“Sabe que um homem desse tamanho não chora, né? Mas olha só como eu estou. Não sei se rio ou se choro. Passa muita coisa na cabeça”. Mantendo o bom humor de sempre, com a voz rouca e pra lá de embargada, Claudinei Quirino mal conseguia falar após a condução da Tocha Olímpica Rio-2016. Logo ele que sabe bem o que é um revezamento, medalhista de prata na modalidade 4x100m em Sidney-2000, não conteve a emoção ao ouvir seu nome gritado por crianças e fãs que o acompanharam pelas ruas de Presidente Prudente, no estado de São Paulo.

 

“Isso aqui é muito emocionante. É um momento mágico pra mim. Quando recebi a confirmação da Nissan, eu fiquei contente demais e feliz pelo reconhecimento da minha vida como atleta e também pessoal. Uma história que posso dizer que é de muito atrevimento até hoje”.

Medalhista olímpico Claudinei Quirino conduz a Tocha Olímpica em Presidente Prudente, São Paulo (Crédito: Nissan/Divulgação)

Medalhista olímpico Claudinei Quirino conduz a Tocha Olímpica em Presidente Prudente, São Paulo
(Crédito: Nissan/Divulgação)

E poucos podem falar tão bem de superação quanto ele. Depois de perder a mãe, Claudinei passou a viver em um orfanato, onde morou até os 17 anos. Foi somente aos 19 anos que conheceu o atletismo. Uma paixão tardia, mas intensa, que trouxe além da prata olímpica, mais cinco medalhas em Jogos Pan-Americanos e três em campeonatos mundiais. “A sensação é igual a de uma final em Jogos Olímpicos. A vida inteira eu treinei para correr o mais rápido possível, mas hoje eu queria que esses 200 metros durassem uma eternidade”.

 

Preocupado com o futuro do atletismo no Brasil e também com a educação, Claudinei criou o projeto Talento Olímpico, que atende 840 crianças em Presidente Prudente. “Quando saí do esporte profissional, vi que existia uma lacuna muito grande no surgimento de novos talentos do atletismo e por isso resolvi apostar na base, mas sempre priorizando sobretudo a educação dentro das escolas”.

 

 

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