Educação

Afinal, o que é Kumon?

Quem percorre os corredores das escolas de ensino fundamental e até da educação infantil com toda a certeza já se deparou com mães conversando, discutindo, elogiando e indicando o Kumon. Mas afinal, o que é Kumon?

Parece nome de arte marcial, mas não é. O Kumon é um método de aprendizagem desenvolvido no Japão nos anos 50 que utiliza exercícios-guia para que o aluno realize as atividades com o mínimo de intervenção de seu orientador. A ideia é ir habituando a criança a pensar as soluções dos problemas desde muito cedo e de forma autônoma.

Eu conversei com a pedagoga Raissa Menezes, que é diretora do Kumon Capim Macio, e ela esclareceu as principais dúvidas dos pais na hora de optar pelo método para ajudar no rendimento escolar da criançada.

Quando eles podem começar?

Não há uma idade mínima, mas normalmente eles começam por volta dos 4 ou 5 anos, quando já conseguem segurar no lápis e se concentrar um pouco mais. Mas as pesquisas já mostram que quanto antes a criança iniciar os estudos por meio do método, melhor será seu desempenho. “Como a orientação é individualizada, ele pode ser aplicado a todas as faixas etárias”, diz Raissa.

Há melhora no desempenho em quanto tempo?

Segundo a pedagoga, as dificuldades durante o período escolar começam quando o aluno não consegue acompanhar os conteúdos das aulas de forma abrangente, tendo cada vez mais dúvidas sobre o que aprendeu. No Kumon, o aluno revisará os assuntos não assimilados e avançará aos seguintes somente depois de dominar 100% o anterior. “Já nos primeiros meses os pais começam a notar uma maior autoconfiança e segurança nos estudos, desenvolvimento da concentração e maior prazer em aprender, uma vez que o estudante consegue entender o que está resolvendo. A melhora no desempenho escolar se torna uma consequência natural”, ressalta Raissa.

Como é a programação do Kumon?

“Os alunos têm duas aulas semanais na unidade e lições diárias em casa, com a programação de acordo com sua necessidade de estudo individualizada. Além disso há um feedback diário, na qual o aluno fica ciente do seu desempenho no dia e recebe a previsão de estudo para as aulas seguintes”, explica Raissa.

Qual é o maior benefício para os alunos que estudam pelo método?

 “Sem dúvida é o autodidatismo, a capacidade de estudar sozinho e aprender os conteúdos, aprender por si, de tirar as próprias dúvidas, de ser o verdadeiro agente do próprio aprendizado”, afirma Raissa. O estudo diário e independente, que respeita o ritmo do aluno, cria nele a sensação de conquista, e com isso sua autoestima se eleva, deixando-o ávido por progredir ainda mais nos estudos até atingir conteúdos não vistos na escola. “Quando isso acontece, percebemos que a semente plantada começa a brotar, e sabemos que os frutos beneficiarão o aluno por toda a vida”, diz a pedagoga.

DicasEducação Financeira

Como ensinar crianças a lidar com dinheiro

Dinheiro não é a coisa mais importante do mundo, mas tem a sua importância. E se a gente não aprende a lidar com ele desde o começo da vida, fica bem mais difícil aprender lá na frente.

Ultimamente eu tenho lido alguns livros sobre educação financeira, controle e planejamento de gastos e vejo o quão importante é ensinar os pequenos a pensar no dinheiro de uma forma concreta e bem objetiva. “Planejar para não se complicar”, como diz um professor meu.

Separei algumas dicas bem simples para criarmos filhos “financeiramente saudáveis” (hahaha) e vou compartilhar com vocês:

1 – Comece a dar uma mesada
Não se pode ensinar uma criança a lidar com dinheiro sem que ela receba esse dinheiro. Não tenha medo e confie no seu filho. Fale sobre como funcionam as compras, preços, o que ele pode e o que não pode comprar e por aí vai. O segundo passo é explicar para ele que ele vai receber um determinado valor para comprar o que quiser ou para guardar e comprar algo mais caro depois de um tempo, quando tiver conseguido juntar todo o dinheiro necessário. É importante estabelecer um valor (que vai variar de acordo com a idade da criança, a maturidade e as condições da família) e um dia da semana para ela receber o dinheiro.

2 – Quando começar
Os especialistas recomendam que os pais iniciem esse processo de educação financeira quando o filho começar a se interessar pelo dinheiro e os pais sentirem a necessidade de falar sobre a importância dele. Isso começa a acontecer entre os 5 e 7 anos – mas pode variar muito de acordo com cada criança. Preste atenção às demandas do seu filho e avalie se já é a hora – de acordo com o que ele vai sinalizando.  Se ele nunca falou nisso, nem se interessa, fica mais complicado jogar uma mesada para uma criança que ainda não apareceu com essa necessidade.

3 – Periodicidade
Os especialistas afirmam que é importante fixar a periodicidade da mesada, de acordo com a idade, para que eles saibam exatamente o período que têm para gastar e quando receberão mais dinheiro novamente.

Até 5 anos – Só dê eventualmente
De 6 a 8 anos – Semanalmente
De 9 a 11 anos – Quinzenalmente
Maiores de 12 anos – Mensalmente

4 – Acompanhamento
Mesmo já tendo um certo grau de autonomia para receber uma mesada, a criança nunca deve estar desacompanhada durante o desenrolar do processo. Os pais devem estar atentos aos planos e às compras do pequeno sempre. A orientação dos pais é fundamental para o processo de educação financeira dos filhos.

5 – Poupar
Tente mostrar aos filhos a importância de juntar dinheiro e não gastar tudo que ele recebe. Mostre, com uma simples conta de somar, que ele pode conseguir comprar mais coisas se juntar os valores durante um certo tempo.

6 – Lanche
Não misture o valor da mesada com o dinheiro para o lanche da escola. Deixe claro a diferença para não correr o risco da criança deixar de se alimentar para guardar o dinheiro.

7 – Trocas
Evite dar mesada em troca de boas notas.
Não associe a mesada a alguma obrigação de seus filhos – como não brigar com o irmão, passar de ano ou arrumar o quarto.

8 – Escassez ensina mais que abundância
Nunca esqueça essa regra básica.
Comece sempre com uma quantia pequena e só depois de um tempo vá aumentando – de acordo com a idade e com a maturidade apresentada pelo pequeno.

9 – O mais importante
Dinheiro não é o mais importante, a mesada não é o mais importante, o que o seu filho fará com ela, definitivamente, NÃO é o mais importante. O mais importante são as conversas que vocês terão em todo esse processo.  É você mostrar para que serve o dinheiro, o que se pode e o que não se deve fazer com ele, a importância de poupar para o futuro. Mostrar, principalmente, que ele pode ajudar a comprar coisas, mas que são apenas coisas e o que há de mais importantes na vida ele não poderá comprar nunca. Porque essas não têm preço.

 

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DicasEventos

Programação para Semana da Criança em Natal

A programação para a Semana da Criança em Natal está bem diversificada. Tem para todo gosto. E aí, já escolheu o que fará com seu filho?

 

Fabuloso Festival

O evento promete ser o primeiro festival de artes integradas para crianças. Vai ser realizado no dia 14 de outubro (domingo), a partir das 14h, dentro do Circuito Cultural Ribeira.
Vai ter Oficina de Origami, contação de histórias, música, teatro, encontro de malabaristas, circo, lanchinhos, espaço baby e interação com personagens de histórias infantis.
A programação começa às 14h e vai até as 19h.

Fabuloso

 

Circuito Kids

O Natal Shopping também está preparando uma programação especial para o próximo dia 12. O Circuito Kids começa às 15h com um cortejo de personagens e músicas pelos corredores do shopping. A partir das 16h serão realizadas apresentações de “O Mágico de Oz” e “Os Saltimbancos” no teatrinho, e ainda haverão oficinas de Slime, Ecokids, pintura de rosto e bonecos.

 

O Circo do Praia Shopping

A programação para o fim de semana da criança no Praia Shopping também está bem diversificada.
Dia 12, às 17h – Show com Bisteca e Bochechinha
Dia 13, às 17h – Festival de Mágica
Dia 14, às 17h – Show com Peteca e Florzinha
A entrada é gratuita.

 

Pic-nic na Vila do Brincar

No dia 12, das 9h ao meio-dia, a Vila do Brincar está preparando uma edição especial do “Pic-nic na Vila”. A programação inclui oficina de brownies, arte com tinta, musicalização e brincadeiras com água.
O valor é R$ 35,00 por pessoa. E não pode esquecer de levar roupa de banho, toalha e uma troca de roupa.

 

Cidade da Criança

Tradicionalmente a Cidade da Criança faz uma das programações mais completa durante todo o mês de outubro. Este ano não vai ser diferente e já começa no próximo fim de semana:

06/10, 16h – Apresentação da peça “Alice no País das Maravilhas”

De 09/10 a 11/10 – Recreação com a turma da Adoleta

12/10, 9h – Zumba Kids
12/10, 11h – Circo do Peteca
12/10, 14h – Contação de História com Bárbara Cristina
12/10, 15h – Show com Bisteca e Bochechinha
12/10, 16h – Show com a banca Brincantos e as Princesas

13/10, 16h – Show com Palhaço Facilita

14/10, 16h – “O Maior Show Infantil do Ano”

De 16/10 a 19/10 – Recreação com a turma da Adoleta

21/10, 16h – Apresentação da peça “O Mágico de Oz”

De 23/10 a 26/10 – Recreação com a turma da Adoleta

27/10, 16h – Show de Mamulengos com Manuel Amaral

Educação

Qual é a hora de colocar o filho no reforço escolar?

Cada vez mais cedo as famílias têm se preocupado com o rendimento escolar dos pequenos. A preocupação começa já na educação infantil, no período que antecede a alfabetização, e muitas vezes segue até o ensino médio. Mas afinal, quando é realmente necessário contratar um apoio pedagógico extra-escolar?

Eu conversei com a pedagoga especialista em Educação Infantil, Ramona Souza, e a professora Daniele Miranda, que faz acompanhamento pedagógico, e ambas têm o mesmo pensamento: o reforço é uma ferramenta importante mas precisa ser desenvolvido de forma individualizada, levando em consideração o perfil de cada criança. “Não basta ocupar o tempo dela e colocá-la em uma sala com mais 4 ou 5 estudantes para ter mais uma aula. Definitivamente, não é assim que se consegue bons resultados”, diz Ramona Souza, que também é coordenadora pedagógica de uma escola de Educação Infantil.

Por que? Quando? Como?
Os principais fatores que levam pais a buscarem um apoio pedagógico – o tradicional “reforço escolar” – é a falta de tempo para acompanhar a rotina escolar e o aparecimento das primeiras dificuldades no decorrer do processo de aprendizagem.

“As escolas, cada vez mais cedo, estão diagnosticando essas dificuldades e sinalizando aos pais a necessidade desse apoio pedagógico”, diz a pedagoga. A idade para começar também é uma dúvida comum. Tanto pode ser aos 4, como pode ser aos 10. Vai depender da necessidade dessa criança. “Se há, de fato uma dificuldade, quanto mais cedo for trabalhada, melhor e mais produtivo será esse processo”.

Daniele Miranda lembra também que o profissional deve ser um aliado e não pode preencher o espaço do professor de sala de aula. “É importante alinhar os pontos para potencializar essa aprendizagem e de um modo que a criança não fique confusa”, diz.

Prejuízos ou benefícios?
Entre os pais há também o temor de que colocar o filho no reforço poderia acabar “cansando” ou “estressando” a criança por ser mais uma atividade na rotina. Mas as duas especialistas esclarecem que tudo vai depender da forma como esse conteúdo é repassado para a criança. Daniele Miranda conta que é importante que as aulas não se restrinjam a papel e lápis. “As crianças precisam de estímulos novos e diferentes para aguçar a curiosidade. Aí entram os jogos, músicas, brincadeiras, contação de histórias, atividades com cola, tintas, recortes, desenhos… Com a utilização desses recursos, as possibilidades de sucesso são bem maiores”, diz.

Esse tipo de acompanhamento é um facilitador da aprendizagem porque o conteúdo é repassado de forma lúdica, já nos acompanhamentos tradicionais – com a repetição de atividades em folha e o professora na frente de um quadro ministrando o conteúdo – são mais engessados e o risco de estresse e rejeição são maiores. “Pode acabar trazendo mais prejuízos do que benefícios”, ressalta Ramona Souza.

Acompanhamento individualizado
As profissionais fazem uma ressalva importante: o acompanhamento precisa ser feito de forma personalizada, de acordo com o perfil e as necessidades de cada estudante. É importante que o professor compreenda a melhor forma que a criança absorve os conteúdos e usar essa forma. E a partir daí, também é importante ir também para as atividades concretas.

Emocional
Ramona lembra ainda que é importante olhar também para a dimensão emocional dessa criança. “As vezes não é só uma pedagoga que pode ajudar, precisa de uma equipe multiprofissional porque o processo de aprendizagem não envolve somente questões pedagógicas. Pode ser necessário um trabalho conjunto com psicóloga, terapeuta ocupacional ou fonoaudióloga que ajude nesse processo”.

O papel dos pais
Sozinha, a professora não dá conta. Mesmo quando há o acompanhamento multidisciplinar, se a família não estiver participando e inserida em todo o processo, o acompanhamento não vai render quanto poderia. Estar junto, apoiando e acreditar nessa criança, é a melhor forma de se conseguir êxito, afirma Ramona. Outro ponto destacado por ela é a confiança que os pais precisam ter no filho. “A criança faz leitura dos nossos olhos sobre ela, então acreditar no seu potencial é fundamental para que qualquer atividade seja bem desenvolvida”, diz Ramona Souza.

Educação

Escrever à mão desenvolve o cérebro

Em um mundo cada vez mais digital, será que as crianças ainda precisam aprender a escrever à mão? Sim ou com certeza?

Em um artigo recente publicado no “Journal of Early Childhood Literacy”, a professora de Educação da Primeira Infância na Universidade Internacional da Flórida, Laura Dinehart, discutiu várias possibilidades de associações entre boa caligrafia e desempenho acadêmico e chegou a algumas conclusões. Crianças com boa escrita à mão são capazes de conseguir notas melhores. Já as que têm dificuldades com a escrita costumam pensar que uma parte muito grande de sua atenção está sendo consumida pela produção de letras, tirando o foco do conteúdo que precisa ser absorvido, resultando em baixo desempenho escolar.

“Esse mito de que a caligrafia é apenas uma habilidade motora está errado. Usamos as partes motoras do nosso cérebro, o planejamento motor, o controle motor, mas muito mais importante é a região do órgão onde o visual e a linguagem se unem, os giros fusiformes, onde os estímulos visuais realmente se tornam letras e palavras escritas. Isso influencia não só na letra bonita mas há uma série de reflexos em todo o processo cognitivo do indivíduo”, diz a professora.

Laura Dinehart afirma também que diante dos resultados iniciais, mais pesquisas serão necessárias para avaliar a melhor forma de estimular essa escrita nos anos pré-escolares e também quais as estratégias para ajudar crianças pequenas a desenvolver as habilidades que precisam para realizar “tarefas complexas” que exigem coordenação de processos cognitivos, motores e neuromusculares.

Além do estudo de Laura Dinehart, um outro artigo, publicado este ano no “The Journal of Learning Disabilities”, demonstra como a linguagem oral e escrita se relaciona com a atenção e com o que é chamado de habilidades de “função executiva” (como o planejamento, por exemplo).  E tanto entre crianças com dificuldades de aprendizagem quanto nas sem dificuldades, as que escrevem à mão demonstram uma melhor organização de pensamento e facilidade no planejamento e execução de tarefas pedagógicas.

Por mais digital que seja o mundo hoje, os aprendizados tradicionais não podem ser substituídos sob pena de prejuízos gigantescos para toda a percepção de mundo dos pequenos.

DicasTelevisão

Desenhos que estimulam a igualdade entre meninos e meninas

Não é preciso ser pai, mãe, nem nenhum especialista na área para saber que o tempo e a qualidade do a criança assiste pode definir decisivamente a visão que ela tem do mundo e das pessoas. Abordagens antigas, tradicionais e até preconceituosas estão dando espaço a séries infantis “socialmente responsáveis”.

Sim, existe vida inteligente nos desenhos animados. Filmes igualitários, longe de sexismo, que estimulam a amizade entre os sexos – e não a competitividade –, respeitando a diversidade, as diferenças e que desenvolvam a criatividade e relações positivas existem e podem ser facilmente encontrados nas plataformas de streaming ou no YouTube.
Vamos conhecer alguns?

Show da Luna
Um dos desenhos mais conhecidos dessa nova safra é uma criação brasileira – de Célia Catunda e Kiko Mistrorigo, em 2014. A protagonista é uma curiosa menina de 6 anos que adora ciência, tem um irmão mais novo chamado Júpiter e em nada se parece com as princesas dos contos infantis. Ela quer mesmo é ser cientista. Todo o roteiro incentiva perguntas, descobertas e a exploração do potencial infantil, tratando sempre de temas reais, costurados com bons diálogos entre os irmãos e a participação da família nos experimentos.

Charlie e Lola
(Desconfio enormemente que esse desenho foi inspirado nos meus filhos! Hahaha)
Lola é uma menina falante, criativa e com a imaginação muito fértil. Ela tem um irmão mais velho, carinhoso e compreensivo que a ajuda a dar asas para as suas histórias. Os dois fazem uma dupla incrível e muito bem humorada. E se tratam sempre de igual para igual e sem qualquer sombra de agressividade e sexismo. É um desenho lindo – para filhos e pais. Eu me divirto demais com esses dois.

Doutora Brinquedos
A produção da Disney (disponível no Disney Junior, SBT e Netflix) inovou ao mostrar uma protagonista negra. E não é só isso. Ela brinca de ser médica porque se espelha na profissão exercida pela mãe – um avanço também no quesito representatividade de negros na mídia. Aos poucos o desenho também vai inserindo de forma muito natural discussões sobre divisão de tarefas no lar e homoafetividade.

Meu Amigãozão
Produzido em parceria entre um brasileiro e um canadense, o desenho tem uma arte impecável, um roteiro legal e histórias que ensinam o valor da amizade, passeando por questões como egoísmo e brincadeiras que não funcionam. Cada personagem tem seu amigo e com eles vive aventuras, promovendo uma linda sensação de trabalho em equipe e de como podemos buscar experiências inusitadas em lugares óbvios.

Garota Supersábia
A protagonista é Rita Bastos, uma super-heroína que combate os vilões dando uma aula de português. Uma menina latina, que se parece exatamente com uma menina latina, caiu na Terra junto com seu macaco, O Capitão Caretas. Como se não fosse o bastante, os vilões ainda têm nomes inusitados como: Doutor Cerebro de 30 Ratos, Teodoro Tobias 3º e Dona Redundância. É um desenho muito bem produzido, escrito, divertido, com sentido e a representação dos personagens e da heroína é fantástica. Tem vários episódios disponíveis no YouTube.

E aí, vocês já conhecem esses? O que acham? Quem tiver dicas de outros me manda que eu vou atualizando o post.

Luciana Campos
E-mail: enquantoelesdormemblog@gmail.com
Twitter: @lucampos
Instagram: @lucianacampos__

Enquanto Eles Dormem

Vai ter post novo duas vezes na semana

Desde que o blog estreou, muita gente tem me perguntado que dia eu vou atualizar, o dia que vai ter post novo, quando eu vou escrever… Mas eu confesso que a ideia inicial não era fixar dias para as postagens, mas ir publicando à medida que fossem aparecendo os assuntos. Só que como eu tenho um lado metódico e programático (até demais), resolvi facilitar. Então, toda SEGUNDA e toda QUINTA vai ter post novo no EED. Aeeeee.
Mas nada impede, claro, que se tiver novidade a gente vá publicando mesmo sem ser segunda nem quinta. Porque jornalista que é jornalista sempre dá um jeitinho de lidar com o não-programado. Hahaha.
E sempre que tiver post novo, vou avisando pelas redes sociais para quem me segue.

Luciana Campos
E-mail: enquantoelesdormemblog@gmail.com
Twitter: @lucampos
Instagram: @lucianacampos__

DicasSaúde

Como fortalecer a imunidade do meu filho?

Uma das principais questões que atormenta mães, pais e cuidadores de crianças é o que fazer para que o filho não adoeça (tanto). É sabido que em crianças muito pequenas o sistema imunológico ainda está sendo desenvolvido, mas os especialistas alertam que não é por isso que os pais devem apenas “esperar que a natureza faça o seu papel”.

Existem algumas medidas simples que podem ser tomadas para estimular o fortalecimento da imunidade de crianças de todas as idades. O pediatra e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Daniel Becker, listou algumas em seu canal do YouTube.

Escola
“Quanto mais tarde entrar na escola, menos exposto a viroses e doenças essa criança será”, diz. Crianças com poucos meses entrando no berçário é certeza de muitos problemas. “Quando a criança faz 1 ano e meio, 2 anos, a situação já fica mais tranquila e os benefícios são maiores que os problemas”, afirma o pediatra.

Natureza
Exposição ao ar livre, à natureza, ao ar livre e ao livre brincar. “Existem inúmeros estudos que mostram que a criança em contato com a natureza, em parques, praças, com terra, grama, água, adoecem muito menos e têm menos tendências a uma série de doenças e têm a sua imunidade fortalecida. Essas crianças estão muito mais aptas a combater doenças virais e bacterianas, por exemplo. É importante maximizar essa exposição das crianças à ambientes naturais”, diz Daniel Becker.

Sol
Outro ponto que ele lembra é que a exposição moderada à luz solar também é de fundamental importância para a produção da vitamina D e para o fortalecimento da imunidade.

Alimentação
Crianças que comem frutas, legumes e verduras, alimentos frescos, preparados em casas, com fibras (evitar sempre bater no liquidificador), vão adquirir substâncias que vão auxiliar nesse fortalecimento da imunidade. Outro ponto fundamental é evitar produtos industrializados. “Quanto mais tarde essas substâncias artificiais forem oferecidas às crianças, melhor para a saúde delas”.

Açúcar
Evitar açúcar. “Ele é um conhecido elemento que prejudica a imunidade, especialmente na primeira infância”, diz Daniel Becker.

Cigarro
Evitar, a todo custo, fumar em casa. “Mesmo na varanda, mesmo que se fume fora da presença das crianças, o resíduo que o cigarro deixa é extremamente prejudicial para o sistema respiratório dos pequenos”, diz Daniel Becker. A poluição é outro mal que precisa ser evitado “Quanto menos expostos nossos filhos forem, mais fortes e saudáveis eles serão”.

Sono
Dormir bem é fundamental para o bom andamento do organismo. Ele regula as principais funções vitais, inclusive a capacidade de defesa. As crianças que dormem mal, dormem pouco, têm problemas de sono, ou quando a família ainda não conseguiu instituir uma rotina de sono adequada e elas acabam passando muitas horas com celulares ou tablets, costumam ser mais susceptíveis a infecções.

Dicas

10 frases que toda criança precisa escutar

Eu vi um desse vídeos animados na internet com esse tema e decidi falar sobre o assunto aqui. Porque mostrar para uma criança que ela é amada, que é querida e cuidada – com palavras e, principalmente, ATITUDES – é tão transformador que eu não podia quebrar essa corrente. E que mais e mais pessoas percebam a importância de frases simples para o futuro emocional das crianças de hoje, para que amanhã elas possam ser adultos mais felizes e bem resolvidos.

Então, fale para a sua criança:

1 – Você consegue!

2 – Eu amo você do jeito que você é.

3 – Eu tenho muito orgulho de você.

4 – Obrigado.

5 – Falhar faz parte da vida. Mas o importante é aprender com os erros.

6 – Eu amo a sua companhia.

7 – Isso é sua responsabilidade.

8 – Você foi muito corajoso.

9 – Não.

10 – Eu amo você.

Fortalecer as crianças desde muito pequenas pode mudar decisivamente o futuro delas. Autoestima é uma das maiores heranças que se pode deixar para um filho. Acreditem.

Psicologia

Como lidar com o medo infantil

Você conhece alguma criança que nunca sentiu medo? De inseto, do escuro, de monstros ou de estranhos? Não? Nem eu.

Apesar de ser um sentimento corriqueiro, nem sempre os pais sabem lidar corretamente com o medo de seus filhos. Principalmente porque boa parte desses temores tem origem na imaginação das crianças. Mas, afinal, como saber se esse medo é normal ou exagerado?

A psicóloga Carolina Macedo explica que na maioria das vezes o medo pode estar relacionado com os estímulos que a criança recebe – histórias de terror, filmes e desenhos assustadores, por exemplo. Mas o sentimento nem sempre é algo ruim. Ele faz parte do amadurecimento da criança e acaba sendo uma forma que ela encontra de, gradativamente, ir separando o mundo real do imaginário.

A psicóloga orienta os pais a observarem o comportamento da criança, analisando se suas atividades estão sendo realizadas normalmente, apesar do medo, sempre conversar a respeito, mas nunca ridicularizar o que a criança está sentindo. “É muito importante que o cuidador valide o relato da criança, mostre que entende, que acredita, porque só assim ela se sentirá segura para externalizar esse sentimento”, diz Carolina Macêdo. Quando a criança já estiver mais calma e segura, começa a segunda etapa do processo que é o diálogo mostrando que aquele medo pode ser ultrapassado e que aquele monstro não é tão assustador quanto ela imaginava.

É importante ter uma ajuda especializada no caso em que os medos estão impedindo a criança de realizar atividades corriqueiras ou quando a insegurança se torna excessiva, impedindo que a criança se desenvolva socialmente de forma plena. “Aí entra o olhar atento dos pais perceber essas mudanças no comportamento. Se aparece algo que não é habitual, excessivo, seja gradual ou repentino, é importante saber que ela está sinalizando algo. E aí precisamos refletir que medos são esses, quando aparecem, decorrentes de que, e se os pais não estiverem conseguindo lidar com isso, é o caso de procurar um apoio  profissional”, afirma Carolina Macêdo.

medo

 

Os medos mais comuns de acordo com a idade:

De 0 a 5 meses – O bebê se assusta com barulhos altos e abruptos;
De 6 meses a 1 ano – Aparece o medo de pessoas estranhas, coisas e situações desconhecidas;
Entre 2 e 3 anos – Medo de animais, bichos e insetos; O medo do escuro geralmente aparece nesta fase e pode se estender por vários anos e se relacionar a outros tipos de temores.
Entre 4 e 5 anos – No período pré-escolar, aumenta o medo de animais que mordem e, mais tarde, dos animais que parecem muito poderosos. Muitos temores infantis dessa idade estão relacionados a possíveis danos que a criança possa sofrer como afogamento, queimaduras ou acidentes que provoquem dor física;
Entre 6 e 7 anos – Quando a criança se torna capaz de assimilar o passado e imaginar o futuro, seus medos passam a ser formulados em forma de perigos remotos ou imaginários – monstros, vampiros;
A partir dos 8 anos – Aí surge a fobia da morte. Nessa fase, o temor principal é o da morte da mãe, porque isso se apresenta como uma separação ou um abandono.