A Jornalismo Digital tem muito mais proximidade com psicologia e menos com tecnologia. Isso mesmo… não se assuste! Terá destaque nesse novo modelo de comunicação não quem apenas tiver a melhor tecnologia, mas quem conseguir imprimir emoção/identificação e despertar interesse dos leitores/espectadores. Nosso grande desafio como jornalistas: distinguir o que é relevante e apresentar de forma atraente. Parece óbvio, mas não é bem assim. Estávamos acostumados a uma linguagem específica para cada segmento (Impresso, TV, Rádio). Agora, temos que aprender a mesclar todos esses segmentos, porque o digital nos permite todos os recursos juntos… é preciso saber usar tudo e equilibrar as apresentações! Não tem como escapar.

Blog Cleo

Quando criei essa página para discutir o jornalismo digital, coloquei na apresentação que era um lugar de comunicação, mídias digitais, jornalismo, histórias, imagens, emoção, dados… tudo mediado pela tecnologia!

Mas sem esquecer que por trás de tudo isso tem gente descobrindo e dominando a máquina!

É preciso que todos saibam que tem gente por trás de cada post, de cada texto, de cada imagem, de cada vídeo.
Há três anos, comecei a atuar nas redes sociais da Tribuna do Norte (não era uma atribuição da minha função de editora executiva, mas eu queria aprender a nova linguagem porque enxergava nas mídias sociais o potencial de distribuição de notícias, como hoje é!). Nesse trabalho de curiosa, passei a usar bilhetinhos, mensagens escritas em quadros negros, capa do jornal apresentada ao lado de xícaras de café além de muitas notícias, claro… Mas essa personalização e leveza em posts queria mostrar que a notícia fazia parte do dia-a-dia das pessoas e que a empresa acompanhava essa rotina na vida dos potiguares. E o resultado: somos (em todas as redes que atuamos – Face, Insta, Twitter, Periscope e WhatsApp) líderes estaduais isolados em número de seguidores e engajamento no Estado. Em alguns casos, somos destaques até regional.

Não é a imagem perfeita, o texto perfeito que mais atrai (não que não seja preciso trabalhar e buscar a perfeição). Mas, com certeza, o que mais atrai é a emoção e identificação das pessoas com as mensagens distribuídas.
Uma reportagem exibida hoje no Esporte Espetacular da Rede Globo define bem o que eu estou tentando explicar sobre contar histórias com delicadeza, sempre mostrando que por trás há gente produzindo.
Vejam! É uma história linda e se contada de outra forma mais tradicional dificilmente prenderia a nossa atenção.
Que seja inspirador!

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