Caminhões e ônibus: grupo Volvo encara os tempos de hoje no Brasil

17 17Etc/GMT+3 fevereiro 17Etc/GMT+3 2016 por fernandosiqueira

 

Caminhões e ônibus: Grupo Volvo encara os tempos de hoje no Brasil

Com mercado no Brasil em queda acentuada, Grupo Volvo se adapta à realidade atual e planeja o futuro

por Luiz Humberto Monteiro Pereira

Auto Press

Se os tempos não andam nada bons para o mercado de caminhões e ônibus no Brasil, buscar aspectos positivos pode ser recomendável – até porque gerar apenas notícias trágicas não estimula os compradores. No caso do Grupo Volvo, que acaba de divulgar seus resultados de 2015, a drástica redução nas vendas – 50% nos ônibus e quase 60% nos caminhões – refletiu percentuais bastante semelhantes aos que atingiram o mercado nacional de transporte coletivo e o segmento de pesados e semipesados de transporte de carga, que são onde a Volvo atua. Ou seja, embora as vendas da marca tenham caído expressivamente no país, a Volvo comemora o fato de não ter perdido participação no mercado nacional. Para a marca, a manutenção das participações nas vendas locais indicam que as iniciativas adotadas nos últimos anos, nos tempos de um mercado brasileiro bem mais próspero, deram resultado. “2015 foi um ano difícil e 2016 será ainda mais desafiador”, avalia Carlos Morassutti, presidente interino do Grupo Volvo América Latina.

Nos caminhões pesados, a Volvo permanece líder de vendas e obteve no ano passado 29,6% de “market share”, exatamente o mesmo percentual verificado em 2014. O destaque é o FH, que tem mantido boas vendas para transportadores ligados ao agronegócio. Já nos semipesados, a linha VM conquistou 12,3% de “share” no ano passado, resultado bastante próximo aos 12,6% conseguidos em 2014. “Embora nossos produtos sejam mais caros que os concorrentes, mantivemos a participação no mercado devido à alta qualidade de nossos produtos, que proporcionam melhor rentabilidade aos frotistas”, acredita Bernardo Fedalto, diretor de caminhões Volvo no Brasil.

Na área de ônibus, o avanço de 3,1 pontos percentuais no mercado de urbanos permitiu à marca reconquistar a segunda posição no mercado de ônibus pesados, atingindo 18,5% de participação. Em março, a Volvo lançará um novo modelo de chassi, completando a sua oferta de veículos para o transporte rodoviário de passageiros. As exportações de chassis também foram importantes em 2015, representando 51% do total de ônibus comercializados pela Volvo no ano. “Mesmo em um cenário negativo e de muitas adversidades, atingimos resultados bastante positivos”, pondera Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America.

Pelo menos no restante da América Latina, também abastecido pela fábrica de Curitiba, o Grupo Volvo registrou um bom ano, com negócios ascendentes em mercados como o Peru e a Colômbia. Para o Peru, um dos principais mercados, as exportações de ônibus cresceram 11%. “Vamos continuar investindo em novos produtos e soluções que contribuam com os negócios dos nossos clientes”, complementa Carlos Morassutti.

Se em termos de vendas de caminhões e ônibus são raras as boas notícias no Brasil para a marca sueca, o braço financeiro do grupo não tem tanto do que reclamar. A  Volvo Financial Services Brasil terminou 2015 com um volume recorde de R$ 1 bilhão em vendas do Consórcio Nacional Volvo, um produto que tradicionalmente ganha força em períodos de diminuição de crédito e dificuldades de financiamento. Com a saída dos bancos comerciais do setor, o Banco Volvo aumentou sua presença no mercado, viabilizando muitos negócios. No ano passado, a instituição foi responsável pelo financiamento de 50% das vendas de caminhões, ônibus e equipamentos de construção da marca no Brasil.

 

Os comentários estão desativados.