Fiat Mobi é lançado no Brasil. Preço parte de R$ 31.900,00

14 14Etc/GMT+3 abril 14Etc/GMT+3 2016 por fernandosiqueira

Fiat Mobi (Foto: Divulgação)

Fiat Mobi (Foto: Divulgação)

Subcompacto chega como um dos carros mais baratos do país.
Versão mais barata não tem ar-condicionado; motor é 1.0 Fire de 75 cv.

A FCA (Fiat Chrysler Automobiles), divisão FIAT, reuniu ontem à noite em São Paulo a imprensa especializada do Brasil, a fim de apresentar o subcompacto “MOBI”, seu novo carro de entrada, menor do que o Uno e o Palio. Concorrente direto do Volkswagen Up, pelas dimensões, o modelo tem preço a partir de R$ 31.900,00 e também deverá entrar na concorrência com outros hatches menos compactos, como Ford Ka, Nissan March e Toyota Etios e, em algumas versões, com os seus próprios “irmãos”, além dos atuais líderes de comercialização Onix e Hyundai HB20, e mais Renault Sandero e Volkswagen GOL.

Todas as versões têm motor 1.0 de 4 cilindros e 75 cavalos de potência e 4 portas. As vendas começam no próximo sábado 16.

CONTEÚDO E O PREÇO DE CADA VERSÃO

Mobi Easy: são itens de série retrovisores com comando interno, banco traseiro bipartido, para-choque na cor da carroceria, rodas de 13 polegadas com calotas, espelho de cortesia. Opcionais: ar quente e o pacote Functional, com vidros dianteiros e travas elétricas, limpador e desembaçador do vidro traseiro e predisposição do rádio. R$ 31.900,00

Mobi Easy On: acrescenta ar-condicionado, direção hidráulica, regulagem de altura do volante e rodas aro 14. Não há opcionais. R$ 35.800,00

Mobi Like: conteúdo da Easy On mais vidros e travas elétricas, predisposição de rádio, computador de bordo, chave telecomando, limpador e desembaçador traseiro, cintos de segurança dianteiros ajustáveis em altura, maçanetas e retrovisores na cor da carroceria, grade dianteira pintada em preto brilhante, abertura interna para tampa de e do porta-malas, revestimento do porta-malas e caixa para bagagem (14 litros). Opcionais: sistema de som, rádio e Fiat Live On (a partir de junho), ambos acompanhados de alarme e comandos no volante. R$ 37.900,00

Mobi Like On: acrescenta rodas de liga leve de 14 polegadas, faróis de neblina, regulagem de altura do banco do motorista, retrovisores elétricos com “tilt down” (que abaixam sozinhos ao engatar a ré), repetidores de seta, sensor de estacionamento, tecidos diferenciados nos bancos, alarme e rádio com comandos no volante. Não há opcionais. R$ 42.300,00

Mobi Way: a versão com visual “aventureiro” traz todos os itens da Like. Inclui barras longitudinais de teto, para-choques exclusivos e molduras nas caixas das rodas, além de suspensões mais elevadas. Opcionais: sistemas de som, rádio e a central multimídia Live On (a partir de junho), ambos acompanhados de alarme e comandos no volante. R$ 39.300

Mobi Way On: tem o conteúdo da Like On e o visual da Way, com a adição de rodas de liga leve aro 14 om desenho próprio e o console de teto com porta-objetos e espelho adicional. R$ 43.800,00

Fiat Mobi foi apresentado nesta quarta-feira (13) (Foto: André Paixão / G1)
Fiat Mobi foi apresentado ontem à imprensa (Foto: Fernando Siqueira/A&M)

Nova fase da Fiat
“Não queremos mais ser vistos como a marca que vende os carros mais baratos do Brasil”, resume Carlos Eugênio Dutra, diretor de produto da Fiat Chrysler (FCA) no Brasil, sobre o que a fabricante espera do novo membro da família, o Mobi.

Mais do que transformá-lo em outro fenômeno de vendas, a FIAT espera que o carrinho, LINDO, marque uma nova fase.

Fiat Mobi (Foto: Divulgação)
Fiat Mobi faz celular se tornar central multimídia (Foto: Divulgação)

Além do visual, a Fiat abriu mão da tradição de que basicamente tudo é opcional em seus carros de entrada, modelo seguido também pela Volkswagen. Só a versão mais básica do “MOBI”, a Easy, não tem ar e direção hidráulica de série (nem como opcionais). E por que insistir em versão “pé de boi”? Dutra brinca, dizendo que: “Ainda tem maluco que compra”. Mas ressalta que ela deve ficar entre as menos vendidas do modelo.

Para ter vidro elétrico sem ter que pagar um “extra”, no entanto, é comprando a versão intermediária, a  Like, para cima. E não há direção elétrica, conhecida por ter mais leveza, nem nas versões mais caras.

Tampa de vidro
Como fez na atual geração do Uno, que a aproximou de um público mais jovem, a Fiat também apostou em design, para que o “MOBI” se destaque em meio à sobriedade de muitos rivais.

O subcompacto da Fiat vem com a tampa do porta-malas em vidro, um “charme” que o Up! original, lançado na Europa, tem, mas não foi adotado no Brasil por questão de custo de reparo, segundo a Volkswagen.

“Ela é 6 kg mais leve do que a tampa com chapa e vidro (tradicional) e muito resistente. Ele não quebrou ao ser acertado por uma pedra de meio quilo a 30 km/h (em testes)”, disse Dutra. Para reduzir risco de quebra em colisões traseiras, há uma saliência no para-choque, logo abaixo da tampa, que receberá o impacto primeiro.

Fiat Mobi (Foto: Luciana de Oliveira / G1)
Fiat Mobi (Foto: Fernando Siqueira/A&M

Muito próximo da proposta UNO
Nas medidas, mais comparações com o subcompacto Volkswagen Up!. É inevitável não colocar os “modelos” lado a lado e ver qual oferece mais espaço.

Com 3,57 m de comprimento, o “MOBI”é 24,5 centímetros mais curto que o Uno e 4 centímetros menor do que o Up!. Na distância entre eixos, que equivale ao espaço interno, a diferença é de 7 centímetros (2,31 m) para o Uno e incríveis 12 cm para o Volkswagen, que tem 2,42 m. O porta-malas tem capacidade para 235 litros, contra 285 litros do Up e 290 litros do Uno.

Internamente, o Fiat “MOBI” é um automóvel pequeno como todos os concorrentes. Contrariando sua tradição de colocar basicamente tudo como opcional nos carros de entrada, a Fiat só deixou uma versão do hatch, a inicial, sem ar-condicionado de série.

 

Telefone vira tela
O “MOBI” estreia uma nova central multimídia da Fiat, que usa o usa o smartphone do motorista ou passageiro como tela, acomodando-o em um suporte no centro do painel. O sistema chamado de Live On é compatível com celulares com Android e iOS (Apple) e é opcional para algumas versões (Like e Way). Ele será vendido a partir de junho; até lá a central será a mesma ofertada no Uno, a Connect.

No Live On, um aplicativo criado pela Fiat funciona como uma interface na tela do telefone para que o usuário possa abrir apps que ele já tem instalado, como Waze, Google Maps e os de streaming de músicas Spotify e Deezer.

Informações do aplicativo também são enviadas ao computador de bordo, atrás do volante: os dois equipamentos são vendidos e instalados simultaneamente, por isso não dá para colocar a central Live depois de comprar o carro ou trocar a Connect por ela.

Motor do Palio Fire
Não obstante essas novidades, o propulsor do “MOBI” é conservador. Ele usa o mesmo motor do Palio Fire, o 1.0, 4 cilindros, de 75 cavalos de potência. Apesar dos rumores de que a montadora lançará um motor de 3 cilindros (possivelmente com mais potência e menor consumo), a FCA afirma que, em clinicas feitas com clientes, constatou que eles não valorizam tanto a quantidade de cilindros, e sim o desempenho.

“A gente pergunta se querem motor de 4 ou 3 cilindros e respondem: O que?”, comentou o diretor de produto da FCA. “O cliente quer saber do resultado.”

A mesma justificativa é dada por ele em relação ao fato de o hatch não oferecer, em nenhuma versão, direção elétrica. “Não faz diferença”, afirmou.

Desafio
O investimento em um segmento de alto volume de vendas, em um ano em que as vendas em geral caíram, exigirá esforço extra da Fiat, sem dúvida. “Quando aprovamos (a produção do carro), o Brasil vendia 4 milhões de veículos por ano; agora, vende 2 milhões”, comparou Carlos Eugênio Dutra, diretor de produto da FCA.

O objetivo da Fiat é comercializar entre 60.000 e 70.000 unidades do “MOBI” este ano (o equivalente a uma média mensal de aproximadamente 9.000 unidades, semelhante ao desempenho que o HB20 tem tido em 2016, mas inferior à do Onix.

O sentimento de Autos & Motores

Ficamos muito impressionados, tanto com o design quanto com o desempenho do “MOBI” em teste de avaliação dinâmica que fizemos com o modelo nas avenidas de São Paulo, hoje pela manhã. No nosso entendimento, o “carrinho” inova em “funções” (tecnologia a bordo) e vai fazer sucesso, à semelhança do UNO, de saudosa memória.

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