Montadoras de automóveis da China estão confiantes em recuperação de mercado

3 03Etc/GMT+3 abril 03Etc/GMT+3 2020 por fernandosiqueira

 

Na China, montadoras de automóveis começam a fazer promoções a fim de atrair os compradores de volta às concessionárias

 

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Após a queda brutal nas vendas de automóveis na China, por causa do Coronavírus, os empresários aos poucos vão recuperando o otimismo. E estão prevendo rápida recuperação do maior mercado automotivo do mundo.

Segundo Stefan Woellentein, diretor de negócios do Grupo Volkswagen na China, o grupo espera que as vendas de veículos naquele País quadrupliquem em abril. A entrevista foi concedida anteontem.

“Estamos cautelosamente otimistas de que os piores efeitos da crise ficarão para trás em dois a três meses”, disse o executivo.

Em fevereiro deste ano, o mercado automotivo chinês registrou somente 250.000 unidades vendidas. Mas a expectativa era de que em março o mercado fechasse com 1.000.000 de veículos comercializados.

Segundo Woellentein, a procura ainda é baixa, mas ele garantiu que a empresa está preparada para aumentar a capacidade de produção. Além da Volkswagen, diversas outras montadoras estão retomando as operações na China, após a paralisação.

Vendas na China este ano devem cair de 3 a 15%

“Há mais e mais sinais de que os negócios estão se recuperando”, disse. “Até o meio do ano, podemos voltar ao volume planejado no ano passado”, complementou.

Segundo estimativas da Volkswagen, este ano o mercado chinês deve cair de 3 a 15% em relação a 2019.

Mesmo assim, os investimentos do grupo alemão no País asiático não foram alterados. “Assumimos que a recuperação continuará e que voltaremos a operar num ambiente normal de mercado em 2021”, acrescentou Woellenstein.

A Volkswagen planeja vender 1.500.000 carros elétricos por ano na China a partir de 2025.

Geely (foto acima) também está otimista no mercado da China

A Geely Automobile Holdings, maior grupo automotivo da China, espera vendas domésticas de 1.410.000 automóveis este ano, um crescimento de 3,5% sobre 2019.

Apesar de enfrentar a maior dificuldade em 23 anos de existência, por causa da crise do Coronavírus, a empresa não pretende cortar salários. Em vez disso, a montadora planeja fazer “mudanças organizacionais” e melhorar a eficiência.

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