A nova maneira de distribuir informação passa necessariamente pelos dispositivos mobile, como já mostram os dados de acesso à internet.

O relatório Digital News Report do Instituto Reuters, divulgado em janeiro deste ano, coloca o smartphone não apenas como o ponto de acesso primário para o digital, mas como “controle remoto que controla a própria vida” e estima que o mobile deve atingir cerca de 80% da população do mundo em 2020.

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Brasil – A quantidade de aparelhos mobile conectados à internet no País já supera o número de computadores de mesa. Dados 26º Relatório Anual de tecnologia da Informação da Fundação Getúlio Vargas, divulgados em abril de 2015, mostram que dos 306 milhões de dispositivos conectáveis, 154 milhões eram smartphones.

E esse número vem crescendo de forma acelerada. O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgou que 47% dos brasileiros com mais de 10 anos de idade acessavam a internet por celulares inteligente em março de 2015. Na edição 2011 da pesquisa, esse percentual era de apenas de 15%.

Jornalismo – Na pesquisa do CGI.br divulgada em setembro de 2015, 76% dos internautas disseram que só acessam a internet para participar das redes sociais digitais. Várias pesquisas mostram a importância dessas novas mídias para o consumo de notícias. Em junho de 2015, a Reuters divulgou o seu anual Digital News Report/2015. O documento trouxe dados de comportamento dos consumidores de notícias de 12 países, incluindo o Brasil. O País, inclusive, se destaca na grande importância das mídias sociais e celulares no consumo de notícias. Pelo relatório, o Brasil é o país que mais compartilha notícias via redes sociais/email (47%), quem mais consome notícias por redes sociais (77%) e um dos que mais consome notícias online de modo geral.

Principais Redes – O Facebook é, em todo o mundo, o principal veículo utilizado, mas, no Brasil, o Whatsapp se destaca: 61% das pessoas o utilizam de modo geral, o que está dentro da média mundial, mas 34% consomem notícias pelo Whatsapp, número que lidera o ranking entre os 12 países.

Quem paga a conta? Estudo da Mobile Report divulgado em maio do ano passado pela parceria Nielsen-IBOPE mostra que do total de leitores de notícias a partir de mobile, apenas 4% disseram que já pagam para ler conteúdo jornalístico no tablet ou no smartphone e só 10% responderam que estão dispostos a pagar. E é justamente essa falta de disposição de usuários da internet em pagar por conteúdo jornalístico o maior desafio do modelo de negócio das empresas de comunicação tradicionais.

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