DicasPsicologia

Como nutrir a saúde mental do seu filho

Mais uma listinha de coisas que você pode fazer pelo bem do seu filho. Não precisa fazer tudo de uma vez, mas é importante ir treinando e melhorando um pouquinho a cada dia.

Escute-o ativamente, antes de dar seu conselho. (E se ele for pequeno, se abaixe e fique na altura dele);

Seja paciente;

Conte a verdade, mas de uma forma que ele possa entender;

Compartilhe os seus sentimentos (sempre!) e valide os dele;

Reserve um tempo para ficar com ele;

Limite as atividades com telas e eletrônicos;

Reconheça e elogie sempre que ele fizer algo positivo;

Controle suas emoções e reaja calmamente – mesmo quando você estiver exaltado;

Vá até ele e o abrace;

Diga que o ama. E repita sempre ate que você tenha a certeza que ele sabe que é amado. Sentir-se amado pode fazer os maiores milagres na vida futura de uma criança, acreditem!

Dicas

Como falar de política com crianças

Nesses tempos de eleição, intolerância e ânimos acirrados, por mais que não sei queiram, as crianças também acabam participando desse processo – mesmo como espectadores. Nem sempre dá para explicar detalhadamente todo o contexto eleitoral, mas é importante, que desde pequenos eles já entrem em contato com as primeiras noções de democracia, escolhas e consequências – e também em como os processos eleitorais influenciam na nossa vida.

A psicóloga Marina Ferrer, da Vila do Brincar, fez uma listinha bem simples com algumas dicas sobre como falar de política com as crianças. E eu trouxe aqui para compartilhar com vocês:

– Nunca use frases de violência;

– Nunca use xingamentos para se referir a um candidato que não é o seu ou a quem pensa/vota diferente de você;

– Ensine sobre RESPEITO ao outro. Mesmo que se pense diferente, é importante respeitar o direito de escolha do outro;

– Tenha paciência para responder aos muitos porquês;

– Fale sobre a necessidade de se conviver respeitosamente com quem pensa diferente;

– Tente agir de forma pacífica, mesmo quando estiver em uma discussão;

(Agora essa é a parte mais difícilJ

– Tente mostrar ESPERANÇA e CONFIANÇA no futuro.

Se não der para fazer tudo isso de forma simples e automática, comece aos pouquinhos, se desafiando a dar um passo a mais por dia ou sempre que surgir o assunto com os pequenos.

Educação

Afinal, o que é Kumon?

Quem percorre os corredores das escolas de ensino fundamental e até da educação infantil com toda a certeza já se deparou com mães conversando, discutindo, elogiando e indicando o Kumon. Mas afinal, o que é Kumon?

Parece nome de arte marcial, mas não é. O Kumon é um método de aprendizagem desenvolvido no Japão nos anos 50 que utiliza exercícios-guia para que o aluno realize as atividades com o mínimo de intervenção de seu orientador. A ideia é ir habituando a criança a pensar as soluções dos problemas desde muito cedo e de forma autônoma.

Eu conversei com a pedagoga Raissa Menezes, que é diretora do Kumon Capim Macio, e ela esclareceu as principais dúvidas dos pais na hora de optar pelo método para ajudar no rendimento escolar da criançada.

Quando eles podem começar?

Não há uma idade mínima, mas normalmente eles começam por volta dos 4 ou 5 anos, quando já conseguem segurar no lápis e se concentrar um pouco mais. Mas as pesquisas já mostram que quanto antes a criança iniciar os estudos por meio do método, melhor será seu desempenho. “Como a orientação é individualizada, ele pode ser aplicado a todas as faixas etárias”, diz Raissa.

Há melhora no desempenho em quanto tempo?

Segundo a pedagoga, as dificuldades durante o período escolar começam quando o aluno não consegue acompanhar os conteúdos das aulas de forma abrangente, tendo cada vez mais dúvidas sobre o que aprendeu. No Kumon, o aluno revisará os assuntos não assimilados e avançará aos seguintes somente depois de dominar 100% o anterior. “Já nos primeiros meses os pais começam a notar uma maior autoconfiança e segurança nos estudos, desenvolvimento da concentração e maior prazer em aprender, uma vez que o estudante consegue entender o que está resolvendo. A melhora no desempenho escolar se torna uma consequência natural”, ressalta Raissa.

Como é a programação do Kumon?

“Os alunos têm duas aulas semanais na unidade e lições diárias em casa, com a programação de acordo com sua necessidade de estudo individualizada. Além disso há um feedback diário, na qual o aluno fica ciente do seu desempenho no dia e recebe a previsão de estudo para as aulas seguintes”, explica Raissa.

Qual é o maior benefício para os alunos que estudam pelo método?

 “Sem dúvida é o autodidatismo, a capacidade de estudar sozinho e aprender os conteúdos, aprender por si, de tirar as próprias dúvidas, de ser o verdadeiro agente do próprio aprendizado”, afirma Raissa. O estudo diário e independente, que respeita o ritmo do aluno, cria nele a sensação de conquista, e com isso sua autoestima se eleva, deixando-o ávido por progredir ainda mais nos estudos até atingir conteúdos não vistos na escola. “Quando isso acontece, percebemos que a semente plantada começa a brotar, e sabemos que os frutos beneficiarão o aluno por toda a vida”, diz a pedagoga.

DicasEducação Financeira

Como ensinar crianças a lidar com dinheiro

Dinheiro não é a coisa mais importante do mundo, mas tem a sua importância. E se a gente não aprende a lidar com ele desde o começo da vida, fica bem mais difícil aprender lá na frente.

Ultimamente eu tenho lido alguns livros sobre educação financeira, controle e planejamento de gastos e vejo o quão importante é ensinar os pequenos a pensar no dinheiro de uma forma concreta e bem objetiva. “Planejar para não se complicar”, como diz um professor meu.

Separei algumas dicas bem simples para criarmos filhos “financeiramente saudáveis” (hahaha) e vou compartilhar com vocês:

1 – Comece a dar uma mesada
Não se pode ensinar uma criança a lidar com dinheiro sem que ela receba esse dinheiro. Não tenha medo e confie no seu filho. Fale sobre como funcionam as compras, preços, o que ele pode e o que não pode comprar e por aí vai. O segundo passo é explicar para ele que ele vai receber um determinado valor para comprar o que quiser ou para guardar e comprar algo mais caro depois de um tempo, quando tiver conseguido juntar todo o dinheiro necessário. É importante estabelecer um valor (que vai variar de acordo com a idade da criança, a maturidade e as condições da família) e um dia da semana para ela receber o dinheiro.

2 – Quando começar
Os especialistas recomendam que os pais iniciem esse processo de educação financeira quando o filho começar a se interessar pelo dinheiro e os pais sentirem a necessidade de falar sobre a importância dele. Isso começa a acontecer entre os 5 e 7 anos – mas pode variar muito de acordo com cada criança. Preste atenção às demandas do seu filho e avalie se já é a hora – de acordo com o que ele vai sinalizando.  Se ele nunca falou nisso, nem se interessa, fica mais complicado jogar uma mesada para uma criança que ainda não apareceu com essa necessidade.

3 – Periodicidade
Os especialistas afirmam que é importante fixar a periodicidade da mesada, de acordo com a idade, para que eles saibam exatamente o período que têm para gastar e quando receberão mais dinheiro novamente.

Até 5 anos – Só dê eventualmente
De 6 a 8 anos – Semanalmente
De 9 a 11 anos – Quinzenalmente
Maiores de 12 anos – Mensalmente

4 – Acompanhamento
Mesmo já tendo um certo grau de autonomia para receber uma mesada, a criança nunca deve estar desacompanhada durante o desenrolar do processo. Os pais devem estar atentos aos planos e às compras do pequeno sempre. A orientação dos pais é fundamental para o processo de educação financeira dos filhos.

5 – Poupar
Tente mostrar aos filhos a importância de juntar dinheiro e não gastar tudo que ele recebe. Mostre, com uma simples conta de somar, que ele pode conseguir comprar mais coisas se juntar os valores durante um certo tempo.

6 – Lanche
Não misture o valor da mesada com o dinheiro para o lanche da escola. Deixe claro a diferença para não correr o risco da criança deixar de se alimentar para guardar o dinheiro.

7 – Trocas
Evite dar mesada em troca de boas notas.
Não associe a mesada a alguma obrigação de seus filhos – como não brigar com o irmão, passar de ano ou arrumar o quarto.

8 – Escassez ensina mais que abundância
Nunca esqueça essa regra básica.
Comece sempre com uma quantia pequena e só depois de um tempo vá aumentando – de acordo com a idade e com a maturidade apresentada pelo pequeno.

9 – O mais importante
Dinheiro não é o mais importante, a mesada não é o mais importante, o que o seu filho fará com ela, definitivamente, NÃO é o mais importante. O mais importante são as conversas que vocês terão em todo esse processo.  É você mostrar para que serve o dinheiro, o que se pode e o que não se deve fazer com ele, a importância de poupar para o futuro. Mostrar, principalmente, que ele pode ajudar a comprar coisas, mas que são apenas coisas e o que há de mais importantes na vida ele não poderá comprar nunca. Porque essas não têm preço.

 

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DicasEventos

Programação para Semana da Criança em Natal

A programação para a Semana da Criança em Natal está bem diversificada. Tem para todo gosto. E aí, já escolheu o que fará com seu filho?

 

Fabuloso Festival

O evento promete ser o primeiro festival de artes integradas para crianças. Vai ser realizado no dia 14 de outubro (domingo), a partir das 14h, dentro do Circuito Cultural Ribeira.
Vai ter Oficina de Origami, contação de histórias, música, teatro, encontro de malabaristas, circo, lanchinhos, espaço baby e interação com personagens de histórias infantis.
A programação começa às 14h e vai até as 19h.

Fabuloso

 

Circuito Kids

O Natal Shopping também está preparando uma programação especial para o próximo dia 12. O Circuito Kids começa às 15h com um cortejo de personagens e músicas pelos corredores do shopping. A partir das 16h serão realizadas apresentações de “O Mágico de Oz” e “Os Saltimbancos” no teatrinho, e ainda haverão oficinas de Slime, Ecokids, pintura de rosto e bonecos.

 

O Circo do Praia Shopping

A programação para o fim de semana da criança no Praia Shopping também está bem diversificada.
Dia 12, às 17h – Show com Bisteca e Bochechinha
Dia 13, às 17h – Festival de Mágica
Dia 14, às 17h – Show com Peteca e Florzinha
A entrada é gratuita.

 

Pic-nic na Vila do Brincar

No dia 12, das 9h ao meio-dia, a Vila do Brincar está preparando uma edição especial do “Pic-nic na Vila”. A programação inclui oficina de brownies, arte com tinta, musicalização e brincadeiras com água.
O valor é R$ 35,00 por pessoa. E não pode esquecer de levar roupa de banho, toalha e uma troca de roupa.

 

Cidade da Criança

Tradicionalmente a Cidade da Criança faz uma das programações mais completa durante todo o mês de outubro. Este ano não vai ser diferente e já começa no próximo fim de semana:

06/10, 16h – Apresentação da peça “Alice no País das Maravilhas”

De 09/10 a 11/10 – Recreação com a turma da Adoleta

12/10, 9h – Zumba Kids
12/10, 11h – Circo do Peteca
12/10, 14h – Contação de História com Bárbara Cristina
12/10, 15h – Show com Bisteca e Bochechinha
12/10, 16h – Show com a banca Brincantos e as Princesas

13/10, 16h – Show com Palhaço Facilita

14/10, 16h – “O Maior Show Infantil do Ano”

De 16/10 a 19/10 – Recreação com a turma da Adoleta

21/10, 16h – Apresentação da peça “O Mágico de Oz”

De 23/10 a 26/10 – Recreação com a turma da Adoleta

27/10, 16h – Show de Mamulengos com Manuel Amaral

Educação

Qual é a hora de colocar o filho no reforço escolar?

Cada vez mais cedo as famílias têm se preocupado com o rendimento escolar dos pequenos. A preocupação começa já na educação infantil, no período que antecede a alfabetização, e muitas vezes segue até o ensino médio. Mas afinal, quando é realmente necessário contratar um apoio pedagógico extra-escolar?

Eu conversei com a pedagoga especialista em Educação Infantil, Ramona Souza, e a professora Daniele Miranda, que faz acompanhamento pedagógico, e ambas têm o mesmo pensamento: o reforço é uma ferramenta importante mas precisa ser desenvolvido de forma individualizada, levando em consideração o perfil de cada criança. “Não basta ocupar o tempo dela e colocá-la em uma sala com mais 4 ou 5 estudantes para ter mais uma aula. Definitivamente, não é assim que se consegue bons resultados”, diz Ramona Souza, que também é coordenadora pedagógica de uma escola de Educação Infantil.

Por que? Quando? Como?
Os principais fatores que levam pais a buscarem um apoio pedagógico – o tradicional “reforço escolar” – é a falta de tempo para acompanhar a rotina escolar e o aparecimento das primeiras dificuldades no decorrer do processo de aprendizagem.

“As escolas, cada vez mais cedo, estão diagnosticando essas dificuldades e sinalizando aos pais a necessidade desse apoio pedagógico”, diz a pedagoga. A idade para começar também é uma dúvida comum. Tanto pode ser aos 4, como pode ser aos 10. Vai depender da necessidade dessa criança. “Se há, de fato uma dificuldade, quanto mais cedo for trabalhada, melhor e mais produtivo será esse processo”.

Daniele Miranda lembra também que o profissional deve ser um aliado e não pode preencher o espaço do professor de sala de aula. “É importante alinhar os pontos para potencializar essa aprendizagem e de um modo que a criança não fique confusa”, diz.

Prejuízos ou benefícios?
Entre os pais há também o temor de que colocar o filho no reforço poderia acabar “cansando” ou “estressando” a criança por ser mais uma atividade na rotina. Mas as duas especialistas esclarecem que tudo vai depender da forma como esse conteúdo é repassado para a criança. Daniele Miranda conta que é importante que as aulas não se restrinjam a papel e lápis. “As crianças precisam de estímulos novos e diferentes para aguçar a curiosidade. Aí entram os jogos, músicas, brincadeiras, contação de histórias, atividades com cola, tintas, recortes, desenhos… Com a utilização desses recursos, as possibilidades de sucesso são bem maiores”, diz.

Esse tipo de acompanhamento é um facilitador da aprendizagem porque o conteúdo é repassado de forma lúdica, já nos acompanhamentos tradicionais – com a repetição de atividades em folha e o professora na frente de um quadro ministrando o conteúdo – são mais engessados e o risco de estresse e rejeição são maiores. “Pode acabar trazendo mais prejuízos do que benefícios”, ressalta Ramona Souza.

Acompanhamento individualizado
As profissionais fazem uma ressalva importante: o acompanhamento precisa ser feito de forma personalizada, de acordo com o perfil e as necessidades de cada estudante. É importante que o professor compreenda a melhor forma que a criança absorve os conteúdos e usar essa forma. E a partir daí, também é importante ir também para as atividades concretas.

Emocional
Ramona lembra ainda que é importante olhar também para a dimensão emocional dessa criança. “As vezes não é só uma pedagoga que pode ajudar, precisa de uma equipe multiprofissional porque o processo de aprendizagem não envolve somente questões pedagógicas. Pode ser necessário um trabalho conjunto com psicóloga, terapeuta ocupacional ou fonoaudióloga que ajude nesse processo”.

O papel dos pais
Sozinha, a professora não dá conta. Mesmo quando há o acompanhamento multidisciplinar, se a família não estiver participando e inserida em todo o processo, o acompanhamento não vai render quanto poderia. Estar junto, apoiando e acreditar nessa criança, é a melhor forma de se conseguir êxito, afirma Ramona. Outro ponto destacado por ela é a confiança que os pais precisam ter no filho. “A criança faz leitura dos nossos olhos sobre ela, então acreditar no seu potencial é fundamental para que qualquer atividade seja bem desenvolvida”, diz Ramona Souza.