiator chega à Argentina em duas versões, a saber: Overland e Rubicon. A pick-up média derivada do famoso Jeep Wrangler tem motor V6 de 285 cavalos de potência e deverá ser a mais cara da categoria.

O registro foi compartilhado pelo site  Argentina Autoblog e mostra a pick-up na versão “Rubicon” estacionada perto do Terminal Zarate. Além disso, a Jeep adicionou uma página oficial para a Gladiator. O lançamento oficial deve acontecer ainda este mês (abril).

A semelhança com o SUV tem motivo: ela compartilha a mesma plataforma, chassi e mecânica com o utilitário. Dessa forma, o trem de força de ambas as versões é o veterano motor 3.6 V6 Pentastar, a gasolina, de 285 cavalos de potência e 35,9 mkgf de torque. Acoplado a ele, vem um câmbio automático de 8 velocidades. Como de costume, a tração é 4×4, com reduzida, e há bloqueio dos diferenciais traseiro e dianteiro.

Equipamentos

A versão de entrada, “Overland”, dispõe de painel de instrumentos TFT de 7 polegadas, central multimídia Uconnect de 8,4″ com aparelhamento Apple CarPlay e Android Auto e GPS do próprio sistema. Além disso, ela tem faróis full-LED, assistente de partida em rampa, controle de cruzeiro adaptável, alerta de colisão frontal, câmera frontal e de ré, detector de ponto cego e alerta de tráfego cruzado.

Trazendo apliques visuais que evidenciam o DNA off-road, a versão “Rubicon” possui portas, barra estabilizadora e teto removíveis. Há, também, protetor de soquete, diferenciais de travamento mecânico Tru-Lok, tração integral Roc-Trac e teto na cor preta.

 

Jeep Gladiator Rubicon
 

Interior da pick-up Jeep Gladiator: divulgação/Jeep

 

Pick-up média mais cara da Argentina

Ainda que a Jeep não tenha anunciado os preços da “Gladiator”, ela deve ser a pick-up média mais cara vendida na Argentina. Como estará sendo importada dos Estados Unidos, a montadora deve pagar o imposto cheio. É provável que seu preço seja um pouco menor do que o do Jeep Wrangler.

A ida da “Gladiator” para a Argentina, além de estratégica, é nostálgica. Afinal, entre 1963 e 1967, uma pick-up homônima foi produzida por lá. Na época, a montadora IKA (Indústrias Kaiser Argentina) fabricou o modelo.

E o Brasil como fica?

A concorrente das pick-ups VW Amarok, Nissan Frontier, Toyota Hilux e Ford Ranger, está com a vinda confirmada para o Brasil. No entanto, ainda não há previsão de quando ela deve chegar. Agora, se levarmos em conta o preço do Jeep Wrangler na edição especial da 80 anos da montadora, de R$ R$ 385.990,00, é provável que a pick-up fique nessa faixa de preço.

No entanto, é válido lembrar que, neste ano, a Jeep vai lançar o novo Compass, seu Utilitário Esportivo de 7 lugares, e talvez o novo Renegade. Há uma semana, toda a linha ganhou a edição comemorativa de 80 anos da marca. Embora esteja confirmada, o dólar alto pode dificultar a importação da pick-up para o Brasil.

 

Sedã Honda Civic aparece em primeira foto oficial com novo design

por fernandosiqueira

 

Em sua décima primeira geração, o sedã da Honda chega com design mais sóbrio. Modelo será apresentado oficialmente no dia 28 deste mês. Produção no Brasil ainda está indefinida, mas com certeza virá

 

Nova geração do Civic aparece em 1ª imagem oficial

Esta é a nova geração do automóvel CIVIC, que aparece em sua 1ª imagem oficial. FOTO: divulgação/Honda

Após um oceano de especulações, a Honda finalmente revelou a primeira imagem oficial do novo Civic. A “prima facie”, o sedã tem design bem mais harmonioso e agradável que o atual. Sua aparição está marcada para o dia 28 deste mês (abril/2021), dia do lançamento oficial do modelo.

Com o novo CIVIC, a Honda quer fidelizar clientes que não abrem mão do conforto de um sedã aliado à mecânica japonesa. Assim, fugiu de linhas agressivas e muitos elementos cromados.

Em cotejo com a linha atual, podemos perceber que a grade ficou mais harmoniosa e sóbria. Isso porque o elemento cromado que carrega o símbolo da Honda foi tirado e a grade na cor preta diminuiu.

Os faróis full-LED se tornaram mais finos e horizontais, sem aquela leve curvatura que acompanhava o desenho do capô. O conjunto acompanha um desenho em LED que servirá como luzes de rodagem. O que é grande mesmo é o para-choque, que em novo formato, traz uma grande passagem de ar em formato trapezoidal. Duas caixas na cor preta emolduram os faróis de neblina.

Nova geração do Honda Civic modelo 2022 surge na China. 

Pelo flagra, a traseira vai aposentar as lanternas em formato de bumerangue e vai seguir a receita do mercado: disposição na horizontal e desenho mais limpo e aconchegante.

Importante destacar que ela trazia acabamento preto nas rodas e na moldura dos vidros. Ao que parece, a versão final deixou essa ideia de lado e resolveu por utilizar acabamentos cromados nesses lugares.

Novo motor

Na Europa, é certo que a Honda vai comercializar uma versão com motorização híbrida. Para outros mercados, entretanto, há uma ampla variedade de opções, que vão desde o 1.5 aspirado ou turbo, passando pelo 1.0 três cilindros turbo, até o 2.0, de 155 cavalos de potência. A marca, portanto, ainda não confirmou qual conjunto mecânico vai adotar.

Estreia nos Estados Unidos

Segundo comunicado oficial da Honda, o novo Civic será lançado primeiro nos Estados Unidos, onde é um dos automóveis com preços mais baratos da fabricante japonesa. O lançamento online ocorrerá por meio do “Honda Civic Tour”, uma série de lives via Twitch que começarão no dia 28 deste mês.

Mercado brasileiro segue indefinido

A Honda ainda não confirmou o lançamento do novo Civic no mercado automotivo brasileiro. Atualmente produzido em Sumaré (SP), ele pode receber o mesmo fim do Civic britânico. Sua fabricação em Swindon, na Inglaterra, vai parar este ano e então toda linha de montagem do sedã médio ocorrerá no Japão. Este Blog acha pouco provável, mas um ponto importante que reforça a teoria é a queda na procura por sedãs no mercado e o investimento da Honda na dupla City e City hatch. A nova geração do sedã compacto premium deve chegar no final deste ano com boa lista de equipamentos e o provável motor 1.5 de 119 cavalos de potência.

 

Coluna do Fernando Calmon, jornalista automotivo

15 15Etc/GMT+3 abril 15Etc/GMT+3 2021 por fernandosiqueira

 

UM ANO DIFÍCIL, MAS
PODE SURPREENDER

Apesar de o ambiente político resvalar para a situação econômica e afetar a venda de veículos, além da crise do coronavírus e a escassez mundial de semicondutores, os três principais indicadores da indústria automobilística (vendas, produção e exportação) indicam recuperação nos próximos meses. É muito vento contra e qualquer conclusão precisa considerar aqueles aspectos ao analisar os números do primeiro trimestre.

Se no ano passado houve reflexos da pandemia em março, em 2021 também ocorreu e agravado por 30 fábricas paradas no fim do mês por falta de peças ou para isolamento social. O ano de 2020 terminou com uma queda acumulada de vendas de 26% em relação a 2019. Mas se comparado o primeiro trimestre do ano passado com o deste ano, a redução foi de 5%, em veículos leves e pesados.

Em março de 2020 havia 48 dias de estoque, somando-se os pátios de fabricantes e concessionárias. Em março último, apenas 16 dias, uma redução de 67%. Essa baixa oferta, claro, tem consequências por deixar de atender quem entra na loja e não encontra o produto desejado ou deve esperar mais de 30 dias. Por outro lado, os gastos financeiros com capital de giro reduziram-se sensivelmente. Para lembrar, os estoques chegaram a superar 100 dias em abril de 2020.

A média diária de vendas em fevereiro deste ano foi de 8.370 unidades e em março, 8.270 unidades, mas, a partir de agora, essa
média pode subir. Afinal, o número de fábricas paralisadas diminuiu para 10 no começo de abril. Uma das maiores empresas de
semicondutores do mundo, a japonesa Renesas, voltará a produzir na próxima semana, depois de um incêndio em março.

A pandemia vem deixando estragos na economia brasileira. Não somente indústrias, mas também concessionárias estão muito
afetadas. Porém, uma recuperação entre 15% e 20%, em 2021, continua sendo uma previsão razoável.

 

TOYOTA AINDA DECIDIRÁ SOBRE YARIS CROSS

 

O inédito Yaris Cross Adventure acaba de ser lançado na Europa. Embora os Yaris produzidos em Sorocaba (SP) tenham uma arquitetura simplificada em relação aos fabricados na França, não há planos para um modelo semelhante aqui. Essa foi a resposta de Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil, a uma pergunta minha. Entretanto, senti que se trata mais de uma posição cautelosa, para observar melhor o mercado.

O executivo considera ainda a rentabilidade financeira menor de um produto, como o Yaris, e isso deve ser ponderado em qualquer decisão futura. A empresa aponta os altos custos de produção no Brasil e a consequente dificuldade nas exportações, com as quais conta para equilibrar as operações.

Ele também confirmou que o Grupo Toyota continuará a investir em várias frentes tecnológicas (híbridos, elétricos e hidrogênio) e
se adaptará às possibilidades de cada mercado. No Hemisfério Sul considera essencial construir uma infraestrutura para recarga de
baterias em rodovias. Indica os híbridos como alternativa plausível, pois podem ser vendidos por uma diferença de preço em torno
de 10% mais em relação a um modelo com motor a combustão.

 

ALTA RODA

 

DESDE o último dia 12 passaram a valer as modificações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Embora alguns especialistas considerem que houve afrouxamento das normas gerais e de segurança com 57 modificações no CTB, é preciso considerar que vários pontos estão corretos. Entre eles atualizar a faixa de idade para renovação da CNH, mantendo o intervalo de três anos para quem tem mais de 70 anos.

TAMBÉM não tinha sentido um prazo tão exíguo como 15 dias para a defesa prévia, considerando possíveis atrasos nas entregas de correspondências. O caráter educativo da advertência por escrito para infrações leves e médias também é aceitável, considerando ser aplicável só uma vez por ano.

SUBIU para até 40 pontos o limite para suspensão da CNH. Mas se o motorista cometer uma infração gravíssima por ano, o limite cai para 30 pontos e com duas a regra dos 20 pontos fica mantida. Necessário observar se os acidentes aumentarão em razão única dessa regra. Se ficarem comprovados causa e efeito, o bom senso indica eventual revisão.

ACCORD importado dos ESTADOS UNIDOS voltará a ser comercializado no Brasil, mas apenas na versão híbrida. Ainda sem preço definido pois só estará disponível no início do segundo semestre. Motor a combustão é um 2-litros a gasolina, ciclo Atkinson, de 145 cavalos de potência e um elétrico de 185 cavalos de potência combinada (não divulgada pela Honda no Brasil, mas em outros países sim) de 212 cavalos de potência.

PODE rodar em modo totalmente elétrico por dois a três quilômetros. Sistema híbrido do Accord, primeiro de três modelos desse tipo que a fabricante importará até 2023, acopla o motor a combustão às rodas, quando em velocidades constantes acima de 100 km/h. Consumo de 17,6 km/l no ciclo urbano e 17,1 km/l no rodoviário.
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