Cada um faz como quer. Não sou, nem quero ser polícia do mundo nem tampouco de colegas cronistas. Mas, opinar sobre o futuro, próximo ou distante, em campeonatos brasileiros, principalmente em se tratando de Série C não é análise, é pura adivinhação.

Observar, contemporizar sobre o ocorrido, analisar escalações, decisões, posicionamento em campo, comportamento em geral, esse é o caminho. Gerar perspectivas em cima disso é apelar para a bola de cristal.

Rodada após rodada, resultados ruins, acumulados e vem logo aquela opinião: “A briga do América é contra o rebaixamento”. Aí, eis que a Série C mostra a sua tradicional face do imponderável e o time “Frankenstein” Alvirrubro vai até João Pessoa e derrota o “arrumadinho” Botafogo/PB, já apontado como candidato ao acesso para a Série B.

E agora? O que dizer? O América tem chances sim de brigar pelo acesso. Fazer o dever de casa nas próximas rodadas não é a cara da simplicidade, mas está dentro do possível. Conseguir um resultado positivo numa rodada decisiva jogando contra o Remo, em Belém seria impossível? Chegar ao acesso diante do Atlético/MG, no Mineirão também era. Mas, como diz a célebre frase do poeta Jean Maurice Eugène Clément Cocteau Não sabendo que era impossível, foi lá e fez“.

É, esse é o futebol do imprevisível. Aquele que derruba os apressados de plantão e faz com que devamos aproveitar o provérbio popular: “Prudência e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém”.

Itamar Ciríaco

Editor de Esportes Tribuna do Norte

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