Como preservar as partes plásticas do carro

18 18Etc/GMT+3 fevereiro 18Etc/GMT+3 2017 por fernandosiqueira

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Os “plásticos” do carro são mais comuns nos modelos aventureiros, no entanto, não há negar, eles protegem a carroceria e deixam o automóvel com a aparência mais “robusta” e estão cada vez mais comuns. Geralmente utilizados em versões mais caras, os plásticos dão um destaque ao veículo, mas há um problema: com o tempo começam a perder a cor e ficam desbotados. Aí, o que era atrativo, passa a ser um fator negativo porque “envelhece” o veículo dando uma aparência feia e descuidada. Mas existe uma maneira de manter a aparência do plástico” sempre nova.

CARRO

O especialista em estética automotiva Dyego Belisário diz que sim. “Existem plásticos de diversas qualidades. Alguns desbotam rápido; outros duram mais tempo. Mas todos, sem distinção, precisam de cuidados”, diz o expert, proprietário da Car Coating, empresa de detalhamento automotivo localizada na Imbiribeira, Zona Sul do Recife. Dyego diz que o que mais colabora para a degradação do plástico automotivo é a falta de lavagem regular do automóvel. “Areia, fuligem e maresia. Tudo isso acumulado no plástico durante dias acelera o processo de desgaste do material fazendo com que ele vá perdendo o brilho natural”. O especialista explica que existem peças plásticas da cor preta, grafite ou cinza nos automóveis, dependendo só dos fabricantes. Todas possuem “poros” na superfície que retêm a sujeira.

Alguns proprietários, na esperança de proteger a peça, aplicam produtos oleosos, a exemplo do silicone. O resultado é um brilho inicial que logo desaparece, mas deixa na superfície uma camada que funciona como “cola” para segurar ainda mais a sujeira. Com a exposição aos raios ultra-violeta do sol e outros elementos ambientais, o plástico sofre um processo de oxidação. Quanto mais tempo submetido a esse desgaste, maior será o nível de degradação.

Quem entende do assunto diz que existem maneiras de proteger o plástico e até de recuperá-lo, caso o material esteja estragado. A providência mais simples é manter o carro sempre limpo. Os especialistas recomendam a aplicação de um condicionador específico, que não é feito à base de silicone mas que vai hidratar a peça e mantê-la com a cor original. O condicionador custa cerca de R$ 20,00 e pode ser aplicado em casa. O material dura aproximadamente duas ou três lavagens. Caso a peça tenha sofrido desgaste ou apresente uma aparência estragada, ela pode receber um recuperador que é uma espécie de “tinta” especial recomenda apenas para plásticos da cor preta e que devolve uma aparência próxima da original. O produto custa R$ 40,00 em média.

O processo para conservar o plástico mais eficiente, duradouro, e mais caro, é a vitrificação. Assim como as partes de metal da carroceria, o plástico também pode ser vitrificado. Mas, neste caso, o produto é específico para o plástico externo, quer sejam para-choques, contornos de para-lamas e frisos laterais. A vitrificação cria uma película protetora que “fecha” os poros do plástico evitando a penetração da sujeira. A vitrificação dura aproximadamente dois a três anos e custa de R$ 200,00 a R$ 400,00, dependendo do número de partes plásticas e do tamanho do veículo.

FONTE: Jornal do Comércio (Recife)

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