Brasil e Colômbia fecham acordo no setor automotivo

10 10Etc/GMT+3 outubro 10Etc/GMT+3 2015 por fernandosiqueira

A presidente Dilma Rousseff e o presidente colombiano Juan Manuel Santos durante declaração conjunta no palácio de governo, em Bogotá (Foto: John Vizcaino/Reuters)

Brasil e Colômbia assinaram, dia 9, acordos para aumentar o comércio e os investimentos entre os dois países, incluindo no setor automotivo, que permitirão reduzir, pelo menos parcialmente, o impacto da desaceleração de suas economias devido à queda dos preços das commodities.

Com a medida, o imposto de importação para veículos de passeio e comerciais leves entre os países será zerado. No primeiro ano, a cota nessas condições será de 12.000 veículos. No segundo, o número sobe para 25.000, e, a partir do terceiro, será de 50,000 carros.

Segundo nota divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro, a partir de 2016, devem começar novas negociações, dessa vez para zerar as alíquotas de caminhões e ônibus.

Os pactos foram finalizados pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e a presidente Dilma Rousseff (foto acima), durante sua primeira visita de Estado ao país vizinho.

“O memorando de entendimento sobre o setor automotivo que foi assinado vai desenvolver a indústria automobilística e os setores associados”, disse Dilma em discurso, sem fornecer detalhes do acordo.

Santos afirmou que trata-se de um acordo para facilitar as exportações da indústria automotiva de ambos os países, o que vai contribuir para geração de empregos e aumento do intercâmbio comercial.

Brasil e Colômbia, que compartilham uma fronteira de 1.645 quilômetros, registraram no ano passado comércio bilateral de US$ 4,1 bilhões de dólares, o equivalente a R$ 15,3 bilhões, um aumento de 165% em comparação com 2005.

“Nesse momento de dificuldades econômicas no nível mundial, tudo o que pudermos fazer para intensificar a integração comercial e os investimentos entre Brasil e Colômbia é muito importante”, disse Juan M. Santos.

Os dois países se comprometeram a iniciar a negociação de um acordo para proteger os investimentos e evitar a dupla tributação, e assinaram memorandos de cooperação e facilitação de investimentos, assim como acordos nas áreas de educação, assuntos indígenas na região de fronteira, agricultura, tecnologia da informação e intercâmbio de informação policial, entre outros.

Dilma também se comprometeu a apoiar o período pós-conflito nos temas de agricultura e infraestrutura na Colômbia, depois que for concluído um acordo com a guerrilha Farc para dar fim a um conflito armado de mais de meio século no País.

Até que enfim uma notícia BOA nesse universo de negatividades.

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