França considera que fusão entre Fiat Chrysler e Renault continua sendo “boa oportunidade”

10 10Etc/GMT+3 junho 10Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

O projeto de fusão entre o grupo FCA (Fiat Chrysler Automobiles) e Renault, de capital italiano e americano, “continua sendo uma boa oportunidade”, afirmou hoje, dia 10 de junho, o ministro francês da Economia, poucos dias após “naufrágio” das negociações.

“Um projeto de fusão com a FCA continua sendo uma boa oportunidade”, disse Bruno Le Maire à imprensa em Tóquio, mas reforçando o desejo de manutenção da atual “aliança” Renault-Nissan e dos postos de trabalho.

A FCA decidiu, semana passada,  retirar a oferta de “fusão” que criaria a terceira maior empresa mundial do setor de automóveis e culpou o governo francês, proprietário de 15,1% da Renault, pelo fracasso das negociações.

Como seria a fusão

A proposta da FCA foi unir as empresas, em um negócio de US$ 35 bilhões, resultando em um grupo formado com 50% de participação para cada lado.

Com a possível “fusão”, o novo grupo seria a terceira maior fabricante automotivo do mundo, juntando forças para enfrentar os desafios da indústria de montagem, incluindo regulamentação de emissões pesadas, eletrificação de veículos, conectividade e autonomia de direção.

Quem é dono de que?

A Nissan não é proprietária da Renault, nem vice-versa. Porém, são mais do que parceiras: as duas montadoras têm parte das ações uma da outra, mas nunca houve uma “fusão”.

Por isso, se identificam como uma “aliança”, diferente do Grupo Volkswagen e da FCA (Fiat Chrysler Automobiles), donos das marcas que estão sob seus respectivos “guarda-chuvas”, como Audi e Porsche, no caso da Volkswagen, e Jeep e Ferrari, da FCA.

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