Alaskan: Renault confirma a produção da pick-up na Argentina no final deste ano

22 22Etc/GMT+3 maio 22Etc/GMT+3 2020 por fernandosiqueira

 

A Pick-up média da Renault fará companhia à Nissan “Frontier” na linha de produção de Córdoba, na Argentina

 

Alaskan-Renault

Pick-up ALASKAN, a prima da Renault Frontier, chega ao mercado brasileiro ainda este ano. FOTO: divulgação

A Renault acaba de anunciar que, não obstante a crise instituída pelo coronavírus, manterá os planos que estavam suspensos da “Alaskan”. A pick-up média desenvolvida sobre a base da Nissan Frontier, anunciada em 2015, começará a ser produzida na Argentina no final de dezembro do ano em curso.

O anuncio foi feito por Pablo Sibilla, presidente da Renault Argentina, em uma vídeo conferência, com vários veículos de comunicação. A proposta é garantir que a fábrica atinja um ritmo anual de 40.000 pick-ups produzidas anualmente, de Renault e Nissan.

Além da plataforma e eletrônica, ela compartilha com Nissan Frontier a motorização e câmbio. No lançamento, para a Europa, ela foi equipada com dois motores 4 cilindros de 2,3 litros e biturbo. A versão a gasolina tem 160 cavalos de potência e a diesel 190.

Tal qual a Frontier, para a América Latina, será oferecida apenas com cabine dupla e motorização turbodiesel. Isso significa o quatro-cilindros de 2,3 litros em duas variações. O biturbo que entrega 190 cavalos de potência a 3.750 rpm e 45,9 a 1.500 rpm. E a versão com um turbo será produzida  para as versões básicas, destinadas ao trabalho entregará 160 cavalos de potência a 3.750 rpm e 41 mkgf a 1.500 rpm. As opções de câmbio são o manual de 6 velocidades e o automático de 7. A tração é sempre traseira ou 4×4.

 


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A história da Alaskan

Vale lembrar, que faz 5 anos desde que a Alaskan foi anunciada pela primeira vez. O concept-car da pick-up surgiu em setembro de 2015. Em novembro do mesmo ano, a Renault mostrava a versão final da pick-up. Ela surgiu de uma consórcio entre a aliança Renault-Nissan e a Mercedes-Benz.

No Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, em 2018, a Renault Alaskan era esperada como um dos lançamentos da marca. Ela deveria ser um dos modelos apresentados, ao lado do Kwid, mas não foi. No dia da coletiva para a imprensa nem mesmo estava no stand da montadora.

Ali, um executivo da marca disse que “o que antes era certo, tinha se tornado um estudo para receptividade junto ao público” e que por isso a pick-up só surgiu no stand no dia de abertura aos visitantes. Ela, inclusive, tinha lançamento programado para o Brasil em 2019, o que obviamente não aconteceu.

 Classe X

Além da Alaskan, a Mercedes-Benz também usaria a base da atual pick-up Frontier para criar sua primeira pick-up média, a Classe X. O modelo da Mercedes-Benz também chegou a ser apresentado e produzido. Além da fábrica argentina, a unidade fabril da Nissan na Espanha, na região de Barcelona, era responsável por abastecer outros mercados, como a Europa, com os três modelos.

A pick-up da Mercedes também tinha o Brasil e a Argentina como a ‘menina dos olhos’ e pretendiam ter a América Latina como um grande mercado para o produto. Ela, tal qual a Alaskan, deveria estar à venda no Brasil desde o ano passado e a história também se complicou.

O problema é que para reduzir custos, a pick-up da Mercedes-Benz particularmente abusou do uso de peças da Nissan, especialmente na parte interna. E isso, deixou a desejar em termos de qualidade e requinte que se esperava do modelo, apesar da parte mecânica ter sido largamente alterada.

 


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Elétricos, vendas em baixa e o fim da Classe X

As vendas na Europa, que também era um mercado importante, foram muito aquém do esperado. Na necessidade de reduzir custos, por quedas nos lucros e massivos investimentos nas áreas de carros elétricos, o que drenou o caixa da montadora, a Mercedes-Benz, em abril de 2019, confirmou o cancelamento da produção na Argentina. O anúncio veio em meio a um comunicado dos resultados do grupo Daimler. A crise comercial na Argentina também ajudou a decisão.

Em janeiro deste ano, o sindicato anunciou aos funcionários da Nissan Europa o fim da produção para este mês. Deixando a fábrica da Nissan, na Espanha, com produção ainda mais reduzida. Na época do anúncio, a fábrica trabalhava com 30% de ociosidade em sua capacidade produtiva. Em 2019, a pick-up da Mercedes-Benz foi responsável por apenas 8 mil unidades de veículos produzidos ali. Foi 14,5% de um total de 55 mil veículos.


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