Coluna “ALTA RODA”. Fernando Calmon

14 14Etc/GMT+3 fevereiro 14Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

Dúvidas eletrizantes

Otimismo é a palavra de ordem quando se fala em futuro elétrico para os automóveis. Praticamente todas as fabricantes
despejam agora bilhões de dólares em desenvolvimento, apresentam planos de uma linha completa de carros elétricos
– dos pequenos, de entrada até SUVs de vários portes –, alguns países estabelecem prazos para “banir” veículos com
motores a combustão, redes de abastecimento de recarga rápida e ultrarrápida vem sendo instaladas.
No entanto, existem muitos pontos, pouco esclarecidos, que precisam ser considerados. Não se trata aqui de torcer
contra ou a favor, defender posições pessimistas, mas apenas uma boa dose de realidade. Deixemos de lado aspectos
técnicos negativos e conhecidos como autonomia, peso, volume e tempo de recarga das baterias, rede de reciclagem
após oito anos e valor de revenda. Custos de manutenção são baixos, um carro elétrico é fácil de projetar e construir,
resolve o problema de emissões locais, mas não totalmente do CO 2 e do efeito estufa, pois depende da fonte de geração
de energia elétrica.
Entre as dúvidas eletrizantes, com perdão do trocadilho, estão o real desejo do consumidor em migrar do veículo
convencional para um alternativo. Autonomia mínima “garantida” entre 400 e 500 km é uma das exigências. Recarga
também. SUVs pesados recém-lançados, com baterias poderosas de 100 kWh, se não tiverem pontos de abastecimento
ultrarrápidos por todos os lados, exigem três dias e meio em tomadas comuns de 110 V ou metade deste tempo com
220 V.
Preço é outro problema e talvez o mais sensível. Em recente pesquisa da McKinsey com consumidores da China,
Alemanha e EUA, 60% responderam que não pagariam um valor extra por um automóvel elétrico. Neste grupo mais
exigente, metade afirmou interesse apenas se os elétricos fossem mais baratos que os convencionais.
No site inglês Confused.com, de seguros automobilísticos, 59% dos pesquisados apontaram alto preço como fator mais
desencorajador para opção elétrica. Mais de uma resposta era possível: 61% reclamaram da demora para recarregar e
72%, da rede pequena de estações.
A pesquisa mais recente da J.D. Power com compradores de veículos na Alemanha, mostrou certa apatia em relação ao
interesse por elétricos. De um modo geral, 74% dizem considerar no futuro a compra de um elétrico a bateria ou por
pilha a hidrogênio, híbrido ou híbrido plugável. 26% dos alemães, 60% dos americanos e apenas 4% dos chineses
(incluídos na pesquisa) descartam essa possibilidade à frente.
Entretanto, impressionou a empresa pesquisadora o fato de o número de interessados ter parado de crescer na
Alemanha, país com forte viés ambientalista e apesar de enorme publicidade espontânea em torno do assunto, que não
sai de evidência na mídia e na cabeça dos políticos.
No final do relatório, destacou: “Consumidores céticos não compram tanto quanto aqueles que acreditam em um
produto ou em sua proposta. Fabricantes têm um desafio ainda maior do que simplesmente construir os melhores
veículos elétricos.”
Conclusão é que não basta ter oferta abundante, se a procura permanece discreta ou hesitante.

ALTA RODA

ANTONIO FILOSA, presidente da FCA para América Latina, confirmou que a picape média Ram1500, produzida nos
EUA, chegará ao Brasil no fim do terceiro semestre deste ano. Empresa ainda não decidiu se será fabricada, mais
adiante, aqui ou no México (de onde viria sem imposto de importação). Já o SUV italiano 500X depende da cotação do
euro para definição de volumes.

SUV é a grande aposta da marca Fiat na fábrica de Betim (MG) em 2021, enquanto a Jeep terá versão de sete
lugares do Compass, em Goiana (PE). Fiola confia na virada econômica nos próximos anos. “Acredito que o Governo
Federal deverá tirar a bola de ferro dos pés dos empresários para aumentar a competividade. Nunca sairemos do
Brasil”, acrescentou Filosa.

FORTE queda das exportações para a Argentina (em geral responde por 70%) derrubou a produção no Brasil em 10%,
quando comparados janeiro de 2019 e 2018. VW, por exemplo, não enviou nenhum veículo para lá, por mais de três
meses. Anfavea admite que sua previsão negativa, para o mercado externo este ano, poderá ser revista para números
ainda menores.

MERCEDES-AMG A35 4M (306 cv; tração integral) chega em breve: apresentado em evento social em São Paulo (SP).
Britta Seeger, diretora mundial de vendas e marketing, confirmou que toda a linha da marca, inclusive híbridos
plugáveis, estará disponível aqui se houver demanda sustentável. Estão previstos 20 lançamentos no Brasil, este ano,
entre novos e versões.

LISTA das marcas automobilísticas centenárias cresce este ano com Bentley e Citroën. As demais: Alfa Romeo, Aston
Martin, Audi, BMW, Buick, Cadillac, Chevrolet, Daihatsu, Dodge, Fiat, Ford, Lancia, Morgan, Mercedes-Benz, Mitsubishi,
Opel, Peugeot, Renault, Rolls-Royce, Skoda e Vauxhall. Maserati tem 100 anos, mas produz autos há 80. Algumas
pararam por períodos (Aston Martin, Audi, Bentley e Morgan).

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Com crescimento de 24,1%, recursos liberados para financiamento de carros somam R$ 125,4 bilhões em 2018

8 08Etc/GMT+3 fevereiro 08Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

O total de recursos liberados para o financiamento de veículos registrou nova alta em 2018. Desta vez, houve um crescimento de 24,1% em relação a 2017, somando um total de R$ 125,4 bilhões. Desde 2016, os recursos liberados têm apresentado um crescimento contínuo, demonstrando recuperação importante para o setor automotivo e, também, para a economia brasileira. Em 2017, os valores também ultrapassaram a casa dos R$ 100 bilhões, valor que não era alcançado desde 2014, alcançando R$ 101 bilhões na soma dos doze meses do ano.

A alavancada dos recursos liberados demonstra que os bancos de montadoras e instituições independentes possuem liquidez para atender as demandas do consumidor final e oferecer crédito necessário para a aquisição de veículos financiados. Além disso, após o período de crise enfrentado pelo Brasil nos últimos anos, os brasileiros estão investindo novamente na compra de bens com valor agregado mais elevado.

“Mantemos nossa confiança no crescimento econômico e no desenvolvimento social. Mais uma vez, como foi em 2017, nossas expectativas foram superadas e, após um período de recessão, o financiamento volta a crescer, e ser uma possibilidade para quem quer comprar um veículo. Com a queda da taxa básica de juros, que fechou 2018 em 6,5%, e outros fatores econômicos favoráveis, conseguimos garantir uma previsibilidade que gera mais confiança ao consumidor”, comenta Luiz Montenegro, presidente da ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras).

Saldo das carteiras

O crescimento contínuo da procura de crédito refletiu no aumento do saldo das carteiras em 2018. O total foi de R$ 201,6 bilhões, alta de 18,1% comparando com 2017, que foi de R$ 170,7 bilhões. As operações de CDC representam R$ 198,2 bilhões, representando um aumento de 18,7% em doze meses, enquanto as operações de leasing registraram queda de 8,1%, fechando o ano de 2018 em R$ 3,4 bilhões, contra R$ 3,7 bilhões do ano anterior.

Modalidades de pagamento

De acordo com os dados do boletim da ANEF, no ano passado, o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) respondeu por 52% das compras finalizadas. Logo em seguida, vem o pagamento à vista, com 43%, seguido pelo consórcio (4%) e pelo leasing (1%).

Para os veículos pesados, o Finame representa 55% dos contratos, seguido pelo CDC (27%), compras à vista (10%), consórcio (5%) e leasing (3%).

Com 41% do volume de negócios, a modalidade de financiamento (CDC) é a mais escolhida pelos compradores de motocicletas. As vendas por consórcio, que deixaram de ser a preferida dos consumidores, encerrou o ano em 27%, valor menor do que as compras realizadas à vista, que encerram o ano representando 32%.

Projeções para 2019

A ANEF prossegue otimista e acredita que, em 2019, o volume de recursos liberados prossiga crescendo junto com o saldo de financiamentos. “Nossa estimativa é que os recursos liberados tenham um aumento de 12,8% em comparação com o fechamento que alcançamos no ano passado, que foi de R$ 125,4 bilhões, e agora estimamos R$ 141,5 bilhões. No caso do saldo de financiamento, projetamos um crescimento de 11,8%, passando de R$ 201,6 bilhões para R$ 225,3 bilhões”, afirma o presidente da ANEF.

MARCOPOLO INAUGURA NOVO CENTRO DE FABRICAÇÕES EM ANA RECH

por fernandosiqueira

No dia 24 de janeiro, a Marcopolo iniciou as operações do seu novo Centro de Fabricação de componentes e subconjuntos metálicos. Com investimento total de aproximadamente R$ 70 milhões, dos quais R$ 30 milhões  foram aplicados, a nova planta é a mais moderna e avançada da companhia e visa a unificação da montagem de componentes e subconjuntos metálicos que compõem as carrocerias dos ônibus, que eram executadas em diferentes sites, com oportunidade de melhoria em produtividade e sinergia.

 


Com área total de 19.600 m² de área construída, o novo Centro de Fabricação contará inicialmente com 180 colaboradores e reúne o que existe de mais avançado em termos de instalações, equipamentos e processos. O Centro de Fabricação traz novos conceitos de produção que proporcionam renovação natural de ar por convecção (bem-estar térmico para os colaboradores), telhado e revestimento lateral com isolamento térmico, toda a iluminação por LED com dimerização (regulagem automática da luminosidade), proporcionando menor custo e maior conforto visual e segurança; instalações planejadas e organizadas em pipe racks e/ou canaletas, proporcionando maior proteção no fluxo de pessoas e transporte de materiais, melhor condição para manutenção elétrica, pneumática, hidráulica e gases; infraestrutura preparada para receber equipamentos com tecnologias da indústria 4.0 (como duas máquinas italianas de última geração que serão instaladas em março – colaboradores foram para a Itália receber treinamento de programação e operação das novas máquinas); toda área de circulação externa (movimentação de caminhões carregados com matéria-prima) em concreto, aumentando a vida útil e praticamente eliminando manutenção do piso.

 

Segundo Júlio Igansi, gerente de Engenharia de Processo, dentre os principais diferenciais do novo Centro de Fabricação estão a unificação e racionalização de recursos, fluxo contínuo de produção e logístico, gestão visual de todo o processo produtivo. “A fábrica é extremamente segura e atende os princípios LEAN, com foco na eliminação de desperdícios, padrões de eficiência e qualidade ainda mais elevados, para os clientes internos e externos”, destaca Júlio.

 

No novo centro estão sendo realizadas as operações de corte a laser de tubos, corte com serras automatizadas de tubos, cortes robotizados de tubos. Para isso, a unidade conta com máquinas automatizadas de conformação de tubos, células de soldas robotizadas e células de montagem com o conceito de minifábricas de montagem de componentes e subconjuntos. Toda a operação é regulada pelo departamento logístico de expedição no final do processo e existe um “supermercado” intermediário para regular e estabilizar a produção, além de preparar os kits de componentes para a célula de montagem.

 

As áreas de fabricação que compõem o centro de fabricações são:

 

  • Célula de corte a laser de tubos;
  • Célula de conformadoras de tubos;
  • Célula de corte a laser de chapas;
  • Célula de corte de puncionadeiras de chapas;
  • Célula de corte a plasma de chapas;
  • Centro automatizado de dobras de chapas;
  • Célula de guilhotinas;
  • Célula de prensas com área de ferramentaria com objetivo de manutenção preventiva e corretiva, tendo planejada a realização do preset;
  • Nova linha de tratamento superficial de alumínio e aço;
  • Linha de montagem de conjuntos de portas e aberturas laterais de alumínio;
  • Célula de fabricação de mecanismos diversos;
  • Células de montagem e solda;

 

De acordo com Lusuir Grochot, diretor de Operações Industriais, o projeto atende a produção iniciada a partir da demanda do cliente (produção puxada), com tempo takt definido, menor estoque de matéria-prima e componentes em processamento, menor movimentação de materiais e pessoas e menor necessidade de transporte. “Tudo para ser o mais eficiente, seguro e produtivo possível”, comenta Lusuir.

 

Histórico do Projeto Centro de Fabricações

 

O projeto de desenvolvimento e construção do Centro de Fabricações teve início em novembro de 2017, onde primeiramente foi criada uma equipe multidisciplinar para planejar, projetar e executar o projeto. Nesse processo, 223 colaboradores participaram com sugestões.

 

Foi criada uma maquete, pelo método 3P, com um micro layout da planta e de seus 305 equipamentos. No dia 28 de fevereiro de 2018, teve início a execução da obra da nova planta, com conclusão da construção no final de dezembro. Foram realizados 11 kaizens em 692 horas dos 75 colaboradores que formaram a equipe dedicada. A realização dos 11 kaizens visou a aplicação no Centro de Fabricação da metodologia dos sete defeitos: tempo de espera; excesso de produção; transporte; processamento desnecessário; defeitos; movimentação e estoque.

Coluna “Alta Roda”. Fernando Calmon

7 07Etc/GMT+3 fevereiro 07Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

ANIMAÇÃO GERAL

O ano começou bem para a indústria automobilística. Em janeiro venderam-se quase 200.000 unidades, entre veículos
leves e pesados, resultado 10,2% superior ao mesmo mês de 2018. O ritmo diário, em torno de 9.100 emplacamentos,
ficou abaixo do patamar instigante de cinco dígitos (10.000/dia). Tudo dentro do esperado pela Fenabrave (associação
das concessionárias) para o primeiro mês do ano, quando o consumidor enfrenta despesas extras. Sua previsão de
crescimento para 2019 é de 11,2%, quase igual à da Anfavea, de 11,4%, embora as metodologias de cálculo não sejam
coincidentes.
Uma notícia ruim, do final de 2018. Quatro Estados nordestinos – Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Sergipe – decidiram
aumentar as alíquotas do ICMS sobre veículos. Difícil de entender como esse erro se repete. Mais provável ocorrer um
efeito contrário: arrecadação cair em vez de aumentar, pois a carga fiscal no Brasil é a mais elevada do mundo. O
comprador se retrai ou simplesmente vai adquirir o carro no Estado vizinho.
Vendas diretas devem recuar um pouco este ano, em favor do varejo, pela facilidade de crédito, juros estáveis e
aumento de confiança dos consumidores. Tendência é de pessoas físicas responderem por 70% da comercialização,
estima a entidade.
Por outro lado, a Bright Consulting prevê que, pela primeira vez, modelos com câmbio automático representem a
maioria das preferências, ou seja, pouco mais de 50%, em 2019. A Coluna lembra que uma das razões é a forte
aceleração de vendas para PCD (pessoas com deficiência). O Governo Federal, no entanto, desconfia de fraudes ou
abusos em certos enquadramentos.
Aliás, sobre processo de habilitação no Brasil de novos motoristas que, se cogita, poderão escolher usar câmbio manual
ou automático, há uma curiosa nova lei na Suíça, a partir de 1º de fevereiro. Mesmo quem optar por se habilitar com
câmbio automático poderá, se quiser, dirigir um carro com câmbio manual, o que não seria permitido aqui. Na Suíça,
45% dos modelos novos são automáticos (em 1990, eram 19%) e em alta. Até na França, mudou: em 1995 eram 3% em 1995; agora, 29%.
Em relação ao mercado de automóveis de passageiros usados, a Fenabrave informou: a cada milhão de modelos novos
vendidos, 4,7 milhões de usados mudaram de mão no mês passado. Um levantamento da Creditas, plataforma de
crédito com garantia online, apontou uma tendência em trocar dívidas caras por mais baratas: mais da metade dos
tomadores de crédito com garantia em 2018 utilizaram o dinheiro para esse fim.
Os juros para financiamento de veículos usados (começam em torno de 22% ao ano) são mais baratos e têm prazos
melhores que o crédito pessoal. “Isso mostra a educação financeira do brasileiro evoluindo e as pessoas começam a
avaliar a qualidade do dinheiro”, destaca o CEO e fundador da empresa, Sergio Furio.
Consumidores entre 25 e 35 anos representam 35% dos tomadores de crédito com garantia do veículo. Valores médios
vão de R$ 5 mil a R$ 10 mil. Os cinco modelos mais refinanciáveis são Gol, Fiesta, Palio, Fox e Celta.

ALTA RODA

ESPECULAÇÕES na Alemanha apontam que, até 2025, BMW e Mercedes-Benz desenvolveriam em conjunto, pela
primeira vez, os sucessores dos atuais modelos compactos, Série 1 e Classe A. Colaboração, antes impensável, se
estenderia aos carros autônomos. Faz sentido pelas somas bilionárias de novas tecnologias. Parece existir resistência de
engenheiros dos dois lados…

PNEUS run flat (rodam vazios) estreiam em SUV compacto. Ford EcoSport Titanium 2020 (já agora, em fevereiro) pode
rodar 80 km, a 80 km/h, mesmo que uma furadeira tenha aberto um orifício de 19 mm na lateral do pneu para teste. Kit
inflador acrescenta até 200 km em caso de furos comuns. Cada pneu Michelin custa R$ 900, 37% mais caro. Há ganho
de 13 kg, sem estepe e ferramenta, o que pode refletir em pequena economia de combustível.

MAIORES destaques da décima geração do Honda Accord são o espaço interno (2,83 m de entre-eixos) e o trem de
força. Além de respostas vigorosas, o automático de 10 marchas impressiona: a 120 km/h o motor turbo “sussurra” a
apenas 1.800 rpm. Há botões no lugar da alavanca de câmbio e tela multimídia está bem posicionada. Preço elevado
atrapalha (R$ 198.500).

CÓDIGO de Trânsito Brasileiro (CTB) acabou de completar 21 anos. Nasceu com 341 artigos. Segundo o consultor
Julyver Araújo, 34 leis e 770 resoluções foram acrescentadas. Entre as frustrações estão ITV (Inspeção Técnica
Veicular) e educação de trânsito, nunca implantadas. A partir de março próximo, haverá multas para ciclistas e
pedestres. Tudo indica, não vai “pegar”…

ESTUDO da TEx, proprietária de um programa de gestão e multicálculo para corretoras de seguros, aponta que os
prêmios diminuíram de preço em todas as capitais brasileiras entre meados de 2018 e começo deste ano. Foram
consideradas mais de 2 milhões de cotações reais feitas nos últimos 60 dias. A empresa não apontou causas:
concorrência ou queda de sinistros.
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Coluna “ALTA RODA”. Fernando Calmon

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VENCEDORES E VENCIDOS

O ano de 2018 foi melhor que o esperado em termos de vendas de automóveis, SUVs (Utilitários Esportivos), monovolumes e picapes. Mas
mostrou poucas surpresas dentro da classificação organizada por esta coluna e distribuída por 16 segmentos. As stations (peruas)
ficaram de fora por sua baixa representatividade no mercado, confirmada pelo fim de produção da SpaceFox, na
Argentina, no final do ano passado. Mesmo caso dos hatches médios: Cruze, Focus e Golf, entre outros, deixaram de
atrair consumidores suficientes para formar estatística relevante.
Hatches subcompactos e sedãs compactos subiram acima da média, bem como os quatro subsegmentos de SUVs.
Entretanto, estes se estabilizaram em torno de 20% das vendas totais, o que não deixa de surpreender, embora a
tendência seja de avançar nos próximos anos para pelo menos 25% (nos Estados Unidos, por exemplo, representam 55% do
mercado).
A reviravolta do ano 2018 foi preconizada pelo Hyundai Creta ao desbancar da liderança, pela primeira vez, o Honda HR-V.
Luta equilibrada, pois os três primeiros se mantiveram no patamar de 14% das preferências. Outro novo campeão,
BMW Série 5, reflete a boa aceitação da geração recém-lançada.
Resultado curioso envolveu o Ford Ka. Ele foi o terceiro nos dois segmentos em que concorre, mas somados
ultrapassaram a família HB20 de hatch e sedã, subindo para o segundo lugar. Foram vendidas 142.000 e 137.000 unidades,
respectivamente, em números redondos. Enquanto isso, as famílias Onix e Prisma entraram na garagem de 282.000 brasileiros, quase o
dobro do segundo colocado.
Base de pesquisa é o RENAVAM (Registro Nacional de Veículos Automotores). Citados apenas os modelos mais
representativos e pela importância do segmento.

Compilação de Paulo Garbossa, da consultoria ADK.
Hatch subcompacto: Kwid, 48%; Mobi, 35%; up!, 15%. Kwid avançou um pouco.
Hatch compacto: Onix, 26%; HB20, 13%; Ka, 12,6%; Gol, 9,5%; Polo, 8,5%; Argo, 8%; Sandero, 6,5%; Fox, 5%; Etios,
2,4%; Yaris, 2,3%, Uno, 1,8%; Fiesta, 1,7%; March, 1,5%. Mais líder ainda.
Sedã Compacto: Prisma, 19%; Virtus, 11%; Ka, 10%; Voyage, 8,5%; HB20, 8,4%; Cronos, 7,6%; Versa, 7,3%; Logan,
5,8%; Cobalt, 5,6%; Etios, 4,7%; Grand Siena, 4,5%; City, 3,9%; Yaris, 3,6%. Prisma se manteve.
Sedã médio-compacto: Corolla, 45%; Civic, 20%; Cruze, 15%; Sentra, 3,4%; Jetta, 3,3%; Focus, 3,2%; C4 Lounge, 2,5%;
Cerato, 1,9%. Liderança folgada.
Sedã médio-grande: Mercedes Classe C, 30%; Fusion, 27%; BMW Séries 3/4, 21%. Em 2019 deve mudar.
Sedã grande: BMW Série 5/6, 38%; Mercedes Classe E/CLS, 30%; Panamera, 19%. BMW volta à ponta.
Sedã de topo: Mercedes Classe S, 56%; BMW Série 7, 20%; Jaguar XJ, 16%. Bem tranquilo, Classe S.
Cupê esportivo: Mustang, 69%; Audi TT, 10%; BMW M2, 7%. Mustang absoluto.
Cupê esporte: 718 Boxster/Cayman, 44%; 911, 35%; Jaguar F-Type, 6%. Porsche domina.
SUV compacto: Creta, 14,8%; HR-V, 14,5%; Kicks, 14,2%. Creta virou o jogo.
SUV médio-compacto: Compass, 51%; ix35/Tucson, 12%; Tiguan, 5%. Domínio total do Compass.
SUV médio-grande: SW4, 44%; Equinox, 17%; Volvo XC-60, 10%. Consolidação do SW4.
SUV grande: Trailblazer, 33%; Mercedes GLC, 9%; Land Rover Discovery, 6%. Trailblazer volta a avançar.
Monovolume: Fit/WR-V, 57%; Spin, 34%; C3 Aircross, 8%. Fit perdeu só um pouco.
Picape pequena: Strada, 48%; Saveiro, 33%; Oroch, 10%. Strada firme, como sempre.
Picape média: Toro, 31%; Hilux, 21%; S10, 17%. Toro reconfirma liderança

ALTA RODA

RECALL inusitado anunciado pela Volkswagen. Pretende localizar e recomprar 194 veículos que não deveriam ter sido
vendidos, entre sete milhões produzidos no Brasil de 2008 a 2018. Estas unidades, sem nenhum defeito relativo à
segurança, apresentam especificações diferentes das definitivas, em geral de acabamento. Promete pagar tabela Fipe, se
o proprietário concordar.

FONTES na Argentina indicam que Alaskan não entra em produção este ano por lá. Picape média da Renault foi
descontinuada no México e ainda permanece sem plano de negócio no Mercosul. Por outro lado, revitalização de meia
geração de Sandero e Logan está prevista para outubro próximo. Dessa vez, hatch e sedã serão lançados juntos, como
ano-modelo 2020.

JAC T50 é um SUV de estilo bem resolvido e bastante equipado. Colunas largas e vigia subdimensionada restringem a
visibilidade traseira, amenizada em parte pela câmera com visão de 360°. Motor de 1,6 L parece ter menos que os 138
cv declarados, mas parte da lentidão se deve à caixa automática CVT. Espaço interno é muito bom. Porta-malas, na
média do segmento, não tem os 600 litros, no padrão VDA.

COOPER STANDARD investe para oferecer no Brasil o Fortrex, novo material plástico para vedações diversas que
substitui a borracha com vantagens, inclusive de peso. Mangueiras e tubos para turbocompressor, em sua nova fábrica
de São Bento do Sul (SC), confirmam a tendência de mais modelos adotarem turbos para garantir maior potência e
menor consumo.
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Réplica de automóvel “Ferrari” é apreendida em Cachoeira Paulista (SP)

27 27Etc/GMT+3 janeiro 27Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

Vitor Estevan (31 anos) criou protótipo de uma Ferrari modelo “F40”. Marca prestou queixa contra ele na polícia. Veículo foi apreendido e será periciado. Caso seja comprovada ilegalidade, o protótipo será destruído.

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FOTO: Vitor Estevan

 

Vitor Estevan, dentista de Cachoeira Paulista (SP), está sob investigação por fabricar e expor à venda protótipo da Ferrari modelo “F40”. O inquérito foi aberto depois que a fabricante da Itália encontrou um ANÚNCIO do veículo na internet e interpôs denúncia à Polícia Civil. O veículo foi apreendido a fim de ser periciado, caso seja comprovada a cópia do modelo, pode ser destruído. Na rede social, Vitor fez um apelo por temer que o carro seja destruído. A Ferrari afirmou que tem “perseguido” réplicas e o uso da marca sem autorização no Brasil.

Amante da Ferrari desde criança, Vitor Estevan, de 31 anos, começou a produzir o modelo, de maneira artesanal, há 14 meses. Dentista, ele se diz entusiasta de ciência e tecnologia e, por isso, desenvolveu máquinas e descobriu por ‘tentativa e erro’ meios de construir um protótipo do “F40” .

O veículo original foi lançado em 1987. Esse foi o último veículo da Ferrari produzido com a supervisão de Enzo Ferrari, fundador da marca. O carro original alcança 300 km/h e há pouco mais de 1.000 exemplares do “super esportivo” EM todo o mundo. Por ser considerado raro no mercado, o preço do modelo varia, ultrapassando, com certeza, os R$ 4.000.000,00.

A RÉPLICA fabricada por Vitor, foi montada do zero, com metais comprados em casas de ferragem e lojas de material de construção. As chapas, para dar forma ao automóvel, foram cortadas no laboratório que ele montou nos fundos da casa onde mora, em Cachoeira Paulista (SP).

“Era um sonho infantil, inocente, eu não imaginei que poderia isso. Eu aceitei como um desafio para mim mesmo e comecei a estudar, investir tempo e dinheiro para que saísse do papel”, afirma Estevan.

Com motor e toda a mecânica de carros de marcas diversas, adquiridas em leilões de veículos batidos, a primeira volta da ‘Ferrari’ foi de guincho, depois de ser apreendida pela Polícia Civil no dia 22 do mês em curso.

Coluna Alta Roda. Fernando Calmon

por fernandosiqueira

DE FATOS A BOATOS

Começo de ano dos mais movimentados, tanto no Brasil quanto no exterior. Entre as notícias que chamaram atenção,
um comunicado interno da GM interpretado como possibilidade da empresa se retirar do País. Não há sustentação nos
fatos. Depois de anunciar, em 2018, 20 novos produtos, de 2019 a 2022, além de 10 “séries especiais”, fica claro que
este risco é remotíssimo.
Frases de um comunicado interno na sede de São Caetano do Sul (SP), vazado para a Imprensa, referindo-se à
presidente mundial da companhia, Mary Barra, ter anunciado que não vai “investir onde perde dinheiro” e que poderia
lançar mão de “opções”, é muito vago. Nada de novo, pois investir e perder dinheiro continuamente é para quem pratica
dumping (impensável) e descontinuar uma operação pequena na Colômbia, por exemplo, se enquadraria na afirmativa.
Estratégia de comunicação da empresa certamente não foi a melhor e o silêncio, depois, em nada ajuda. O ano passado,
apesar do crescimento de 14,6% do mercado, foi ruim em resultados para quase todos os fabricantes pela
desvalorização cambial, greve de caminhoneiros e grandes descontos em vendas diretas.
A própria GM, no entanto, conseguiu avanços nos últimos anos na América do Sul. Agora, em 11 de janeiro, relatou a
investidores nos EUA ter reduzido em 40% o ponto de equilíbrio do seu balanço na região. Financeiramente resolve
pouco, mas vai na direção correta.
Antes, Ford e VW anunciaram no segundo dia do Salão de Detroit, semana passada, que vão colaborar no
desenvolvimento de picapes, vans comerciais, além de carros autônomos e elétricos. Trata-se de uma aliança, mas sem
capital acionário envolvido. Confirmaram que em 2022 a nova Amarok terá a mesma base da futura Ranger.
Essa é só metade da história. Se a Ford tornou-se a maior fabricante de picapes do mundo, a VW tem essa posição em
automóveis e nas vendas mundiais de veículos. A marca americana há pouco anunciou drástico enxugamento na
Europa, resultado de prejuízos acumulados e do Reino Unido se retirar da União Europeia até dezembro de 2020. Então
a contrapartida óbvia seria a fabricante alemã produzir automóveis e crossovers para a Ford, em nível mundial.
Prematuro prever sinais de fusão ou algo parecido, porém a aproximação entre as duas marcas será muito maior do
que o estabelecido nesse momento. Operações da Autolatina no Brasil, criada em 1987 e desfeita entre 1994 e 1996,
mostram que as duas empresas sabem, perfeitamente, o certo e o errado.
O Salão de Detroit mostrou entre as atrações o Shelby GT 500 (Mustang modificado com mais de 700 cv), o novo SUV
Ford Explorer e o retorno do Toyota Supra (base mecânica e chassi do BMW Z4), um cupê que estava fora de produção
há 17 anos. Para o Brasil surgiu o novo Toyota RAV4 e o presidente da FCA, Mike Manley, confirmou a exportação dos
EUA da picape média RAM 1500, mas não falou sobre produção aqui. Carro-conceito Nissan IMs antecipou a visão de
um sedã grande com um motor elétrico em cada eixo.
Exposição de Detroit sofreu outro esvaziamento (a partir de 2020 será em junho, não mais em janeiro) em razão da
feira de produtos eletrônicos, em Las Vegas, uma semana antes. O evento com mais de 4.000 empresas foi “invadido”
por fabricantes de automóveis. Este ano havia nove grupos, inclusive uma nova marcha chinesa, a Byton, com um sedã e
um crossover elétricos de estilo audacioso. Exibiam uma tela multimídia de nada menos que 48 pol. de largura, ou seja,
de uma porta até a outra.
Lá ocorreu a apresentação mundial da nova geração do Mercedes-Benz CLA. A marca alemã não esteve em Detroit. A
Ford demonstrou a tecnologia CV2-X para interação entre veículos, infraestrutura viária e pedestres, por meio da rede
de dados, para evitar acidentes. O sistema funcionou bem na atual rede 4G, mas a empresa só vai disponibilizá-lo em
2022 quando a 5G estiver mais difundida.

ALTA RODA

DESENHO da aliança Renault-Nissan permanece indefinido até se decidir quem vai mandar, de fato, na futura
companhia holding. Fontes do exterior afirmam que estaria esgotado o modelo de participação acionária cruzada,
existente há 20 anos. Ainda preso no Japão, renúncia de Carlos Ghosn ao posto máximo na diretoria da Renault, prevista
para breve, abriria alternativas.
NOVO MERCEDES-BENZ Classe A 250 Vision demonstra como um hatch moderno deve ser. Atualização de linhas,
melhor aerodinâmica (Cx 0,25), motor 2-litros turbo,turbo, 224 cv (antes, 211 cv) com respostas vigorosas e porta-malas de
370 litros (29 litros mais).Experiência de interação por comando de voz (MBUX) funciona bem e é grande destaque do
modelo. R$ 194.900.
RESSALVA: cronograma de transferência de produção entre fábricas da Honda, de Sumaré (atual) para Itirapina (nova),
mostra WR-V em agosto próximo e HR-V no início de 2020, segundo fonte da Coluna. Sedãs City e Civic migrariam
apenas no final de 2020 e começo de 2021. A marca japonesa confirma que o Fit começará nas instalações novas agora
em fevereiro.
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Coluna “ALTA RODA”. Fernando Calmon

17 17Etc/GMT+3 janeiro 17Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

Atenção com os “cintos de segurança”

 

O uso de cintos de segurança ainda enfrenta grandes resistências no Brasil. A chegada das férias de verão leva a um maior número de veículos nas estradas e acidentes tendem a aumentar. Só no Estado de São Paulo, onde a fiscalização é mais rigorosa, cerca de 300.000 multas por ano são aplicadas. Nas rodovias federais do País, são mais de 200.000 anualmente.
Utilizar os cintos é essencial em qualquer percurso, longo ou curto, em cidade ou estrada. Em geral, motoristas e ocupantes se preocupam mais quando utilizam estradas. Mesmo assim, os números são assustadores. Pesquisa da Arteris, responsável por mais de 3.000 quilômetros de rodovias brasileiras, indica que 9% dos motoristas desprezam esse equipamento e quase 40% dos demais ocupantes, principalmente no banco de trás, também deixam de usá-lo.
Essa proporção não deve mudar muito em cidades. Por medo de multas, motorista e seu acompanhante no banco dianteiro são mais atentos no cumprir dessa obrigatoriedade. No banco de trás a taxa de utilização é baixíssima. A partir de 2020, todos os modelos novos à venda terão que vir de fábrica com três cintos de três pontos no banco traseiro.
Para quem pensa que está mais seguro no banco traseiro deve recordar o acidente fatal da Princesa Diana e seu namorado Dodi Al-Fayed, nas ruas de Paris, em 1997. Nenhum usava o cinto e o único sobrevivente foi o segurança do casal, no banco dianteiro, que o utilizava corretamente.
Em choque contra barreira indeformável, a pouco mais de 60 km/h, as forças geradas multiplicam por 40 vezes a massa de uma pessoa ou objeto. Isso significa que passageiro ou motorista de 75 quilos transforma-se em três toneladas ao ir de encontro a partes metálicas ou ao encosto do banco dianteiro. Dificilmente se escapa com vida sem os cintos, pois airbags têm função apenas complementar. Em colisão frontal entre dois veículos, ambos a uns 30 km/h, consequências são iguais.
A Artesp, a agência paulista que fiscaliza rodovias estaduais sob concessão, confirma em outra pesquisa: 57% das pessoas que viajavam no banco traseiro sem esta proteção, morreram em acidentes.
Outro motivo de atenção é evitar que os cintos fiquem torcidos com o seu uso descuidado. Trata-se de uma situação muito comum ao se desafivelar. As pessoas soltam a trava e simplesmente deixam a fita transversal subir até a ancoragem superior pela retração normal do carretel. Com a repetição desses movimentos o cinto começa a torcer, situação frequente em táxis ou carros utilizados em transporte por aplicativos.
Recomendação: ao destravar, acompanhe com a mão o movimento de retração até a fivela chegar à argola no alto da ancoragem. Isso vale para cintos de segurança de três pontos, dianteiros e traseiros, pois uma fita torcida perde grande parte de sua eficiência de proteção. Se isso ocorrer, vá a uma oficina ou tapeceiro, peça para destorcer e aprenda.
Ou faça você mesmo: se estiver torcido no sentido anti-horário, pegue a fivela do cinto e gire-a no sentido horário e vice-versa. Veja uma demonstração (amadora) no link: https://www.youtube.com/watch?v=XMdefdVBM_o .

ALTA RODA

ESTE ANO deve ocorrer uma boa reação das vendas de varejo (consumidor final) em relação às de atacado (faturamento direto para frotistas, locadoras, PCD e governos). Nos últimos anos o comprador comum sofreu com queda de renda e desemprego, além de crédito curto e bastante seletivo. Hoje, vendas diretas estão em torno de 40% do total. Devem recuar para um terço.
FÁBRICA da Honda em Itirapina (SP), pronta desde 2016 e mantida fechada em razão da queda de mercado, começa a produzir este mês. Primeiro produto, o Fit, se beneficiará de linha de montagem e processos industriais bem mais modernos. City será o segundo, seis meses depois. Até 2021, no ritmo de dois por ano, todos os modelos serão transferidos de Sumaré (SP).
APERTO sobre motoristas de aplicativos (Uber, 99, Cabify e outros), agora para valer, na cidade de São Paulo. Todos serão obrigados a fazer um curso, passar por aprovação, além de cadastro obrigatório. Há exigência de seguro para passageiros e CNH para atividade remunerada. Veículos terão no máximo oito anos de fabricação e serão inspecionados. Usuário, claro, pagará a conta.
TRAMITA na Câmara dos Deputados um projeto de verdadeiro incentivo para quem não paga em dia IPVA, taxa de licenciamento e multas. Apreensão do veículo ocorreria apenas quando as irregularidades fossem constatadas em segunda abordagem do condutor entre 15 dias e 12 meses após a data da primeira infração. Tal aberração não pode ser aprovada.
AINDA é cedo para confiar, mas há um aspecto interessante do projeto de uma pequena empresa alemã, a MWI. Propõe substituir velas de ignição por pulsos de micro-ondas, o que baixaria a temperatura de combustão com ganhos de até 30% no consumo de gasolina e até 80% de emissões danosas à saúde. Vantagem: poderia ser aplicado em motores atuais.

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Coluna “ALTA RODA”. Fernando Calmon

9 09Etc/GMT+3 janeiro 09Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

Aposta otimista

As vendas de veículos no mercado brasileiro foram maiores do que todas as previsões feitas ao longo de 2018. Os dados
revelados pelo Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), logo no primeiro dia útil do ano, indicam isso.
No entanto, os percentuais de crescimento de um ano contra o outro são mal explicados. Isso acontece porque veículos comerciais pesados muitas vezes ficam fora das estatísticas. Assim, podem ser divulgados três números que acabam por causar certa confusão. Em 2018 sobre 2017, o comércio de automóveis e veículos comerciais leves (picapes e furgões) cresceu 13,7%, de 2,17 milhões para 2,47 milhões de unidades; veículos pesados (caminhões e ônibus), de 67 mil para 96 mil unidades (mais 42%). Assim, no total, venderam-se 2.566.235 unidades,
crescimento de 14,6% sobre 2017.
O ano passado foi impactado por três eventos perturbadores de fluxo normal de vendas: greve dos caminhoneiros, Copa do Mundo de Futebol e as incertezas de eleições gerais, além do grande número de feriados. Fenabrave fez quatro previsões de vendas e a Anfavea, três. Nenhuma das entidades acertou, embora a Anfavea (em outubro último), tenha antevisto 13,7%. Em janeiro de 2018, essa coluna previu 14,1% e, assim, chegou perto.
Ainda estamos longe do recorde de 2012 (3,802 milhões de unidades). Mas tudo indica que o mercado continuará a se recuperar este ano, principalmente em razão de reformas econômicas do novo Governo Federal. Uma boa notícia, no final do governo anterior, foi a redução do seguro obrigatório de responsabilidade civil para simbólicos R$ 12,00, no caso de automóveis, a partir de 2019. A Seguradora Líder até sugeriu um aumento das indenizações, em vez da redução do preço do seguro, porém trata-se de iniciativa tardia. Houve abusos e descontroles desde sua criação em 2007.
Há outros aspectos positivos a considerar. A base comparativa continua baixa, após uma redução em torno de 50% no auge da depressão, e a frota circulante precisa de renovação. Um indicativo do aumento da procura sustentável por carros novos é a estagnação na comercialização de veículos usados. Segundo a Fenauto, a federação nacional das associações de comerciantes independentes, houve aumento de apenas 0,4% em 2018 sobre 2017 no volume de vendas de carros usados. Nos anos anteriores recentes era regra um crescimento em torno de dois dígitos.
Qual, então, seria uma boa previsão para o crescimento do mercado de veículos novos em 2019? Segundo Sérgio Vale, da MB Associados, que assessora a Fenabrave (federação nacional das associações de concessionárias), “no momento ficamos com 11%, porém se iniciativas econômicas importantes forem implantadas pode se alcançar mais de 13%.”
A Anfavea, por sua vez, antevê que as vendas totais devem crescer 11,4% sobre 2018, atingindo 2,86 milhões de unidades. Expansão da produção seria de 9% para 3,14 milhões de unidades, enquanto as exportações cairiam tanto em volume (590 mil unidades ou 6,2% menos) quanto em valores (US$ 13,9 bilhões ou 3,9% menos).
Esta coluna é mais otimista. Em ano difícil de prever, sem saber a profundidade das reformas, ainda assim aposta em 13,8%.
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BMW Group oferece passeio virtual no conceito Vision iNEXT no CES 2019, em Las Vegas (USA)

3 03Etc/GMT+3 janeiro 03Etc/GMT+3 2019 por fernandosiqueira

[MOSTRA] Edição deste ano do CES (Consumer Electronics Show), em Las Vegas, Estados Unidos,  ocorrerá entre os dias 08 e 11 de janeiro

 

bmw-concept-car-vision-inext

 

O BMW Group mostrará o futuro do prazer em dirigir e o potencial da conectividade digital em diversas formas na edição deste ano do CES (Consumer Electronics Show), que ocorre de 08 a 11 deste mês em Las Vegas, nos Estados Unidos. Os visitantes da mostra de tecnologia terão, pela primeira vez, a chance de realizar um passeio virtual a bordo do conceito BMW Vision iNEXT, acompanhados pelo Assistente Pessoal Inteligente da BMW. Com isso, o BMW Group está destacando as suas inovações nas áreas de design, condução autônoma, conectividade, eletrificação e serviços (ACES), todas definidas como chaves dentro da estratégia corporativa para o futuro NUMBER ONE > NEXT.

A experiência imersiva no conceito BMW Vision iNEXT mostrará aos visitantes como é dirigir de forma autônoma, livre de emissões e totalmente conectado. No início da simulação, o Assistente Pessoal Inteligente da BMW sugere uma agenda para o dia, planejando-as ao longo do percurso, e por meio de óculos de realidade virtual o condutor pode mergulhar nesse mundo virtual: inicialmente no comando do veículo, mas logo em seguida o BMW Vision iNEXT assume o controle no modo autônomo. A partir daí a interação maior é com o assistente pessoal, que faz sugestões e controla vários serviços digitais para o motorista, desde realizar uma video conferência até fazer compras. Assim, o conceito Vision iNEXT apresenta maneiras totalmente novas de usar o tempo ao volante. No novo BMW X5, também presente na CES, os visitantes poderão conferir as funções que estarão disponíveis para os novos modelos fabricados a partir de março deste ano.

BMW-Vision_iNEXT_Concept-2018

 

A cabine do BMW Vision iNEXT, por sua vez, é projetada pensando em melhorar a qualidade de vida do usuário, um “espaço favorito” que busca responder à pergunta: “como serão os carros quando eles não precisarem mais ser conduzidos por uma pessoa, mas ainda assim puderem ser?”. O BMW Assistente Pessoal Inteligente marca o alvorecer de uma nova era para a marca BMW, usando linguagem natural para interação com o veículo e para acessar às funções.

A presença do BMW Group na CES 2019 será completada com exibições de veículos ao ar livre. Uma das estrelas, é o novo BMW X5, que chega em breve ao Brasil. A BMW Motorrad, por sua vez, apresentará uma BMW R 1200 GS autônoma. Pela primeira vez, os visitantes também poderão se sentar no novíssimo BMW X7 e desfrutar de um impressionante percurso off-road.

BMW-X7