França considera empréstimo de 5 bi de euros para que Renault não ‘desapareça’ após coronavírus

23 23Etc/GMT+3 maio 23Etc/GMT+3 2020 por fernandosiqueira

 

Crise do coronavírus desafia montadoras europeias, a exemplo do que está ocorrendo no Brasil

 

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Sede da Renault Automóveis na França. FOTO: divulgação

Por Reuters

Um MINISTRO francês alertou, ontem, dia 22, que a RENAULT poderia desaparecer se não obtiver ajuda em breve para se recuperar da crise “financeira” gerada pelo coronavírus.

Bruno Le Maire, Ministro das Finanças, disse que está considerando um empréstimo de 5 bilhões de euros para ajudar a montadora, alegando que o futuro da empresa está em risco. “Sim, a Renault pode desaparecer”, afirmou à rádio Europe 1.

Le Maire disse que a fábrica francesa da Renault em Flins não deve fechar e que a empresa deve manter o máximo de empregos possível na França, mas declarou que a montadora precisa se adaptar, e ser competitiva.

A Renault se recusou a comentar as declarações de Le Maire.

Nissan

Na próxima quarta-feira (27), a Renault e a Nissan devem anunciar uma atualização de estratégia na aliança que mantêm há duas décadas.

O plano foi originalmente anunciado como um reajuste de seu relacionamento, que foi abalado pela prisão, em novembro de 2018, no Japão, de Carlos Ghosn, arquiteto da aliança e chefe de longa data, por acusações de má conduta financeira, que ele nega peremptoriamente.

No entanto, a atualização assumiu um significado maior desde que o coronavírus atingiu a demanda por veículos automotores e causou uma disrupção na produção.

O jornal japonês “Kyodo” publicou ontem, sexta-feira, que a Nissan pode cortar 20.000 empregos de sua força de trabalho global, principalmente na Europa, e nos países em desenvolvimento.

Duas pessoas com conhecimento do assunto disseram à Reuters que o número de cortes não havia sido finalizado. A Nissan se recusou a comentar.

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