Para a definição de rumos futuros revisitar o passado em busca de lições é um caminho interessante. No entanto, pensar como se pensava em 1959, ano que o América se licenciou da Federação Norte-rio-grandense de Futebol – FNF, é um erro. O clube ficou até 1966 desligado do futebol. Naquela época talvez a decisão tenha sido eficaz, mas nos dias de hoje, onde as relações, em todos os sentidos, são fugazes, um afastamento pode causar prejuízos gigantescos a imagem do clube.

O América tem, por incrível que possa parecer, um 2020 com mais possibilidades que foi 2019. Ano que vem o Alvirrubro tem, em seu calendário, a disputa da Copa do Nordeste. Um torneio atrativo e acima de tudo lucrativo. No primeiro semestre, o clube ainda pode, caso mantenha a organização, tentar avançar muito na Copa do Brasil e conseguir mais recursos financeiros importantes.

Esse ano, com eleições pela frente, é importante que haja um grande debate sobre como o América vai encarar esse futuro. De qualquer forma é mais interessante que haja união do que separação. Não interessa ao Alvirrubro, enquanto instituição centenária, uma queda de braço que possa levar o clube ainda mais para baixo. É fato que serão seis meses difíceis, sem arrecadação e com a certeza de ter que encarar, ano que vem, mais uma vez a “famigerada” Série D. No entanto, o clube não pode desistir.

O presidente do Conselho Deliberativo americano, Dr. José Rocha afirmou que o pensamento é outro no clube. E que não existe a possibilidade de licenciamento do Alvirrubro. Ele acredita, inclusive, que irão aparecer candidatos à eleição presidencial, justamente porque existe a previsão de recursos para que o clube possa ser tocado em 2020.

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