Quem percorre os corredores das escolas de ensino fundamental e até da educação infantil com toda a certeza já se deparou com mães conversando, discutindo, elogiando e indicando o Kumon. Mas afinal, o que é Kumon?

Parece nome de arte marcial, mas não é. O Kumon é um método de aprendizagem desenvolvido no Japão nos anos 50 que utiliza exercícios-guia para que o aluno realize as atividades com o mínimo de intervenção de seu orientador. A ideia é ir habituando a criança a pensar as soluções dos problemas desde muito cedo e de forma autônoma.

Eu conversei com a pedagoga Raissa Menezes, que é diretora do Kumon Capim Macio, e ela esclareceu as principais dúvidas dos pais na hora de optar pelo método para ajudar no rendimento escolar da criançada.

Quando eles podem começar?

Não há uma idade mínima, mas normalmente eles começam por volta dos 4 ou 5 anos, quando já conseguem segurar no lápis e se concentrar um pouco mais. Mas as pesquisas já mostram que quanto antes a criança iniciar os estudos por meio do método, melhor será seu desempenho. “Como a orientação é individualizada, ele pode ser aplicado a todas as faixas etárias”, diz Raissa.

Há melhora no desempenho em quanto tempo?

Segundo a pedagoga, as dificuldades durante o período escolar começam quando o aluno não consegue acompanhar os conteúdos das aulas de forma abrangente, tendo cada vez mais dúvidas sobre o que aprendeu. No Kumon, o aluno revisará os assuntos não assimilados e avançará aos seguintes somente depois de dominar 100% o anterior. “Já nos primeiros meses os pais começam a notar uma maior autoconfiança e segurança nos estudos, desenvolvimento da concentração e maior prazer em aprender, uma vez que o estudante consegue entender o que está resolvendo. A melhora no desempenho escolar se torna uma consequência natural”, ressalta Raissa.

Como é a programação do Kumon?

“Os alunos têm duas aulas semanais na unidade e lições diárias em casa, com a programação de acordo com sua necessidade de estudo individualizada. Além disso há um feedback diário, na qual o aluno fica ciente do seu desempenho no dia e recebe a previsão de estudo para as aulas seguintes”, explica Raissa.

Qual é o maior benefício para os alunos que estudam pelo método?

 “Sem dúvida é o autodidatismo, a capacidade de estudar sozinho e aprender os conteúdos, aprender por si, de tirar as próprias dúvidas, de ser o verdadeiro agente do próprio aprendizado”, afirma Raissa. O estudo diário e independente, que respeita o ritmo do aluno, cria nele a sensação de conquista, e com isso sua autoestima se eleva, deixando-o ávido por progredir ainda mais nos estudos até atingir conteúdos não vistos na escola. “Quando isso acontece, percebemos que a semente plantada começa a brotar, e sabemos que os frutos beneficiarão o aluno por toda a vida”, diz a pedagoga.

Comentários do Facebook

Deixe um comentário