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Como ensinar crianças a lidar com dinheiro

Dinheiro não é a coisa mais importante do mundo, mas tem a sua importância. E se a gente não aprende a lidar com ele desde o começo da vida, fica bem mais difícil aprender lá na frente.

Ultimamente eu tenho lido alguns livros sobre educação financeira, controle e planejamento de gastos e vejo o quão importante é ensinar os pequenos a pensar no dinheiro de uma forma concreta e bem objetiva. “Planejar para não se complicar”, como diz um professor meu.

Separei algumas dicas bem simples para criarmos filhos “financeiramente saudáveis” (hahaha) e vou compartilhar com vocês:

1 – Comece a dar uma mesada
Não se pode ensinar uma criança a lidar com dinheiro sem que ela receba esse dinheiro. Não tenha medo e confie no seu filho. Fale sobre como funcionam as compras, preços, o que ele pode e o que não pode comprar e por aí vai. O segundo passo é explicar para ele que ele vai receber um determinado valor para comprar o que quiser ou para guardar e comprar algo mais caro depois de um tempo, quando tiver conseguido juntar todo o dinheiro necessário. É importante estabelecer um valor (que vai variar de acordo com a idade da criança, a maturidade e as condições da família) e um dia da semana para ela receber o dinheiro.

2 – Quando começar
Os especialistas recomendam que os pais iniciem esse processo de educação financeira quando o filho começar a se interessar pelo dinheiro e os pais sentirem a necessidade de falar sobre a importância dele. Isso começa a acontecer entre os 5 e 7 anos – mas pode variar muito de acordo com cada criança. Preste atenção às demandas do seu filho e avalie se já é a hora – de acordo com o que ele vai sinalizando.  Se ele nunca falou nisso, nem se interessa, fica mais complicado jogar uma mesada para uma criança que ainda não apareceu com essa necessidade.

3 – Periodicidade
Os especialistas afirmam que é importante fixar a periodicidade da mesada, de acordo com a idade, para que eles saibam exatamente o período que têm para gastar e quando receberão mais dinheiro novamente.

Até 5 anos – Só dê eventualmente
De 6 a 8 anos – Semanalmente
De 9 a 11 anos – Quinzenalmente
Maiores de 12 anos – Mensalmente

4 – Acompanhamento
Mesmo já tendo um certo grau de autonomia para receber uma mesada, a criança nunca deve estar desacompanhada durante o desenrolar do processo. Os pais devem estar atentos aos planos e às compras do pequeno sempre. A orientação dos pais é fundamental para o processo de educação financeira dos filhos.

5 – Poupar
Tente mostrar aos filhos a importância de juntar dinheiro e não gastar tudo que ele recebe. Mostre, com uma simples conta de somar, que ele pode conseguir comprar mais coisas se juntar os valores durante um certo tempo.

6 – Lanche
Não misture o valor da mesada com o dinheiro para o lanche da escola. Deixe claro a diferença para não correr o risco da criança deixar de se alimentar para guardar o dinheiro.

7 – Trocas
Evite dar mesada em troca de boas notas.
Não associe a mesada a alguma obrigação de seus filhos – como não brigar com o irmão, passar de ano ou arrumar o quarto.

8 – Escassez ensina mais que abundância
Nunca esqueça essa regra básica.
Comece sempre com uma quantia pequena e só depois de um tempo vá aumentando – de acordo com a idade e com a maturidade apresentada pelo pequeno.

9 – O mais importante
Dinheiro não é o mais importante, a mesada não é o mais importante, o que o seu filho fará com ela, definitivamente, NÃO é o mais importante. O mais importante são as conversas que vocês terão em todo esse processo.  É você mostrar para que serve o dinheiro, o que se pode e o que não se deve fazer com ele, a importância de poupar para o futuro. Mostrar, principalmente, que ele pode ajudar a comprar coisas, mas que são apenas coisas e o que há de mais importantes na vida ele não poderá comprar nunca. Porque essas não têm preço.

 

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