Por causa do coronavírus, França pode estatizar as montadoras Renault e PSA

31 31Etc/GMT+3 março 31Etc/GMT+3 2020 por fernandosiqueira

 

Coronavírus paralisou a economia da França e o governo se prepara para salvar empresas caso seja necessário

 

 

fábrica da Renault na frança
O governo francês tem 15%  de participação na montadora de automóveis RENAULT, mas acenou com a possibilidade de estatizá-la, além de outros “SÍMBOLOS” do País, se a crise provocada pelo Coronavírus persistir. FOTO: Jacky Naegelen/Reuters

O governo francês não descarta a possibilidade de estatizar a RENAULT e a PSA. A possibilidade é uma saída vislumbrada pelo governo, caso a crise causada pelo coronavírus se intensifique. Por causa da pandemia, a população da França está confinada, e a produção permanece paralisada.

 De acordo com a agência Reuters, Bruno Le Maire, ministro da Economia da França, teria tido uma conversa com Carlos Tavares e Jean-Dominique Senard, respectivamente presidentes da RENAULT e da PSA. O assunto, segundo o ministério, teria sido “a situação das duas montadoras” diante da crise atual.

França deixa as portas abertas às conversações

Segundo o jornal francês Libération, o temor do governo é que investidores possam se aproveitar da situação e tomar o controle de empresas que são símbolos da França. “Nós vemos isso todos os dias”, disse Le Maire. Segundo o jornal, o ministro teria anunciado que o Estado não hesitaria em recorrer a todos os meios disponíveis para ajudá-las, enquanto empresas francesas. Isso incluiria até a estatização. Outros símbolos da França seriam a fabricante de pneus MICHELIN e a empresa aérea AIR FRANCE. O governo francês tem 15% da companhia aérea, e poderia aumentar a participação.

Outras formas de ajuda podem vir em forma de desoneração fiscal para as empresas. O governo teme que a crise provoque demissões em massa. Para isso, a França reservou 45 bilhões de euros (o equivalente a R$ 250 bilhões) para socorrer empresas apenas para os dois primeiros meses. Com a população confinada em casa e o comércio parado, a economia fica paralisada.

De acordo com uma fonte do governo, “o ministro disse que eles teriam acesso a todos os instrumentos disponibilizados às empresas nessas situações”.

De qualquer modo, Le Maire não teria citado diretamente a RENAULT ou a PSA. As medidas a serem utilizadas vão depender, em parte, da duração da crise provocada pelo Coronavírus e pelo confinamento da população francesa, a exemplo do que está ocorrendo em nosso País.

O governo francês é detentor de aproximadamente 15% da RENAULT e, indiretamente, possui 12% do capital da PSA, através do Bpifrance, banco público de investimento.

FONTE: Jornal do Carro

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