Peugeot Citroën vai usar impressora 3D produzir protetores faciais para combate ao coronavírus

26 26Etc/GMT+3 março 26Etc/GMT+3 2020 por fernandosiqueira

 

Além da PSA, GM promete consertar respiradores quebrados do Brasil. Volkswagen vai doar máscaras e emprestou veículos a prefeituras de 4 cidades

 

mascarapsa

As montadoras de veículos encontraram outras formas de utilizar sua força de trabalho e estrutura durante a paralisação de suas fábricas em decorrência do coronavírus.

A PSA (Peugeot/Citroën), vai deixar de produzir modelos como 2008 e C4 Cactus e adaptar algumas instalações da fábrica de Porto Real (RJ) para a confecção de protetores faciais, que serão doados para autoridades de saúde dos municípios da região.

O protetor é considerado um equipamento de proteção individual, ou EPI, e é usado por profissionais que trabalham em hospitais no combate ao coronavírus.

A ideia foi concebida por Charles Costa, gerente geral da fábrica da PSA. Ele assistiu programa que mostrou um projeto de uma universidade do Rio de Janeiro que usa impressoras 3D para produzir os protetores, então, lembrou que a unidade de Porto Real tinha um equipamento do tipo, que ficaria ocioso, visto que a fábrica será paralisada em decorrência da pandemia.

“Depois de ver a reportagem, pesquisei no celular e encontrei o projeto. Consegui baixar o desenho, e, no dia seguinte, passei para um colaborador que cuida da impressora da fábrica. Conseguimos imprimir um protetor de teste”, argumenta.

Com o sucesso na primeita tentativa, Costa procurou o diretor da fábrica, que apoiou o projeto.

Normalmente, a impressora da fábrica é usada na confecção peças experimentais para veículos que ainda não foram lançados.

No caso dos protetores faciais, observou-se que a impressora era capaz de produzir duas das quatro peças necessárias.

O terceiro componente, assim como o corte das peças, seriam feitos na cidade vizinha de Resende, pela Fablab, uma oficina escola para estudantes técnicos, fruto da parceria do Senai com a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.

A quarta e última peça, um elástico, será comprada de um fornecedor externo pela PSA. A fabricante também ficará responsável pela montagem da peça. Quatro funcionários ficarão responsáveis pela produção dos protetores. Eles serão entregues higienizados e embalados de forma correta.

“Até o final da semana, queremos entregar o primeiro lote”, disse o gerente. Ainda não há uma definição de quantos protetores serão feitos.

GM vai consertar respiradores e Volkswagen emprestou carros

A General Motors anunciou a intenção de consertar todos os respiradores que atualmente estão fora de uso. Segundo a GM, foram mapeados 3.000 aparelhos nessa situação em todo o Brasil.

A iniciativa foi tomada em conjunto com o Ministério da Economia, o Senai e a Associação Brasileira de Engenharia Clínica, e também envolve outras fabricantes, que não tiveram os nomes informados.

Os respiradores são importantes nos casos mais graves de pacientes com coronavírus.

Respiradores encostados em casa de saúde de Mossoró, RN — Foto: Felipe Gibson/G1Respiradores encostados em casa de saúde de Mossoró, RN — Foto: Felipe Gibson/G1

Respiradores encostados em casa de saúde de Mossoró, RN — Foto: Felipe Gibson/G1

Até o momento, não há definição de como a manutenção será feita.

“Neste momento, em paralelo ao levantamento que está sendo feito do número, localização e modelo dos equipamentos parados, estamos treinando virtualmente nosso corpo técnico voluntário e preparando salas nas operações da GM no Brasil para realizarmos os reparos na semana que vem”, disse, em nota o gerente de inovação da GM, Carlos Sakuramoto.

A Volkswagen  também anunciou medidas para auxiliar no combate ao coronavírus. Por enquanto, as ações são de empréstimo de veículos e doação de máscaras. Ontem, dia 25, a montadora afirmou que vai doar 2.000 máscaras do tipo PFF-2 para as prefeituras de São Bernardo do Campo, Taubaté, São Carlos (SP) e São José dos Pinhais (PR), cidades onde a Volkswagen tem fábricas.

Segundo a empresa, elas são “parte do estoque da companhia e eram de utilização na linha de produção”.

A Volkswagen emprestou 100 veículos às cidades, e também para ao governo do Estado de São Paulo.

O objetivo é que os automóveis sejam usados para “deslocamento de médicos e enfermeiras, bem como transporte de medicamentos e equipamentos de saúde”, declarou a empresa, em nota.

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