Daimler se junta à Geely no desenvolvimento de motores para híbridos

20 20Etc/GMT+3 novembro 20Etc/GMT+3 2020 por fernandosiqueira

Motores modulares a combustão serão utilizados veículos das duas montadoras. Decisão não afeta a fusão entre Daimler e Renault

A Geely e a Daimler anunciaram recentemente o desenvolvimento de uma nova geração de motores modulares a combustão que serão utilizados em veículos híbridos. A aliança rende à empresa chinesa (e proprietária da Volvo) participação de 9,7% nas ações da gigante alemã, dona da Mercedes-Benz.

Segundo um porta-voz da Daimler, “as empresas planejam desenvolver um motor modular altamente eficiente”. O propulsor, no entanto, seria destinado ao uso em modelos híbridos produzidos tanto na Alemanha quanto na China. A maioria, porém, será feita no país asiático, informou o jornal alemão Handelsblatt, o que causou revolta do conselho de trabalhadores da fábrica da Daimler, em Untertürkheim (Alemanha), que se especializa na produção de motores.

À imprensa internacional, o chefe do conselho de trabalhadores da unidade fabril alemã, Michael Haeberle, afirmou “Estamos sem palavras. Temos a capacidade para construir motores de quatro cilindros em Untertuerkheim, mas não houve sequer uma discussão sobre possíveis locais de produção alternativos”.

Em resposta, a Daimler AG se limitou a afirmar que as fábricas da Alemanha sofrerão adaptações graduais para a produção de motores eletrificados. A Geely, todavia, não comentou o caso até o momento.

Modelos beneficiados

Segundo informações, os novos motores serão usados em modelos Mercedes-Benz desenvolvidos com base na nova plataforma MMA (Mercedes Modular Architecture). Apesar de pensada para carros elétricos, a plataforma contará com espaço para motor a combustão que poderá servir como uma espécie de extensor de autonomia ou, mesmo, equipar modelos híbridos.

Em relação à data de chegada dos motores ao mercado, há expectativa de previsão para 2024. Justamente, quando estreia o primeiro modelo baseado na MMA.

Daimler-Renault

Ao contrário do que se pensou inicialmente, o anúncio de que Daimler e Geely se juntarão para fazer novos motores não deve resultar em perdas para a parceria entre a empresa alemã e a Renault. A afirmação é de uma fonte anônima à Reuters. Cabe recordar que o 1.3 turbo atualmente usado pela Mercedes-Benz, Renault e Nissan nasceu como resultado desta parceria.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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