O Bahia é o novo “case” de sucesso do futebol brasileiro. O clube recebeu elogios em relação a gestão financeira. A mudança no estilo de trabalho foi realizada após a posse da dupla, Guilherme Bellintani e Vitor Ferraz, presidente e vice-presidente do Tricolor. Além das inovações e da austeridade no trato das finanças do time, a transparência tem sido responsável por boa parte da aprovação do modelo implantado. Recentemente, os dirigentes chamaram a imprensa e os torcedores para apresentar o balanço financeiro detalhado do clube, bem como o andamento da execução das ações planejadas.

A mudança mais badalada, em termos de gestão de clube, no Brasil, é a do Flamengo. De time endividado, o Rubro-Negro passou a ser um dos maiores investidores do futebol nacional, ao lado do Palmeiras. Estudo recente apontou que os dois clubes mordem uma fatia de 20% do mercado do futebol no País. Mas apesar de em proporções menores, o Bahia tem resultados financeiros tão bons quanto o Flamengo. Os dirigentes reduziram em mais da metade a dívida do clube e planejam para breve o fim dos débitos e o início da fase de investimentos.

O Bahia, que arrecadou R$ 76 milhões em 2014 passou a arrecadar R$ 136 milhões em 2018. A dívida que era de R$ 223 milhões, em 2014 caiu para R$ 182 milhões em 2018. A maior fonte de renda segue sendo a TV, mas houve um grande crescimento na venda de direitos de jogadores. Torcida e Marketing completam a arrecadação do time da “boa terra”. Com isso tudo e um aporte financeiro, via empréstimo, o clube conseguiu evitar a perda de patrimônio e ainda investiu em reformas.

Guardadas as proporções, aliás proporções semelhantes a comparação dos casos do Bahia e do Flamengo, fica claro o caminho da profissionalização como a principal alternativa para que os clubes se organizem. São nessas experiências, principalmente na nordestina, que clubes de massa como ABC e América precisam se basear. Esse “sopro” de profissionalismo precisa, claro, vir acompanhado da transparência com que se administra o clube e também com a democratização, que faz com que os torcedores se sintam parte e co-responsáveis pelo sucesso e até mesmo pelo fracasso das gestões.

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