Balanço

Em um momento importante no que diz respeito a necessidade de transparência dos clubes de futebol, o ABC divulgou seu balanço financeiro, nesta sexta-feira (3). Os números impressionam sob vários aspectos e demonstram, claramente, um aprofundamento perigoso da crise financeira, com um saldo negativo que, em poucos meses já supera os R$ 500 mil.

Balanço 1

No entanto, com a devida vênia de não ser especialista em contas, me arrisco a opinar sobre algo que considero errado e que deveria ser alvo de uma correção sob o risco de, a longo prazo, a situação se deteriorar ainda mais. Observando os números de fevereiro, no campo “Receitas”, fica claro que o ABC trabalha, em sua maioria, com fontes de renda que são incertas e não fruto de planejamento. Das 14 fontes apresentadas (se analisadas individualmente e não nos quatro blocos como está no demonstrativo financeiro), apenas a sexta, em ordem de importância financeira, é obtida através de algum planejamento. O sócio-torcedor do Alvinegro corresponde a apenas 4,94% da receita. As principais fontes de renda (1ª e 2ª) são as participações na Copa do Brasil (46,19%) e a Copa do Nordeste (17,33%) – ambos os casos na 1ª fase. Ou seja, se o ABC não estivesse nesses dois torneios, teria 63,52% a menos de receita.

Balanço 2

Um clube não pode ser “saudável” diante de tanta incerteza. Fontes como sócio-torcedor e Patrocínio (1,83%) jamais podem contribuir tão pouco para a “vida” do ABC. A mudança do futebol, em todos os locais do mundo, apontam para que a dependência tem que ser cada vez menor das bilheterias, que passam a ser um “plus” não só para as contas diretas (aquilo arrecadado com a renda) como para contas indiretas (vendas realizadas no estádio, aproveitando a presença da torcida). No ABC, a bilheteria representa o dobro do sócio torcedor e quase 10 vezes mais do que o clube arrecada com patrocínios.

Balanço 3

Nesse campo patrocínio, uma coisa também deve ser levada em consideração. Um patrocinador investe seis vezes mais do que o outro (dois estão na planilha). Ora, é claro que os patrocínios masters pagam mais irão dizer os especialistas. Sim, concordo. No entanto, é claro que a “entrega” também precisa ser na mesma proporção. Tenho certeza que, apenas o nome ABC está sendo levado em consideração para que esses valores sejam investidos. Não vi, ou talvez até tenha visto em poucas oportunidades, algo planejado para que o patrocinador sentisse o retorno imediato do seu investimento. Ora, apenas pintar o nome no uniforme pode ser bom, mas para garantir a permanência, ou até pleitear reajustes, é preciso mais. O mercado exige mais. Seriam só títulos? Não, claro que não. Existe muito a ser feito ainda, mas, para sorte do torcedor abecedista, o clube é muito grande esportivamente falando e tem um patrimônio gigante que, se bem administrado, pode ajudar o Alvinegro a superar esse momento e ainda sair maior do que entrou.

Academias

A crise criada pela pandemia do coronavírus está impactando em muito a vida das pessoas, podendo ser esse impacto na saúde e no bolso. Nessa busca de adequar a vida a uma nova realidade, existem os que querem cancelar academia, curso de idiomas, aula de música e escolinhas de prática de esportes. Contudo, fica a dúvida sobra a possibilidade desse cancelamento e se pode haver cobrança de multa. Segundo Afonso Morais, sócio da Morais Advogados, vivemos uma situação excepcional, assim sendo, o Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor possuem previsões legais para o cancelamento de cursos por força maior, e um dos possíveis motivos seria a pandemia da saúde pública, pelo coronavírus.

Academias 1

Contudo, existem também os casos de que um plano maior que deve continuar a ser pago, mas mesmo nessa situação existe o entendimento legal que garante que seja suspensa a prestação de serviços, com o consequente congelamento dos pagamentos mensais, até a prestação de serviços volte ser novamente restabelecida. “Lembrando que a empresa poderá acionar o consumidor para pagamento e até tentar a sua negativação, mais o consumidor terá instrumentos de proteção para cancelar os pagamentos sem ficar negativado. E aconselhável o consumidor cancelar ou suspender o seu contrato de prestação de serviços, negociando com o fornecedor”, avalia Afonso Morais.

Academias 2

Ponto importante é que em caso de cancelamento das aulas as empresas não podem cobrar mensalidade normalmente. A paralisação dos serviços, deve vir com o congelamento das mensalidades, porque hoje não é possível prevê qual o prazo da paralisação dos serviços e reposição de aulas, como acontece nas escolas particulares de ensino regular. Algumas empresas estão mudando seu modelo, quando é possível, para aulas virtuais. Nesses casos, se conseguirem prestar os seus serviços de forma virtual, sem prejuízo ao consumidor, podem continuar cobrança pelos seus serviços normalmente. Lembrando que, no caso das pessoas cancelarem o pagamento ou mesmo se as empresas suspendam os serviços e cancelem as cobranças de mensalidades, essas podem cobrar matrícula dos alunos de novo depois

Comentários do Site

  1. Abadon, o Sicário
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    Essa derrocada do Abc já vem á décadas. Desde que saiu do ‘plano Palumbo’ bairro de petrópolis.
    Infelizmente – para os alvinegros – isso é fruto de uma cultura que já nasceu com o clube e se não mudou até hoje não será daqui prá frente. Todos acompanham ano após ano os mesmos erros sendo repetidos, reclamam, esbravejam, argumentam e a coisa continua piorando. È tanto do “lobby” de imprensa, federação e afins, tanta palestra “abc do futuro”, tanto do blá, blá, blá, tanto do mi mi mi e a vaca solenemente entrando no brejo sem que se aponte uma solução efetiva. Só que, de uns anos prá cá o caldo entornou! E agora parece que vai…pro brejo.
    Tem jeito não. Alí a questão é cultural, até não sobrar mais nada.

    E parece que finalmente está caíndo a ficha no tocante ao encerramento do (falido) campeonato estadual. Não apenas aqui, mas ao longo do país.
    Principal “moeda de troca” da CBF para com suas vaquinhas de presépio (federações) parece que dessa vez deu com os burros nágua. Tentam de todas as formas promover esse ‘atraso’ chamado campeonato estadual, como quela presepada no melhor estilo comédia pastelão que fizeram em Alagoas com o “roubo” da taça mas que foi um tremendo tiro no pé, pois ninguém deu a mínima !!! KKKKKKKKKKK
    Já era. Não tem mais data, não tem mais time, não tem mais empolgação.
    Agora é agir com serenidade e profissionalismo, declarar o estadual encerrado e sem campeão.
    Precisa nem de tapetão, não. Isso é só prá acirrar rivalidade e manter acesa a chama mesmo no fundo do poço.
    Se o Abc estava temporariamente na frente, parabéns. Pode falar dele quem quiser mas Chico Diá sabe como poucos montar um time, tanto que liderava a competição.
    Mas NADA PROVA que ele terminaria na frente. Portanto, se não chegou ao seu final, a competição não tem campeão.
    Ninguém em sã conciência poderia prever que algo dessa proporção pudesse acontecer. Foi uma fatalidade.
    Gostaríamos de saber se fosse o América que estivesse na frente teria esse clamor que estamos vendo pró alvinegro…È ruim, hein ?!?! Desde os primórdios a puxada pro alvinegro sempre foi grande !!!!!
    Com e crescente média diária de casos do Covid, acreditamos que as competições regionais também tomem o mesmo caminho.
    E olhe lá se não bagunçar também as competições nacionais.

    Mas isso é de menos…
    Estamos lidando com um desafio, uma situação sem precedentes.
    Um inimigo silencioso que mata pobres e ricos, não respeita classes, raças ou fronteiras.
    Uma pandemia daquelas que a gente só viu nos livros de história.
    E para que as gerações vindouras daqui a alguns séculos não leiam nos anais da história que a nossa geração foi devastada por uma praga que deixou um rastro de morte…
    Fiquem em casa. No momento é o melhor remédio para todos.
    Quem desdenhou dessa premissa básica está colhendo os frutos da sua equivocada escolha.
    O tio Sam que o diga…

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