A Série A do Campeonato Brasileiro vai chegando ao final e a competição deste ano, como em todas as outras, deixa lições que deveriam ser observadas por dirigentes, dublês de cartolas, jornalistas e torcedores. 

Lição 1

A organização da gestão transforma um clube financeiramente. Isso é melhor que apenas ter um patrocinador forte que, a qualquer momento pode lhe abandonar. Essas são as realidades de Flamengo e Palmeiras. O Rubro-negro mudou o jeito de gerir o futebol, apanhou muito, mas hoje colhe frutos que podem ser colhidos por muito tempo. O Alviverde também já obteve frutos com um grande patrocinador, mas temos que lembrar dos casos do Fluminense com a Unimed e do próprio Palmeiras com a Parmalat. Desorganizados, sem os patrocinadores, entraram em crise.

Lição 2

Colocada apenas a situação financeira de momento na balança, Fla e Palmeiras têm capacidade de investimento semelhante. A outra razão para que os títulos estejam no Rio de Janeiro é o trabalho bem feito em campo. Enquanto o Rubro-negro tinha Jorge Jesus revolucionando, o clube paulista tinha comandos antiquados e trocas sem rumo entre os seus treinadores. Ou seja, dinheiro é importante, mas tem que saber usar.

Lição 3

Outra prova dessa máxima da nota anterior é o Santos. Com uma capacidade inferior de investimento o Peixe apostou na sua velha fórmula de sucesso: Os Meninos da Vila. Colocou alguns pratas da casa em campo e trouxe Jorge Sampaoli, um dos melhores treinadores deste Brasileirão ao lado do português Jorge Jesus (melhor de todos),Tiago Nunes (ex-Athletico), Renato Gaúcho (Grêmio), Rogério Ceni (Fortaleza) e Fernando Diniz (São Paulo). 

Lição 4

Além do Santos, o Athletico também serve como exemplo de boa gestão de recursos menores. Além da campanha digna de elogios no Brasileirão, o clube paranaense brilhou internacionalmente e foi campeão da Copa do Brasil.

Lição 5

Essa quinta lição nem precisaria de um campeonato inteiro para ser observada. Trocar treinador, sem observar que o problema está na estrutura geral do time, ou até do clube como um todo, não resolve a situação. O Cruzeiro pode até escapar do rebaixamento, uma vez que o Ceará parece estar se “esforçando” para cair, mas a queda da “Raposa” seria merecida pelo que fez com o técnico Rogério Ceni. Profissional sério, Ceni foi fritado no clube mineiro graças às conhecidas “panelas” formadas por atletas como Thiago Neves e aceitas por dirigentes fracos e incompetentes.

Lição 6

O VAR (árbitro de vídeo) veio para ficar. O uso da tecnologia para evitar injustiças resultantes de erros da arbitragem é uma ideia excelente. No entanto, a aplicação desse auxílio precisa ter critérios mais claros e transparência nas decisões. O que vimos nesta Série A do Campeonato Brasileiro foi a transferência da desconfiança que recaia sobre os “homens de preto” para o conjunto geral de arbitragem, incluindo os que ficam na cabine do VAR. A tecnologia que encerraria polêmicas, foi responsável por gerar ainda mais teorias da conspiração.

Lição 7

O futebol brasileiro continua pródigo em revelar talentos, mesmo que o trabalho nas bases seja elogiável em apenas alguns clubes.  Antony (São Paulo), Guga (Atlético-MG), Jean Pyerre (Grêmio), João Pedro (Fluminense), Marcos Paulo (Fluminense), Marrony (Vasco), Matheus Henrique (Grêmio), Michael (Goiás), Reinier (Flamengo) e Talles Magno (Vasco) são apenas 10 exemplos de nomes que chegaram forte vindos das bases.

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