Explosões em porto na China destroem milhares de automóveis novos

16 16Etc/GMT+3 agosto 16Etc/GMT+3 2015 por fernandosiqueira

A China é o maior mercado de veículos do mundo (Foto: STR / AFP)

Montadoras “globais” de veículos automotores ainda estão contabilizando os prejuízos após duas explosões em Tianjin, no norte da China, segundo informações da agência Reuters. A cidade portuária é a maior porta de entrada de veículos importados do país, que é, por seu turno, o maior mercado automotivo de todo o mundo.

Segundo dados da agência estatal Xinhua, aproximadamente 40% dos automóveis vindos de fora do país passa pelo “porto”, no qual explosões deixaram mais de 50 mortos e 700 feridos. As causas do acidente ainda não foram identificadas.

A Renault afirmou que 1.500 automóveis que estavam guardados no local foram queimados. A Subaru declarou que 100 unidades, que aguardavam liberação na alfândega, tiveram os vidros destruídos, mesmo a cerca de 2 km do centro das explosões.

A Volkswagen confirmou que modelos importados foram danificados, mas ainda não sabe precisar quantos. “Temos um força tarefa no local para investigar, mas ela está, inicialmente, preocupada com o bem estar dos funcionários”, afirmou uma porta-voz da Volkswagen.

Ford, Nissan e Toyota também relataram que estão verificando os veículos que estavam próximos ao porto. Hyundai e Kia disseram que aproximadamente 4.000 vedículos estavam no local, mas ainda não sabem a extensão do prejuízo.

A BMW explicou que desconhece a situação de seus 2 centros de distribuição no porto porque as autoridades chinesas fecharam a área. A japonesa Mazda confirmou que 50 veículos foram danificados.

Destruição
Os bombeiros continuam trabalhando intensivamente visando conter o incêndio que ainda atinge um terminal de conteineres com produtos inflamáveis. Aproximadamente 1.000 homens foram mobilizados para conter as chamas.

Segundo o Departamento de Bombeiros de Tianjin, as grandes explosões aconteceram com 30 segundos de diferença e seguidas de outras menores. A onda expansiva das explosões chegou a ser sentida a até 10 quilômetros de distância.

A magnitude das explosões foi tão grande que os sismógrafos do Centro de Redes de Terremotos da China as detectaram como se fossem tremores de terra.

 

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