Nissan investe R$ 750 milhões para Kicks ser líder de mercado em 2017. Por Leonardo Felix

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Mal começa 2016 e as fabricantes locais se movimentam para garantir resultados em um mercado 25% mais enxuto e, ao mesmo tempo, mais concorrido. Dia 4, a Nissan anunciou investimento de R$ 750 milhões e confirmou a produção do SUV Kicks, que manteve o nome do carro-conceito e será produzido na fábrica de Resende (RJ), de onde saem os compactos March (hatchback) e Versa (sedã).

Este anúncio foi feito pelo presidente-executivo global da aliança Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, que afirmou ainda que o pequeno SUV chegará ao mercado brasileiro para concorrer com Honda HR-V, Jeep Renegade, Renault Duster e Ford EcoSport pela liderança. Também será modelo fundamental para planos de exportação da marca, seguindo tendência que deve se ampliar este ano, com envio de modelos globais ao exterior.

Ghosn foi enfático ao colocar o Kicks como “veículo global”, que sairá de Resende (RJ) não apenas para ser vendido no mercado interno, como também para vários mercados da América Latina. “O Brasil é nossa única fábrica da América em que há espaço para expansão da produção. As exportações também vão nos ajudar a seguir crescendo num momento de contração do mercado”, ressaltou o executivo.

A fala vai ao encontro das previsões de Luiz Moan, presidente da Anfavea (associação das fabricantes), sobre 2016 ser o “ano para o Brasil virar exportador.

Inaugurada em 2014, a unidade de Resende terá um segundo turno de trabalho inaugurado, assim como a contratação de 600 novos funcionários para dar conta da produção do Kicks.

Carlos Ghosn, presidente global da marca: Kicks fará Nissan crescer

Corrida para ser líder

Mostrado como conceito no Salão do Automóvel de São Paulo 2014, o modelo manterá o nome de projeto, que é curto e fácil de guardar. Por enquanto, a fabricante guarda segredo sobre a data de lançamento, mas a estratégia é certa: vai usar os Jogos Olímpicos do Rio, em junho, evento do qual é patrocinadora oficial, como catalisador para vender bem e subir de posição no mercado (fechou 2015 apenas como nona colocada), tendo sido ultrapassada pela FCA, divisão Jeep (graças ao Renegade).

Nas concessionárias, porém, só deverá haver aparição do Kicks nacional em 2017. Antes, no segundo semestre, há chances do modelo vir importado do México, onde também será produzido.

Há um motivo para correr e começar com a entrega do modelo importado: não perder o “bonde” de SUVs compactos no País, v isto que o objetivo é brigar diretamente pela liderança. “É um segmento do qual o brasileiro já mostrou que gosta”, disse Ghosn durante a apresentação.  “Pelos testes que fizemos, estamos muito confiantes [em entrarmos na disputa pela liderança]”, prosseguiu.

 

Teaser do Kicks de produção (à direita) confirma formas do protótipo (esq.)

Competitividade

Para atingir a liderança já em 2017, o Kicks precisará sair do forno bem resolvido e competitivo. Visualmente, será o modelo a estrear nova identidade da marca no país, com linhas recortadas, faróis afilados e muitos músculos, conforme antecipado pelo conceito. Terá também forte índice de nacionalização para ter custo viável para exportação.

Segundo François Dossa, presidente da Nissan no Brasil, o utilitário começa a ser produzido com 74% de componentes feitos localmente. Espere, pois, o compartilhamento de diversos componentes com os já nacionais March e Versa, incluindo plataforma, motor 1.6 e transmissão manual para versões de entrada, além de câmbio CVT (continuamente variável), que estreará no hatch e no sedã ainda este ano, compondo as versões de topo.

FONTE: Uol Carros

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