O Comitê Olímpico do Brasil (COB) definiu a divisão dos repasses de recursos da Lei Agnelo/Piva (LAP) para as Confederações Brasileiras Olímpicas para 2019. Com uma estimativa de arrecadação de R$ 250 milhões (11,1% a mais do que em 2018), o COB repassará às Confederações ou investirá diretamente em atletas e equipes um total de R$ 194,3 milhões, o que significa um aumento de aproximadamente 15,2% em relação a 2018. Com isso, o COB investirá quase 80% da estimativa de arrecadação da LAP em ações esportivas, o mais alto patamar desde a criação da Lei, em 2001.

Na última quarta-feira (12.12), o presidente Michel Temer sancionou, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, a Medida Provisória 846/2018, que altera a MP 841 e redistribui os recursos de loterias federais para direcioná-los, entre outros, ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). A lei decorrente da MP 846 preserva os investimentos voltados para entidades responsáveis pela gestão do esporte no Brasil, bem como os recursos destinados à cultura. Entre as entidades beneficiadas com o texto da MP estão exatamente o COB e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

“Estamos investindo com consistência nas ações diretas no esporte. Em 2019 vamos chegar ao maior patamar de investimento de Lei Agnelo/Piva, com 77,7% desta receita direcionada a ações esportivas”, disse o presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira. “O momento exige mais investimentos, já que 2018 foi um ano de dificuldades políticas e administrativas, com questões importantes que impactaram o sistema esportivo e a sociedade brasileira de uma forma geral”, completou Paulo Wanderley, lembrando que 2018 foi também um ano que em que vários setores do esporte mostraram força e união para enfrentar os problemas que apareceram.

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Neste ano, a seleção masculina de vôlei disputou a final do Mundial pela quinta vez e ficou com a prata. Confederação de voleibol é a que recebe mais recursos pela Lei Agnelo/Piva: mais de R$ 7 milhões. Foto: FIVB/Divulgação

Dos R$ 250 milhões estimados, R$ 109 milhões serão repassados para aplicação em programas das 34 Confederações Brasileiras com modalidades no programa olímpico, exceto a de futebol. Outros R$ 85,3 milhões serão aplicados pelo COB nos demais projetos esportivos:

• Projetos de Preparação Olímpica (PPOs) – ações especiais alinhadas com as Confederações, dentro do planejamento estratégico de preparação de atletas e equipes para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 e Jogos Pan-Americanos Lima 2019

• Centro de Treinamento Time Brasil

• Laboratório Olímpico

• Missões internacionais, como os Jogos Pan-Americanos

• Capacitações por meio do Instituto Olímpico Brasileiro

• Projetos de desenvolvimento de jovens talentos e Jogos Escolares da Juventude

• Corpo técnico de preparação das equipes (treinadores, preparadores físicos, médicos, fisioterapeutas, fisiologistas, entre outros)

Em relação às cinco novas modalidades do programa de Tóquio 2020, o COB adotará a mesma estratégia de 2018. Assim, dos R$ 109 milhões que serão repassados diretamente às Confederações, cerca de R$ 8 milhões serão destinados especialmente para projetos de preparação de atletas e equipes de Beisebol/ Softbol, Escalada, Caratê, Skate e Surfe.

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Cerca de R$ 8 milhões serão destinados às novas modalidades do programa olímpico de Tóquio 2020. Em 2018, Vinicius Figueira levou a prata no Mundial de Caratê. Foto: Abelardo Mendes Jr/rededoesporte.gov.br

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